CIRURGIAS REPARADORAS REPRESENTAM 40% DAS PLÁSTICAS REALIZADAS NO PAÍS Entre as chamadas cirurgias plásticas, as reparadoras ou reconstrutoras - que corrigem traumas adquiridos, seja por acidentes, queimaduras ou outros fatores externos - são algumas das que mais aparentam ter um aumento na demanda, na opinião do membro da direção da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e cirurgião plástico da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo Douglas Jorge. INFARTO TEM DIA DE RISCO Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto revela que a segunda-feira pode ser muito mais do que o Dia Nacional da Preguiça. Segundo a pesquisa, realizada em 17 hospitais de 15 cidades do interior paulista, segunda-feira é o dia de maior incidência de infarto entre trabalhadores de baixa renda. Das 173 mil internações por ataques do coração registradas ao longo de dez anos, 17% foram às segundas-feiras. Nos demais dias da semana, o percentual de internação girou em torno de 14%. “Para o trabalhador, a segunda-feira funciona como um gatilho que pode desencadear uma série de intercorrências cardíacas, como o infarto. O motivo é o estresse físico e emocional provocado pela transição de um período de descanso e relaxamente para outro, de tensão e sofrimento. Mas este tipo de situação só acomete quem tem predisposição, ou seja, quem fuma, leva vida sedentária e não se alimenta direito”, salienta o cardiologista Juan Yazlle Rocha. Outro dado curioso é que, se segunda-feira é o dia de maior incidência de infarto para trabalhadores de baixa renda, o sábado é o de maior propensão para profissionais mais abastados, como executivos e empresários. Nestes casos, observa Juan, o gatilho funcionaria às avessas. “É como se o trabalho fosse prazeroso e a vida familiar, estressante”, afirma. Para ambos os casos, Juan recomenda que os trabalhadores reavaliem sua atividade profissional. “O mesmo trabalho pode ser prazeroso ou estressante. Depende da maneira como o trabalhador se relaciona com ele”, avalia. Se a segunda é o dia de grande incidência de infarto, o horário de maior risco é o matutino. Mais especificamente aquele compreendido entre 3h e 11h. Para o diretor-médico do Instituto Nacional de Cardiologia, Marco Antônio de Mattos, essa mórbida estatística pode ser explicada pelo aumento do número de plaquetas no sangue. “Pela manhã, ao acordar, o organismo libera mais hormônios, como o cortisol e a adrenalina, que favorecem a formação de placas de gordura e elevam as chances de infarto”, esclarece. (02/09/08)
Um estudo realizado em Salvador-BA e apresentado este mês no Congresso Brasileiro de Neurologia confirma que pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral isquêmico se recuperam melhor sob os cuidados em uma UTI neurológica. O acidente vascular cerebral é uma síndrome que se caracteriza pelo aparecimento rápido de sintomas ou de sinais de perda localizada da função cerebral, aparentemente devido à causa vascular. A gravidade clínica varia entre a recuperação completa em horas, a recuperação incompleta, ou a evolução para a morte. No estudo, avaliando 282 pacientes atendidos em unidades não-especializadas em um serviço de neurologia em Salvador e 85 pacientes admitidos em uma UTI neurológica, os pesquisadores observaram uma recuperação muito melhor no segundo grupo. As pessoas que tiveram o tratamento especializado apresentaram melhor evolução funcional, menor tempo de internação e menor chance de sofrer outro AVC. Para os especialistas, “o tipo de cuidado especializado, a atenção especializada, reconhece com mais facilidade os sintomas neurológicos, fazendo com que o diagnóstico seja dado mais rápido e o tratamento mais eficaz devido ao tempo de reconhecimento de algum sinal de problema neurológico”. (25/08/08)
RUPTURA DE ANEURISMA DA AORTE CHEGA A MATAR 90% DOS PACIENTES
PREVENÇÃO DA TROMBOSE É FALHA A maioria dos pacientes internados em hospitais brasileiros tem risco de desenvolver coágulos sangüíneos que bloqueiam veias -tromboembolismo venoso (TEV)-, mas só parte deles tem orientação e tratamento adequados que podem prevenir o problema. A revelação é de um estudo mundial (Endorse) com 60 mil pessoas de 32 países, coordenado pela Universidade de Massachusetts (EUA) e recém-publicado na revista "The Lancet". No Brasil, foram avaliados 1.295 pacientes em 12 hospitais -públicos e privados. A pesquisa foi financiada pelo laboratório francês Sanofi-Aventis, que produz anticoagulantes. DOENÇA SILENCIOSA: INSUFICIÊNCIA RENAL
