MORTE SÚBITA DE ORIGEM CARDÍACA

O termo “morte súbita cardíaca” descreve uma situação que se caracteriza pela cessação da função do coração, que seria de bombear o sangue por todo o organismo, através dos vasos sanguíneos. Ela inclui os casos que evoluem com recuperação seja espontânea ou com auxílio de manobras médicas. Por isso, o termo é criticado, já que muitos pacientes não morrem, na verdade. Apesar disso, o termo continua descrevendo os casos de parada cardíaca fatal e não-fatal.

Na grande maioria das vezes, a morte súbita cardíaca se deve a arritmias cardíacas, ou seja, alterações na ativação do coração fazendo com que ele passe a “bater descompassado”, em velocidade acelerada. Essas alterações ocorrem mais frequentemente em corações que já apresentam algum grau de comprometimento por outra doença, como a pressão alta, o diabetes, a insuficiência cardíaca, o infarto do miocárdio, entre outras.

A ocorrência de morte cardíaca súbita em pessoas com coração normal é bastante incomum. Porém, na verdade o coração desses pacientes não é totalmente sadio, o que acontece é que as alterações existentes não podem ser detectadas pelos exames disponíveis.

Causas

Como já comentamos, a causa mais freqüente da morte súbita cardíaca é a doença do coração, especialmente a isquêmica. Nesse tipo de doença, ocorre estreitamento das artérias que são responsáveis pelo fornecimento de sangue rico em nutrientes ao coração. Esse estreitamento se deve à formação de placas de gordura (colesterol) na parede dessas artérias. Com isso, a quantidade de sangue para manter a boa nutrição das células cardíacas pode diminuir significativamente. Além disso, essas placas podem sofrer ruptura e, quando isso acontece, forma-se um coágulo no local da ferida. Assim, a artéria fica completamente bloqueada, não consegue levar nutrientes e oxigênio para as células cardíacas, que podem evoluir para a morte celular. Esse é o mecanismo do infarto do miocárdio, que se caracteriza pela morte das células cardíacas devido à ausência de nutrientes e oxigênio. Além da morte das células, a redução da oxigenação dessas células faz com que o coração fique mais suscetível ao desenvolvimento de arritmias cardíacas graves, responsáveis pela morte cardíaca súbita.

As cardiomiopatias representam um grupo de doenças do coração nas quais a musculatura cardíaca não funciona adequadamente, por qualquer motivo que seja. A causa mais comum é a isquemia, mas existem outras. No coração, existe um sistema de condução que funciona como se fosse o sistema elétrico de uma casa. Esse sistema conduz estímulos que faz com que o coração bata no ritmo e freqüência corretos. Algumas pessoas apresentam doenças que acometem especificamente esse sistema, colocando-as em risco de desenvolverem distúrbios do ritmo, ou seja, arritmias cardíacas.

Outras doenças que menos comumente podem causar a morte cardíaca súbita incluem: (a) insuficiência cardíaca, que se caracteriza pela incapacidade do coração em bombear adequadamente o sangue para todo o organismo (diz-se que o coração encontra-se fraco, aumentado de tamanho); (2) doenças das valvas cardíacas, como estreitamentos que dificultam a passagem do sangue; (3) miocardite, ou inflamação do coração, pode causar arritmias; (4) embolia pulmonar, que se desenvolve quando um coágulo formado nas veias das pernas se desprende da parede da veia, viaja pela circulação sanguínea e chega ao pulmão, onde acaba “entupindo” uma das pequeninas veias pulmonares, podendo causar morte das células no local.

Fatores de Risco

Na verdade, os fatores de risco para morte cardíaca súbita incluem as causas já mencionadas acima, entre outras:

  • Doença cardíaca isquêmica, incluindo ocorrência prévia de infarto do miocárdio (especialmente nos últimos seis meses)
  • Doenças cardíacas outras, como a insuficiência cardíaca, a miocardiopatia hipertrófica, doenças das valvas, etc
  • Episódio prévio de parada cardíaca
  • História familiar de morte cardíaca súbita ou doenças do sistema de condução do coração
  • História de doença cardíaca congênita
  • Relato de episódios anteriores de desmaios de causa cardíaca
  • Obesidade, diabetes, tabagismo: já que são fatores de risco para doenças cardíacas em geral, especialmente a isquêmica
  • Abuso de drogas

Tratamento

Na maioria das vezes em que o coração pára de funcionar de maneira inesperada, a causa é um tipo de arritmia cardíaca grave chamada de fibrilação ventricular. Nesse tipo de arritmia, o coração não consegue bater de maneira coordenada, surgindo vários focos de estímulos, e o músculo apenas fibrila (como se fosse um leve “tremor”). Assim, ele não consegue bombear o sangue para o organismo, principalmente o cérebro. Com isso, o paciente perde a consciência e evolui com queda da própria altura. O tratamento dessa arritmia consiste na aplicação de um choque elétrico na parede torácica, com o objetivo de tentar restaurar o funcionamento adequado do sistema de condução do coração. Esse choque é chamado de desfibrilação e o aparelho usado é o desfibrilador. Atualmente, existe uma tentativa de se disponibilizar desfibriladores de fácil manuseio, além de treinamento adequado da população para fazer uso do mesmo, em locais públicos com grande concentração de pessoas, facilitando a abordagem desses pacientes. Nos casos de “morte” cardíaca súbita, tempo é vida; por isso, o tratamento deve ser feito o mais rapidamente possível (preferivelmente em até 6 minutos).

Após a recuperação, a causa da parada cardíaca deverá ser pesquisada adequadamente, e o tratamento específico aplicado. Além disso, esses pacientes devem ser avaliados para o implante de um aparelho semelhante a um marcapasso, chamado de cardioversor-desfibrilador implantável. Esse aparelho é capaz de detectar a arritmia cardíaca assim que ela começa a acontecer e já aplica um choque diretamente no coração, para reverter o processo.

Prevenção

A melhor abordagem da morte cardíaca súbita é a prevenção. Como a maioria dos casos ocorre em pacientes com doenças cardíacas, a população de risco é representada principalmente por homens com idade superior a 40 anos, tabagistas, hipertensos e diabéticos, já que esses são os fatores de risco para infarto.

Na presença de algum dos fatores de risco listados anteriormente, recomenda-se conversar com seu médico para que seja definida a melhor conduta. Em primeiro lugar, deve-se manter o acompanhamento regular, usar corretamente as medicações prescritas, modificar seu estilo de vida de forma a reduzir o sedentarismo e manter uma alimentação saudável.

