CIRURGIAS REPARADORAS REPRESENTAM 40% DAS PLÁSTICAS REALIZADAS NO PAÍS

Entre as chamadas cirurgias plásticas, as reparadoras ou reconstrutoras - que corrigem traumas adquiridos, seja por acidentes, queimaduras ou outros fatores externos - são algumas das que mais aparentam ter um aumento na demanda, na opinião do membro da direção da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e cirurgião plástico da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo Douglas Jorge.

De acordo com ele, mesmo sem ter números exatos e apesar de uma das maiores demandas, ao menos na instituição onde ele trabalha, ser de pacientes da dermatologia, a procura por correção de traumas tem crescido de forma visível. De acordo com dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), atualmente, 40% das plásticas realizadas no Brasil são cirurgias reparadoras.

"Com esse aumento da violência, o número de seqüelados de trauma aumentou significativamente, traumas menores ou maiores, mas que deixaram algum tipo de seqüela, algum defeito, o indivíduo perdeu um pedaço da orelha, do nariz, do lábio, da mão, e ele procura cirurgia plástica chamada reparadora, porque quer ter aquela estrutura refeita, quando é possível", explica.

Segundo o ministério, o tipo mais comum de cirurgias reparadoras no Sistema Único de Saúde (SUS) são as de reconstrução das mamas, utilizadas em casos de câncer em que a mulher teve que ser submetida à mastectomia (retirada total ou parcial do seio), responsáveis por 27% dos procedimentos realizados.

Outras também bastante comuns, segundo o ministério, são as de retirada de tumores da pele, como melanomas, tratamento de queimaduras agudas ou crônicas, e correção de traumas leves de pele e osso.

Em 2004, de acordo com o MS, foram realizadas 80 mil operações plásticas no país, que já ocupa o segundo lugar no ranking dos países que mais realizam procedimentos desse tipo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Em 2007, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), foi alcançada a marca de 700 mil plásticas em todo o território nacional, incluindo as feitas pelo SUS, por planos de saúde e particulares.

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INFARTO TEM DIA DE RISCO

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto revela que a segunda-feira pode ser muito mais do que o Dia Nacional da Preguiça. Segundo a pesquisa, realizada em 17 hospitais de 15 cidades do interior paulista, segunda-feira é o dia de maior incidência de infarto entre trabalhadores de baixa renda. Das 173 mil internações por ataques do coração registradas ao longo de dez anos, 17% foram às segundas-feiras. Nos demais dias da semana, o percentual de internação girou em torno de 14%.

“Para o trabalhador, a segunda-feira funciona como um gatilho que pode desencadear uma série de intercorrências cardíacas, como o infarto. O motivo é o estresse físico e emocional provocado pela transição de um período de descanso e relaxamente para outro, de tensão e sofrimento. Mas este tipo de situação só acomete quem tem predisposição, ou seja, quem fuma, leva vida sedentária e não se alimenta direito”, salienta o cardiologista Juan Yazlle Rocha.

Outro dado curioso é que, se segunda-feira é o dia de maior incidência de infarto para trabalhadores de baixa renda, o sábado é o de maior propensão para profissionais mais abastados, como executivos e empresários. Nestes casos, observa Juan, o gatilho funcionaria às avessas. “É como se o trabalho fosse prazeroso e a vida familiar, estressante”, afirma. Para ambos os casos, Juan recomenda que os trabalhadores reavaliem sua atividade profissional. “O mesmo trabalho pode ser prazeroso ou estressante. Depende da maneira como o trabalhador se relaciona com ele”, avalia.

Se a segunda é o dia de grande incidência de infarto, o horário de maior risco é o matutino. Mais especificamente aquele compreendido entre 3h e 11h. Para o diretor-médico do Instituto Nacional de Cardiologia, Marco Antônio de Mattos, essa mórbida estatística pode ser explicada pelo aumento do número de plaquetas no sangue. “Pela manhã, ao acordar, o organismo libera mais hormônios, como o cortisol e a adrenalina, que favorecem a formação de placas de gordura e elevam as chances de infarto”, esclarece. (02/09/08)

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FALTA UTI NEUROLÓGICA

Um estudo realizado em Salvador-BA e apresentado este mês no Congresso Brasileiro de Neurologia confirma que pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral isquêmico se recuperam melhor sob os cuidados em uma UTI neurológica. O acidente vascular cerebral é uma síndrome que se caracteriza pelo aparecimento rápido de sintomas ou de sinais de perda localizada da função cerebral, aparentemente devido à causa vascular. A gravidade clínica varia entre a recuperação completa em horas, a recuperação incompleta, ou a evolução para a morte.