Na associação beneficente que atende renais crônicos em Mato Grosso do Sul, o número de pacientes atendidos já é 50% maior que no ano passado. Eles recebem remédios, comida, atendimento nutricional e até fazem exercícios para ter mais qualidade de vida, enquanto esperam um transplante. “A doença é progressiva, mas você consegue retardar a diálise em 10, 20 e até 30 anos ou prevenir totalmente”, disse a nefrologista Maria Aparecida Arroyo. PERIGO DE CONTAMINAÇÃO VEM PELA ÁGUA Em casos de desastres naturais, como o terremoto que assolou a China, ou o ciclone Nargis que passou por Mianmar, o risco de epidemias vem principalmente pela água. Com redes de abastecimento e esgoto danificadas, a população fica exposta às doenças de transmissão hídrica, como cólera, febre tifóide e hepatite. Em casos em que há inundações, como em Mianmar, o risco da disseminação de leptospirose, transmitida pela urina contaminada de ratos, também é grande. O acúmulo de água é preocupante também por favorecer o desenvolvimento de mosquitos transmissores de doenças, como a dengue. "Esse quadro em geral é mais sério em países de clima temperado ou tropical, com o aparecimento de doenças de transmissão hídrica. A primeira medida que tem de ser tomada com emergência é criar sistemas simplificados de abastecimento e esgoto", afirma Eliseu Alves Waldman, professor do departamento de epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo). Entretanto, mesmo em casos em que não há acúmulo de água, as autoridades devem ficar atentas para a possibilidade de contaminação nos reservatórios, tanto por vírus quanto por bactérias. Para evitar doenças, os especialistas indicam que a população ferva a água ou adicione hipoclorito de sódio. Médicos que estão no norte da Província de Sichuan, a zona mais atingida pelo terremoto, advertiram que aumenta o risco de epidemias entre os sobreviventes à medida que passam os dias. Em localidades como Dujiangyan e Juxuan, os médicos distribuem entre os moradores panfletos com recomendações para evitar o surgimento de doenças, entre elas melhorar as práticas de higiene. A falta de água e a escassez de alimentos, no entanto, dificultam a prevenção. "É preciso colocar essas populações em situação de segurança, saneamento e alimentação adequada e avaliar quem ficou em situações de risco. Tem de ficar atento e, nos primeiros sintomas, tratar as pessoas para que os casos não fiquem graves", afirma Maria Amélia Veras, professora do departamento de medicina social da Santa Casa de São Paulo. De acordo com Veras, não há um tempo médio para o aparecimento de epidemias, após a ocorrência desses desastres. Isso varia de acordo com o período de incubação --tempo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas-- de cada agente causador. Ulisses Confalonieri, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz em Belo Horizonte , destaca que o fator psicológico também influencia no aparecimento de epidemias nesses casos. Sob estresse, a população fica mais suscetível ao aparecimento de doenças. "A perda do patrimônio gera um impacto importante sobre a saúde, podendo gerar distúrbios emocionais, psicossomáticos. Os outros problemas (as infecções) podem ser controladas com tecnologia muitas vezes baratas. Os efeitos psicológicos se prolongam por mais tempo", afirma. RESPIRAÇÃO BOCA - A BOCA NÃO É MAIS ESSENCIAL EM INFARTO A tradicional respiração boca-a-boca feita durante os primeiros socorros de uma parada cardíaca está com os dias contados. Novos estudos demonstraram que as compressões ritmadas no tórax são tão eficazes quanto a respiração boca-a-boca --que era intercalada com a massagem cardíaca. As conclusões foram publicadas no mês passado em dois dos mais renomados periódicos de cardiologia ("Circulation" e "Resuscitation"). A recomendação é que, a partir de agora, só se faça as compressões torácicas ritmadas, de forma ininterrupta, por até oito minutos. As novas orientações foram repassadas