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GESTÃO NA CADEIA DE SAÚDE

Com a finalidade de oferecer instrumental prático para a gestão do complexo relacionamento entre os diferentes segmentos que compõe a cadeia do setor de saúde, a Home Doctor realizou, no último dia 06 de junho, o III Fórum Home Doctor de Debates em Saúde.

Com o tema “Gestão como ferramenta essencial para um mundo competitivo”, o encontro contou com a presença de 100 participantes e apresentou a visão de diferentes players da assistência domiciliar (operadoras, hospitais e prestadores de serviços).

Na ocasião, o Superintendente do São Paulo Futebol Clube, Dr. Marco Aurélio Cunha (foto), fez um paralelo entre o mundo do futebol para o mundo corporativo, apresentando as chaves para o sucesso de uma empresa, através do desenvolvimento individual e do trabalho em equipe. “É preciso fomentar a discussão em qualquer setor e em qualquer empresa.

Só com a disseminação de conceitos e conhecimentos poderemos promover a integração em um setor tão importante como o da saúde”, explica o médico. Em seguida, falando sobre gestão de crise corporativa: uma analogia com a gestão da crise no mercado de saúde, a Presidente da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde, Marília Elh Barbosa, apresentou alguns dados sobre o mercado de saúde suplementar, as vantagens de um modelo assistencial customizado e o crescente aumento dos custos e da inflação na área de saúde. A gestora apresentou dados sobre a variação acumulada do IPCA, principal índice que mede a inflação do consumidor, no período de janeiro/1997 a abril/2007, que foi de 94,72%.

No mesmo período, segundo o Dieese a inflação acumulada no grupo saúde chegou a 215,62%, ou seja, os custos estão ficando insustentáveis em todo o mundo, levando o mercado a um impasse. Na seqüência a discussão passou a focar a “Gestão de Relacionamento na Assistência Domiciliar”, abrangendo a visão hospitalar, com a palestra da Enfermeira Maria Lúcia Teixeira Ramos, representando o Hospital São Luiz. Durante a apresentação, foi abordado o importante papel mediador que o hospital exerce na assistência médica domiciliar. As operadoras de saúde também estiveram representadas pela Coordenadora do Serviço de Home Care da Amil Assistência Médica, Dra. Ariane Mutti.

Em sua apresentação, a gestora abordou o dever das operadoras em selecionar os melhores prestadores e redefinir o seu negócio passando a organizar, avaliar e facilitar o atendimento médico ao longo do ciclo de atendimento , desde a monitoração e prevenção até o gerenciamento contínuo.

Por fim, o evento foi encerrado com a palestra do Dr. Ari Bolonhezi (foto), Diretor Técnico da Home Doctor, que apresentou a visão do prestador de serviço, apresentando cases de gestão de pacientes agudos, abordando ainda a importância do relacionamento entre todos os envolvidos.

Para o Diretor, o grande mérito dos Fóruns da Home Doctor é o de promover a troca experiências entre as diferentes empresas que compõe o setor de saúde e esclarecer ao mercado todas as possibilidades para a implementação das melhores soluções para a gestão de suas empresas.

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HOME CARE MERCADO EM EXPANSÃO

Por mais aconchegante que seja o quarto de um hospital, ele será sempre aquele ambiente insosso, onde flores e outros vestígios da vida doméstica permanecem vetados. Diante desse cenário, cresce a vontade de levar uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para casa. Essa é a proposta do serviço de home care, mercado em expansão no Brasil desde a regulamentação do serviço pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), no ano passado.

O bem-estar do paciente é uma motivação mais do que nobre para justificar a adesão dos planos de saúde ao home care. Soma-se a isso os benefícios financeiros. Enquanto uma diária de UTI é orçada em R$ 850, o serviço de home care custa, no máximo, R$ 700 por dia - e o pacote inclui monitoração ininterrupta do doente por um técnico em enfermagem, dieta especial, remoção, ventilação mecânica, duas visitas médicas por semana, além de todo o material usado.

A internação domiciliar pela HospitaLar Assunção, em São Paulo, custa a partir de R$ 120 por dia. "Em alguns casos, é possível uma redução de gastos de até 40% quando se leva o doente para casa. Esse é um movimento que vem ao encontro da crescente necessidade de liberar leitos nos hospitais", explica a superintendente da empresa, Viviane Jurca.