De acordo com os autores do novo estudo, em alguns países da Europa e nos Estados Unidos o tratamento do AVC isquêmico é feito na UTI neurológica, mais especializada; enquanto, no Brasil, a realidade é bem diferente, o que impede um tratamento eficiente. Atualmente, há apenas 12 pelo país, incluindo públicas e particulares, o que não atende as necessidades. E os custos para a montagem da UTI neurológica são os mesmos da tradicional.

No estudo, avaliando 282 pacientes atendidos em unidades não-especializadas em um serviço de neurologia em Salvador e 85 pacientes admitidos em uma UTI neurológica, os pesquisadores observaram uma recuperação muito melhor no segundo grupo. As pessoas que tiveram o tratamento especializado apresentaram melhor evolução funcional, menor tempo de internação e menor chance de sofrer outro AVC.

Para os especialistas, “o tipo de cuidado especializado, a atenção especializada, reconhece com mais facilidade os sintomas neurológicos, fazendo com que o diagnóstico seja dado mais rápido e o tratamento mais eficaz devido ao tempo de reconhecimento de algum sinal de problema neurológico”. (25/08/08)

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RUPTURA DE ANEURISMA DA AORTE CHEGA A MATAR 90% DOS PACIENTES

A ruptura de um aneurisma da artéria aorta é um dos quadros mais graves que podem chegar a um serviço de emergência. No caso de uma ruptura de aneurisma de aorta, de 80% a 90% dos pacientes não chegam ao hospital. Dentre os que conseguem chegar e são submetidos ao tratamento cirúrgico convencional, 40% a 50% morrem no período pré e pós-operatório. A mortalidade total da ruptura de aneurisma de aorta, portanto, chega a 90%, somando-se todos os casos.

A aorta é uma artéria que sai diretamente do coração e desce paralelamente à coluna vertebral, distribuindo o sangue oxigenado aos órgãos do corpo. Por sair diretamente do coração, suas paredes estão submetidas a pressões muito altas. O aneurisma de aorta é uma dilatação na parede da maior artéria de nosso corpo. As paredes das artérias, que são constituídas de várias camadas de tecido muscular, fragilizam-se e forma-se uma dilatação.

Os aneurismas podem ocorrer em qualquer trecho da artéria aorta, embora sejam muito mais comuns no trecho abdominal. Quando acontecem dentro do tórax, antes de chegar ao abdome, seu tratamento é mais complexo, de abordagem cirúrgica mais difícil.

Alguns fatores de risco são conhecidos e devem ser controlados para diminuir o risco do rompimento da dilatação. A hipertensão arterial e ateroesclerose (endurecimento das parades das artérias) são os mais importantes desse grupo.

Os aneurismas de aorta não costumam causar sintomas até que a dilatação já esteja muito grande. Entre os sintomas que chamam a atenção para o problema podem estar a dor abdominal, algumas vezes com irradiação para a região posterior (costas). O diagnóstico dos aneurismas de aorta geralmente é feito quando eles são encontrados em exames de imagem. A ultra-sonografia de abdome ou tomografia computadorizada de abdome são capazes de evidenciar o problema.

Após o diagnóstico, o tamanho do aneurisma e a presença de sintomas são os fatores que ajudam a definir a opção de tratamento. O aneurisma deverá ser acompanhado por exames seriados. Enquanto a dilatação for menor do que 5 cm e/ou o paciente permanecer assintomático, o tratamento ideal é a observação cuidadosa e tratamento dos problemas de saúde que podem agravar a situação. Nos casos de hipertensão arterial associada, o controle dos niveis de pressão é essencial.

O tratamento cirúrgico é utilizado há mais de 40 anos e até pouco tempo atrás era a única opção. O cirurgião, após determinar pelos exames as dimensões do aneurisma e sua localização na artéria aorta, abre a artéria doente e coloca uma prótese que substitui o trecho dilatado. Uma cirurgia muito grande, de alto risco e longa duração.

Há alguns anos os médicos passaram a ter a possibilidade de colocar a prótese por via endovascular, ou seja, por dentro da própria artéria. Através de uma incisão na virilha, um cateter progride até o trecho dilatado e instala a prótese sem a necessidade de uma cirurgia.

Um trabalho recente, publicado na revista "Archives of Surgery", demonstrou que a abordagem por via endovascular diminui o risco de morte no tratamento cirúrgico do aneurisma de aorta abdominal. O resultado da análise de dois grupos de pacientes, tratados pelo método tradicional ou por via endovascular mostrou uma redução de 25% na mortalidade em 90 dias no grupo endovascular. (02/07/08)

 

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PREVENÇÃO DA TROMBOSE É FALHA

A maioria dos pacientes internados em hospitais brasileiros tem risco de desenvolver coágulos sangüíneos que bloqueiam veias -tromboembolismo venoso (TEV)-, mas só parte deles tem orientação e tratamento adequados que podem prevenir o problema. A revelação é de um estudo mundial (Endorse) com 60 mil pessoas de 32 países, coordenado pela Universidade de Massachusetts (EUA) e recém-publicado na revista "The Lancet". No Brasil, foram avaliados 1.295 pacientes em 12 hospitais -públicos e privados. A pesquisa foi financiada pelo laboratório francês Sanofi-Aventis, que produz anticoagulantes.

