FIAT ADVENTURE LOCKER DULOGIC MOSTRA VERSATILIDADE

O Fiat Idea Adventure conta com mescla de características que pode denotar versatilidade ou resultar numa ambiguidade digna do estilo Frankenstein. Monovolume de origem, o Idea briga (de longe) com Honda Fit e (mais visceralmente com) Chevrolet Meriva. E perde para ambos, segundo a Fenabrave: foram 27.650 unidades emplacadas em 2009 contra 48.662 do modelo japonês e 33.339 do rival com a gravatinha dourada.

Em sua configuração com visual aventureiro, porém, acaba batendo de frente com o hatch Volkswagen CrossFox, em disputa que também perde: o "altinho" da fabricante alemã vendeu 129.199 unidades no último ano. Ainda assim, é bom lembrar que o Idea é mais alto e robusto que o modelo da Volks e emprestou soluções para a última atualização deste, como uso de para-choque dianteiro diferenciado (em vez de quebra-mato) e suporte do estepe fixado junto ao para-choque traseiro.

Com tudo isso, é sintomático perceber que é o Idea Adventure (e não o CrossFox) o queridinho dos taxistas paulistanos, que sempre buscam um carro capaz de transportar mais passageiros e de transpor com menor dificuldade obstáculos como buracos, valas e poças d'água. Assim, o porte maior ( 4,14 m de comprimento, entre-eixos de 2,51 m e 1,81 m de altura), suspensão mais elevada (são 185 mm de altura em relação ao solo) e bom espaço interno podem justificar a escolha.

Há espaço suficiente para que todos se acomodem com conforto, até mesmo no banco de trás, situado em posição elevada em relação à fileira da frente e garantindo, assim, centímetros preciosos para os joelhos de quem o ocupa. Por outro lado, todos reclamarão da ausência de porta-objetos bem desenhados. Sim, existem nichos posicionados sobre os para-sóis e também uma espécie de console central superior, fixado no teto, onde ninharias podem ser guardadas e até perdidas. Mas tente acondicionar mais de uma garrafa d'água ou latinha de refrigerante pelo carro e o resultado será catastrófico.

O porta-luvas também merece críticas por ser minúsculo e, no caso do modelo testado, ainda abrigar o dock de conexão para iPod/USB. O porta-malas tem espaço para 380 litros de bagagem (ou até 1.500 l com os bancos rebatidos), mas seu acesso é dificultado pelo suporte do estepe traseiro e pela inexistência de um botão de abertura da porta traseira que não seja no assoalho do veículo (efeito colateral do sistema que evita o furto do estepe).

Faltou falar do painel, que a Fiat classifica como inovador por aumentar o conforto térmico e auditivo dos ocupantes. Ou seja, teoricamente, ele reduziria o calor interno e suas partes causariam menos ruídos. Na prática, porém, o excesso de plástico utilizado (mesmo não sendo de má qualidade) acaba servindo como um amplo refletor solar.

Além disso, a peça central -- que inclui saídas e controles de ar, rádio e comandos de algumas funções -- é herdada do Palio 2005 e acaba "faltando" dentro do Idea. O resultado mais imediato, além da estética comprometida, acaba sendo o fluxo ineficiente de ar pela cabine, principalmente na altura da cabeça dos ocupantes.

Equipado desde o final de 2009 com o câmbio Dualogic, automatizado de cinco marchas da Fiat, o Idea tem boa dirigibilidade no tráfego mais que travado de uma cidade como São Paulo. Após 500 km , a impressão foi positiva e muito superior àquela obtida quando testamos, por exemplo, o sistema ASG instalado no Volkswagen Voyage I-Motion.

Os trancos existem (aliás, é interessante observar como o sacolejo da cabine a cada troca de marcha faz os inclinômetros -- comuns na família Adventure -- oscilarem), mas são muito mais contidos e administráveis e o modo manual quase não precisa ser acionado.

A exceção acaba sendo em situações de ultrapassagem, quando é bom não se valer do "discernimento" do sistema, que pode muito bem passar para uma marcha mais alta enquanto você ainda está passando pela metade de uma carreta. Melhor ainda é o desempenho do bloqueio eletrônico de diferencial, que responde pelo codinome Locker, acionado através do botão ELD no painel. Em momento algum o carro vai se tornar um veículo 4x4, mas o sistema garante melhores chances para superar condições adversas em baixas velocidades (há um desarme automático do sistema acima dos 20 km/h ).