Se você já possui o diagnóstico de doença cardíaca isquêmica, e até mesmo se não possui, existem algumas mudanças no seu estilo de vida que podem ajudar a reduzir o risco de morte cardíaca súbita:

  • Pare de fumar
  • Perca peso
  • Faça exercícios físicos regularmente
  • Mantenha uma dieta com baixo teor de gorduras
  • Faça bom controle do diabetes, da pressão alta e do colesterol

Em alguns casos, pode ser necessário o implante do cardioversor-desfibrilador implantável, conforme já comentado anteriormente. (04/11/08)


SEXO FAZ BEM À SAÚDE DO IDOSO

Aos 72 anos, a dona-de-casa Ilza Silva Santos estava deprimida, sem vontade de comer, com muitas dores pelo corpo e sentindo-se sozinha. Viúva, ela voltou a sorrir e conta que a vida mudou há um ano, depois que se casou com Nilton, 53 anos. Engana-se quem pensa que pessoas da terceira idade procuram apenas um amigo, um companheiro no casamento.

De acordo com a geriatra Lenita Sampaio, o sexo na terceira idade é muito prazeroso e faz bem à saúde do idoso. “Sexo dá uma sensação de bem-estar. O idoso tem mais ânimo para sair de casa, fica mais forte para enfrentar as doenças da idade e também reafirma o vínculo com o parceiro. Quanto mais se pratica sexo, menos chance se tem de ficar doente. Idosos que fazem sexo têm menos infecções urinárias. Os hipertensos também melhoram muito”, diz a geriatra, acrescentando ainda que o consumo de medicamentos diminui. Ilza é um bom exemplo disso.

“Depois que meu marido, com quem fui casada por mais de 50 anos, morreu, eu fiquei muito sozinha. Andava triste. Ia para a igreja e pedia a Deus que colocasse no meu caminho um homem bom, que não bebesse e não fumasse. A primeira vez que vi o Mineiro, meu coração bateu muito por ele. Mas ele não olhava nos meus olhos, porque era muito tímido. Fui eu quem namorei ele. Eu pegava na mão dele e ele se assustava, como se levasse um choque”, conta Ilza, rindo.

“Meu marido havia sido meu único namorado. Eu não imaginava que poderia ter um outro na minha vida. Mas estou muito feliz”, acrescenta Ilza. Muito descontraída, ela ri quando a pergunta é sobre sexo. “Ele está com tudo em cima e eu acompanho. É claro que a gente não é mais jovem, mas nos divertimos. Para mim, ele é lindo”, comenta Ilza, que vai regularmente ao ginecologista.

A geriatra Lenita conta que a maioria das pessoas tem a idéia errada de que o sexo acaba aos 60 anos. Segundo a médica, após a menopausa, é comum a mulher apresentar problemas sexuais como diminuição da libido, falta de orgasmo, diminuição da lubrificação da vagina, o que pode causar dor durante a relação sexual. Já o homem pode apresentar impotência, decorrente de problemas circulatórios e da diminuição da sensibilidade na região do pênis. A especialista ressalta que todos esses problemas devem ser conversados com os médicos.

 

“Muita gente pensa que com a idade, a pessoa fica assexuada e não tem interesse por sexo, o que é um erro. A maioria dos médicos, por exemplo, não pergunta ao paciente idoso como está a vida sexual. Muita gente acha, por exemplo, que as pessoas de terceira idade não se masturbam”, comenta a geriatra. “Sexo na terceira idade tem suas diferenças. A ereção pode não ser completa, assim como o tempo de ereção. O desejo pode não ser o mesmo, mas são contornáveis”, diz. "Com a idade, a qualidade do sexo é a maior preocupação, e não a quantidade. Assim como a maturidade para o afeto”.

Aos 64 anos, o segurança Paulo Barbosa conta que tem uma vida sexual plena. “Descobri que fizeram até macumba para que eu perdesse meu interesse por sexo, mas não adiantou. Tem que saber conversar legal, tocar, fazer carinho”, ensina. “Depois que me separei, morei com uma mulher de 42 anos. Mas não deu certo e me separei novamente. A última tem 32 anos”, afirma ele. (06/10/08)


ANÁLISE DA RETINA REVELA DIABETES NA FASE INICIAL

Um aparelho que analisa a retina (membrana que recobre a face interna do olho e que contém as células capazes de captar os sinais luminosos) é a mais nova ferramenta dos especialistas no diagnóstico precoce do diabetes. Desenvolvido por cientistas do Centro Ocular Kellog, da Universidade de Michigan, o equipamento tira uma espécie de fotografia especializada do sistema ocular do paciente e analisa o estresse metabólico da retina, medindo a intensidade fluorescência celular no tecido.

São dois os indicadores da doença revelados na imagem: altos níveis da autofluorescência (uma propriedade que as células da retina apresentam quando estão sob sofrimento) e uma quantidade alem do normal de flavoproteína, um componente natural dos olhos. Entre os métodos disponíveis hoje em dia, o aparelho é o que consegue fazer o diagnóstico mais precoce da doença. (22/07/08)

GRIPES E RESFRIADOS: COMPORTAMENTO DOS BRASILEIROS

A queda da temperatura combinada a ambientes fechados e a poluição dos períodos de outono e inverno formam um cenário ideal para a transmissão de doenças como gripes e resfriados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as epidemias anuais de gripe contaminam de 5% a 15% da população mundial e estima-se que sejam responsáveis por cerca de 3 milhões a 5 milhões de casos graves e 250 mil a 500 mil mortes por ano.

As gripes e resfriados são infecções causadas por vírus que podem afetar diversos locais das vias aéreas, como: garganta, laringe, faringe, traquéia, nariz e seios paranasais.

Apesar da confusão entre as definições, 46% dos indivíduos entendem que há três "estados" da gripe: gripando, gripado e resfriado, sendo que a primeira é vista como algo que não incomoda tanto. Já as duas últimas, são consideradas mais sérias e, eventualmente, até precisam de intervenção médica. Mas em todos os "estados" os sintomas mais comuns são os mesmos: dor no corpo, dor de cabeça e coriza.

"Gripando" é o que o senso comum define como o início de uma gripe ou resfriado, ou seja, quando o indivíduo fica indisposto, começa a sentir um mal estar geral, dores de cabeça e no corpo.

As gripes são provocadas pelo vírus Influenza, têm início abrupto e apresentam como sintomas a febre alta, tosse seca e dor de cabeça que podem durar de duas a três semanas. Já os resfriados, causados por diversos vírus, são menos intensos e de recuperação mais rápida. São marcados por tosse, irritação na garganta, dor de cabeça e febre, geralmente menos intensa. Coriza e obstrução nasal também podem estar presentes.

 

Os sintomas são principalmente respiratórios, mas essas enfermidades podem causar também dores musculares, sensação de cansaço e indisposição, entre outros. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa ou por meio de objetos contaminados. Algumas práticas como manter os ambientes arejados, evitar locais com exposição ao ar condicionado por muito tempo e evitar ambientes fechados com grande acumulo de pessoas, podem diminuir o risco de contágio.