aos cardiologistas brasileiros durante o congresso da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) pelo médico Sérgio Timerman, diretor-científico do comitê de emergência da Fundação Interamericana do Coração. O congresso aconteceu em São Paulo mês passado (abril). Segundo Timerman, as pesquisas que embasaram a mudança de conduta verificaram que há falta de preparo das pessoas para fazer a massagem torácica e que 83% dos americanos não faziam respiração boca-a-boca por medo ou nojo. "Os estudos concluíram que a respiração boca-a-boca não só constitui um fator preponderante para justificar a inércia das pessoas que abordam a vítima para prestar socorro imediato, como também não garante benefício durante as manobras de reanimação", afirma o médico, que dirige o departamento de treinamento e pesquisa em emergências do InCor (Instituto do Coração). Essas conclusões vão passar a integrar as novas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, segundo Timerman. "A idéia é disseminar isso para as sociedades médicas e a população em geral. "Para ele, no Brasil, ainda é precário o treinamento das pessoas para as emergências cardíacas e isso pode ser crucial no momento de salvar ou não uma vida. Um outro estudo norte-americano demonstrou que o treinamento da população aumentou o número de ressuscitações de 2% para 20%. Seis em cada dez pessoas que morrem do coração são vítimas de infarto. Muitas mortes poderiam ser evitadas se o atendimento da vítima fosse feito nos dez minutos após o ataque. DORES NO PEITO EM JOVENS PODE SER SINAL DE USO DE COCAÍNA Em razão desta descoberta, a Associação Americana do Coração alertou que os médicos precisam perguntar aos jovens que se queixam de dor no peito sobre o uso da droga. Os médicos precisam proibir o uso de cocaína por pacientes com suspeita de ataque cardíaco, porque a droga pode afetar o tratamento. ATENDIMENTO AÉREO Quando Rubina Husain viu o seu marido a bordo de um avião na rota Atenas-New York, morto ao seu lado, a primeira coisa que fez foi cobrir os olhos de sua filha de 10 anos, enquanto o corpo do marido era transportado para outra parte do avião. O corpo seria coberto na parte de trás do avião por um plástico , enquanto após o primeiro impacto os demais passageiros começaram novamente a conversar. Em seguida seria servida a primeira refeição a bordo e o jato continuaria sua viagem de 8 a 9 horas para o seu destino, assim como o filme programado seria passado. O marido de Husain que havia morrido de um ataque de asma é uma das centenas de vítimas em viagens aéreas, ocorridas por ano. Segundo o Dr. Heidi MacFarlane, da empresa MedAire ( www.medaire.com ), companhia especializada em socorro aéreo e que tem equipes no solo de médicos para prestar auxílio a tripulação em vôo, é possível tentar reverter o caso de emergência médica aérea, sendo uma das situações mais desastrosas que pode acontecer para uma tripulação em vôo. O piloto na maioria das vezes pode até fazer um pouso de emergência, mas o que acontece na maioria das vezes é a continuação do vôo. A MedAire contabilizou 89 mortes mas, estima-se que em 2006, tenham havido perto de 290 mortes em aviões de passageiros a bordo. O piloto na maioria das vezes pode até fazer um pouso de emergência, mas o que acontece na maioria das vezes é a continuação do vôo. A MedAire contabilizou 89 mortes mas, estima-se que em 2006, tenham havido perto de 290 mortes em aviões de passageiros a bordo. MedAire disse que nos aviões que monitora, pelo menos 1 passageiro em cada 7,6 milhões de chances de ter um incidente médico. Os acidentes aéreos com mortes tem a marca de 1 passageiro a cada 1,3 milhões em 2007, de acordo com a International Air Transport Association. Em 2006, a média foi de 1 passageiro morto para cada grupo de 1.5 milhões. A FAA (Federal Aviation Administration), agencia reguladora e fiscalizadora dos EUA, requer e orienta que todos os aviões devam ter aparelhos de medicação de emergência, como desfribiladores, seringas, bandeja de primeiros socorros, epinefrina e outros suprimentos de primeiros socorros. Les Dorr, da FAA alerta que não há uma política específica ou procedimento das companhias aéreas em casos de falecimento a bordo das aeronaves.