Garante, por exemplo, chegar sem sustos à casa no alto de uma ladeira urbana mais inclinada ou ao sítio em dia de chuva forte, situações em que um carro comum ficaria no meio do caminho. Mas você vai se encrencar se encarar atoleiros ou se aventurar demais em morros e montanhas. A encrenca grande, porém, fica com a conta de combustível. O motor 1.8 garante 112/114 cv (gasolina/etanol), mas tem sede desmedida. Enquanto a Fiat estima consumo urbano de 7,2 km/l e rodoviário de 10,5 km/ (sempre com etanol), nosso exemplar não passou dos 4,5 km/l na cidade e 5,2 km/l na estrada, com a desculpa do uso abusivo do ar-condicionado e da média reduzida de velocidade ( 22 km/h ).

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KIA REVELA NOVAS IMAGENS DO CONCEITO RAY

Kia Motors revelou nesta quarta-feira (10) novas imagem de seu novo carro-conceito, o Ray, que fará sua estreia mundial no Salão do Automóvel 2010 de Chicago, evento que abre as portas nesta quinta-feira (11). Segundo a marca, o Ray mostra o design que irá inspirar um veículo elétrico híbrido da marca.

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O UNO VOLTA COM JEITO DE PANDA

Segredo é a alma do negócio. Só que nem sempre é possível mantê-lo devidamente guardado. Foi o que aconteceu com a Fiat, que, apesar de tentar conservar sigilo absoluto sobre o novo Uno, imagens de um arquivo de patentes do Inpi — Instituto Nacional da Propriedade Industrial — acabaram vazando na internet. E com base em tais imagens e também em informações não oficiais, resolvemos adiantar como serão as formas do novo Uno — as fotos ao lado são projeções de como poderá ficar o compacto. Com previsão de lançamento para abril, o novo Uno — é bom destacar que a Fiat não vai tirar de linha, ao menos por enquanto, o Mille — tem design inspirado em outro compacto da marca, o Panda, que é vendido na Europa.

Prova disso está na dianteira e na traseira do novo Uno. Na frente, o conjunto ótico abriga farol e lanterna de direção na extremidade. Além disso, a tampa do capô ostenta em sua parte inferior três pequenas entradas de ar localizadas no lado esquerdo. Já na traseira, lanternas localizadas na parte superior do porta-malas.

Totalmente renovado, o novo Uno reserva algumas surpresas além do desenho. Uma delas fica debaixo do capô. O modelo, além de manter o motor 1.0 litro do Mille, também contará com uma nova unidade, a 1.4 l Evo, que trata-se de uma evolução do atual propulsor do Punto e do Idea.

A história é longa e cheia de versões de sucesso

Atualmente o modelo mais barato do país — a partir de R$ 23, 1 mil —, o Fiat Mille começou a ser fabricado no Brasil, ainda Uno, em meados de 1984, sendo lançado no mesmo ano, mas como linha 1985. Fruto de um projeto italiano para substituir o antigo 147, o Uno estreou por aqui equipado com os motores 1.0 l e 1.3 l.

Em agosto de 1990, algumas mudanças. O compacto passou a ser chamado de Uno Mille em função da versão 1.0 l , que inaugurou a era dos carros mil. Em 1992, porém, o modelo passou a ser chamado apenas de Mille, ganhando dois anos depois uma versão Uno com motor 1.4 Turbo. A última mudança ocorreu em 2008, quando passou a ser chamado de Mille Economy.

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LEASING PARA CARRO PERDE FORÇA, E COMPRADOR PREFERE CRÉDITO DIRETO

O empresário Romário Castro da Silva é um dos milhares de consumidores que compraram um carro por meio de leasing, modalidade de financiamento que triplicou em apenas dois anos e chegou a representar quase metade das vendas a prazo do setor automotivo. Agora, esse movimento dá sinais de esgotamento, devido a alterações nas condições de financiamento e na estratégia dos próprios bancos que atuam nesse segmento.

O caso de Silva explica, em parte, essa mudança. Há dois anos, ele fez um leasing automotivo, que na época oferecia prestação bem menor em relação ao tradicional CDC (Crédito Direto ao Consumidor).

Agora, ao ajudar sua noiva na compra de um carro zero, encontrou condições mais semelhantes nas duas modalidades e avaliou que o crédito direto seria mais vantajoso. "Vamos fazer o CDC. Da outra vez, fiquei amarrado ao leasing e não pude antecipar as prestações para ter desconto no pagamento", afirmou o empresário, citando uma das principais diferenças entre as duas modalidades.

O leasing, também chamado de arrendamento mercantil, funciona como uma espécie de empréstimo. O bem fica registrado no nome da instituição financeira, e o consumidor, ou empresa, paga uma prestação por determinado período para utilizá-lo.