ESTUDO LIGA ESTRESSE DOS PAIS A DOENÇAS EM CRIANÇAS

Filhos de pais estressados ou ansiosos são mais vulneráveis a infecções. Uma pesquisa conduzida por pesquisadores americanos sugere que filhos de pais estressados ou deprimidos são mais vulneráveis a doenças e a infecções.

Os especialistas, da Universidade de Rochester, acompanharam 169 crianças ao longo de três anos durante os quais os pais registravam a incidência de doenças nos filhos, reportando-as a psiquiatras a cada seis meses. Os pesquisadores, coordenados pela médica Mary Caserta, observaram que a ocorrência de doenças era maior entre as crianças cujos pais tinham altos níveis de "estresse emocional".

A equipe ainda avaliou amostras de sangue das crianças e verificou que as que tinham pais estressados apresentavam maiores níveis de células imunológicas, que viajam pelo corpo combatendo organismos estranhos. A relação entre estresse e baixas no sistema imunológico já era conhecida, mas os pesquisadores americanos foram além ao trazer evidências que mostram que o problema pode ser transmitido dos pais para os filhos.

Os pesquisadores reconheceram, no entanto, que ao permitirem que os pais medissem o grau de doenças dos filhos poderiam mascarar os resultados, já que os pais mais ansiosos poderiam ter mais tendência a achar que seus filhos sofriam do mesmo mal. Ainda assim, sustentam que os resultados sugerem uma forte ligação entre estresse dos pais e saúde das crianças. O trabalho foi publicado na revista especializada "Brain, Behavior and Immunity".


PREVENÇÃO PARA A SAÚDE

A prevenção continua sendo fundamental para a saúde. Até porque os problemas de saúde estão se desenvolvendo cada vez mais cedo. Para termos uma idéia, a média de idade dos executivos que fizeram recentemente, um estudo nos EUA, sobre como estavam de saúde indicou que a maioria tinha problemas com idade até 40 anos. Ficou constatado que as grandes empresas estão treinando profissionais cada vez mais jovens e a conseqüência disso são os riscos a que eles são submetidos precocemente.

Quanto mais alto o cargo maiores os riscos envolvidos. Presidentes e vice-presidentes têm 6,67% mais chances de desenvolver problemas cardiovasculares que outros cargos hierárquicos; diretores têm 5,97%; e gerentes, 3,28%.

Raízes do problema

Sobrepeso e sedentarismo são as palavras-chave quando se trata de riscos cardiovasculares. A rotina de trabalho empresarial, que acumula entre 10 e 14 horas diária em frente ao computador, ao telefone ou em mesas de reunião, impede que o profissional se alimente de forma adequada e nos horários indicados.

As atividades físicas ficam fora da pauta do dia. Não sobra tempo para caminhada, jogos de tênis e até para subir um lance de escadas. O sedentarismo deixa a pessoa mais propensa a ganhar peso, o que aumenta o risco de doenças do coração”, explicam os especialistas.

Estresse Crônico

Até certo ponto o organismo encara o estresse de forma positiva. Assim, trabalhar sob pressão, ter necessidade de oferecer respostas rápidas e soluções eficazes não é necessariamente um drama. A questão é se essa combinação se torna constante – então o estresse positivo se torna negativo e o corpo reage, adoecendo.

O estresse é uma resposta do organismo a situações desafiadoras. Ocorrem alterações hormonais e do fluxo cardiovascular para que seja tomada a decisão de fugir ou enfrentar. Ao viver constantemente sob estresse, o organismo sofre um esgotamento que pode ter impacto na saúde física e mental, definem os especialistas.

Mudança de hábitos

Mesmo com 14 horas diárias de trabalho é possível manter uma rotina que garanta mais qualidade de vida. Cuidados com a alimentação e inclusão de qualquer atividade física no dia-a-dia colaboram para a diminuição de riscos à saúde, além de promover o bem-estar.

Sedentarismo

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de praticar 30 minutos de atividade física pelo menos cinco vezes na semana. A boa notícia é que esse tempo pode ser cumulativo, ou seja, é possível dividi-lo ao longo do dia, em intervalos de 5 ou 10 minutos.

 

Dessa forma não há desculpa para não se exercitar porque só o fato de deixar o carro longe da entrada, mesmo que sejam cinco minutos de caminhada, já conta como atividade física.

Algumas possibilidades de exercícios simples que podem ser realizados durante o dia de trabalho:

  • Caminhar depois do almoço;
  • Falar ao celular andando;
  • Subir alguns lances de escada até o escritório.

Dez mil passos

A alternativa encontrada pelos médicos para incluir a atividade física na vida dos executivos sedentários foi o Programa Dez Mil Passos – número ideal a ser atingido diariamente. Nossa média normal fica entre 2,5 e 3 mil passos. Mas, com o auxílio de um aparelho chamado Pedômetro, que mede a quantidade de passadas ao longo do dia, é possível que a pessoa agregue, de forma gradual, vez mais passos em seu dia, até chegar ao número recomendado. A orientação é que se faça um incremento de 50 passadas por semana. Dessa forma, é fácil chegar aos 10 mil passos sem sentir.

Alimentação

Idealmente devem-se fazer cinco refeições diárias. Quem trabalha fora sabe que, para isso, é preciso disciplina e sempre ter algo por perto para comer - seja uma fruta, uma barra de cereais ou um sanduíche. Medidas podem ser adotadas para que as refeições sejam feitas de forma inteligente e inclusiva, ou seja, que prestigie todos os alimentos:

  • Se há a possibilidade de comer duas porções de determinado alimento, prefira apenas uma;
  • Se o almoço for em maior quantidade, diminua o jantar;
  • Não exclua alimentos da dieta, apenas consuma em menor quantidade.

Revisão Continuada de Saúde

Algumas recomendações podem ser seguidas para garantir vida saudável:

  • Pare de fumar;
  • Realize atividade física moderada: 30 minutos ao dia, pelo menos cinco dias na semana;
  • Ao consumir bebidas alcoólicas, faça-o com moderação: máximo de duas doses ao dia para homens e uma dose para mulheres;
  • Use filtro solar regularmente;
  • Mantenha ou busque atingir o peso adequado;
  • Limite a ingestão de gorduras;
  • Consuma peixes regularmente – ao menos uma porção por semana;
  • Consuma frutas e vegetais diariamente;
  • Consuma grãos, legumes e fibras diariamente;
  • Reduza a ingestão de sal;
  • Realize consultas periódicas ao médic

CIENTISTAS DESCOBREM COMO GENE CAUSA CÂNCER

Mutações no gene ligado ao câncer de mama, o BRCA1, parecem estar associadas à perda de uma proteína importante para regular o crescimento das células. Segundo os cientistas, esta descoberta pode levar a tratamentos mais eficazes para mulheres com um tipo de câncer de mama agressivo e especialmente mortal, conhecido como triplo-negativo. Este tipo de câncer não responde aos remédios utilizados atualmente. Há mais de uma década os cientistas sabem que as mulheres com certas alterações no gente BRCA1 têm alto risco de câncer de mama. O que eles não entendiam bem era como a mutação deste gene pode levar à doença. Os cientistas acreditam agora que as mutações no gene BRCA1 podem deixar as células incapazes de realizar o trabalho de reparação dos danos no DNA. Quando o dano é na proteína PTEN, o crescimento da célula não é identificado, e então o tumor se instala.

