NÍVEL DE CÁLCIO NAS ARTÉRIAS INDICA RISCO DE DOENÇA CARDÍACA

Medir os depósitos de cálcio nas artérias coronarianas pode ajudar a diagnosticar com mais precisão o risco de doenças cardiovasculares, segundo um estudo publicado nesta terça-feira. Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que o acúmulo de cálcio no interior das artérias está ligado a doenças cardiovasculares, destaca o médico Tamar Polonsky, da faculdade de medicina da Universidade Northwestern de Chicago (Illinois, norte). O estudo publicado na edição de quarta-feira, 28 de abril, do Journal of the American Medical Association (JAMA), busca determinar se a medição do acúmulo de cálcio nas coronárias deve ser acrescentada aos exames existentes.

O coeficiente de acúmulo de cálcio é determinado com a ajuda de um exame chamado tomodensitometria. Desta maneira, os pesquisadores mediram o coeficiente de acúmulo de cálcio de 5.878 pessoas que não sofriam de doenças cardiovasculares. As estimativas de risco de desenvolver enfermidade cardiovascular foram classificadas segundo modelos estabelecidos durante o estudo, realizado entre 2000 e 2008.

O primeiro incorporava a idade, grupo étnico, sexo, consumo de tabaco, uso de medicamentos contra a hipertensão, pressão arterial sistólica e medições de colesterol das pessoas. O segundo levou em conta esses fatores e o coeficiente de cálcio. Durante o estudo, os pesquisadores puderam comparar qual avaliou melhor o risco de desenvolver uma doença cardiovascular. Entre os 5.878 homens e mulheres da pesquisa, 209 sofreram um ataque cardíaco 5,8 anos após o início do estudo, dos quais 122 graves ou mortais.

Cerca de 23% dos que sofreram um infarto foram classificados na categoria de "alto risco", graças ao segundo modelo de avaliação. Além disso, 13% dos que não foram vítimas de um infarto foram reclassificados como de "baixo risco". No grupo do primeiro modelo, pacientes de "risco intermediário" foram reclassificados levando-se em conta a medição de cálcio: 16% passaram a ser de "alto risco" e 39% de "baixo risco".

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DESREGULAGEM HORMONAL E FATORES QUE AFETAM A LIBIDO

Nem sempre a falta de desejo sexual resulta de problemas psicológicos ou de relacionamento. O fator hormonal exerce grande influência na libido e deve ser cuidado. O aumento da prolactina, a diminuição da testosterona ou a queda do estrogênio podem causar uma baixa importante da motivação sexual.

Tireóide descontrolada
Disfunções na tireóide, glândula responsável pela produção de hormônios, pode acarretar queda na disposição sexual. Outros sintomas também interferem negativamente. No quadro de hipotireoidismo, em que glândula produz poucos hormônios, a pessoa sente sono, cansaço e falta de concentração. Já em caso de hipertireoidismo, caracterizado pelo trabalho excessivo da tireóide, aparecem incômodos como fraqueza, suor exagerado, nervosismo, entre outros. A boa notícia é que o tratamento, normalmente feito com medicamentos, regulariza o quadro.

Período da menopausa
A chegada da menopausa, que geralmente ocorre entre os 48 e 50 anos, caracteriza-se por uma queda brusca nos níveis de estrogênio no organismo feminino. Produzido pelos ovários, o hormônio é responsável pela elasticidade e lubrificação da vagina. “A intensidade dos sintomas da menopausa não é igual para todas as mulheres. Embora algumas apresentem menor libido, desconforto ou dor durante o sexo, outras continuam a levar uma vida sexual satisfatória”, diz a médica Poli Mara, presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Há maneiras eficazes para evitar os sintomas relacionados ao período. Um dos tratamentos mais conhecidos é a terapia de reposição hormonal (TRH), que visa a regularização dos níveis hormonais no organismo feminino. O tema divide opiniões, pois oferece alguns riscos e tem contra-indicações. “Para as mulheres que preferem não usar a terapia hormonal na menopausa, podemos prescrever um hormônio vaginal que aumenta o fluxo sanguíneo local e melhora a libido”, avisa Poli Mara.

