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EXPOSIÇÃO DOS BEBÊS Á POEIRA NÃO TÊM INFLUÊNCIA NO DESENVOLVIMENTO DE ASMA
A exposição a certos fatores ambientais, como poeira, no início da vida parece não ter nenhum efeito sobre o desenvolvimento de asma entre as crianças, segundo estudo brasileiro apresentado esta semana no Encontro Anual da Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia.
Motivados pela descoberta de que muitos bebês de famílias de baixa renda estão expostos a altos níveis de endotoxina - toxina que integra a parede celular de algumas bactérias - e alérgenos como ácaros e baratas, pesquisadores da Universidade de São Paulo avaliaram se esse fato, aliado à amamentação exclusiva, poderia protegê-los contra o desenvolvimento da doença respiratória mais tarde, através do fortalecimento de seu sistema imunológico. Acompanhando, desde o nascimento e por 60 meses, 104 crianças com alto risco de asma e provenientes de famílias de baixa renda, os pesquisadores avaliaram a influência da exposição a alérgenos e endotoxinas, da presença de infecções e da amamentação nos casos de "chieira" persistente entre as crianças. Além disso, amostras de poeira foram coletadas no berço e no chão do quarto dos bebês e submetidas a testes para verificar o conteúdo de endotoxinas e alérgenos. |
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Os resultados indicaram que 19% das crianças desenvolveram a "chieira" persistente no peito, mas apenas as infecções respiratórias nos primeiros 12 meses de vida estavam associadas a esse problema. As análises mostraram, ainda, que a exposição a alérgenos e endotoxinas e o aleitamento materno exclusivo por seis meses não tinham qualquer influência sobre o desenvolvimento de asma nas crianças. Além disso, os autores encontraram, em 27% das crianças, sensibilização a espécies específicas de ácaros chamadas D. pteronyssinus, presentes na poeira de casa, mas sem associação à "chieira" persistente.
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TOMAR CAFÉ PODE PREVENIR CÂNCER
Tomar café e fazer exercícios físicos. Estes hábitos podem combater um mal que afeta milhares de homens todo ano: o câncer de próstata. A conclusão é de dois estudos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que registrou quedas significativas no desenvolvimento da doença e na taxa de óbito entre os pacientes que mantinham as práticas. Num dos estudos, os pesquisadores da Escola de Saúde Pública da universidade analisaram 50 mil homens que bebiam seis ou mais xícaras de café por dia. Os hábitos foram avaliados a cada quatro anos, entre 1986 e 2006. Segundo o estudo, entre os homens que consumiam a bebida todo dia, o risco de desenvolver a forma agressiva do câncer de próstara foi 60% menor, se comparado aos não bebiam.
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SEM CAFEÍNA
Os pesquisadores lembram que a queda nos casos da doença não pode ser atribuída à cafeína, pois o mesmo processo foi observado no consumo de café sem a substância. Eles acreditam na influência da bebida sobre a insulina e os níveis de hormônio para diminuir os casos da doença. E alertam que os resultados são preliminares. O estudo não recomenda que as pessoas comecem a tomar café para combater o câncer de próstata, mas diz que aqueles que gostam da bebida não precisam cortá-la.
O outro estudo, com 2.686 homens já diagnosticados com câncer de próstata, concluiu que exercícios como nadar e jogar tênis ao menos três horas por semana podem reduzir em até 35% a taxa de óbito da doença. Além disso, entre os pacientes que faziam caminhadas pelo menos quatro horas por semana, o índice de mortalidade foi 23% menor em relação àqueles que andavam menos de 20 minutos por semana.
Segundo Daniel Herchenhorn, oncologista do Instituto Nacional de Câncer, exercícios físicos agem contra a obesidade e diminuem as chances de doenças cardiovasculares.
“Muitos pacientes com câncer de próstata morrem por causa de doenças cardiovasculares. Além de ajudar nesse sentido, o exercício físico ameniza também as reações adversas dos tratamentos hormonais”, explica.
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ADVERTÊNCIA NO MAÇO DE CIGARRO FAZ COM QUE 48% DOS FUMANTES PENSEM EM LARGAR O VÍCIO
Quase metade (48,2%) dos fumantes brasileiros acha que as advertências nos maços de cigarros fazem com que fiquem mais propensos a deixar de fumar. As imagens e frases impressas impediram que 39,1% dos fumantes pegassem um cigarro quando eles estavam prestes a fumar, nos últimos 30 dias. E 61,6% deles dizem que as advertências os fizeram pensar, um pouco ou muito, sobre os riscos à saúde provocados pelo tabagismo.
Esses são os resultados preliminares de uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), como parte das comemorações do Dia Mundial sem Tabaco, comemorado no sábado (31). O tema escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a data, este ano, é "Mostre a verdade. Advertências Sanitárias salvam vidas".