Agora a FAA solicita que as comissárias tenham conhecimentos de primeiros socorros. Segundo a MedAire, perto de 48 atendimentos médicos a bordo foram feitos pro profissionais presentes nos vôos, nos 17.000 atendimentos que realizou em 2007. GLAUCOMA: DOENÇA SILENCIOSA Doença silenciosa e sem cura, o glaucoma é responsável pela cegueira de 5,2 milhões de pessoas e representa a terceira causa da perda de visão no mundo, como apontam os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Anualmente, são 2,4 milhões de novos casos no mundo. Apesar de irreversível, caso identificada precocemente, é possível realizar o controle e manter uma qualidade visual satisfatória.
Caso vitorioso foi o de Emílio Maurício Suzart, 79 anos, que há seis descobriu o glaucoma. Seguiu corretamente a agenda do controle, indo ao médico a cada três meses. Em 2006, realizou a primeira cirurgia na vista esquerda. Cerca de quatro meses depois uma vitória. “Fui imediatamente renovar minha carteira de motorista”, comemora. A visão melhorou ainda mais após a segunda cirurgia no início de 2007. Antes da cirurgia, Emílio conta que sentia sensação de areia nos olhos, havia muito lacrimejo, ardor e dor ao colocar o colírio. TERAPIA DA REALIDADE VIRTUAL
Pelos primeiros estudos a imersão no mundo virtual, as aventuras dos programas, além do envolvimento na terceira dimensão, oferecem ao paciente uma distração sem igual, o que torna a dor mais distante. Controlar a dor com o uso dos vídeos games e de aparelhos de biofeedback, e terapias de meditação, tem provado a sua validade e são importantes aliados na busca da melhoria da dor crônica, atestam os especialistas.
Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), fada hospital deve ter no mínimo 4% dos leitos dedicados a Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para conseguir prestar assistência a todos os pacientes. Embora a recomendação já seja considerada ultrapassada, esse percentual ainda não é atendido na maioria dos hospitais cio Sistema Único de Saúde (SUS). É o que garante o presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), José Maria da Costa Orlando. CORRENTE DE SOBREVIVÊNCIA CONTRA A MORTE SÚBITA Formada exclusivamente por cardiologistas especializados em emergência cardiovascular, consultoria começa a atuar no Brasil em empresas, condomínios, hospitais e locais de grande circulação de público para introduzir no país a corrente de sobrevivência. O objetivo é reduzir os alarmantes índices de morte súbita em nosso país. O Brasil registra, a cada ano, entre 150 mil e 200 mil casos de morte súbita. São 820 mortes por dia e uma morte por minuto. Noventa e cinco por cento dessas pessoas que sofrem um mal súbito morrem antes de chegar ao pronto-socorro, o que mostra que os brasileiros ainda não sabem lidar com casos como parada cardiorrespiratória fora do hospital. “Quando uma pessoa cai na rua ou perde a consciência em casa, a primeira coisa que todos pensam é em colocá-la em um carro e levá-la para o hospital, e esta é a atitude mais errada. Quem faz isso comete um erro básico, porque ao tentar salvar esta pessoa desta maneira, perde-se de 20 a 30 minutos, tempo demais”, explica Dr. Manoel Canesin, cardiologista que coordena o Centro de Treinamento de Emergências Cardiovasculares da Universidade de Londrina.Para implantar no Brasil o conceito de corrente de sobrevivência, ele e outros cardiologistas criaram a Logicalmed no último semestre de 2005. A empresa nasceu com o objetivo de fornecer consultoria especializada a empresas, condomínios e grupos, a fim de dar todo apoio técnicocientífico de logística ao acesso público à desfibrilação e à corrente de sobrevivência, incluindo treinamento de pessoas, logística no atendimento e outros aspectos de fundamental importância para lidar com casos de emergência cardiovascular e parada cardíaca, inclusive o preparo e treinamento do socorro médico, reduzindo esta forma os alarmantes índices de mortalidade nos casos de p arada cardiorrespiratória e emergência cardiovascular. Dr. Manoel Canesin explica que para se conseguir este objetivo é necessário realizar o trabalho de uma corrente de sobrevivência. De acordo com Dr. Canesin, a corrente de sobrevivência é formada por quatro elos. O primeiro é reconhecer que a pessoa está tendo uma parada cardiorrespiratória e chamar por ajuda de alguém treinado em suporte básico de vida; contar com um desfibrilador automático externo de imediato e posteriormente com o suporte avançado, que é