TRATAMENTO DOMICILIAR DE FERIDAS Em entrevista ao Portal HomeCarePlus a Dra. Beatriz F. Yamada, Presidente da Associação Brasileira de Estomaterapia: estomias, feridas e incontinências (SOBEST), destaca que a estomaterapia é uma especialidade da área da enfermagem, voltada para à assistência às pessoas com estomias, fístulas, tubos, cateteres e drenos, feridas agudas e crônicas e incontinências anal e urinária, nos seus aspectos preventivos terapêuticos e de reabilitação. A estomaterapia existe desde da década de 50, no entanto, no Brasil foi oficializada somente em 1990. O que é a estomaterapia? A estomaterapia é uma especialidade da área da enfermagem, voltada para à assistência às pessoas com estomias, fístulas, tubos, cateteres e drenos, feridas agudas e crônicas e incontinências anal e urinária, nos seus aspectos preventivos terapêuticos e de reabilitação. A estomaterapia existe desde da década de 50, no entanto no Brasil foi oficializada somente em 1990. Existem cursos específicos? Como são implementados? Sim, existem. No Brasil, esses cursos são considerados pós-graduação latu sensu. Até o momento, existem seis programas de educação na área. Para implantar um Programa de Educação em Enfermagem em Estomaterapia existem alguns critérios. Além daqueles exigidos pelo Ministério da Educação e Cultura, para a implantação de pós-graduação latu sensu, existem os estabelecidos pelo World Council of Enterostomal Therapists (WCET), órgão de representação mundial da especialidade. Esses critérios são referendados pelas associações locais, no caso do Brasil, a SOBEST. Desse modo, todos os cursos para receberem o credenciamento do WCET passam por uma pré-avaliação da SOBEST a fim de receberem uma carta de referendo. Esse processo se dá única e exclusivamente visando manter um padrão mínimo de qualidade na formação especializada. Fale sobre a SOBEST e como essa entidade vem aperfeiçoando esta atividade? A SOBEST é o órgão de representação da especialidade no Brasil e está representada junto ao WCET por intermédio de um membro, eleito em assembléia, denominado Delgado Internacional. Como uma entidade multidisciplinar, científica e cultural, congrega em seu rol de membros, todos as profissionais e acadêmicos da área da saúde interessados na especialidade. A SOBEST possui um papel educativo importante no país, sendo os principais: • promover atividades científicas; • assessorar as entidades de ensino e • conceder o Título de Enfermeiro Estomaterapeuta. No primeiro quesito, a SOBEST realiza não somente aos seus associados, mas para todos os profissionais da enfermagem e demais da área da saúde, atualização constante sobre os aspectos científicos e técnicos da especialidade, por meio atividades que vão desde reuniões científicas até congressos nacionais e internacionais. Essas atividades visam a capacitação e atualização dos profissionais. Quanto a especialização, a SOBEST não pode, desvinculada de uma entidade de ensino, desenvolver essa atividade, pois em nosso país isso é função das instituições de ensino. Todavia, a SOBEST possui um certo “controle” do ensino da estomaterapia no país. Isso se faz não apenas averiguando a existência de cursos irregulares (para a associação), mas principalmente assessorando a implementação de novos programas, a fim de referendá-lo ao WCET, para que o curso tenha um reconhecimento internacional. Além desses dois aspectos apresentados anteriormente, cabe a SOBEST um dos papéis fundamentais dentro da especialidade que é concessão do Título de Enfermeiro Estomaterapeuta (ET). Nesse sentido, vale um esclarecimento. Quando um enfermeiro conclui a pós-graduação em estomaterapia (PGE), ele não é ET, mas sim o enfermeiro pós-graduado em estomaterapia. Denominar-se ET , sem ser de fato e de direito é considerado falsidade ideológica. Infelizmente existe um hábito popular. A PGE, em escolas reconhecidas pela SOBEST e credenciadas pelo WCET, é o requisito principal para realizar o concurso e obter seu título de especialista. Além desse, o profissional deverá ser membro ativo da SOBEST. Dos cerca de 350 enfermeiros que realizaram a PGE até então, somente 120 receberam o título de ET, concedido graciosamente pela SOBEST em 2003. Todavia todos esses profissionais estão com o título expirado, pois há prazo de validade. Desse modo a revalidação e a titulação dos demais será realizada no próximo congresso brasileiro, em outubro de 2007. Cabe ressaltar que a titulação visa premiar aqueles que fazem por merecer, conferindo-lhe um “selo de qualidade”. Esse é um mecanismo adotado pela maioria das associações científicas como uma forma de manter a qualidade da assistência especializada, pois isso exige do enfermeiro constante atualização.Pode ser obtida somente com currículo ou currículo e prova. Como é o campo de atuação na área de estomaterapia e como está o mercado brasileiro? O campo é excelente. A atuação é vasta, podendo ser vinculada ao ensino, pesquisa, assessoria/consultoria técnica e assistência. Na área assistencial, o profissional poderá desenvolver suas atividades em hospitais, clínicas, ambulatórios, home care e outros. Para aqueles com espírito empreendedor, poderão atuar como profissionais autônomos ou mesmo empresários. O campo na área de estomaterapia é grande, pois envolve a cuidado de pessoas com estomias, feridas e incontinências em