METADE DOS BRASILEIROS NUNCA OUVIU FALAR SOBRE LINFOMA, 5º CÂNCER MAIS COMUM
Sobre a doença O linfoma é um tipo de câncer que se desenvolve principalmente nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, responsável pela defesa natural do organismo. Tradicionalmente existem dois tipos de linfomas: linfomas de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin, que correspondem respectivamente a 20% e 80% de todos os casos diagnosticados no Brasil e no mundo. O sintoma inicial mais comum dos linfomas é um aumento indolor dos linfonodos, principalmente no pescoço, mediastino (região localizada entre os pulmões e o coração), axilas, abdômen ou virilha. Outros sintomas podem incluir febre, suor, principalmente à noite, perda de peso e coceira. Atualmente o tratamento que oferece a maior chance de cura para os pacientes com linfoma é a combinação de quimioterapia associada a anticorpos monoclonais. CONSUMO MODERADO DE MANTEIGA OU MARGARINA NÃO FAZ MAL AO CORAÇÃO Consumir manteiga ou margarina em quantidades moderadas não aumenta o risco de doenças cardiovasculares. É o que mostra uma pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) feita com pessoas que tinham síndrome metabólica, doença que atinge 30% dos brasileiros e aumenta em cinco vezes a chance de sofrer derrames e ataques cardíacos. O estudo, feito durante o doutorado da nutricionista Ana Carolina Gagliardi no Instituto do Coração (InCor), foi o primeiro no Brasil a estudar se manteiga ou margarina pioram o risco de doenças cardiovasculares. “No Brasil, mais de 50% da população tem o hábito de consumir manteiga ou margarina todos os dias”, explica Ana Carolina.
Quem tem síndrome metabólica sofre pelo menos de três dos seguintes sintomas: obesidade na barriga, pressão alta, níveis baixos de bom colesterol (HDL) e altos níveis de glicose e gordura no sangue. Ana Carolina explica que são necessários mais estudos para saber se o risco de doenças do coração também permanece inalterado em pessoas saudáveis. Como a quantidade de gordura não afetou os pacientes que tinham maior propensão a doenças cardiovasculares, o mesmo deve acontecer com pessoas saudáveis. A pesquisadora explica que, desde que não exagere, a pessoa pode consumir manteiga ou margarina sem culpa. “As gorduras são calóricas, mas se a pessoa diminuir um pouco a quantidade de fritura, por exemplo, pode comer. Até mesmo quem deseja perder peso”. O doutorado de Ana Carolina foi defendido no Laboratório de Lípides do InCor, que pertence ao Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). A pesquisa foi orientada pelo cardiologista Raul Dias Santos Filho. Colaboraram no trabalho os pesquisadores Raul Maranhão, Eraldo Souza, da FMUSP, Jorge Mancini da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP e Ernest Schaefer da Universidade de Tuft, nos EUA. MUDANÇA NO ESTILO DE VIDA PODE MELHORAR IMPOTÊNCIA SEXUAL Um estudo recente da Universidade de Nápoles, na Itália, indica que mudanças no estilo de vida podem ajudar a reduzir a impotência sexual masculina. “É possível alcançar uma melhora na função erétil em homens sob risco por meio de intervenções não-farmacológicas direcionadas para a perda de peso e o aumento das atividades físicas”, explicaram os pesquisadores. Segundo os autores, há limitação de dados sobre o papel das mudanças no estilo de vida na disfunção erétil. Por isso, visando esclarecer o efeito dessas intervenções na impotência sexual, eles avaliaram um total de 209 homens com disfunção erétil ou que apresentavam maior risco de ter o problema – 104 receberam conselhos detalhados sobre como reduzir o peso, melhorar a qualidade da alimentação e aumentar as atividades físicas; enquanto 105 receberam apenas informações gerais sobre esses assuntos. Os resultados indicaram que a função erétil melhorou apenas no primeiro grupo, que teve a intervenção para a redução dos fatores de risco. Enquanto a taxa de pessoas com função erétil normal aumentou de 34%, no início do estudo, para 56% após dois anos no grupo da intervenção; ela permaneceu praticamente a mesma para o grupo controle (36% e 38%, respectivamente). “Havia uma forte correlação entre o ‘escore' de sucesso e a restauração da função erétil”, explicaram os pesquisadores destacando a importância das atividades físicas, da alimentação saudável e do controle de peso para a vida sexual. VÍDEOGAMES DE ESTRATÉGIA PODEM MELHORAR FUNÇÕES CEREBRAIS DE IDOSOS Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, testaram