Vale ressaltar que nem todo paciente de UTI pode ser tratado em casa sem riscos. "O paciente precisa preencher critérios de elegibilidade. O home care não é um serviço de acompanhante. Pacientes que precisam só de banhos, remédios e refeições assistidas não se encaixam. Aplica-se para os casos em que procedimentos invasivos ou de risco para o paciente, como acontece com a ventilação mecânica, são usados. A pessoa precisa ter o que chamamos de prognóstico fechado, como na esclerose lateral amiotrófica e nas síndromes congênitas. Essas doenças são degenerativas, cujos portadores podem passar anos na UTI", diz Viviane
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SOS VIDA: EXPANSÃO CRITERIOSA

Após alcançar uma posição confortável no mercado baiano, respondendo entre 35% a 40% do serviço de internação domiciliar, batizado de home care, a SOS Vida – Soluções em Saúde começa a colocar em prática seu plano de expansão no Nordeste. No momento, a empresa está escolhendo o estado onde o serviço possa fazer a dife-rença. “Estamos entre Sergipe e Ceará, por identificar a carência de um trabalho com a qualidade que podemos oferecer”, adianta o diretor administrativo e financeiro, Edmundo Ribeiro. Ele também não descarta Pernambuco. A expectativa é que a nova unidade entre em operação no primeiro semestre de 2008. O plano de expansão visa cobrir toda a região, com instalação gradual das unidades para assegurar a qualidade.

O crescimento da empresa ocorre com a maturidade do negócio. A SOS está completando 20 anos, tempo em que acumulou experiência, podendo desenvolver procedimentos com a sua própria marca. Entre os destaques, a Unidade Oncológica, um serviço diferenciado, voltado para humanização do tratamento, que inclui monitoramento integral do paciente e também a alternativa de quimioterapia domiciliar. Este e outros serviços foram criados em resposta à demanda local e sob o efeito da concorrência, desafios que tornaram a organização mais robusta para um crescimento sustentável.


A aposta na tendência de “desospitalização” é seguida, entretanto, com cautela. O fato de atuar numa área delicada como a saúde faz a diretoria da empresa aliar expansão ao controle de qualidade. Afinal, pioneira na capital baiana e líder no serviço de Internação Domiciliar por aqui, a organização deseja ser também uma referência nos outros estados onde quer atuar. “Os passos serão dados conforme sinalização da pesquisa de mercado. E no momento em que nos sentirmos seguros quanto à equipe de atuação em cada localidade”, disse o diretor, ressaltando que em virtude das consistentes ações realizadas na área de RH, a SOS Vida acabou sendo grande fornecedora de mão-de-obra para empresas locais do setor.

A empresa projeta um aumento gradativo em até 30% de faturamento da organização com a operação em outros estados, num prazo médio de três anos. No ano passado, a SOS Vida registrou faturamento de R$27 milhões, crescimento de 18% em relação a 2005. Para 2007, o incremento esperado é da ordem de 38%. A empresa mantém convênio com cerca de 20 operadoras de planos de saúde, na prática isso significa que um contingente de um milhão de associados, clientes potenciais. A maior receita é obtida através do serviço de Internação Domiciliar, carro-chefe da empresa, representando cerca 80% do faturamento.

A SOS Vida iniciou atividade em Salvador, em 1987. Hoje atende, além da cidade, toda a região metropolitana. Sua equipe é composta de cerca de 500 colaboradores, entre médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas e ou-tros. A sede ocupa uma área de 3,5 mil metros quadrados, localizada na Avenida Dom João VI, 152, Brotas.

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NURSING HOME: UM NOVO CONCEITO EM CUIDADO

Enfrentar a doença crônica de um familiar é, de fato, uma missão árdua e sofrida para a família, que nem sempre está preparada para absorver toda a estrutura necessária para o seu tratamento dentro de casa. A família acaba por adoecer junto com o paciente e, em função da falta de infra-estrutura, a permanência em casa pode ser ainda mais prejudicial que benéfica. Por isso, na impossibilidade da implantação da Internação Domiciliar na casa do paciente, a alternativa é o Nursing Home. No Rio de Janeiro e em Recife, a Atendo apresenta esse novo conceito de tratamento. O Nursing Home dá suporte à vida, aliando cuidados técnicos ao apoio psicológico e social, trazendo mais conforto ao paciente e evitando transferências para os hospitais de alta complexidade.