Prolactina nas alturas
Depois que engravida, a mulher passa a secretar uma quantidade maior de prolactina, substância que estimula a produção do leite materno e reduz o apetite sexual. Quando o bebê nasce, as taxas desse hormônio ficam ainda mais elevadas, fazendo do pós-parto uma fase pouco propícia ao sexo.

Para o ginecologista e obstetra Malcolm Montgomery, esse período é até mais desestimulante do que a menopausa. “Com a reposição hormonal é possível chegar aos 80 anos com a libido em alta. O pós-parto, por outro lado, não dá para driblar”, explica.

De acordo com o endocrinologista Hans Graf, também da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o distúrbio pode ser controlado com a ajuda de medicamentos. “Mas antes de indicar qualquer tipo de tratamento precisamos conversar com o paciente para saber quais tipos de remédio usa normalmente, já que algumas drogas são capazes de aumentar a quantidade de prolactina”, frisa.

Pílulas anticoncepcionais
Em algumas mulheres elas podem, sim, prejudicar o desejo sexual. Segundo Poli Mara, isso acontece porque um dos componentes da pílula é o estrogênio, que aumenta a produção de SHBG - em inglês Sex Hormone Binding Globulin , a principal proteína transportadora de hormônios sexuais. “Isso reduz o nível de testosterona no sangue, o que pode afetar a libido de determinadas pessoas”. Nesses casos, o médico pode indicar uma pílula com uma dosagem menor de estrogênio ou até mesmo trocar o método contraceptivo.

Os implantes hormonais indicados por Montgomery, por exemplo, são capazes até de aumentar a libido. “Colocados sob a pele, os microtubinhos liberam doses mínimas de hormônios no sangue. Algumas combinações não só aumentam o desejo sexual como também reduzem a celulite e definem a musculatura”, conta.

Medicamentos que agem no sistema nervoso central (SNC)
A hipófase, glândula localizada no cérebro e intimamente relacionada ao sistema nervoso central (SNC), é responsável por produzir hormônios importantíssimos para o funcionamento adequado do corpo inteiro. Montgomery explica que, por esse motivo, qualquer remédio que iniba o SNC (como antidepressivos e calmantes) pode provocar uma verdadeira bagunça nos níveis hormonais, tendo como uma das consequência a perda de libido.

De acordo com o psiquiatra Daniel Phillipi de Negreiros, quando os medicamentos para depressão interferem na libido, excitação ou orgasmo, alguns ajustes podem ser feitos. “Existe a possibilidade de passar para um remédio com menos efeitos colaterais ou usar um medicamento que atue como uma espécie de antídoto para bloquear o desconforto provocado pelo antidepressivo”, diz.

O especialista ressalta que as estratégias podem falhar e os problemas sexuais persistirem. Por isso, é necessário estimular a conversa entre a paciente e o parceiro, o que pode incluir até uma consulta de esclarecimento para ambos. “Não podemos esquecer que a depressão ou os transtornos de ansiedade tendem a tirar o foco da sexualidade. A tensão e a falta de energia e motivação ocupam o universo psíquico, retirando o espaço do prazer em quase todas as esferas. Sendo assim, acho importante avaliar cada situação e tentar compreender a origem das dificuldades”, finaliza o psiquiatra.

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HCOR ALERTA SOBRE O CRESCIMENTO DE PROBLEMAS CARDÍACOS EM CRIANÇAS

Segundo o Departamento de Pediatria do Children's Hospital e da Escola de Medicina da Universidade de Washington, estima-se que a cada 250 crianças aparentemente saudáveis, uma delas apresenta algum tipo de arritmia. No Brasil, esse número pode ser ainda maior, porém não há estudos específicos sobre este assunto. No HCor - Hospital do Coração, em São Paulo , já foram realizadas mais de 400 cirurgias de correção de arritmias sem abertura do tórax (ablação por radiofrequência). A instituição atende em média 30 crianças com suspeita de arritmias por mês, sendo que as correções cirúrgicas ou intervencionistas correspondem a apenas 25% dos casos. Desse grupo, 45% são de crianças do sexo feminino e 55% do sexo masculino.