Ao final do contrato, tem a opção de comprá-lo. Como o risco de inadimplência é menor e não há cobrança de IOF, a prestação tende a ser menor que a do CDC. Por outro lado, o cliente não tem a opção de adiantar o pagamento das prestações para reduzir a dívida e tem de cumprir um contrato de pelo menos dois anos.

Até 2008, a diferença entre as prestações nas duas modalidades era grande, por isso, poucos consumidores se preocupavam em avaliar melhor a questão financeira e acabavam optando pelo leasing. Hoje, porém, as condições de financiamento oferecidas pelos bancos reduziram muito a diferença, o que devolveu, em alguns casos, a competitividade ao CDC.

Estratégia

De acordo com o presidente da Anef (associação que reúne os bancos das montadoras), Luiz Montenegro, essa mudança de custos reflete alterações tributárias e de estratégia das instituições financeiras. Alguns bancos podem estar captando recursos mais caros para atividades de arrendamento e repassando esse aumento.

Há ainda a questão de manter o equilíbrio nas duas opções de financiamento. "Um banco que já tem uma carteira de leasing muito grande pode querer diluir esse negócio e oferecer ao público um CDC mais barato, reduzindo sua margem [de lucro] nessa área. É o custo da operação que determina essa dinâmica", afirmou.

A mudança de tendência verificada em 2009 também reflete a redução na alíquota do IOF para operações de crédito, o que encurtou a distância entre o leasing e o crédito direto.
O comerciante Cléber Conceição, por exemplo, optou pelo CDC ao verificar que a diferença na prestação de um Uno Mille era inferior a R$ 20. "O leasing é até mais barato, mas no CDC posso antecipar as parcelas e ganhar um desconto."

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FIAT DOBLÒ CHEGA COM MUDANÇAS NO VISUAL

Ele não é só um 'rostinho' bonito. Opa, nem parece que falamos do Doblò, chamado de 'esquisito' na campanha publicitária e obviamente uma compra racional, que ganha novas linhas, versões e acabamentos para manter a posição confortável no mercado. Quase 90% dos multiuso vendidos no país são desse modelo, que também agrada entre os furgões, com 81,7% dos emplacamentos. Mesmo assim, a Fiat resolveu melhorar o visual, adotando frente totalmente nova.

A Fiat ampliou também a oferta da gama, agora com seis opções, e busca atender necessidades diversas, desde o veículo puramente comercial, com motor 1.4 para cargas leves, até o topo de linha Adventure, com aptidões para uso misto e itens de conforto para famílias grandes. Boa novidade para este público começa na ELX 1.4, com seis bancos.

Um dos destaques do carro, ao lado do espaço interno, é a visibilidade, graças à área envidraçada generosa e à posição de dirigir. Ao acelerar, entretanto, o Doblò sente o peso dos 1.330 kg . Mesmo assim, como veículo familiar, satisfaz. Com o motor 1.8, o consumo fica exagerado, mas disposição aumenta.

Na estrada, o carrão mostra virtudes no conforto. A ergonomia é excelente e os comandos sempre a mão. O acesso é fácil, por portas amplas — as traseiras são deslizantes. Outra vantagem está no porta-malas, que na versão ELX com seis bancos leva 665 litros , ou a bagagem de todos os ocupantes.

O Fiat Doblò passa a ser vendido em seis opções — quatro multiuso e duas furgão. A versão de entrada 1.4 sai a partir de R$ 48.950; a ELX 1.4 a R$ 52.540; a HLX 1.8 a R$ 54.670; e Adventure Locker 1.8 custa iniciais R$ 59.680. A versão Cargo 1.4 sai a iniciais R$ 38.680 e a 1.8 a partir de R$ 43.320.

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NOVO KIA CERATO

A Kia Motors anunciou a chegada do novo modelo do sedã Cerato. O carro será vendido no Brasil com preços a partir de R$ 49,9 mil. O primeiro lote de 707 unidades do modelo produzido na Coreia do Sul estará nas lojas a partir do dia 22. A importadora vai disponibilizar ao mercado brasileiro três versões do sedã médio – duas com câmbio mecânico e uma com transmissão automática.

O carro vai disputar um mercado concorrido que conta com modelos como Chevrolet Astra Sedan, Ford Focus, entre os mais em conta, além de Citroën C4 Pallas, Peugeot 307 Sedan, Renault Megane, Fiat Linea, VW Bora, Nissan Sentra, Toyota Corolla e Honda Civic, entre outros.

A versão de entrada é equipada com motor 1,6 litro de quatro cilindros e potência de 126 cavalos. Tem câmbio manual, direção hidráulica, vidros elétricos, travamento central, retrovisores com comando elétrico e airbag duplo, computador de bordo, rádio+CD+MP3 com entrada auxiliar e USB, conexão.