Com um ambiente aconchegante, o Nursing Home permite que cada paciente tenha seu espaço, com seus objetos pessoais, preservando sua personalidade e suas referências. O Nursing Home tem como premissas básicas acalmar e assistir o paciente, com liberdade total de visitas de seus familiares, além de prestar assistência de técnica com excelência, provendo conforto e dignidade ao paciente crônico, dependente de cuidados especializados de enfermagem. O paciente pode contar com supervisão médica e com equipe técnica multidisciplinar à disposição: enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, assistência social e CCIH – Comissão de Controle de Infecção Hospitalar . O tratamento também inclui atendimento psicológico para o paciente e sua família, apoio diagnóstico (*), apoio espiritual, musicoterapia e terapia ocupacional. Temos ambulâncias UTIs para transporte para Unidades de Terapia Intensiva e para exames de alta complexidade, com equipe médica para acompanhamento de eventuais emergências.

Quando encaminhar o paciente para o Nursing Home?

Há muitos pacientes que utilizam o Nursing Home apenas de forma transitória, no período entre a desospitalização e a internação domiciliar. Os familiares aproveitam esse período para receber treinamentos de cuidados básicos necessários ao paciente para que possam dar continuidade em ambiente domiciliar com mais segurança. O Nursing Home também pode ser utilizado como solução efetiva, em substituição à Internação Domiciliar, com 24 horas de enfermagem. O paciente indicado para o Nursing Home tem o mesmo perfil do paciente de Internação Domiciliar. Deve apresentar um diagnóstico bem determinado: estabilidade clínica e hemodinâmica. A assistência médica tem que ser realizada essencialmente pela supervisão médica e com cuidados intensivos de enfermagem.

A partir dessa premissa, há outros fatores que podem determinar a indicação do paciente para Nursing Home, ao invés de Internação Domiciliar:

• Necessidade de um período transitório, entre a desospitalização e a volta ao domicílio;

• Necessidade de um efetivo treinamento do cuidador para dar continuidade aos cuidados na residência do paciente;

•  Famílias sem condições de manter a Internação Domiciliar;

•  Ausência de um cuidador que se responsabilize pela Internação Domiciliar;

•  Domicílio sem estrutura para montar a Internação Domiciliar:

- difícil acesso ou localizado em áreas de risco;

- locais longínquos;

- locais com problemas de infra-estrutura: freqüente falta de água ou luz;

- espaço físico inadequado.

•  Outras dificuldades que inviabilizem a Internação Domiciliar.


Estrutura do Nursing Home da Atendo:

•  Enfermaria e quartos isolados;

•  Ambulâncias UTIs para remoções de urgência;

•  Central de tele-atendimento 24 horas;

•  Farmácia 24 horas;

•  Jardins;

•  Sala de estar;

•  Sala de Jantar;

•  Refeitório;

•  Auditório para Treinamentos e Eventos;

•  Salas de Reunião e Área Administrativa.

Diferença entre os conceitos Hóspice e Nursing Home

Hóspice é um programa de assistência ao paciente fora de possibilidade terapêutica de cura, que se aplica em todos os âmbitos: hospitalar, domiciliar e ambulatorial. Já o Nursing Home é uma modalidade que também pode utilizar os conceitos do Hóspice, no entanto, vai além, uma vez que cuida do paciente como um todo.

Durante o VII Sibrad, Modalidades de Intervenções e Modelos de Programas de Gerenciamento de Crônicos foram apresentados nos âmbitos Hospitalar, Ambulatorial, Domiliar e Hóspice. Esse último foi o tema desenvolvido pela diretora da Atendo, com a apresentação da diretora executiva da Atendo, Flavia Kahale que discutiu o conceito e apresentou o Nursing Home da Atendo, uma estrutura que oferece cuidados especializados em enfermagem 24 horas, com supervisão médica. Flavia Kahale afirmou na palestra ressaltando a importância da realização de eventos como o Sibrad para os profissionais que atuam no segmento. Em seguida, destacou que o objetivo do Nursing Home é atuar em parceria e complementar o trabalho do Gerenciamento de Crônicos.

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ANÁLISE MOSTRA EVOLUÇÃO EM HOME CARE

Em análise de dados e estudos realizada pelo site HCPlus, encerrados no primeiro semestre de 2006, existem atualmente, cerca de 130 empresas de atendimento médico domiciliar no Brasil, atendendo uma média mensal de cerca de 24 mil pacientes/ mês ou seja, 288 mil pacientes/ ano. Segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, existem, atualmente no Brasil, 827 estabelecimentos que possuem o serviço especializado de internação domiciliar vinculados a hospitais ou a equipes do Programa Saúde da Família.