O número de atendimentos às crianças com algum tipo de cardiopatia vem crescendo com o passar dos anos. No serviço de arritmias pediátricas houve um aumento de 30% em comparação com o ano de 2008 e em 2010 observa-se um aumento ainda maior. Segundo o Dr. Enrique Pachón, responsável pelo serviço de arritmia pediátrica, a maioria dos casos se deve a problemas congênitos, os quais causam as arritmias diretamente ou como sequela de cirurgias cardíacas para a correção de má formações.

Dessa forma é fundamental o cuidado para prevenir as doenças congênitas do coração: "Recomenda-se que as mães façam rigorosamente todo o acompanhamento pré-natal, para que esses problemas cardíacos, como é o caso das arritmias, possam ser detectados precocemente. Deve-se evitar ao máximo hábitos não saudáveis como o fumo durante a gestação, o uso de drogas e de qualquer medicamento não indicado pelo médico", afirma o especialista.

No caso das arritmias cardíacas, que se caracterizam como alterações no ritmo dos batimentos cardíacos, desde que tratadas precocemente, é possível que a criança leve uma vida normal. "Muitas arritmias cardíacas identificadas na fase inicial podem ser totalmente curadas, sem deixar qualquer sequela no coração ou cicatriz externa, devolvendo assim a condição de normalidade total à criança", explica.

Dicas para prevenir e identificar arritmias pediátricas

· Muitas doenças são hereditárias, portanto, caso haja registro de doenças cardíacas na família, os cuidados devem ser redobrados;

· As avaliações médicas pelo pediatra nos primeiros meses de vida são fundamentais para a identificação e o controle de problemas, que poderão resultar em arritmias no futuro;

· Crianças com doenças congênitas já corrigidas ou não, desenvolvem mais facilmente as arritmia s que a população geral;

· Valorizar sempre qualquer queixa de palpitação referida pela criança;

· Sempre que surge alguma suspeita, o diagnóstico é feito por meio de exames comuns, iniciando através de um histórico e avaliação física detalhados, um eletrocardiograma e um ecocardiograma. A partir daí temos a base para conduzir uma investigação mais profunda, com exames mais específicos, nos casos detectados.

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ESTRESSE COM ECONOMIA E SAÚDE ACELERA ENVELHECIMENTO

Preocupações com economia e o sistema de saúde, nos Estados Unidos, estão levando as pessoas a entrarem na meia-idade mais cedo, fazendo dos 35 anos de idade os novos 40, aponta um estudo feito pelo Centro Philips para a Saúde e o Bem-estar. A pesquisa mostrou que completar 40 anos era considerado um marco que definia a meia-idade. Mas isso mudou.

Cerca de 80% das pessoas com 35 anos entrevistadas pelo Index Philips disseram se preocupar com a economia, e 75% também se preocupam com o sistema de saúde. De acordo com o estudo, estas preocupações contribuem para a sensação de meia-idade.

A economia está no topo da lista dos causadores estresse para 74% dos americanos. O número representa quase o dobro das estatísticas levantadas em uma pesquisa realizada em 2004. Para quantidade semelhante de entrevistados, a visão sobre a própria saúde e bem-estar é positiva. Mas os pesquisadores dizem que os americanos, no geral, não encaram a saúde de forma realista.

Nas entrevistas, 39% disseram ter sobrepeso. Os pesquisadores compararam este número com o balanço feito pelo Centro Nacional para Estatísticas da Saúde, segundo o qual 67% dos americanos são considerados obesos. Mesmo assim, a maioria dos entrevistados disse ter boa saúde, 51% consideram que estão em boa forma e 66% desejam fazer mais exercícios físicos.