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DOR DE CABEÇA FORTE PODE CAUSAR OUTRAS DORES

Cientistas norte-americanos descobriram que as pessoas que sentem dores de cabeça fortes têm diferenças no córtex somatosensorial - uma parte do cérebro que processa informações ligadas às sensações. Os neurologistas compararam os cérebros de 24 pessoas que sofriam de enxaquecas freqüentes com os de 12 pessoas que não tinham enxaqueca. Eles descobriram que o córtex somatosensorial é até 21% mais denso naqueles que têm histórico de enxaquecas.

Segundo o coordenador do estudo, Nouchine Hadjikhani, isto pode explicar por que as pessoas que têm enxaquecas também podem sofrer de outras dores, como dor nas costas, na mandíbula e outros problemas sensoriais, como a alodinia -- quando a pele se torna tão sensível que até mesmo um vento leve pode ser doloroso. Segundo ele, repetidos ataques de enxaqueca podem levar a mudanças estruturais no cérebro, ou serem o resultado delas.

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A RESPONSABILIDADE CIVIL NA ÁREA MÉDICA

Inúmeros são os processos no Brasil envolvendo médicos, hospitais e seguros saúde e a apuração de suas responsabilidades em relação a danos causados a pacientes. O fato é que os usuários de serviços médicos, mesmo aqueles que provêm de camadas sociais menos afortunadas, têm uma idéia clara de seus direitos como pacientes. Cada vez mais se consolida a percepção do erro, da imperícia, da negligência e da imprudência e, principalmente, a busca da reparação.

Todo indivíduo tem o dever de não praticar atos nocivos, danosos ou prejudiciais à outra pessoa, dos quais resultem prejuízos. Todos devem responder por seus próprios atos ou por atos de terceiros a que possam estar ligados moralmente, principalmente profissionais que atuam na área médica, pois tratam essencialmente de vidas.

Dessa forma, os operadores do Direito sempre buscam um maior aperfeiçoamento sobre o tema, tendo como elemento de referência a análise da culpa. A responsabilidade civil do médico, na qualidade de profissional liberal, será apurada mediante a verificação da culpa. Por outro lado, quando se tratar de serviços médicos prestados, por exemplo, por um hospital como fornecedor de serviços, a apuração da responsabilidade independe da existência de culpa.

Para que o tema fique claro, é necessário explicar alguns conceitos fundamentais. Em primeiro lugar, o de culpa. No sentido jurídico, culpa ocorre quando o agente não visa a causar prejuízo a outrem, mas o dano simplesmente resulta de sua atitude negligente, imprudente ou imperita. Dolo é a violação deliberada, consciente, intencional de um dever jurídico. O dano, como fenômeno jurídico, é aquele que decorre da inobservância de uma norma. E, por último, deve haver uma relação de causalidade entre a ação ou omissão culposa do agente e o dano à vítima. Ou seja, se a vítima sofre o dano, mas não se evidencia a relação de causalidade com o comportamento do agente, não haverá que se falar em indenização.

Postos esses conceitos, vale destacar duas teorias existentes no Direito Civil brasileiro com relação à responsabilidade civil: a Teoria Subjetiva e a Teoria Objetiva. Na Teoria Subjetiva, a responsabilidade se baseia na noção de culpa, cabendo à vítima provar a culpa do agente e se demonstrada negligência, imprudência ou imperícia deste, decorrerá o dever de indenizar. Já a Teoria Objetiva tem como postulado que todo dano é indenizável e deve ser reparado por quem a ele se atrela por um nexo de causalidade.

No caso do médico, não há o compromisso de curar, mas tão somente o de proceder de acordo com as regras e métodos da profissão. O que se exige do médico é a prestação de serviços conscienciosos, atentos, zelosos, bem como a utilização de recursos e métodos adequados. Assim sendo, a responsabilidade civil médica ocorre quando a vítima demonstrar que o profissional agiu sob qualquer modalidade culposa, ou ainda com dolo. Em qualquer desses casos, a prova cabe àquele que se disser prejudicado. A responsabilidade civil médica é, conforme acima exposto, subjetiva.

Algumas vezes, entretanto, pode-se presumir a culpa (Teoria Objetiva), como no caso de cirurgias plásticas estéticas, exames de laboratório e check-up. Nesses casos se tem a chamada obrigação de resultado, ou seja, o profissional se obriga a atingir determinado fim. O que interessa é o resultado de sua atividade.

No caso de hospitais e clínicas, a responsabilidade é objetiva quanto aos atos de seus prepostos ou empregados. Segundo a Teoria Objetiva, se presume a culpa de hospitais e clínicas por atos praticados por médico vinculados a eles. Porém, ao estabelecimento cabe o direito de regresso (direito à recomposição de seu patrimônio) contra o seu agente culpado. O mesmo ocorre com as operadoras de saúde quanto aos defeitos do serviço prestado por médico a ela vinculado ou hospital por ela mantido.

O artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor dispõe que "o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência da culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação de serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos".

Dessa forma, sendo a operadora de saúde pessoa jurídica que explora atividade empresarial no ramo de medicina, é irretorquível que se enquadra no conceito legal de fornecedor de serviços e que é objetiva sua responsabilidade por eventuais defeitos médico-hospitalares prestados aos consumidores em geral. Trata-se de tema cheio de peculiaridades e, portanto, deve ser analisado e estudado cada caso concreto, não só pelos operadores do Direito, mas também por todos aqueles que prestam serviços ligados à área de saúde.

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PROJETO PREPARA CRIANÇAS PARA VIVER ATÉ OS 100 ANOS

O Hospital das Clínicas de São Paulo está preparando cerca de mil crianças para viver até, pelo menos, os 100 anos de idade, e com qualidade de vida. O projeto é realizado no Centro de Saúde Escola do Butantã, zona oeste da capital, com monitoramento dos profissionais do HC.

Por meio de metodologia específica, chamada “familiograma”, é realizado um levantamento detalhado do histórico da criança e de seus familiares, incluindo características genéticas e sociais, para o acompanhamento do grupo.

O objetivo do trabalho é possibilitar às crianças melhores condições de saúde, para que elas superem, com folga, a atual expectativa de vida dos brasileiros, que é de 71 anos.