Houve um aumento médio de quase 9% nesta taxa em relação ao segundo semestre de 2005. A maior parte destas empresas continuam a situar-se no estado de São Paulo, vindo a seguir os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Distrito Federal. Perto de 75% dos planos e saúde já contam com o serviço. Hoje, são encontradas em todos os estados do Brasil, empresas realizando algum tipo de atividade de home care, notadamente, nas áreas de enfermagem e fisioterapia. Perto de 25 mil profissionais da área de saúde atuam no setor, que poderá movimentar em torno de R$ 270 milhões em 2006.

O mercado continua apostando numa taxa de crescimento de 18% se comparado a 2005, uma vez que o serviço já está quase, que completamente entendido, como sendo um excelente aliado na recuperação dos pacientes, assim como para a diminuição de custos para as operadoras da área de saúde. Outro fator a destacar foi à regulamentação feita pela ANVISA em janeiro/06, que trouxe uma maior profissionalização ao setor.

Dentre as atividades que estão em franco crescimento junto às empresas de home care, situam-se as áreas de fisioterapia e nutrição. Entretanto, a área mais requisitada continua sendo a área de enfermagem. Ficou claro também que além da qualidade oferecida pela empresas de home care, outro fator destacado na análise foi a qualidade no atendimento. Os pacientes requerem hoje, uma excelente qualidade aliado ao pronto atendimento e que o serviço funcione, perfeitamente, em todos os horários.

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A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA EM HOME CARE

Marcelo Palmier Fonte: Marcelo Palmier - Diretor de Marketing da Prolar Home Care ( RJ)

Assim como qualquer outro serviço a atenção ao cliente e sua satisfação é fundamental. Para tanto a internação domiciliar tem que ater-se a forma que atende sua demanda. Naturalmente a estrutura hospitalar não pode ser duplicada na integra ao atendimento que é a resultante desse serviço, apesar de muitas vezes a expectativa quanto a este seja.

Diferentemente de uma unidade hospitalar a logística que dá suporte ao atendimento em domicílio é mais complexa por se tratar de um serviço delivery ou seja de entrega. Entretanto não estamos nos referindo a qualquer serviço de entrega, pois o que as empresas de home care entregam em domicílio é saúde. Para tal encomenda não podem ser tolerados atrasos ou erros nos produtos ou serviços que estão sendo entregues, pois a insatisfação do cliente em um serviço dessa natureza pode significar risco de vida.

Para que não haja falhas na entrega desse serviço é fundamental a integração entre o suporte logístico e a equipe técnica. A qualidade em internação domiciliar passa por essa questão. Nossa experiência em atendimento domiciliar nos leva concluir que somente à qualificação da equipe multidisciplinar composta geralmente por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais de atenção a saúde não são suficientes para legitimar a eficiência do serviço.

Quando a equipe multidisciplinar não dispõe de um eficiente sistema de comunicação entre si e a equipe de suporte logístico e administrativo invariavelmente este resulta em falhas no delivery . Isso inclui desde insumos como reposição de materiais e medicamentos até oxigeno terapia, manutenção de mobiliário e equipamentos da estrutura do leito que são vitais ao paciente.

Falhas no processo de integração acarretam em dispendiosas ocorrências que provocam a sobrecarga operacional ao suporte logístico, surgindo assim contingências que incrementam os custos operacionais de maneira indesejada. Além de por em risco a eficiência do processo.

O determinante para uma avaliação qualitativa de uma equipe de serviço assistência médica domiciliar além da capacitação da equipe técnica é necessário aliar e eficiência logística na resposta da demanda. Minimizando contingências através da padronização de condutas de segurança para prática dessa atividade.

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NÚMEROS DO SETOR DE HOME CARE
MOSTRAM FORTE CRESCIMENTO NO BRASIL

A atualização da pesquisa da HCPconsult em conjunto com o site HCPlus mostra números que atestam o forte crescimento do setor do Atendimento Médico Domiciliar (home care) no Brasil. A nova pesquisa, constata a existência de 106 empresas no Brasil de atuação EMAD (Equipe Multiprofissional de Atendimento Domiciliar).

A pesquisa aponta em particular a região Norte do país, onde a presença de tais empresas ainda é insipiente. No geral, estima-se que o setor possa movimentar cerca de R$ 280 milhões em 2006.