A segunda versão do Kia Cerato, também com câmbio manual, inclui rodas de liga leve de 16” , farois de neblina, ABS, freio traseiro a disco e ar condicionado automático, ao preço de R$ 52,9 mil. A versão topo de linha tem transmissão automática, e vai custar R$ 57,9 mil.

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MAIS GENTE NA STRADA

Líder do mercado de picapes compactas há nove anos—hoje com 57% de participação—, a Fiat vai explorar ainda mais o segmento. Para tal, lança a Strada cabine dupla, única com capacidade para quatro passageiros.

Disponível, por enquanto, apenas na versão Adventure —a Fiat estuda outras configurações —, a Strada cabine dupla tém bom padrão de acabamento interno, ergonomia bem resolvida e bancos que oferecem posição de dirigir elevada.

Lá atrás, o espaço serve para aqueles que querem dar uma carona aos amigos, desde que sejam apenas dois ocupantes com menos de 1,75 m. Equipada com o motor 1.8 litro—112 cv de potência com gasolina e 114 cv com álcool—, a Strada cabine dupla recebeu algumas modificações em relação às 'irmãs'.

É o caso da suspensão com amortecedores e molas traseiras mais flexíveis. Tais mudanças são perceptíveis ao dirigir o carro. No test-drive realizado em trechos de asfalto e de terra, a nova picape da Fiat—a versão avaliada foi a top, com sistema Locker, airbags e retrovisores elétricos, que são opcionais —mostrou-se bem acertada, absorvendo as irregularidades do piso de maneira satisfatória, sem trazer desconforto para os ocupantes. O comportamento nas curvas também não foi prejudicado com o aumento do habitáculo.

A carroceria da Strada cabine dupla pouco oscila e a estabilidade é sentida ao volante. Isso porque a picape está sempre à mão, mesmo quando o motorista exagera na velocidade na hora das curvas mais fechadas. E, em conjunto com o câmbio bem escalonado, o motor 1.8 entrega força suficiente para manter velocidade de cruzeiro de 120 km/h , com fôlego de sobra na hora das retomadas.

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FIAT COMEÇA A VENDER O CINQUENTO CONVERSÍVEL

A Fiat vai começar a vender na Europa a versão cabriolet (conversível) do compacto Cinquecento, apresentado no Salão do Automóvel e Genebra. O modelo Fiat 500C será oferecido com motor 1.2 de 69 cv (a partir de 16,6 mil euros), 1.3 Multijet e 75cv(20,6 euros) e 1.4 e 100 cv (20,8 euros).

Como principal característica do modelo está o acionamento da capota para deixar o modelo na versão conversível. Pressionando botões junto ao painel é possível baixar ou subir a capota com o carro em uma velocidade até 60 km/h . A capota em lona do 500C estará disponível em vermelho, branco e preto.

A Fiat comemora o sucesso internacional do modelo. Em dois anos, a empresa já comercializou 360 mil unidades do Cinquecento em 59 países. O Brasil vai engrossar esta lista. Em outubro, a montadora vai começar a vender o modelo no país na versão standard com motor 1.4 de 100 cv.

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HATCH MÉDIO COREANO HYUNDAI I30

Há uma grande diferença entre cópia e réplica. A primeira tenta imitar algo, mas peca nos materiais utilizados e no acabamento em geral. Já a segunda, reproduz com extrema fidelidade o objeto original, entregando qualidade e aparência similares. Algumas décadas atrás, os carros coreanos eram cópias dos europeus. Hoje, são réplicas. O Hyundai i30, que acaba de ser lançado no Brasil – de R$ 54 mil a R$ 72 mil (por enquanto, apenas a versão de R$ 69,9 mil está disponível) –, é a maior síntese disso. Design do BMW Série 1, painel de instrumentos do VW Golf e suspensão do Ford Focus, entre outras características alheias, fazem desse hatch médio mais que uma simples colcha de retalhos. Ele está mais para um “patchwork” chique e bem acabado.

O modelo chega para disputar um segmento competitivo que tem como principais expoentes os novos Ford Focus, Citroën C4, Chevrolet Vectra GT, Nissan Tiida, Subaru Impreza e Peugeot 307 (que já não é tão novo assim), além dos veteranos VW Golf e Fiat Stilo.