O tromboembolismo é comum entre pacientes hospitalizados, sobretudo entre os que precisam ficar imobilizados na cama por algum tempo. Pode ocorrer em qualquer parte do sistema venoso. Os mais comuns, porém, são coágulos em veias profundas -em geral, na perna- e embolia pulmonar, a causa mais comum de morte hospitalar evitável.

O trabalho mostrou que 56% dos pacientes clínicos e cirúrgicos hospitalizados no país têm chances de desenvolver o tromboembolismo - no mundo, a taxa ficou em 52%. A prevenção recomendada -se movimentar e usar medicamentos- é prescrita só para 51% desses pacientes, índice próximo ao encontrado na média mundial (50%). Mas, na Alemanha, por exemplo, a taxa de prevenção ficou em 86%.

No Brasil, o pior desempenho em profilaxia foi entre pacientes clínicos e cirúrgicos com riscos associados: apenas 27% e 30%, respectivamente, recebem medidas preventivas. Segundo a médica Ana Thereza Rocha, coordenadora nacional do estudo, o índice de mortes por tromboembolismo pode chegar a 10%. "É uma situação séria, mas os médicos ainda não colocam a prevenção na rotina. O foco fica apenas na doença que levou o paciente à internação", diz ela, que também é professora na Universidade Federal da Bahia.

Para Fred Anderson, diretor do centro de resultados de pesquisa da Escola de Medicina da Universidade de Massachusetts, o "problema é complexo e precisa de soluções múltiplas". No Brasil, ao menos 39 hospitais -de 7.426 instituições- têm estratégias para prevenir e reduzir a incidência do tromboembolismo, parte de um programa com o apoio da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

O estudo envolveu pacientes de 358 hospitais. Na ala clínica, foram selecionados pacientes com 40 anos ou mais; na cirúrgica, com 18 anos ou mais. Cerca de 80% dos casos de tromboembolismo são assintomáticos e diagnosticados só por exames. Além da imobilidade, outros fatores de risco são obesidade, gravidez, traumatismos, doenças cardíacas e problemas congênitos. Os médicos orientam aos pacientes acamados que façam movimentos com pés e pernas; sentados, devem mexer os pés como se estivessem pedalando uma máquina de costura. (18/06/08)

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DOENÇA SILENCIOSA: INSUFICIÊNCIA RENAL

Autoridades em saúde estão alarmadas com o aumento no número de casos de uma doença silenciosa: a insuficiência renal. São quase dois milhões de pessoas afetadas no Brasil, e cada vez mais jovens.  Meiriellen Morales tratava uma dorzinha nas costas com antiinflamatório até que o corpo não suportou mais. “Meu rosto ficou bem inchado, meus pés ficaram bem inchadinhos mesmo, minha barriga ficou bem grande e quase não consegui andar ou calçar sapatos”, disse.

A dor era um sintoma de doença nos rins. Foram dois anos de tratamento errado até ter insuficiência renal. Há quatro anos, Meiriellen faz hemodiálise três vezes por semana. O problema é que muitas pessoas não sabem que os rins não estão funcionando bem quando já perderam de 70% a 80% das funções renais. No Brasil, todos os anos 25 mil pessoas começam o tratamento de hemodiálise. Já são mais de 70 mil renais crônicos no país fazendo hemodiálise. Os especialistas já consideram a doença uma epidemia silenciosa.

“Noventa e cinco por cento desse tratamento é subsidiado pelo SUS [Sistema Único de Saúde] e vai chegar num determinado momento em que o poder público não vai mais conseguir arcar com esse tratamento, porque o número tem subido assustadoramente”, afirmou a nefrologista Maria Aparecida Arroyo.

Por ano, o sistema público de saúde gasta R$ 1,4 bilhão com o tratamento dos renais crônicos. A enfermeira Rosely Almeida Costa se assusta ao ver jovens presos às máquinas, porque os rins não funcionam mais. “De uns três a quatro anos para cá, nós temos visto um fluxo muito maior de pacientes, independente de idade: 16, 17, 20 ou 35 anos, um fluxo muito maior de jovens”, disse a enfermeira Rosely Almeida Costa.

Os rins ajudam a regular a pressão arterial, eliminam as toxinas do corpo, controlam a quantidade de água e sal no organismo e produzem hormônios que evitam anemia e doenças ósseas. Males como a hipertensão e o diabetes afetam o sistema vascular, atrofiando e destruindo as microartérias renais, que são responsáveis pela filtragem do sangue. O rim pára de funcionar.