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PROBLEMAS CARDIOVASCULARES SÃO A PRINCIPAL CAUSA DE MORTE NA GRAVIDEZ

As duas principais causas de morte materna durante a gravidez estão diretamente ligadas ao coração – pré-eclâmpsia e cardiopatia –, que afetam aproximadamente 4% das gestantes, segundo a cardiologista Walkiria Samuel Ávila, do Instituto do Coração, em São Paulo. A pré-eclâmpsia é uma complicação na gravidez caracterizada por aumento na pressão arterial materna, edema e liberação de proteínas na urina.

Ela está associada a um aumento do risco de partos prematuros, hemorragias e baixo crescimento intrauterino. Segundo os especialistas, junto a outras condições cardiovasculares, esse problema é uma das principais causas de morte materna na gravidez.

De acordo com a cardiologista, “países como o Brasil, apresentam uma incidência maior de cardiopatias na gestação porque doenças que acometem mulheres jovens, como a valvopatia reumática, a doença de Chagas e a hipertensão arterial pulmonar devido à esquistossomose, não ocorrem em países desenvolvidos”.

Durante o Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, realizado no princípio deste mês, especialistas discutiram a importância do acompanhamento de um cardiologista na gravidez. “Durante a gravidez, é necessário que o médico conheça o ajuste da terapêutica, para se evitar os prejuízos ao feto sem comprometer a eficácia do tratamento materno; isso deve ser respeitado desde o início da gestação”, explica Walkíria Ávila. Para a médica, “o sucesso da gravidez fundamenta-se no seu adequado planejamento, e o pré-natal deve ser sempre feito em conjunto pelo obstetra e o cardiologista que conheçam bem cada caso”.

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CHEIRO DE OVO PODRE PODE LEVAR A NOVO TRATAMENTO CONTRA IMPOTÊNCIA

O composto responsável pelo cheiro de ovo podre – chamado sulfeto de hidrogênio – poderia oferecer uma nova forma de tratar a disfunção erétil, ou impotência sexual, segundo pesquisa do Prêmio Nobel de Medicina, Loius Ignarro, farmacologista da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. No estudo, os cientistas injetaram sulfeto de hidrogênio no pênis de ratos, fazendo com que os músculos relaxassem, o que permitiu maior fluxo sanguíneo no órgão, produzindo uma “animação suspensa”.

De acordo com os especialistas, esse seria um efeito similar ao conseguido com o uso do viagra. O Viagra e outras drogas similares funcionam estimulando a produção de óxido nítrico, que normalmente relaxa o tecido do pênis. O resultado físico do sulfeto de hidrogênio parece ser o mesmo – com o relaxamento do corpo cavernoso (estruturas de tecido erétil no pênis) –, porém ele explora uma cadeia diferente de “instrumentos moleculares”.

“É um processo totalmente diferente”, destacou o urologista Jim Cummings, da Universidade St.Louis. “Se ele funcionar em humanos, poderá ser uma forma de ajudar pessoas que não respondem ao viagra e outras drogas similares”, complementou o especialista.

Porém, para os resultados chegarem ao uso humano, poderá levar anos, senão décadas, segundo os especialistas. O objetivo será provavelmente desenvolver uma fórmula que poderia ser tomada em forma de comprimido, assim como os medicamentos atuais contra impotência, e que aumentaria a produção de sulfeto de hidrogênio no organismo.

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SÍNDROME DE BURNOUT PODE CAUSAR DESINTERESSE SEXUAL

Segundo a ISMA – International Stress Management Association 70% dos brasileiros sofrem conseqüências do estresse, mas 30% dos profissionais economicamente ativos sofrem de burnout. A síndrome de burnout, numa tradução livre do inglês significa combustão completa, é um estado de exaustão prolongada e diminuição de interesse, especialmente em relação ao trabalho, mas que pode causar também perda do desejo sexual. A síndrome é desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação.

Dificuldades sexuais relacionadas ao burnout são: diminuição de desejo, dificuldades de ereção e de atingir orgasmo

Segundo a psicóloga Ana Canosa, a síndrome de burnout ou estresse ocupacional, nem sempre está ligada a função que o trabalhador ocupa, mas na preocupação do indivíduo em relação a sua auto-imagem frente à empresa ou pelas cobranças que faz em relação ao trabalho e à atuação do profissional.