Até o final do ano, a Hyundai pretende disponibilizar todas as cinco versões de acabamento do hatch, já que apenas uma está à venda atualmente. Por R$ 69,9 mil, o carro coreano entrega, entre outros equipamentos, o motor 2.0 16V a gasolina com comando de válvulas variável (uma evolução do propulsor do Tucson), com 145 cavalos de potência e 19,38 mkgf de torque movido a gasolina, airbag duplo, freios ABS com EBD (distribuição eletrônica de frenagem), computador de bordo, piloto automático, ar condicionado digital, direção elétrica, câmbio automático de quatro marchas e acabamento de primeira.

É mais interessante, porém, esperar pela chegada da versão topo de linha que, por apenas R$ 2,1 mil a mais, traz ainda o controle de tração, airbags laterais e de cortina e teto solar elétrico. Já a versão de entrada, que será vendida por R$ 54 mil, tem mesmo acabamento geral, mas o ar-condicionado é manual, os freios ABS não têm EBD, o câmbio é manual, não tem piloto automático e uma série de mimos presentes nas versões mais equipadas.

Com isso, o i30 contraria uma prática adotada pela Hyundai no Brasil: a de oferecer mais por menos. Afinal, a gama de equipamentos e os preços estão condizentes com os da concorrência. Ainda assim, o modelo chega como uma opção interessante e merece ser analisado por quem procura um hatch médio. Afinal, buscou o que a concorrência tem de melhor e reuniu tudo em um só. O acabamento é digno de nota, com painel e revestimento superior das portas emborrachados, volante com regulagem de altura e profundidade, bancos de laterais generosas que seguram bem o corpo nas curvas e sistema de som que, além de potente, compõe o visual moderno do painel.

Em ação, o teste rápido não permitiu uma avaliação mais aprofundada. Mas ficou nítido que o motor de 145 cavalos garante boas arrancadas e a suspensão permite uma “tocada” mais esportiva ao i30 – apesar da morosidade do câmbio automático em mudar as marchas, tanto de forma ascendente quanto nas reduções. O espaço interno é bom, inclusive para os passageiros de trás, já que o entreeixos de 2,65 metros é o maior dos hatches médios do mercado brasileiro. O porta-malas comporta 360 litros ( 1250 litros com os bancos rebatidos). O visual, claramente inspirado no BMW Série 1, é interessante e ficou ainda mais bonito com a adoção das rodas de 17 polegadas com raios cromados. O i30 comprova definitivamente que os coreanos deixaram de imitar e passaram a replicar aquilo que é bom. E não têm o menor pudor de assumir isso.

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C4 TURBO AINDA MAIS ESPERTO

O apelo pela esportividade sempre foi uma das características do Citroën C4 VTR. Só que desta vez, o apelo está ainda mais forte. Uma versão do cupê foi especialmente preparada pela marca francesa, em parceria com a Personal Parts, para participar do Quatro Rodas Experience 2009, que acontecerá no Autódromo de Interlagos, entre os dias 9 e 14 de junho.

Inspirado nos modelos C4 WRC, que participam do Campeonato Mundial de Rali, o C4 VTR Turbo impressiona pelo visual, que guarda algumas alterações em relação ao cupê de fábrica. Entre as modificações realizadas pela Citroën e Personal Parts, está a adoção de kit aerodinâmico que inclui saias laterais e aerofólio, novas lanternas traseiras, ponteiras duplas de escapamento e película escura nos vidros.

A parte externa do C4 VTR Turbo também recebeu nova modelagem nos para-choques — são maiores e dão aspecto mais agressivo ao modelo tunado. Além disso, o modelo ganhou rodas de 20 polegadas da marca Tsuya, que 'calçam' pneus Yokohama 225/30 R20. Já o interior, na lateral interna da coluna A à esquerda, foi instalado suporte onde ficam dois mostradores. Um que mede a pressão do turbo — manômetro — e o outro a dosagem de ar/combustível — Hallmeter.

Debaixo do capô, mais alterações em relação ao modelo que circula nas ruas. Para tornar a performance do C4 VTR mais apimentada, o motor 2.0 litros 16V ficou 30% mais potente. Isso graças a um turbocompressor Master Power com 0,4 bar de pressão e um intercooler, além da adoção de novo sistema de exaustão. E, para aumentar a entrada de ar/gasolina no propulsor, foi instalado um bico injetor auxiliar, que fornece mais combustível para a mistura. Tais modificações, de acordo com a Citroën e a Personal Parts, garantem ao C4 VTR Turbo 180 cv de potência máxima - contra os originais 143 cv da versão de produção. Com tanto ímpeto, foi preciso que a Citroën e a Personal Parts fizessem outras modificações no C4 VTR Turbo. Para manter a estabilidade e deixar o compacto bólido mais 'colado' ao chão, a suspensão, com o encolhimento das molas, foi rebaixada em 4,5 cm.


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