 

Na associação beneficente que atende renais crônicos em Mato Grosso do Sul, o número de pacientes atendidos já é 50% maior que no ano passado. Eles recebem remédios, comida, atendimento nutricional e até fazem exercícios para ter mais qualidade de vida, enquanto esperam um transplante. “A doença é progressiva, mas você consegue retardar a diálise em 10, 20 e até 30 anos ou prevenir totalmente”, disse a nefrologista Maria Aparecida Arroyo.  

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PERIGO DE CONTAMINAÇÃO VEM PELA ÁGUA

Em casos de desastres naturais, como o terremoto que assolou a China, ou o ciclone Nargis que passou por Mianmar, o risco de epidemias vem principalmente pela água. Com redes de abastecimento e esgoto danificadas, a população fica exposta às doenças de transmissão hídrica, como cólera, febre tifóide e hepatite. Em casos em que há inundações, como em Mianmar, o risco da disseminação de leptospirose, transmitida pela urina contaminada de ratos, também é grande. O acúmulo de água é preocupante também por favorecer o desenvolvimento de mosquitos transmissores de doenças, como a dengue.

"Esse quadro em geral é mais sério em países de clima temperado ou tropical, com o aparecimento de doenças de transmissão hídrica. A primeira medida que tem de ser tomada com emergência é criar sistemas simplificados de abastecimento e esgoto", afirma Eliseu Alves Waldman, professor do departamento de epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo). Entretanto, mesmo em casos em que não há acúmulo de água, as autoridades devem ficar atentas para a possibilidade de contaminação nos reservatórios, tanto por vírus quanto por bactérias. Para evitar doenças, os especialistas indicam que a população ferva a água ou adicione hipoclorito de sódio.

Médicos que estão no norte da Província de Sichuan, a zona mais atingida pelo terremoto, advertiram que aumenta o risco de epidemias entre os sobreviventes à medida que passam os dias. Em localidades como Dujiangyan e Juxuan, os médicos distribuem entre os moradores panfletos com recomendações para evitar o surgimento de doenças, entre elas melhorar as práticas de higiene. A falta de água e a escassez de alimentos, no entanto, dificultam a prevenção.

A infra-estrutura dos locais que recebem as populações afetadas por esses fenômenos, depois que elas são retiradas de suas casas, também influencia no aparecimento de epidemias. As aglomerações nos alojamentos podem favorecer a ocorrência de doenças respiratórias, como gripe e tuberculose, ou sarampo.
Como é muito difícil prever a ocorrência desses desastres, os países têm de estar preparados para remediar a situação com rapidez, impedindo que as doenças se alastrem. Para doenças que podem ser evitadas por vacinas, é recomendável que a população seja submetida ao procedimento.

"É preciso colocar essas populações em situação de segurança, saneamento e alimentação adequada e avaliar quem ficou em situações de risco. Tem de ficar atento e, nos primeiros sintomas, tratar as pessoas para que os casos não fiquem graves", afirma Maria Amélia Veras, professora do departamento de medicina social da Santa Casa de São Paulo. De acordo com Veras, não há um tempo médio para o aparecimento de epidemias, após a ocorrência desses desastres. Isso varia de acordo com o período de incubação --tempo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas-- de cada agente causador.

Ulisses Confalonieri, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz em Belo Horizonte , destaca que o fator psicológico também influencia no aparecimento de epidemias nesses casos. Sob estresse, a população fica mais suscetível ao aparecimento de doenças. "A perda do patrimônio gera um impacto importante sobre a saúde, podendo gerar distúrbios emocionais, psicossomáticos. Os outros problemas (as infecções) podem ser controladas com tecnologia muitas vezes baratas. Os efeitos psicológicos se prolongam por mais tempo", afirma.

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RESPIRAÇÃO BOCA - A BOCA NÃO É MAIS ESSENCIAL EM INFARTO

A tradicional respiração boca-a-boca feita durante os primeiros socorros de uma parada cardíaca está com os dias contados. Novos estudos demonstraram que as compressões ritmadas no tórax são tão eficazes quanto a respiração boca-a-boca --que era intercalada com a massagem cardíaca. As conclusões foram publicadas no mês passado em dois dos mais renomados periódicos de cardiologia ("Circulation" e "Resuscitation"). A recomendação é que, a partir de agora, só se faça as compressões torácicas ritmadas, de forma ininterrupta, por até oito minutos.

As novas orientações foram repassadas aos cardiologistas brasileiros durante o congresso da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) pelo médico Sérgio Timerman, diretor-científico do comitê de emergência da Fundação Interamericana do Coração. O congresso aconteceu em São Paulo mês passado (abril). Segundo Timerman, as pesquisas que embasaram a mudança de conduta verificaram que há falta de preparo das pessoas para fazer a massagem torácica e que 83% dos americanos não faziam respiração boca-a-boca por medo ou nojo.