Conclusões
Os resultados preliminares, que incluem a opinião de 717 brasileiros das três capitais (entre fumantes e não-fumantes), constatou que:
- 91,8% dos fumantes ouvidos disseram que se pudessem voltar atrás, não teriam começado a fumar (61.0% concordaram fortemente e 30.8% concordaram);
- 50% dos fumantes e 28% dos não-fumantes reparam nas imagens de advertência dos maços frequentemente ou muito frequentemente;
- 32,7% dos fumantes leram ou olharam atentamente para as advertências dos rótulos frequentemente ou muito frequentemente;
- 43.8% dos fumantes fizeram esforço para evitar olhar ou pensar sobre as advertências;
- 56.8% dos fumantes acham que os maços deveriam ter ainda mais informações de saúde do que possuem agora. Apenas 1,9% quer menos informação (entre não fumantes, 70.5% quer mais informação e apenas 1,3% quer menos).
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EXCESSO DE REMÉDIO PARA IMPOTÊNCIA FAZ MAL
Há 10 anos no mercado, os remédios contra impotência sexual já mudaram a vida de muitos homens em todo o mundo. No entanto, muitos recorrem a esses medicamentos sem necessidade ou orientação médica. O resultado são os riscos para a saúde, que podem surgir a médio ou a longo prazo.
“Além de provocar efeitos colaterais, como dores de cabeça, estômago e na musculatura, esses remédios, quando associados ao álcool e a outras drogas, podem potencializar o efeito dos mesmos e até causar parada respiratória”, alerta o urologista Aguinaldo Nardi, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). “Como qualquer droga, esses remédios têm benefícios e efeitos colaterais. Portanto, só devem ser receitados após a realização de exames que comprovem a disfunção erétil”.
O presidente da SBU, José Carlos de Almeida, destaca que a automedicação para disfunção erétil pode, a longo prazo, lesar o metabolismo hepático e causar prejuízos ao fígado, além de danos aos olhos, como visão turva, distúrbios da retina e alterações de cor.
“São problemas que ocorrem se o homem insistir em tomar esses medicamentos por longos períodos, especialmente quando ainda é jovem e não tem necessidade”, alerta.
Almeida destaca ainda que a disfunção erétil pode ser aviso para outras doenças, como distúrbios neurológicos, diabetes, dislipidemia e hipertensão. “Muitas vezes, o homem está preocupado apenas em cuidar da disfunção erétil, sendo que o problema pode ter causas orgânicas. Cerca de 46% deles, em qualquer faixa etária, apresentam distúrbios sexuais, mas menos de 10% procuram orientação médica”, diz. Os especialistas recomendam que a primeira visita ao médico aconteça já a partir dos 15 anos para evitar problemas futuros.
O uso excessivo de medicamentos para a disfunção erétil também pode resultar em dependência psicológica. “O homem cria ligação emocional ao uso do medicamento.
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Ele só terá confiança em seu desempenho se fizer uso da pílula. Para se livrar da dependência o indicado é terapia”, diz o urologista João Luís Schiavini, chefe do ambulatório de Andrologia do Hospital Pedro Ernesto. O urologista destaca que o remédio não vai aumentar o desejo sexual do homem. “Essas pílulas são inibidoras de uma enzima que tem como função melhorar a circulação sanguínea no interior do pênis, facilitando uma ereção mais firme e prolongada. Mas não atua sobre o desejo sexual. Se o homem não estiver excitado, de nada adiantará o remédio”. A Sociedade Brasileira de Urologia promove, até o final do mês, Campanha Nacional de Esclarecimento da Saúde do Homem. O foco será a disfunção erétil. (22/09/08)
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MUTAÇÃO GENÉTICA
Filhos de pais mais velhos têm uma maior chance de desenvolver distúrbio bipolar, de acordo com um estudo do Instituto Karolinska, na Suécia. O estudo sueco, publicado ontem, aparece na edição de setembro da Archives of General Psychiatry. Uma das teoria é de que os espermatozóides de homens mais velhos têm mais chances de sofrer mutações.
Pesquisadores analisaram o registro governamental de mais de 80 mil pessoas, incluindo 13.428 com distúrbio bipolar que nasceram entre 1932 e 1991. Os riscos começaram a aumentar ao redor dos 40 anos e eram mais fortes a partir dos 55. Crianças nascidas desses pais tinham 37% mais chances de desenvolver o distúrbio que aquelas nascidas de pais de cerca de 20 anos. A idade das mães não pareceu ser um fator importante.
Embora a pesquisa não explique por que pais mais velhos têm mais filhos bipolares, ela "reforça a noção de que há um componente biológico nisso", disse Harold Pincus, da Universidade de Columbia. O distúrbio bipolar causa mudanças dramáticas de humor e afeta cerca de 5 milhões de americanos. A idade avançada dos pais também já foi ligada a defeitos de nascença e alguns bancos de esperma têm limites de idade para doadores. (02/09/08)
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EDUCAÇÃO E EXTREMISMO
É comum nos dias de hoje, encontrarmos distorções acentuadas sobre o significado do autoritarismo e da permissividade, quando pensamos na educação familiar. Há tempos, as referências apresentadas aos nossos filhos tinham um aspecto constante de infalibilidade, havendo raramente questionamentos sobre a fragilidade desta ou daquela referência apresentada.