qualquer fase do ciclo vital. Assim sendo, como no Brasil, ainda existem poucos profissionais na área, o mercado é bastante carente e há muito espaço a ser conquistado. Como o enfermeiro estomaterapeuta atua na atividade de home care? Esse é um profissional que deveria ser indispensável na equipe multidisciplinar. Sua formação é ampla não apenas para prover assistência, mas para gerenciar, auditar e educar. Felizmente cada vez mais as empresas de home care têm percebido que terão muito a ganhar contratando um ET. Ao ET cabe: • avaliar e reavaliar, de maneira sistematizada, os pacientes e implementar as condutas adequadas a cada caso; • desenvolver diretrizes de prática clínica, juntamente com os demais profissionais da equipe envolvidos na área; • padronizar tecnologias; • desenvolver atividades de gerenciamento de custos juntamente com os gestores; • capacitar os membros da equipe de enfermagem (técnico e auxiliares) para a realização de procedimentos menos complexos, pois dependendo do número de pacientes, o ET não terá a possibilidade de realizá-los, sendo fundamental a educação continuada; • desenvolver atividades de pesquisa e publicar os resultados obtidos. Vale esclarecer um mito. Muitos gestores acham que ao contratar um ET, terão uma diminuição imediata dos seus gastos. Isso ocorrerá sem dúvida quando as empresas já possuem tecnologias avançadas e os profissionais não as utilizam adequadamente. Todavia, se o padrão de tratamento for baseado materiais tradicionais, as vezes o custo aumentará no curto prazo, pois para desenvolver um bom trabalho, é necessário ter acesso às tecnologias avançadas as quais têm custo “alto” no Brasil, quando comparada com produtos tradicionais. Assim, a visão deve ser custo efetividade, resultado a médio e longo prazo, satisfação e bem estar do cliente. Como diz o ditado popular: “o barato sai caro”. Ao final de um tratamento, as análises de custo provarão que o “caro” sai barato, valendo a pena ter investido num enfermeiro especialista em estomaterapia. Quais os cuidados que as empresas de home care ou cooperativas devem ter ao contratar um ET? Infelizmente há muitos profissionais se passando por estomaterapeuta sem ser. Como presidente de uma associação isso nos traz preocupação, pois temos que zelar pela idoneidade de nossa especialidade, quem tem se firmado no país de maneira exemplar. Assim recomendamos os seguintes cuidados: Solicitar o atestado ou diploma de conclusão do curso de especialização em estomaterapia, emitido pela escola formadora e o certificado de enfermeiro estomaterapeuta, emitido pela SOBEST. Deve-se ter cuidado para verificar se o diploma emitido é oriundo de escolas reconhecidas pela SOBEST e credenciadas pelo WCET. Todo enfermeiro que conclui a pós-graduação poderá exercer estomaterapia, no entanto não deverá denominar-se ET enquanto não realizar a prova de titulação. A SOBEST possui o cadastro de todos os enfermeiros que se pós-graduaram no Brasil e também no exterior, bem como o cadastro das escolas credenciadas ou em fase de credenciamento. Assim, a informação poderá ser obtida diretamente na secretaria da associação por e-mail ou telefone (sobest@sobest.org.br / 11 3081 0659).
Por: Dra. Giselle Melo, Psicológa e Pós-graduada pela UERJ em Psicopedagogia, com especialização em Psicomotricidade e mestranda da PUC Campinas em Psicologia Escolar e Educacional. http://www.psicologagiselle.hpgvip.ig.com.br/ Como surgiu a idéia de atender adolescentes e crianças à domicílio? Devido a alguns problemas que vêm ocorrendo, como: síndrome do pânico (a criança e/ou adolescente apresentam medo de sair de casa devido a algum episódio muito doloroso que tenha vivenciado); depressão (criança e adolescente que encontram-se tão desmotivados, sem qualquer perspectiva e esperança que iniciam um processo de desistir de viver, encontram-se sem forças e sem esperanças para continuar o dia-a-dia); pais que trabalham viajando constantemente e não conseguem manter uma rotina de horário para levarem a criança e/ou adolescente ao consultório; e pessoas que preferem o atendimento domiciliar por serem pessoas conhecidas na mídia. Quais são as principais queixas deste público nos atendimentos? Existe alguma peculariedade neste tipo de público atendido em casa? Quais são as principais vantagens que a Dra. pôde perceber com o atendimento domiciliar? A psicologia infanto-juvenil utiliza bastante esta alternativa de atendimento médico? Não. Aqui no Brasil não temos a cultura do apoio domiciliar seja ele qual for: médico, hospitalar, nutricional, educacional, psicológico etc. Começo a ver uma movimentação neste sentido, pois já existem algumas especialidades sendo requisitadas para auxiliar /atender o indivíduo no próprio lar. Existe também atendimento domiciliar aos bebês? Como é feito este atendimento? Dependendo da necessidade do paciente ele pode ocorrer em uma ou duas vezes por semana num horário marcado sempre na semana anterior, o que possibilita uma variação de horários conforme a disponibilidade do paciente e também da dinâmica familiar. E quais são as principais diferenças que as mães sentem com esta forma de atendimento? Há algum preconceito de que médico só deve atender em consultório? Qual foi o maior desafio e experiência passada com o atendimento médico domiciliar?
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