"Os estudos concluíram que a respiração boca-a-boca não só constitui um fator preponderante para justificar a inércia das pessoas que abordam a vítima para prestar socorro imediato, como também não garante benefício durante as manobras de reanimação", afirma o médico, que dirige o departamento de treinamento e pesquisa em emergências do InCor (Instituto do Coração).

Essas conclusões vão passar a integrar as novas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, segundo Timerman. "A idéia é disseminar isso para as sociedades médicas e a população em geral. "Para ele, no Brasil, ainda é precário o treinamento das pessoas para as emergências cardíacas e isso pode ser crucial no momento de salvar ou não uma vida. Um outro estudo norte-americano demonstrou que o treinamento da população aumentou o número de ressuscitações de 2% para 20%. Seis em cada dez pessoas que morrem do coração são vítimas de infarto. Muitas mortes poderiam ser evitadas se o atendimento da vítima fosse feito nos dez minutos após o ataque.

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DORES NO PEITO EM JOVENS PODE SER SINAL DE USO DE COCAÍNA

Em razão desta descoberta, a Associação Americana do Coração alertou que os médicos precisam perguntar aos jovens que se queixam de dor no peito sobre o uso da droga. Os médicos precisam proibir o uso de cocaína por pacientes com suspeita de ataque cardíaco, porque a droga pode afetar o tratamento.

Observou-se que dois tratamentos-padrão para o ataque cardíaco -- os betabloqueadores e os anticoagulantes -- podem ser perigosos se o paciente tiver utilizado cocaína.
Especialistas disseram que o aumento da pressão sanguínea devido ao uso da droga pode aumentar o risco de hemorragia cerebral quando os pacientes recebem anticoagulantes.

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ATENDIMENTO AÉREO

Quando Rubina Husain viu o seu marido a bordo de um avião na rota Atenas-New York, morto ao seu lado, a primeira coisa que fez foi cobrir os olhos de sua filha de 10 anos, enquanto o corpo do marido era transportado para outra parte do avião. O corpo seria coberto na parte de trás do avião por um plástico , enquanto após o primeiro impacto os demais passageiros começaram novamente a conversar. Em seguida seria servida a primeira refeição a bordo e o jato continuaria sua viagem de 8 a 9 horas para o seu destino, assim como o filme programado seria passado.

O marido de Husain que havia morrido de um ataque de asma é uma das centenas de vítimas em viagens aéreas, ocorridas por ano. Segundo o Dr. Heidi MacFarlane, da empresa MedAire ( www.medaire.com ), companhia especializada em socorro aéreo e que tem equipes no solo de médicos para prestar auxílio a tripulação em vôo, é possível tentar reverter o caso de emergência médica aérea, sendo uma das situações mais desastrosas que pode acontecer para uma tripulação em vôo.

O piloto na maioria das vezes pode até fazer um pouso de emergência, mas o que acontece na maioria das vezes é a continuação do vôo. A MedAire contabilizou 89 mortes mas, estima-se que em 2006, tenham havido perto de 290 mortes em aviões de passageiros a bordo.

O piloto na maioria das vezes pode até fazer um pouso de emergência, mas o que acontece na maioria das vezes é a continuação do vôo. A MedAire contabilizou 89 mortes mas, estima-se que em 2006, tenham havido perto de 290 mortes em aviões de passageiros a bordo. MedAire disse que nos aviões que monitora, pelo menos 1 passageiro em cada 7,6 milhões de chances de ter um incidente médico. Os acidentes aéreos com mortes tem a marca de 1 passageiro a cada 1,3 milhões em 2007, de acordo com a International Air Transport Association.

Em 2006, a média foi de 1 passageiro morto para cada grupo de 1.5 milhões. A FAA (Federal Aviation Administration), agencia reguladora e fiscalizadora dos EUA, requer e orienta que todos os aviões devam ter aparelhos de medicação de emergência, como desfribiladores, seringas, bandeja de primeiros socorros, epinefrina e outros suprimentos de primeiros socorros. Les Dorr, da FAA alerta que não há uma política específica ou procedimento das companhias aéreas em casos de falecimento a bordo das aeronaves.

As companhias aéreas tomam suas próprias decisões. Quando um passageiro fica seriamente doente a bordo, a primeira providência é da comissária falar com o piloto. Após este fato, o piloto deverá solicitar por comunicação interna se há algum médico a bordo. Na grande maioria dos casos existe.

Caso não haja, a indicação é solicitar via rádio um contato com um médico ou especialista em terra para solicitar auxílio no atendimento ou o que fazer até o pouso de emergência.