O trabalho de acompanhamento do crescimento leva em conta não apenas a evolução na infância e na adolescência, mas a prevenção de eventuais doenças que a criança possa ter na vida adulta, originadas nos primeiros anos de vida ou até mesmo na fase fetal. Doenças como diabetes, hipertensão ou osteoporose, quando identificadas no histórico familiar, começam a receber atenção especial e ações básicas como hábitos alimentares, estilo de vida e atividade física desde a infância, são monitoradas.

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REMÉDIOS SERÃO DISTRIBUÍDOS A MAIS DE 300 IDOSOS EM SANTA CATARINA

Programa de Rio do Sul alcança a metade dos moradores acima dos 60 anos. Mais 300 pessoas acima dos 60 anos foram incluídas, oficialmente, no Programa de Saúde do Idoso de Rio do Sul, no Alto Vale, que distribui medicamentos de uso contínuo gratuitamente.

Uma lista de 80 remédios que não fazem parte da Farmácia Básica do governo federal é bancada com recursos do município. Entre os beneficiados estão Rolanda Herchmann, residente no Bairro Bela Aliança, que gastava R$ 324,30 por mês com a compra de medicamentos, e Getúlio Bini, do Budag, que, a partir de agora, vai economizar R$ 302,86 mensalmente.

Com as inclusões, o número de beneficiados chega, agora, as 2.617 pessoas, o que significa um investimento de R$ 100 mil mensais. O programa completou, ontem, o seu terceiro ano e o resultado positivo, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, é que o percentual de internações na faixa acima dos 60 anos caiu 8% nos últimos seis anos.

Somente as por problemas respiratórios diminuíram 41% nesse período, graças, também, à vacinação obrigatória dos participantes. Com a inclusão das 300 pessoas que necessitam de medicamentos de uso contínuo, metade dos 5,2 mil habitantes de Rio do Sul nesta faixa etária passou a ser beneficiada.

A pensionista Norma Wirtz, 78 anos, recebe mensalmente R$ 380 e gastaria R$ 246,25 se tivesse que comprar as pomadas Xalatan e Lumigan, para tratamento de glaucoma, e ainda Artrolive, indicada para a artrose. Viúva e sem filhos, muitas vezes, era obrigada a deixar os medicamentos de lado para pagar as despesas de casa.
- Tinha umas amigas que me ajudavam as vezes.

CTI DENTRO DE CASA AINDA É PARA POUCOS

Assistência domiciliar, garantida pelo SUS, melhora vida de crianças com distrofia muscular e paralisia cerebral. As brincadeiras com a irmã Brenda, a foto no colo do papai Noel, nada disso seria possível se Rhuan Pablo Souza Macedo, de 5 anos, não fosse atendido pelo Programa Vent Lar, que integra o tratamento domiciliar do Hospital Infantil João Paulo II, em Belo Horizonte.

Portador de distrofia muscular, ele depende de um ventilador mecânico, em algumas horas do dia e durante toda a noite. Graças ao projeto, vive em sua casa com um aparelho cedido pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) e recebe visita diária de profissionais para cuidar de sua saúde. Se não tivesse essa oportunidade, o menino ficaria restrito a um leito de terapia intensiva (CTI), com chances de morrer de infecção hospitalar.

O esforço para salvar vidas e devolver a infância a muitas crianças foi reconhecido no 1o Congresso Brasileiro de Atenção Domiciliar, em Cascavel (PA). Dois projetos de assistência domiciliar desenvolvidos pelo hospital foram premiados no congresso, selecionados entre 108 trabalhos de todo o país. Em BH, há iniciativas semelhantes ao que é feito no Hospital João Paulo II, antigo Centro Geral de Pediatria. São 15 equipes que correm a cidade, para oferecer assistência a pacientes que precisam de cuidados médicos em casa.

Segundo a coordenadora da atenção domiciliar da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), Mariana Borges, o serviço atendeu 8.280 casos em 2006, o que representa 41% dos pedidos de internação de clínica médica. “Ganhamos em economia com a desocupação desses leitos, otimizamos os recursos hospitalares e oferecemos maior humanização para a recuperação das pessoas”, afirma. Os números são consideráveis, pois na capital há um déficit de 800 leitos para internação, por mês, nos hospitais conveniados ao SUS. Segundo a central de leitos da SMSA, 6 mil pedidos de internação hospitalar deixaram de ser atendidos, no ano passado, por falta de leitos.

Há equipes de assistência domiciliar nos hospitais Eduardo de Menezes, das Clínicas, Pronto-Socorro João XXIII, Júlia Kubitschek, Maternidade Sofia Fieldman e João Paulo II, que mantém dois programas de internação domiciliar. Os pacientes recebem em casa, diariamente, os cuidados de uma equipe multidisciplinar. Segundo a diretora-geral do hospital infantil, Helena Maciel, são 36 leitos desocupados, por dia, com crianças atendidas em seus lares. Evitar o risco de infeção hospitalar, privilegiar a convivência com a família e agilizar a recuperação são benefícios que podem ser comprovados com a atenção domiciliar.

O Vent Lar foi criado em 2002, para atender portadores de distrofia muscular. A doença faz com que a criança tenha dificuldades para ações básicas, como inspirar profundamente e tossir para eliminar secreções das vias aéreas. Para evitar que as crianças fiquem presas em aparelhos, dentro do hospital, a Fhemig gasta R$ 36 mil por mês no aluguel dos equipamentos. “Optamos pelo aluguel porque, caso algum aparelho apresente problema, a empresa oferece manutenção ou repõe o equipamento a qualquer hora do dia ou noite”, diz a diretora do hospital.

Dessa maneira, aparelhos de terapia intensiva são adaptados nas casas dos pacientes, que recebem também medicação e acesso rápido ao hospital se houver necessidade de internação. Os cuidadores das crianças – mãe, pai, avós – são treinados quando o paciente está internado e depois monitorados nas visitas diárias, pois um simples resfriado significa risco para os portadores de distrofia muscular.

Segundo a pneumologista Alessandra Machado, é preciso ampliar o acesso e melhorar a infra-estrutura do programa, pois 43 pacientes aguardam na fila para serem incluídos no Vent Lar. “Presenciamos uma redução significativa dos custos, pois são pacientes que precisam de ventilação mecânica. Se não estivessem no programa, dependeriam do CTI por causa do aparelho”, afirma.

Entrosado coma equipe do Vent Lar, Rhuan Pablo sorri para mostrar a todos o dente de leite que acabou de cair, numa demonstração de que a doença não o impede de ser criança. Desde que ingressou no Vent Lar, em janeiro de 2004, nunca mais precisou ser hospitalizado. “Quando recebi o diagnóstico da doença, me comunicaram que ele ficaria três dias em casa e um mês no hospital. Encarei a situação com muita fé e coragem. Felizmente vivo, com o apoio da equipe”, diz a mãe de Rhuan, Sandra de Souza.