o efeito de horas à frente da televisão “brincando com um videogame" na capacidade de idosos no dia-a-dia.Jogar um game de estratégia em sessões de pelo menos hora e meia resultou em melhora em uma série de habilidades de um grupo de idosos. Os 20 vovôs e vovós jogaram por 5 semanas em sessões de pelo menos hora e meia. O jogo testado tem como objetivo criar cidades, desenvolver infra-estrutura e até mesmo conquistar outros países. Os participantes tinham em média 69 anos de idade e foram comparados nos testes a outros 20 adultos que não usaram o game. Apos o período de estudo o grupo do videogame, além de melhorar seus placares no jogo, apresentou melhora na memória visual recente, raciocínio e na capacidade adaptação à mudanças de tarefas. Os cientistas observaram que além dos benefícios anteriores a capacidade de orientação visual-espacial dos idosos também melhorou no grupo dos jogadores cibernéticos. Os efeitos positivos foram observados a partir de 11 horas de “treinamento” cerebral. O mercado de videogames já havia notado que os aparelhos poderiam servir para esse tipo de treinamento cerebral porém os jogos específicos para esse fim na maioria das vezes são muito simples e desinteressantes. Novos testes poderão mostrar se os videogames podem servir para estimular ou manter habilidades como dirigir um carro ou conseguir se concentrar em ambientes barulhentos para aqueles que já atingiram a “melhor idade”. O trabalho, que está publicado na revista "Psychology and Aging", abre um novo campo de pesquisas que pode não só ajudar os idosos nas tarefas diárias bem como aproximar gerações. MAUS GERENTES PODEM PREJUDICAR SAÚDE DOS FUNCIONÁRIOS Chefes arbitrários e insensíveis não apenas elevam o estresse no ambiente de trabalho, mas podem também aumentar o risco de doenças cardíacas em seus funcionários, sugere pesquisa sueca divulgado no site "Occupational and Environmental Medicine". Uma equipe do Instituto Karolinska e da Universidade de Estocolmo encontrou uma forte ligação entre mau gerenciamento e risco de distúrbios cardíacos graves e até ataques do coração nos empregados. Os pesquisadores monitoraram a saúde de mais de 3 mil funcionários do sexo masculino, com idades entre 19 e 70 anos, na região de Estocolmo, por um período de quase dez anos.
Foram registrados 74 casos fatais e não-fatais de ataques cardíacos ou angina instável -- dor ou desconforto no peito ou áreas adjacentes causados por fluxo inadequado de sangue no coração. Foi pedido aos participantes do estudo que avaliassem o estilo de liderança de seus gerentes em áreas como a clareza no estabelecimento de objetivos para seu pessoal e a habilidade de comunicar e dar um retorno ao funcionário da avaliação do desempenho pessoal. Quanto mais competentes os funcionários consideravam seus gerentes, mais baixo seu risco de sofrer problemas cardíacos graves. Os funcionários que consideravam seus chefes menos competentes apresentaram um risco 25% maior de problema cardíaco grave. A pesquisa revelou ainda que quanto mais tempo um funcionário trabalhava em uma empresa sob um mau gerente, maior a ameaça à saúde. Os que trabalhavam por quatro anos ou mais nessas condições apresentaram um risco 64% maior de desenvolver doenças cardíacas. Os especialistas acreditam que ao se sentirem pouco valorizados e sem apoio no trabalho, os funcionários sofrem de estresse que, com freqüência alimenta comportamentos insalubres como a adoção do hábito de fumar que pode causar males cardíacos. Os pesquisadores sugerem que as empresas devem tomar medidas para melhorar o desempenho dos gerentes levando em conta a avaliação que fazem dele os seus subordinados, para afastar a possibilidade de graves distúrbios cardíacos em seus funcionários. "GÁS DO PUM" PODE TRATAR PRESSÃO ALTA Um gás liberado em flatulências e em 'bombas de cheiro' pode desempenhar o papel de regular a pressão sangüínea, segundo um estudo da John Hopkins University publicado pela revista especializada Science. Pequenas quantidade de sulfeto de hidrogênio - um gás tóxico gerado por bactérias que vivem no intestino humano - são responsáveis pelo mau cheiro de flatulências. Mas o estudo mostra que este gás também é produzido por uma enzima encontrada em células que revestem as veias sanguíneas, chamada CSE, e ele teria o papel de relaxar essas veias e baixar a pressão. As conclusões, tiradas a partir de um estudo com camundongos, podem levar a novos tratamentos para a pressão alta.