Segundo o psiquiatra Dr. Luiz A. Nogueira-Martins: ‘Há um estresse adaptativo do organismo (corpo e mente) às pressões internas (desejo, ambições, expectativas) e externas (pressões vinculadas ao exercício profissional e as condições de trabalho)' .

Num mercado de trabalho onde a idéia de que bom profissional é aquele que ‘veste a camisa' da organização e que isso significa' ter hora pra chegar, mas não ter hora pra sair', onde o acúmulo de funções e o número de cobranças por resultados é crescente, o corpo tenta se adaptar a essa demanda maior de trabalho e preocupações. Mas como isso não é uma situação isolada (não temos essa situação num determinado mês do ano), mas é uma situação prolongada, encontramos os casos cada vez mais frequentes de falência do organismo físico e psíquico por não conseguir dar conta do excesso de trabalho. Isso agrava mais ainda a autoestima do profissional, pois ele enxerga como se fosse incompetência sua e não trabalho excessivo e desproporcional.

Sintomas

Sintomas físicos : fadiga constante, cefaléias, distúrbios gastrointestinais , alterações do sono, dores musculares, alterações de peso, alterações cardiovasculares e perda da memória.

Sintomas psicológicos : dificuldade de concentração, humor depressivo, ansiedade, rigidez, ceticismo (não consegue acreditar em possibilidades positivas).

Desinteresse geral e dificuldades sexuais, com diminuição de desejo, dificuldades de ereção e de atingir orgasmo.

Sintomas comportamentais: irritabilidade, falta ao trabalho, erros profissionais, uso de álcool, drogas estimulantes, isolamento social e baixa autoestima.

Insatisfação

A baixa compensação financeira que não permite buscar outras compensações (roupas, objetos pessoais, o carro novo, a viagem da família) por orçamento limitado, acaba gerando insatisfação com o trabalho. Se somar a isso dificuldades com a equipe de trabalho, níveis de exigência inalcançáveis ou excitações seguidas de frustrações como “promessas” de prêmios, promoções que não se realizam, a intensidade dessa exaustão e conseqüentemente desse estresse ou burnout serão profundas.

CID 10

Essa síndrome já é catalogada como doença ocupacional, estando no CID 10 (Código Internacional de Doenças) como síndrome do esgotamento profissional. É importante lembrar que trabalhar não mata, mas é preciso equilíbrio com lazer e prazer pessoal. Se começar a ocorrer interferências na vida pessoal a ponto de não ter tempo de estar com a família, não praticar esportes, não ter lazer social e redução de desejo sexual, é necessário refletir, pois o trabalho precisa de limite. Ignorar esses procedimentos pode levar a uma depressão profunda. Sexo, relações sociais, esporte e lazer devem ser valorizados, da mesma forma que se valoriza a vida profissional.

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PESQUISA APONTA QUE O SUS DEVE MELHORAR QUALIDADE DAS MAMOGRAFIAS

Cerca de seis em cada dez mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil contêm erros. Sujeiras, impressões digitais, revelações mal feitas, chapas tremidas ou riscadas, filmes inadequados e o uso errado do aparelho são alguns dos problemas mais comuns, que dificultam o diagnóstico correto do câncer de mama, de acordo com um projeto-piloto de Qualidade dos Serviços de mamografia do SUS realizado em 53 unidades nos municípios de Porto Alegre, Belo Horizonte e Goiânia, e no estado da Paraíba.

Hoje, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) entrega ao Ministério da Saúde uma proposta para a criação de um Programa Nacional de Qualidade de Mamografias, com uma portaria de credenciamento e do monitoramento dos exames.