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CAMINHADA ACELERADA PODE SIGNIFICAR
LONGEVIDADE PARA DIABÉTICOS

Longas caminhadas em ritmo acelerado podem significar vida mais longa para homens com diabetes do tipo 2, segundo um estudo da Touro University International, em Cypress, Califórnia (EUA). Um grupo de médicos da universidade estudou dados de milhares de homens com essa doença e descobriu que aqueles que faziam caminhadas regularmente tinham menor probabilidade de morrer em decorrência da diabetes do que aqueles mais sedentários. Além disso, o estudo revelou que quanto mais rápido fossem as caminhadas, menores seriam as chances desses diabéticos desenvolverem doenças do coração, incluindo ataques cardíacos e derrame.

Mihaela Tanasescu, médica que conduziu a pesquisa, disse que "o exercício é sempre sugerido aos pacientes com diabetes, principalmente para controlar as taxas de glicose no sangue, mas os dados mostram que além disso, o exercício reduz o risco de doenças cardíacas". Doenças do coração são a causa de cerca de 75% das mortes entre pessoas com diabetes.

Tanasescu e sua equipe estudaram por 14 anos o comportamento de 2.803 homens com diabetes do tipo 2. Durante esse período, 266 homens sofreram ataques cardíacos ou derrames. Desses, 96% morreram. Além deles, outros 355 homens morreram no decorrer dos estudos.

Segundo os pesquisadores, os homens que andaram a velocidades mais altas estavam menos propensos a morrer, independente do tempo de exercício que praticavam. A maior redução do risco de doenças cardíacas foi vista entre os homens que gastaram entre três e cinco horas com caminhadas em passos rápidos.

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CIENTISTA PREVÊ AUMENTO EXPRESSIVO DA EXPECTATIVA DE VIDA


As pesquisas relacionadas ao combate aos efeitos do envelhecimento podem conseguir avanços históricos nas próximas décadas, possibilitando um aumento expressivo da expectativa de vida, prevê o biomédico e gerontologista britânico Aubrey de Grey. Segundo o pesquisador, em apenas 30 anos a média de vida dos habitantes dos países desenvolvidos já será algumas décadas maior do que a registrada nos dias de hoje.

Se terapias de rejuvenescimento aplicadas em ratos de laboratório puderem ser feitas em humanos até lá, afirma o pesquisador, uma pessoa de 55 anos poderá esperar viver outros 60 anos ou mais. Muitas décadas a mais do que a expectativa de vida prevista pelo Departamento de Estatística da Grã-Bretanha, segundo o qual o homem britânico médio que tivesse 65 anos em 2004 podia esperar chegar aos 84 em 2036.

Isso, segundo de Grey, pode mudar os padrões tradicionais de vida familiar, de carreiras, de aposentadoria, de educação e de criação dos filhos. Além de alterar profundamente o sistema previdenciário. Essas coisas terão de ser analisadas agora pelos especialistas em planejamento financeiro. O setor (previdenciário) sempre partiu do pressuposto de que, se a média de vida aumentasse, esse aumento seria pequeno - afirmou.

Segundo dados do Departamento de Estatística do governo britânico citados em um relatório da Comissão Previdenciária, a expectativa de vida de um homem de 65 anos, na década de 1950, era de cerca de 12 anos. Na metade deste século, essa cifra eleva-se para 21,7 anos. A média de vida é maior entre as mulheres, mas vem aumentando a um ritmo menor, afirma a comissão.

A empresa de consultoria Lane Clark & Peacock disse que o déficit nos fundos de previdência das cem empresas constantes do índice da bolsa de valores de Londres caiu apenas ligeiramente de 2004 para 2005, apesar de um aumento no valor das contribuições. O fenômeno se deve, em parte, ao aumento da longevidade.

Uma expectativa de vida bastante ampliada é também objeto da ficção científica, como aconteceu no livro "Time Enough for Love" (Tempo suficiente para o amor), de Robert A. Heinlein, no qual as pessoas vivem por centenas de anos. Mas não é mais um sonho a possibilidade de que os seres humanos vivam décadas a mais do que vivem hoje, afirmou Grey.

Segundo o gerontologista, apesar das pessoas terem reservas, ou mesmo serem hostis, à idéia de uma expectativa de vida ampliada, os avanços da ciência devem transformar essa possibilidade em realidade. Como resultado, haverá uma mudança de estilo de vida. As pessoas podem ficar aposentadas por vários anos, frequentar uma faculdade e, mais tarde, reingressar no mercado de trabalho, afirmou.

As chances de que vivam mais pode atingir a disposição das pessoas para correr riscos como ingressar nas Forças Armadas ou praticar esportes radicais, disse o cientista. "O risco longevidade" - a possibilidade de que as pessoas vivam mais do que prevêem os especialistas - é hoje um assunto comum no setor previdenciário porque esse risco é tido como algo difícil de ser planejado.

Os fundos de pensão de empresas passaram a recorrer a ferramentas modernas como os fundos de hegde. Mas enfrentar um risco como o representado por uma expectativa de vida mais longa mostrou-se um duro desafio para esses fundos. Esse risco foi descrito como a "próxima grande fronteira para os mercados financeiros" por Andrew Cairns, da Universidade Heriot-Watt, de Edimburgo, em um discurso proferido no ano passado.

As pessoas também subestimam o quanto vão viver, aumentando o perigo de que não guardem dinheiro suficiente para sua aposentadoria, segundo um estudo recente da Universidade de Nottingham. Alguns pesquisadores afirmam, porém, que a tendência de uma expectativa de vida mais longa pode não se verificar em vista dos altos níveis de obesidade em alguns países.
Cientistas da Universidade de Illinois, em Chicago, dizem que, dentro de 50 anos, a obesidade terá encolhido a média de vida dos americanos, dos atuais 77,6 anos, em algo entre dois a cinco anos., pelo menos, segundo uma reportagem da CNN. 

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MAIOR CHANCE DE INFARTO

O estilo de vida das mulheres está cada vez mais comprometedor para a saúde cardiovascular. O problema se agrava quando se ultrapassa os 50 anos de idade. A incidência de infarto nessa fase da vida é mais forte no grupo feminino que no masculino. Há mais risco de morte depois da menopausa. Dados do Sistema Único de Saúde (DataSus) mostram que cerca de 250 mil brasileiras morrem por ano em conseqüência de doenças cardíacas.

Pesquisa da Fundação Britânica para o Coração afirma que o risco de enfermidades do coração é maior em mulheres sedentárias. Estresse no trabalho, baixo nível de estrógeno, tabagismo e alimentação inadequada são os principais fatores que levam aos ataques fulminantes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), duas em cada cinco mortes provocadas por males cardíacos contra o sexo feminino poderiam ser evitadas com exercícios físicos.