Os professores, médicos, advogados, juízes, os líderes religiosos, famosos e intelectuais eram comumente vistos como exemplos completos a serem seguidos em quaisquer circunstâncias. Muitas das vezes, olhamos para as nossas referências como um verdadeiro baú de virtudes, onde tudo era visto como modelo a ser seguido. Com a globalização e o conseqüente aumento do acesso a informação, podemos observar o questionamento de certos valores, antes considerados perenes, que de certa forma acabou determinando um tom de insegurança na educação e na orientação de nossos jovens.
Muitas vezes esse conflito acaba gerando atitudes que variam normalmente entre dois extremos:
- De um lado encontramos aqueles pais que tentam impor seus conceitos de forma agressiva, não valorizando o potencial de seus filhos e exercendo uma atitude de aparente domínio, mas que com freqüência causam um quadro de baixa auto-estima e insegurança, acabando por desenvolver nessas crianças um comportamento depressivo ou uma reação opositiva.
- Por outro lado vemos atitudes que refletem insegurança e medo dos próprios pais em não serem aceitos por seus filhos, fazendo com que estes acabem exercendo um papel de domínio sobre a família, gerando desconforto e prejuízo para ambas as partes. É comum nesses casos observarmos um comportamento nesses filhos caracterizado pela inversão no papel da autoridade na família.
É de extrema importância tentarmos exercer um processo educativo baseado na identificação comportamental de nossos filhos, no entendimento do nosso papel como indivíduos.
Melhor seria, antes de pensarmos no que queremos para nossos filhos, respondermos a seguinte questão: Quem é esse ser humano a quem desejamos educar e ajudar? Quais são as suas características comportamentais, suas aptidões e suas dificuldades? Só assim poderemos, de verdade, chegar mais perto do melhor método para exercermos nossa missão de educadores. |
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É mais do que sabido que não existem fórmulas mágicas que nos garantam a infalibilidade dos métodos aplicados, mas entendermos que muito podemos aprender com os conhecimentos e as técnicas da medicina comportamental e das terapias cognitivas. De certa forma, podemos afirmar que existem fatores positivos na quebra das referências infalíveis e completas, pois afinal é importante reconhecermos que todos temos dificuldades, qualidades e defeitos, e que essa revelação não invalida o valor do ser humano e de sua obra. Ao contrário, passamos a construir uma estrutura mais próxima da verdade e da clareza.
No entanto, não podemos de forma alguma abrir mão do nosso papel de pais que, mais do que amigos, temos a obrigação de dispor aos nossos filhos um sistema educacional que os preparem para a vida e os possibilitem a dar o melhor de si. Quando necessário, a ajuda de um profissional, médico ou psicólogo, é sempre bem-vinda.
Entre autoritarismo e permissividade, mais uma vez o equilíbrio está próximo do meio. Se trocarmos a palavra autoritarismo por autoridade e pensarmos em uma partida de futebol, talvez um placar de 3 a 2 com vitória da autoridade seja um número bastante interessante. Vale aqui lembrarmos de forma diferenciada, as palavras de Che Guevara: "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás." (10/08/08)
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CONTROLE DE GLICOSE É ESSENCIAL PARA
PESSOAS COM STENTS CORONÁRIOS
O controle glicêmico é importante para qualquer pessoa que tenha diabetes, porém, um controle adequado se torna essencial para se evitar complicações quando há a utilização de stents farmacológicos, segundo estudo apresentado, no Congresso da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, em Recife.
Os stents são próteses normalmente de metal que são inseridas em um conduto do corpo para prevenir ou impedir a redução do fluxo causado por entupimento das artérias. Os stents coronários, por exemplo, são implantados nas artérias obstruídas, para que estas possam levar o sangue até o coração, aumentando a oferta de oxigênio e nutrientes ao músculo cardíaco. É um método eficaz de tratamento do acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos.
Para avaliar a importância do controle da glicose entre os pacientes que passaram pela cirurgia de implantação de stent e a incidência de revascularização do vaso alvo, devido a entupimento das artérias, os pesquisadores do Hospital Balbino, no Rio de Janeiro, avaliaram 240 pacientes com indicação para um procedimento de desobstrução das artérias coronárias.
Com as análises, os especialistas observaram que, entre os pacientes que não eram diabéticos e os diabéticos com bom controle glicêmico (teste de hemoglobina glicada – A1C – menor do que 7%), as taxas de revascularização foram insignificantes (2,8% e 4,3%, respectivamente). No grupo com glicose mais alta (A1C =7%), porém, essas taxas foram bem elevadas em comparação com os outros dois grupos (15,6%).
Além disso, a incidência de re-hospitalização foi bem maior entre aqueles com glicose mais alta – 18,2%, contra apenas 4,3% dos pacientes que controlavam bem os níveis de açúcar no sangue. A recorrência de angina, ou dor no peito, também quase três vezes foi maior entre esses pacientes. (20/06/08)
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