Os procedimentos com pessoas que falecem a bordo não são totalmente especificados. Os médicos da MedAire dizem que os corpos não devem ser colocados nos lavatórios, pois poderá haver dificuldades depois para retirá-los, devido o rigor mortis.

Enquanto muitos pilotos desviam o pouso para outro aeroporto, outros decidem continuar o vôo normalmente. As custas com o transporte do morto fica freqüentemente por conta dos familiares. Décadas passadas, no inicio dos vôos, as comissárias eram enfermeiras.

Agora a FAA solicita que as comissárias tenham conhecimentos de primeiros socorros. Segundo a MedAire, perto de 48 atendimentos médicos a bordo foram feitos pro profissionais presentes nos vôos, nos 17.000 atendimentos que realizou em 2007.

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GLAUCOMA: DOENÇA SILENCIOSA

Doença silenciosa e sem cura, o glaucoma é responsável pela cegueira de 5,2 milhões de pessoas e representa a terceira causa da perda de visão no mundo, como apontam os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Anualmente, são 2,4 milhões de novos casos no mundo. Apesar de irreversível, caso identificada precocemente, é possível realizar o controle e manter uma qualidade visual satisfatória.

No Brasil, ainda não há estudos epidemiológicos sobre a enfermidade, mas os especialistas estimam que os índices do país assemelhem-se aos Estados Unidos, com uma prevalência em torno de 2% da população. O tipo comum no Brasil é o glaucoma crônico de ângulo aberto, responsável por 90% dos casos. Já o glaucoma crônico de ângulo fechado, bastante incomum, atinge menos de 10% dos brasileiros.

A doença acomete normalmente aqueles que têm histórico de casos na família, os afrodescendentes e pessoas com idade superior a 45 anos. O exame de rotina é o ideal para identificar o problema ainda em seu estágio inicial. A enfermidade se dá pelo aumento da pressão intra-ocular ou pela lesão do nervo óptico, que é irreversível e provoca danos ao campo visual.

O oftalmologista Carlos Eduardo Souza, especialista em glaucoma, catarata e cirurgias refrativas, explica que alguns exames diagnosticam o glaucoma, a exemplo da análise de camada de fibras nervosas retinianas (OCT), tipo de campo visual (campimetria computadorizada blue yellow), paquimetria e retinografia. Em pacientes normais, o ideal é realizar o controle anualmente. Já aqueles que apresentam risco de desenvolver a doença, a depender da gravidade, o profissional deverá fazer uma avaliação mais específica.

A descoberta precoce do glaucoma crônico de ângulo aberto facilita o tratamento. A princípio, o paciente utilizará colírios para controlar a pressão intra-ocular, se obtiver sucesso, a qualidade de vida e da visão será semelhante a de quem não tem nada. “Se houver lesão progressiva no nervo óptico, devido à falta de controle da pressão, é irreversível. E se houver dano total pode provocar cegueira”, alerta o médico. Quando não se controla a pressão intra-ocular com colírios, é necessário realizar procedimentos cirúrgicos ou a laser.

 

Caso vitorioso foi o de Emílio Maurício Suzart, 79 anos, que há seis descobriu o glaucoma. Seguiu corretamente a agenda do controle, indo ao médico a cada três meses. Em 2006, realizou a primeira cirurgia na vista esquerda. Cerca de quatro meses depois uma vitória. “Fui imediatamente renovar minha carteira de motorista”, comemora. A visão melhorou ainda mais após a segunda cirurgia no início de 2007. Antes da cirurgia, Emílio conta que sentia sensação de areia nos olhos, havia muito lacrimejo, ardor e dor ao colocar o colírio.

Assintomático - O maior problema do glaucoma de ângulo aberto é a falta de sinalização no estágio inicial. Normalmente, a doença é diagnosticada apenas quando em estágio avançado, com a perda importante da visão. O glaucoma de ângulo fechado pode apresentar sintomas mediante uma crise aguda, a exemplo de ardor, vermelhidão, sensação de areia nos olhos, dores, coceira e visão embaçada. “Nesse caso tem como reverter, se não houver danos ao nervo ocular, com a utilização do laser”, explica Carlos Eduardo.

Oriunda de Santo Antônio de Jesus, Maria Delza Santiago, 56, não descobriu o glaucoma a tempo. Com a visão prejudicada, já identificou a doença em estágio avançado. “Sinto muita coceira, ardor, já utilizei inúmeros colírios e me consultei com vários médicos, mas agora acho que vou melhorar”, afirma confiante. Enxergando com ajuda do óculos, vai precisar operar a vista esquerda. Agora, assume estar mais tranqüila e esperançosa com o resultado.