Segundo recente pesquisa do NEAD (Núcleo Nacional das Empresas de Assistência Médica Domiciliar) existem 108 empresas de atendimento médico domiciliar em atuação no Brasil, com aproximadamente 30 mil pacientes atendidos em casa por mês - nota-se uma maior concentração de pacientes no Estado de São Paulo.

Outro fato relevante é que boa parte das contratações é feita via cobertura autorizada pelo convênio médico.

Para a ABRAHHCARE (Associação Brasileira de Home Health Care) há, aproximadamente, 8 milhões de brasileiros que podem estar utilizando este serviço (assistência e internação domiciliar) anualmente. Sem dúvida um número bem expressivo.

Importante dizer que as empresas de atendimento médico domiciliar (home care) tem até o dia 30 de janeiro de 2007 para se adaptarem a resolução RDC número 11 da ANVISA sobre as novas normas do setor. Até esta data, as empresas são obrigadas a se cadastrar no Ministério da Saúde e, posteriormente, passarão a receber visitas periódicas das vigilâncias sanitárias.

Entre as principais regras, as empresas terão que contar com um aparelho de respiração artificial em qualquer internação, além de serem obrigadas a deixar uma cópia do prontuário médico na casa do paciente e de fornecer um plano de atendimento no início do tratamento (previsão de alta e número de consultas). A prestadora do serviço deverá verificar se a casa do paciente também tem estrutura adequada para a o tratamento.

Nota-se que há no mercado uma integração entre a área hospitalar e a do atendimento médico domiciliar (home care), pois, cada vez mais, os hospitais percebem que existe uma proposta de racionalização de recursos e não de concorrência.

Pelas pesquisas da HCPconsult , se forem englobadas também as empresas que prestam serviços específicos de fisioterapia, psicologia, enfermagem e nutrição em home care, o número de empresas pode chegar a 430 em todo o Brasil. É possível também destacar um movimento das empresas de remoção e atendimento pré- hospitalar no sentido de fornecer o serviço de atendimento médico domiciliar, bem como, a criação de serviços próprios em hospitais.

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NOVA RESOLUÇÃO REPERCUTE NO NORDESTE

Segundo a Diretora Regional Norte-Nordeste da ABEMID e Diretora Executiva da Interne Home Care do Recife (PE) Paula Meira, a Resolução RDC número 11, da Anvisa com as regras para o funcionamento de serviços de saúde que prestam atendimento domiciliar só veio beneficiar o setor. Para ela, regras e rotinas nivelam a qualidade do serviço que deve ser prestado de forma segura por empresas que estejam organizadas e prontas a se comprometer com o que propõem fazer.

Esclarece também Paula Meira que a regulamentação é clara e traz grandes vantagens para as empresas que já sabem trabalhar dentro das normas e cuidados requeridos pelo processo de regulamentação.

Equipe da Interne Home Care

Equipe da Interne Home Care de Recife (PE) e Diretoria

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ATENDIMENTO DOMICILIAR GANHA NOVAS REGRAS

Fonte:www.anvisa.gov.br

Os pacientes que recebem atendimento médico em casa têm agora um regulamento para esses serviços. A Anvisa publicou, nesta segunda-feira (30/1), a resolução RDC nº 11 , com as regras para o funcionamento de serviços de saúde que prestam atenção domiciliar.

Esses serviços são utilizados por pacientes com dificuldades para se locomover até os serviços de saúde ambulatoriais ou que necessitam de procedimentos de internação que podem ser realizados em domicílio, reduzindo, assim, os riscos hospitalares.

A partir de agora, as instituições de saúde públicas e privadas que realizam esse trabalho terão de adotar certos padrões de funcionamento. Um exemplo é o prontuário do paciente, que ficará à disposição na residência onde ele se encontra.

Os familiares também deverão receber todas as informações necessárias sobre a assistência prestada à pessoa em tratamento. Além disso, antes de realizar a internação domiciliar, o serviço terá de verificar se as condições como ventilação, espaço para equipamentos e facilidade de acesso são adequadas às necessidades do tratamento indicado.

A gerente-geral de Tecnologia em Serviços de Saúde da Anvisa, Flávia Freitas, destaca que o texto também é uma orientação para as famílias que recebem esse tipo de assistência em casa. Com as novas regras, será mais fácil controlar a qualidade dos serviços prestados. O regulamento técnico de funcionamento de serviços de atenção domiciliar foi desenvolvido pela Anvisa com a colaboração da Agência Nacional de Saúde Suplementar, da Secretária de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde e de associações e empresas que prestam atenção domiciliar.

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