Os especialistas alertam que os sintomas que levam ao infarto na mulher são diversos. O fumo é um dos principais vilões. A fumaça do cigarro, além de agressiva, ataca as artérias coronárias. Segundo o cardiologista Rogério Souza Lobo, a mulher está mais suscetível ao infarto em conseqüência das modificações hormonais, circulares e sangüíneas que ocorrem após a menopausa.

Ele explica que a doença aterosclerótica coronariana pouco prevalece até a quinta década de vida no sexo feminino. De acordo com Lobo, a análise dos indicadores de mortalidade do Ministério da Saúde (MS) mostra que por volta dos 40 anos de idade o risco de doença arterial coronariana (infarto) para mulheres é três vezes menor que em homens. A partir da quinta década, aumenta esse índice. Já na sexta década o risco dobra, conforme dados do órgão federal.

O infarto é a principal causa de morte entre as mulheres nos países desenvolvidos e rapidamente torna-se o motivo preponderante de óbitos em desenvolvimento, como o Brasil. Nos Estados Unidos, o infarto responde por 53% das mortes entre as doenças cardiovasculares no sexo feminino. No Brasil, a principal causa para ambos os sexos é a doença cardiovascular, sendo infarto do miocárdio a que mais atinge os homens.

Segundo o médico, os principais fatores de risco nas mulheres são idade (após a menopausa), hipertensão, tabagismo, diabetes, estilo de vida, estresse, sedentarismo, entre outros. A história familiar é importante. Estudo da American Heart Association dos EUA revela que até os 50 anos a incidência de infarto no ano é cinco vezes maior nos homens, mas muda de maneira significativa nas duas décadas, quando a mulher perde o estrogênio natural. A primeira orientação dos especialistas é que as mulheres acima dos 60 anos estejam atentas a dores no peito, falta de ar e cansaço.

Em alguns países, a prática regular de exercícios físicos passou a ser utilizada nas academias e hospitais como parte do tratamento do infarto por causa do sedentarismo. No Brasil, calcula-se que a incidência de infartos do miocárdio seja de 900 mil ao ano. Apenas 600 mil pacientes se recuperam. Diversos estudos foram apresentados no mundo sobre os mecanismos envolvidos na gênese do infarto. A maioria dos trabalhos é unânime: afirma que os chamados fatores de risco são os principais responsáveis pelo aumento da doença.

Pesquisas realizadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia com 115 mil mulheres com idades entre 30 e 59 anos em 2004 mostram que as que mantêm o peso têm menos de 1% de chance de sofrer infarto, enquanto as que têm entre oito e dez quilos acima, o aumento é de 60% nas possibilidades de ter o problema. As que engordam mais de 20 quilos têm 260% mais chances.

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“A PÁTRIA DE CHUTEIRAS E SEM LESÕES”:
O PAPEL DO FISIOTERAPEUTA ESPORTIVO NO FUTEBOL


Fonte: Fabio Molinaro - Fisioterapeuta com Formação em Fisiologia do Exercício / Formação em fisioterapia aplicada em Clínica pela Sta Casa do RJ / RPG pelo Centro Brasileiro de Fisioterapia de SP.  

É mesmo uma paixão nacional! Qual o brasileiro que não se emociona com uma partida disputada pelo seu clube num clássico, no que dirá pela sua seleção numa Copa do Mundo. Nesse mundo de magia e de sonhos, o torcedor muitas das vezes não tem noção do tamanho da estrutura que deve ser montada pelos clubes e federações, para proporcionar o bom condicionamento físico para os seus atletas. Além de promover também, uma verdadeira unidade esportiva de terapia intensiva para os seus atletas que, se submetem desde as categorias de base, aos cuidados necessários para um bom desenvolvimento físico.

A falta de recursos dos clubes brasileiros, não caracteriza, necessariamente, um atraso em relação aos demais países, pelo contrário, pois o profissional de saúde no Brasil, consegue transpor as dificuldades financeiras com uma qualidade inerente a todos os brasileiros, que é a sua criatividade. O mundo acompanha com entusiasmo essa tendência, observamos atualmente como o profissional de reabilitação esportiva do Brasil vem conquistando espaço no exterior. Traçando um paralelo também com o fisioterapeuta e demais profissionais do Home Care que, apesar da falta de recursos, consegue desempenhar com brilhantismo suas funções, em domicílios pelo Brasil.

A fisioterapia esportiva no Brasil serve como referência para os demais países do mundo, apesar dos poucos recursos tecnológicos que dispomos no momento. Notamos que cada vez mais, cresce o número de profissionais que se dedicam a essa área, por se tratar também do esporte mais tradicional e mais praticado no Brasil. Nos vestibulares, em todas as regiões, têm sido notório o aumento de candidatos para seguir a carreira, vestibulares onde a procura é tanta, que a Fisioterapia se torna mais procurada, às vezes, que as tradicionais medicina e odontologia.

Nos dias atuais, a figura do profissional de fisioterapia dentro do futebol, tornou-se indispensável pra os clubes, uma vez que, se analisarmos a relação custo x benefício, observaremos que, de maneira pouco dispendiosa e mais efetiva, consegue-se manter seus atletas fisicamente mais íntegros e com menor incidência de lesões, quer seja pela prevenção ou pela otimização da recuperação. Obviamente, que se torna difícil de prever uma determinada lesão no esporte e, no momento que poderia ocorrer, até porque todos os jogadores estão susceptíveis a esta situação a todo instante, mas é perfeitamente possível preparar o atleta para se prevenir e se recuperar no menor espaço de tempo possível. Essa relação tem sido muito interessante para os clubes de futebol.

O grande desafio do fisioterapeuta no meio esportivo, mais especificamente no futebol, é reabilitar num espaço muito reduzido de tempo, sem que isto acarrete nenhum prejuízo para o atleta. Uma outra função indispensável, que hoje vem sendo aplicada é a de reeducar o atleta e prepará-lo quando o mesmo faz parte das categorias de base. Esse processo acontece quando se acompanha um garoto, pois ainda em formação e o seu organismo pronto para sofrer as adaptações necessárias, o fisioterapeuta tem condições de corrigir nestes jogadores das categorias infanto-juvenis, possíveis deformidades ou assimetrias significativas que atrapalhariam sua performance futura. Um grande exemplo de preparação para jovens talentos do nosso futebol é no São Paulo Futebol Clube que, conta com um setor de referência mundial na fisiologia do Exercício, no entanto, outros clubes do futebol brasileiro cada vez mais, vêm adotando esta pratica terapêutica nas suas sedes. O São Paulo F. C. tem uma estrutura tão impressionante que é comum encontrar atletas de times rivais se submeterem a tratamentos e treinamentos na sua sede.