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TERAPIA DA REALIDADE VIRTUAL

A Professora Diane Gromala, da Simon Fraser University,em Vancouver, no Canadá, e Diretora do Laboratório de BioMedia da instituição, acaba de concluir um estudo, onde ficou evidenciado que os vídeos games tem um importante papel nos pacientes com fortes dores. Ficou mostrado que aqueles pacientes que se utilizaram dos jogos virtuais se beneficiaram ao ver diminuir as dores, muitas vezes, inclusive, sem ter que usar medicação.

A professora afirmou que realmente já há uma forte demanda por este tipo de medicação, principalmente, nas casas de repouso nos EUA, onde muitos idosos já estão usando os jogos virtuais que permitem também uma integração maior entre as pessoas bem como fazerem exercícios e por sua vez verem diminuídas as suas reclamações de dores.

Gromala que também sofre de dor crônica, está trabalhando com médicos para aprender mais sobre a Terapia da Realidade Virtual com oferecer caminhos para conhecer os aspectos da dor, enquanto especialistas estudam mais os problemas da dor daquele paciente.
 

Pelos primeiros estudos a imersão no mundo virtual, as aventuras dos programas, além do envolvimento na terceira dimensão, oferecem ao paciente uma distração sem igual, o que torna a dor mais distante. Controlar a dor com o uso dos vídeos games e de aparelhos de biofeedback, e terapias de meditação, tem provado a sua validade e são importantes aliados na busca da melhoria da dor crônica, atestam os especialistas.

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MENOS UTIS DO QUE RECOMENDADO PELA OMS

Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), fada hospital deve ter no mínimo 4% dos leitos dedicados a Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para conseguir prestar assistência a todos os pacientes. Embora a recomendação já seja considerada ultrapassada, esse percentual ainda não é atendido na maioria dos hospitais cio Sistema Único de Saúde (SUS). É o que garante o presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), José Maria da Costa Orlando.

Para ele, estados como São Paulo, cujo percentual já supera os 5% dos leitos hospitalares dedicados às UTIs, não atendem à população como deveriam. Já no caso das unidades particulares, segundo José Maria, o percentual pode chegar a 35%.

Ele explica que a meta de 4% determinada pela OMS é da década de 80, quando a demanda por UTIs era menor, mas que, atualmente a experiência mundial aponta que um número entre 7% a 10% de leitos de UT1 em relação ao número total de leitos. O aumento do número de idosos, a violência urbana, a complexidade das cirurgias e a realização de mais transplantes são fatores que contribuíram para o crescimento desse número.

Uma das alternativas para resolver a demanda por UTIs no país seria a abertura de unidades intermediárias, que poderiam atender aos pacientes depois de sua passagem pelas Unidades de Te¬apia Intensiva. Segundo ele, a implantação de Unidades de Terapia Semi-intensiva diminuiria o tempo de permanência do paciente em leitos das UTIs, sendo transferidos para um leito onde teriam maior assistência do que em enfermaria.

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CORRENTE DE SOBREVIVÊNCIA CONTRA A MORTE SÚBITA

Formada exclusivamente por cardiologistas especializados em emergência cardiovascular, consultoria começa a atuar no Brasil em empresas, condomínios, hospitais e locais de grande circulação de público para introduzir no país a corrente de sobrevivência. O objetivo é reduzir os alarmantes índices de morte súbita em nosso país.

O Brasil registra, a cada ano, entre 150 mil e 200 mil casos de morte súbita. São 820 mortes por dia e uma morte por minuto. Noventa e cinco por cento dessas pessoas que sofrem um mal súbito morrem antes de chegar ao pronto-socorro, o que mostra que os brasileiros ainda não sabem lidar com casos como parada cardiorrespiratória fora do hospital.

“Quando uma pessoa cai na rua ou perde a consciência em casa, a primeira coisa que todos pensam é em colocá-la em um carro e levá-la para o hospital, e esta é a atitude mais errada. Quem faz isso comete um erro básico, porque ao tentar salvar esta pessoa desta maneira, perde-se de 20 a 30 minutos, tempo demais”, explica Dr. Manoel Canesin, cardiologista que coordena o Centro de Treinamento de Emergências Cardiovasculares da Universidade de Londrina.Para implantar no Brasil o conceito de corrente de sobrevivência, ele e outros cardiologistas criaram a Logicalmed no último semestre de 2005.

A empresa nasceu com o objetivo de fornecer consultoria especializada a empresas, condomínios e grupos, a fim de dar todo apoio técnicocientífico de logística ao acesso público à desfibrilação e à corrente de sobrevivência, incluindo treinamento de pessoas, logística no atendimento e outros aspectos de fundamental importância para lidar com casos de emergência cardiovascular e parada cardíaca, inclusive o preparo e treinamento do socorro médico, reduzindo esta forma os alarmantes índices de mortalidade nos casos de p arada cardiorrespiratória e emergência cardiovascular. Dr. Manoel Canesin explica que para se conseguir este objetivo é necessário realizar o trabalho de uma corrente de sobrevivência.