No estudo, camundongos geneticamente modificados para ter deficiência da enzima CSE apresentaram níveis de sulfeto de hidrogênio quase nulos, em comparação com camundongos normais. Os cobaias com deficiência da enzima apresentavam pressão sanguínea cerca de 20% mais alta do que os normais, resultados comparáveis à pressão alta em humanos. Quando os camundongos modificados receberam um remédio para relaxar as veias - metacolina - não houve diferença, indicando que o gás é responsável pelo relaxamento. Já se sabe que outro gás, o óxido nítrico, está envolvido no controle da pressão sanguínea. "Agora que sabemos que o sulfeto de hidrogênio tem um papel no controle da pressão, pode ser possível criar terapias com remédios que aumentem sua produção como alternativa para os atuais métodos de tratamento de hipertensão", disse o pesquisador Solomon Snyder. CÂNCER MATA MAIS RÁPIDO NO PAÍS O câncer mata mais rápido no Brasil do que em países desenvolvidos, afirma pesquisa britânica inédita. O baixo número de brasileiros que sobrevivem por pelo menos cinco anos após o diagnóstico colocou o país nas últimas posições do ranking de sobrevida de quatro tipos de câncer. Coordenada pelo epidemiologista britânico Michel Coleman, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, a pesquisa analisou dados sobre tumores de mama, próstata, cólon e reto diagnosticados entre 1990 e 1995 em 1,9 milhão de pessoas de 31 países. Inédito pela abrangência, o estudo mostrou que regiões de alto grau de desenvolvimento, como Estados Unidos, Canadá, Japão e Europa Ocidental têm taxas de sobrevida bem superiores às verificadas no Leste Europeu, no Brasil e na Argélia (único representante africano, que apresentou as piores taxas em todos os tipos de câncer). Cuba, que ao lado do Brasil é o único latino-americano no estudo, foi a exceção. Seu bom desempenho, porém, pode estar superestimado devido a problemas com a qualidade dos dados fornecidos, diz Coleman.
BRONCODILATADORES AUMENTAM RISCO DE DOENÇAS CARDÍACAS Broncodilatadores anticolinérgicos usados para tratar doenças pulmonares e respiratórias crônicas podem aumentar o risco de problemas cardíacos fatais, segundo um estudo recente realizado por pesquisadores americanos e britânicos. Testes realizados com mais de 15 mil pacientes indicaram que esses remédios aumentam o risco de ataques cardíacos, derrame e morte cardiovascular em 58%. Os testes foram feitos com os remédios Atrovent e Spiriva, usados por pacientes com doença pulmonares obstrutiva crônica (DPOC) - bronquite crônica e enfisema - para respirar melhor. O estudo dos pesquisaodres da Wake Forest University School of Medicine, nos Estados Unidos, e da University of East Anglia, na Grã-Bretanha, foi publicado na revista acadêmica Journal of the American Medical Association. Mas os cientistas também disseram que os riscos devem ser medidos contra os benefícios oferecidos por esses remédios, que melhoram a qualidade de vida dos pacientes ao prevenir, por exemplo, que eles tenham de ser hospitalizados. O risco é relativamente pequeno - cerca de 3% dos usuários passam a ter problemas - mas é um risco sério. Se você tem uma história de problemas do coração ou um alto risco de desenvolver esse tipo de doença, você pode pedir para que seu médio receite um remédio que não seja anticolinérgico", disse o pesquisador Yoon Loke. Ele enfatizou que a grande maioria das pessoas com DPOC são ou foram fumantes e têm maior risco de ataques cardíacos, mas o estudo atual não conseguiu determinar se esse fator de risco teve influência no resultado. (24/09/08) TOQUE CARINHOSO PODE ATÉ ALIVIAR A DOR Um toque carinhoso pode ajudar a aliviar a dor, ajudar crianças em seu desenvolvimento e auxiliar em tratamentos para depressão, segundo uma pesquisa apresentada nesta semana no Festival de Ciências da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, em Liverpool. Segundo o neurocientista Francis McGlone, da Universidade de Liverpool, um sistema de fibras nervosas presentes na pele responde a toques carinhosos, do mesmo modo que os receptores de dor, e quando estimulado, pode, inclusive, diminuir a atividade nos nervos que transportam a sensação de dor.
A sensação de prazer acrescenta uma quarta dimensão aos sentidos clássicos atribuídos à pele, que incluem o toque, a sensação de temperatura (frio ou quente) e a dor/coceira. A equipe agora quer estudar uma série de condições clínicas, como depressão e autismo, que sabidamente têm ligações com o tato - a maioria das crianças autistas não gosta de ser abraçada ou acariciada, e muitos pacientes de depressão demonstram sinais claros de falta de cuidado com o corpo. Os cientistas acreditam até que a depressão possa ter origem em carência de cuidado maternal e experiências ainda na infância de falta de carinho físico e sugerem que o carinho pode ser usada para tratar dores crônicas. (13/09/08) HomeCare Plus |