“De nada adianta incentivarmos os exames de detecção precoce se eles não forem precisos, apontarem exatamente o que se passa no corpo da mulher”, disse Lírio Cipriani, diretor-executivo do Instituto Avon, que apoiou financeiramente o projeto, realizado pelo Inca, Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com o levantamento realizado nos 53 postos do Sistema Único de Saúde (SUS) nos municípios de Porto Alegre, Belo Horizonte e Goiânia, e no estado da Paraíba as falhas são muitas. O estudo analisou a qualidade dos equipamentos, das avaliações de radiologistas e dos profissionais envolvidos no exame. Ficou constatado que apenas 66% dos serviços de mamografia estavam com a infra-estrutura de acordo com as normas e padrões de qualidade recomendados pela Anvisa e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).

Para os processos que controlam a qualidade da imagem e dose de radiação a conformidade foi de 76%. Em relação às mamografias, o percentual de conformidade para os exames apresentados pelos serviços foi de 93% para o posicionamento correto e de 90% para a qualidade da imagem.

 

Em relação à interpretação, pelos radiologistas dos serviços, das imagens radiológicas de um conjunto de exames, o grau de concordância foi de 72% em relação a interpretação dos especialistas do Colégio Brasileiro de Radiologia. Segundo o estudo, aspectos relacionados à infra-estrutura, dose de radiação e qualidade da imagem precisam ser aprimorados em muitos serviços. É necessário também implantar ações de capacitação continuada de técnicos e radiologistas com o objetivo de melhorar a qualidade dos exames (posicionamento da paciente e técnica radiográfica) e da interpretação radiológica.

“O câncer de mama tem cura e o diagnóstico precoce garante que 98% dos casos sejam curados”, destaca a mastologista Rita Dardes, diretora-médica do Instituto Avon. “Mamografias feitas regularmente reduzem em até 35% o risco de mortalidade”, explica a diretora médica, ciente da importância da qualidade das mamografias. De acordo com o INCA, que não se pronunciou sexta-feira sobre os resultados do projeto-piloto, serão entregues a representantes das vigilâncias sanitárias dos estados que participaram do projeto kits de equipamentos de avaliação da qualidade das várias etapas da realização do exame.

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EXPECTATIVA DE VIDA

Um estudo feito por cientistas da Suíça afirma que subir de escada em vez de usar o elevador no trabalho pode aumentar a expectativa de vida. Abandonar o uso de escadas e escadas-rolantes pode melhorar a condição física, diminuir a gordura corporal, reduzir o tamanho da cintura e diminuir a pressão sangüínea, afirma a pesquisa feita com 69 pessoas. Isso representaria uma redução de 15% na chance de se morrer prematuramente de qualquer doença, afirma a equipe de cientistas do Hospital Universitário de Genebra.

Os resultados do estudo foram divulgados em uma conferência da Sociedade Européia de Cardiologia, na Alemanha. Antes do estudo, os 69 participantes tinham um estilo de vida sedentário, com menos de duas horas de exercício ou esporte por semana. Eles também subiam menos de 10 degraus por dia. Ao longo de 12 semanas, os voluntários, que eram empregados do hospital universitário, usaram exclusivamente as escadas em vez do elevador.

Em média, o número de degraus subidos pelas pessoas aumentou para 23. Depois de três meses de testes, os resultados mostraram melhor capacidade pulmonar, pressão sangüínea e níveis de colesterol. O peso, a gordura corporal e a circunferência da cintura também caíram, com a melhora da capacidade aeróbica. Os cientistas afirmam que a combinação destes resultados representa uma redução de 15% nas chances de se morrer jovem.

"Isso sugere que subir escadas pode ter um impacto significante na saúde pública", afirma Philippe Meyer, cientista que liderou a pesquisa. Para o consultor em cardiologia britânico Adam Timmis, que assistiu à apresentação do trabalho do hospital universitário suíço, o estudo é pequeno, "mas valioso, porque fornece uma forma prática para pessoas ocupadas melhorarem a sua capacidade de fazer exercícios". "Apesar de a quantidade de exercício parecer pequena, os benefícios são claros na melhora da condição física e redução da gordura corporal e pressão sangüínea." (01/09/08)

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