De acordo com Dr. Canesin, a corrente de sobrevivência é formada por quatro elos. O primeiro é reconhecer que a pessoa está tendo uma parada cardiorrespiratória e chamar por ajuda de alguém treinado em suporte básico de vida; contar com um desfibrilador automático externo de imediato e posteriormente com o suporte avançado, que é o médico. No segundo elo é preciso que esta pessoa esteja treinada a fazer compressão e ventilação para iniciar a reanimação cardiopulmonar.

O terceiro elo inclui o uso do desfibrilador: o aparelho avalia a necessidade de dar o choque; em 85% das vezes o problema é de taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular e o leigo deve estar devidamente capacitado a utilizar o equipamento assim como na compressão e ventilação que são o segundo elo.

“O quarto elo é o suporte avançado: a ambulância chega com médico treinado, este profissional irá dar o suporte médico adequado para que esta vítima seja transportada posteriormente. Esta pessoa não pode ser removida antes da realização desses quatro elos”, afirma. A Logicalmed é a primeira empresa a atuar diretamente na redução dos índices de morte súbita no Brasil e é formada por médicos dedicados à emergência cardiovascular, que utilizam os protocolos da American Heart Association.

O grupo conta com médicos consultores altamente especializados na área de emergência cardiovascular, entre eles Dr. Sérgio Timmerman, do Laboratório de Habilidades e Emergência Cardiovascular do Incor, de São Paulo, Dr. Hélio Penna Guimarães, que coordena o Centro de Treinamento de Emergências Cardiovasculares do Hospital Dante Pazzanese, de São Paulo, e Dr. Manoel Canesin, do Centro de Treinamento em Emergências Cardiovasculares da Universidade de Londrina. A empresa já realizou consultorias em condomínios de São Paulo e Londrina e na Hípica de Campinas.

A implantação da corrente de sobrevivência segue quatro fases: A, de avaliação, T, de treinamento, E, de equipamento, e S, de simulação. Na fase A são avaliados os recursos humanos, a área física e as condições de acesso na empresa ou condomínio, selecionadas as pessoas a serem capacitadas e avaliado o suporte avançado de vida do local.

Na fase seguinte (T) é feita a capacitação por meio do suporte básico de vida BLS (Basic Life Support), da American Heart Association. “Treinamos os funcionários leigos a reconhecer sinais de enfarte do miocárdio, derrame cerebral, engasgamento, e eles aprendem a fazer compressão e ventilação, reconhecer uma parada cardiorrespiratória e utilizar o desfibrilador automático externo”, explica Dr. Canesin.

Na terceira fase são avaliados quais e quantos equipamentos são necessários e onde eles serão colocados. O principal equipamento é o desfibrilador. Na última fase são feitas simulações para que se possa testar a eficácia do atendimento. “A desfibrilação automática externa é fundamental, mas a população tem que ter consciência de que não adianta colocar desfibriladores em locais de grande circulação só para cumprir a lei, sem fazer o treinamento e a adequação do local, nem ter o suporte avançado em tempo e com qualidades técnicas adequadas, ou então manter apenas um desfibrilador para um prédio inteiro. Isto não salva vidas. O que salva vidas é a corrente de sobrevivência. O desfibrilador é peça fundamental, mas sozinho não salva vidas”, afirma Dr. Canesin.

Outro produto desenvolvido por esses médicos é o kit Anjos do Coração, uma iniciativa inédita no mercado brasileiro. Como o paciente que teve um enfarto do miocárdio de gravidade importante ou passou por uma cirurgia cardíaca tem muitas chances de ter um novo evento, ele poderá ter disponível e levar para casa por 30 ou 60 dias o kit Anjos do Coração.

O kit é composto por um CD e um manequim descartável de treinamento produzido pela American Heart Association, um desfibrilador automático externo e um telessensor, equipamento de telemetria do ritmo cardíaco que fornece ao médico, em tempo real, o ritmo do coração. “O médico pode ver pela Internet ou pelo celular o ritmo do coração e dizer se o paciente está tendo algum evento, como bloqueio avançado ou arritmia”, explica o médico.

Com essa cardioproteção é possível detectar problemas precocemente e, com isso, mudar a medicação ou tomar alguma medida. Antes de fornecer o kit, os familiares que acompanham o paciente recebem treinamento e um curso de suporte básico de vida de 4 horas.

Esse produto que será lançado em estudo piloto em parceria da Universidade de Londrina/ Hospital do Coração de Londrina visa dar maior proteção àqueles pacientes graves que tiveram alta hospitalar. O kit Anjos do Coração deve ser lançado em abril, durante o Congresso Sul Brasileiro de Cardiologia. “Vamos avaliar a receptividade e a maneira como podemos lançar este modelo de proteção”, finaliza Dr. Canesin.

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