Abordando o tema Copa do Mundo, devemos considerar o quanto difícil se torna para a equipe de profissionais, recuperar um atleta que sofre uma lesão numa competição tão curta quanto o Mundial de seleções. Diferentemente de uma lesão sofrida pelo atleta numa competição regional ou nacional realizada em meses, como no Campeonato Brasileiro, por exemplo, com possibilidades de um melhor planejamento de tratamento que em algumas situações leva muito tempo, já na copa do mundo, que dura um mês, a regra é a da prevenção sempre e da recuperação relâmpago, ou então, “volte e torça pela sua seleção em casa”.

Devemos, necessariamente, considerar que nos dias de hoje, as lesões sofridas como rupturas de ligamentos e tendões, entorses, traumas etc, são recuperáveis num tempo muito menor. As Cirurgias no ligamento cruzado anterior do joelho, por exemplo, que são freqüentes no meio esportivo, que antes levavam de nove meses a um ano e meio, o atleta tem condições de se recuperar em cinco meses, ou seja, quase a metade do tempo que se levava anteriormente.

Devemos sempre destacar também a importância da Equipe multidisciplinar, como a presença do Psicólogo, Médico, entre outros profissionais que ali desempenham funções variadas, que são de extrema importância nesta estrutura.

Agradecimento ao Fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Futebol, o Dr. Odir de Souza

Referências Bibliográficas:

Kottke, Frederic J., Lehmann, Justos F. Tratado de medicina física e reabilitação de Krusen. 4ed. São Paulo: Manole, 1994.

Kisner, Carolyn. Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 2ª Ed. Manole, 1992.

APLEY. Ortopedia e Fraturas em Medicina de Reabilitação. 6 ª Edição. Manole, 1996.

O`Sullivan, Susan B., Schmitz, Thomas J. Fisioterapia. Avaliação e tratamento. 2ed. São Paulo: Manole, 1993.

ANDREWS, James R. HARRELSON, Gary L. REABILITAÇÃO FÍSICA DO ATLETA 3ª edição. Elsevier, 2005.

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OBSERVAÇÕES SOBRE OS CRITÉRIOS UTILIZADOS
PELOS PROGRAMAS DE EXÈRCIOS

Fonte: Fabio Molinaro, Fisioterapeuta com formação em Fisiologia do Exercício e Fisioterapia Aplicada em Clínica Médica pela Santa Casa RJ / RPG pelo Centro Brasileiro de Fisioterapia SP

Este tema será abordado, no intuito de analisarmos com caráter crítico, a elaboração dos programas de exercícios. Desta forma, consideraremos que a descrição de um protocolo de exercício ideal seria impraticável, atualmente, uma vez que, entendemos que a individualidade biológica é um fator que sobrepõe qualquer início de atividade motora.

Encontramos nos dias atuais, informações sobre programas de exercício em todas as situações: em revistas de saúde e esporte, na televisão, livros etc. Estas rotinas de exercício são elaboradas para qualquer um, desde um trabalhador sedentário até uma personalidade de Hollywood, com seu corpo perfeito. Desta forma, notamos que com a popularização dos exercícios e dos programas de condicionamento aeróbico, muitas pessoas bem intencionadas, tentam várias formas de exercitarem-se sem preparo ou orientação adequada. O pior é que estas mesmas pessoas tentam ensinar a outras, programas de alongamento, tônus, fortalecimento, emagrecimento ou ganho de massa muscular.

Na maioria dos casos, as grandes conseqüências do exercício mal orientado são as dores na coluna, perna, articulações, estiramento muscular ou somente músculos doloridos devido à exacerbação da carga e repetição dos mesmos. A razão para esses resultados pode ser compreendida através da observação de que alguns exercícios escolhidos não são biomecanicamente seguros para o nível de força, flexibilidade ou resistência destes indivíduos.

Acreditamos ser importante que em primeiro lugar, os exercícios devem ser elaborados para o nível individual da pessoa envolvida e precisam ser equilibrados com outras atividades apropriadas. Desta forma duas coisas devem ser estabelecidas: quais as metas e tipos de exercícios e, se estes vão de encontro à proposta efetivando as metas desejadas, considerando a condição do paciente, a idade, lesões anteriores, deformidades, assim como o risco potencial do desenvolvimento de enfermidades.

ELABORANDO UM PROGRAMA: POR QUE EXERCÍCIO?

Existem várias razões para a elaboração do exercício, uma delas é melhorar ou manter o bem-estar físico. A intenção ou metas destes programas a serem desenvolvidos precisa ser identificada. Metas comuns incluem o aumento da força, flexibilidade, resistência à fadiga e aumentar a habilidade na atividade como, por exemplo: exercícios de coordenação, agilidade, equilíbrio etc.

Após a elaboração do programa, é imprescindível mensurar a melhora do paciente no seu transcorrer, testando as metas pré-definidas (força, flexibilidade etc). Ao citar metas, devemos compreender se estas são realistas e se o exercício proposto tem condições de alcançar tais objetivos. Desta forma, questionamos qual o melhor e mais seguro meio de realiza-lo e, se existe algum problema com a pessoa que requeira cuidados ou modificações especiais.

Citando uma particularidade dos programas para aumentar a força muscular podemos utilizar, por exemplo, os testes para a sua mensuração tanto aumentando o número de repetições como a resistência. Quando não é possível utilizar pesos para aumentar a resistência, a mesma pode ser elevada aumentando o braço de alavanca da parte a ser movida. Exemplos disso incluem mover os braços para longe do eixo de movimento, como é feito nos abdominais ou elevação de barra alterando o ângulo do corpo com relação à gravidade.

Contudo, condenamos qualquer descrição de programas indiscriminados de exercícios físicos, do tipo “Como perder a sua barriguinha em oito dias” ou “Como perder peso com esse novo esporte, que virou febre na Europa”, o mesmo que será feito pelo “Sr. João” será adequado para o Sr. Manoel.”Essa abordagem deve sofrer uma análise muito mais criteriosa de todos os profissionais da área, que discutam a necessidade de melhor oferecer seus serviços, considerando que o uso dos programas que criam certas tendências, como seguido pelo mundo da moda, por exemplo, pode ser um fator precipitante e agravante de problemas musculoesqueléticos, não porque não se deva fazer, mas porque são feitos inadequadamente ou para o propósito errado.

Referências

•  Kendall,F and McCreary, E: Muscles: Testing and Function, ed 3.Willians & Wilkins, Baltimore, 1993.

•  Kisner. C. Exercícios Terapeuticos: Fundamentos e técnicas. 2ª Ed. Editora Manole, São Paulo, 1992.

•  Berendt, DM. Patient Care in Cardiac Surgery. Litlle, Brown and Co, Boston , 1985.


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