o médico. No segundo elo é preciso que esta pessoa esteja treinada a fazer compressão e ventilação para iniciar a reanimação cardiopulmonar. O terceiro elo inclui o uso do desfibrilador: o aparelho avalia a necessidade de dar o choque; em 85% das vezes o problema é de taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular e o leigo deve estar devidamente capacitado a utilizar o equipamento assim como na compressão e ventilação que são o segundo elo. “O quarto elo é o suporte avançado: a ambulância chega com médico treinado, este profissional irá dar o suporte médico adequado para que esta vítima seja transportada posteriormente. Esta pessoa não pode ser removida antes da realização desses quatro elos”, afirma. A Logicalmed é a primeira empresa a atuar diretamente na redução dos índices de morte súbita no Brasil e é formada por médicos dedicados à emergência cardiovascular, que utilizam os protocolos da American Heart Association. O grupo conta com médicos consultores altamente especializados na área de emergência cardiovascular, entre eles Dr. Sérgio Timmerman, do Laboratório de Habilidades e Emergência Cardiovascular do Incor, de São Paulo, Dr. Hélio Penna Guimarães, que coordena o Centro de Treinamento de Emergências Cardiovasculares do Hospital Dante Pazzanese, de São Paulo, e Dr. Manoel Canesin, do Centro de Treinamento em Emergências Cardiovasculares da Universidade de Londrina. A empresa já realizou consultorias em condomínios de São Paulo e Londrina e na Hípica de Campinas. A implantação da corrente de sobrevivência segue quatro fases: A, de avaliação, T, de treinamento, E, de equipamento, e S, de simulação. Na fase A são avaliados os recursos humanos, a área física e as condições de acesso na empresa ou condomínio, selecionadas as pessoas a serem capacitadas e avaliado o suporte avançado de vida do local. Na fase seguinte (T) é feita a capacitação por meio do suporte básico de vida BLS (Basic Life Support), da American Heart Association. “Treinamos os funcionários leigos a reconhecer sinais de enfarte do miocárdio, derrame cerebral, engasgamento, e eles aprendem a fazer compressão e ventilação, reconhecer uma parada cardiorrespiratória e utilizar o desfibrilador automático externo”, explica Dr. Canesin. Na terceira fase são avaliados quais e quantos equipamentos são necessários e onde eles serão colocados. O principal equipamento é o desfibrilador. Na última fase são feitas simulações para que se possa testar a eficácia do atendimento. “A desfibrilação automática externa é fundamental, mas a população tem que ter consciência de que não adianta colocar desfibriladores em locais de grande circulação só para cumprir a lei, sem fazer o treinamento e a adequação do local, nem ter o suporte avançado em tempo e com qualidades técnicas adequadas, ou então manter apenas um desfibrilador para um prédio inteiro. Isto não salva vidas. O que salva vidas é a corrente de sobrevivência. O desfibrilador é peça fundamental, mas sozinho não salva vidas”, afirma Dr. Canesin. Outro produto desenvolvido por esses médicos é o kit Anjos do Coração, uma iniciativa inédita no mercado brasileiro. Como o paciente que teve um enfarto do miocárdio de gravidade importante ou passou por uma cirurgia cardíaca tem muitas chances de ter um novo evento, ele poderá ter disponível e levar para casa por 30 ou 60 dias o kit Anjos do Coração. O kit é composto por um CD e um manequim descartável de treinamento produzido pela American Heart Association, um desfibrilador automático externo e um telessensor, equipamento de telemetria do ritmo cardíaco que fornece ao médico, em tempo real, o ritmo do coração. “O médico pode ver pela Internet ou pelo celular o ritmo do coração e dizer se o paciente está tendo algum evento, como bloqueio avançado ou arritmia”, explica o médico. Com essa cardioproteção é possível detectar problemas precocemente e, com isso, mudar a medicação ou tomar alguma medida. Antes de fornecer o kit, os familiares que acompanham o paciente recebem treinamento e um curso de suporte básico de vida de 4 horas. Esse produto que será lançado em estudo piloto em parceria da Universidade de Londrina/ Hospital do Coração de Londrina visa dar maior proteção àqueles pacientes graves que tiveram alta hospitalar. O kit Anjos do Coração deve ser lançado em abril, durante o Congresso Sul Brasileiro de Cardiologia. “Vamos avaliar a receptividade e a maneira como podemos lançar este modelo de proteção”, finaliza Dr. Canesin. HomeCare Plus |