DOENÇA CELÍACA JÁ PODE SER DIAGNOSTICADA NA REDE PÚBLICA DO RJ

Intolerância permanente ao glúten é sinal de problema sério. A proteína presente no trigo, centeio, cevada, malte e derivados desencadeia a manifestação da doença celíaca, ainda pouco popular, mas que já pode ter seu diagnóstico feito, gratuitamente, em hospitais públicos do Rio de Janeiro. De acordo com o gastroenterologista do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), José César Junqueira, as vilosidades — rugas situadas na parte interna do intestino — ali presentes atrofiam, dificultando a absorção dos nutrientes, pelo organismo”.

Desde setembro passado, o SUS dispõe de protocolo clínico específico para diagnóstico e tratamento do problema na rede pública. A doença celíaca causa uma desordem no sistema imunológico (de defesa do corpo), além de danos às partes do intestino delgado mais próximas do estômago. De acordo com o gastroenterologista do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), José César Junqueira, as vilosidades — rugas situadas na parte interna do intestino — ali presentes atrofiam, dificultando a absorção dos nutrientes, pelo organismo”.

Sintomas como vômito, diarreia crônica (por mais de 30 dias), problemas de crescimento e anemia podem indicar a doença. Aos 11 anos, a estudante Mariana Homem, hoje com 18, descobriu a doença “Sempre fui muito magrinha e pequena. Por isso minha mãe procurou o médico que, por exames, diagnosticou a doença”.

“A pessoa pode ser celíaca, ter problemas como osteoporose e anemia devido a falta de nutrientes, e nunca saber que tem a doença celíaca”, alerta o o médico José César.

Cardápio pode ser variado

A alimentação do celíaco não é prejudicada pela falta de glúten. Pelo contrário. Com carnes, frutas, hortaliças e legumes podendo ser consumidas livremente, e a refeição fica mais saudável .

O cuidado deve ser, principalmente, com as farinhas. As de trigo ou rosca são proibidas na dieta do celíaco, porém farinhas de mandioca, arroz, milho, de polvilho são permitidas.

ONDE TRATAR

HOSPITAL DO FUNDÃO
Av. Brigadeiro Trompowski, sem número. O paciente adulto deve comparecer ao local, no período da manhã, com encaminhamento da Secretaria Municipal de Saúde e procurar o serviço de triagem ambulatorial.

IPPMG
Av. Brigadeiro Trompowski, a lado do Hospital do Fundão. O atendimento à criança é feito com encaminhamento ao serviço de gastroenterologia pediátrica. O serviço funciona às terças e quintas-feiras pela manhã.

HOSPITAL JESUS
Rua Oito de Dezembro, 717, Vila Isabel. O telefone para informações é 2204-2366.

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TESTE DE ESTRESSE MENTAL AJUDA A DETECTAR PROBLEMAS CARDÍACOS

Mais de um terço dos pacientes que não apresentam problemas nos testes rotineiros de esforço cardiovascular e em eletrocardiogramas tem alguma diminuição de irrigação arterial (isquemias) quando submetidos ao teste de reatividade ao estresse mental. O exame já vinha sendo usado na área de pesquisas e só há pouco passou a ser feito também clinicamente.

O cardiologista do Hospital Pró-Cardíaco, na capital fluminense, e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Desportiva, Antonio Claudio Nóbrega, foi o responsável pela implantação desse teste no Brasil. Quando um paciente relata sintomas de dor torácica, mas não tem nenhuma alteração nos exames tradicionais, é recomendado o aprofundamento da investigação do problema.

Neste momento, o paciente tem mais essa opção de exame, que é capaz de apontar grupos de pessoas com predisposição para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. O teste é feito em cerca de 20 minutos. O seu custo é de R$ 300 e o resultado sai imediatamente. O impacto do estresse como desencadeador de problemas cardiovasculares não faz parte do conjunto clássico de fatores de risco, como hipertensão arterial, diabete, tabagismo e sedentarismo. Mas é um fator secundário que vem sendo cada vez mais estudado.

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TOXOPLASMOSE PODE "DISPARAR" ESQUIZOFRENIA E TRANSTORNO BIPOLAR

Cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, descobriram de que forma o parasita causador da toxoplamose pode “disparar” o desenvolvimento de esquizofrenia e transtorno bipolar. Os testes indicaram que, uma vez no organismo, o protozoário Toxoplasma gondii afeta a produção de dopamina, neurotransmissor associado ao movimento, à cognição e ao comportamento.

A toxoplasmose, que é transmitida pelas fezes de gatos (em vegetais mal lavados) e carne crua ou mal passada, é relativamente comum. A maioria das pessoas com o parasita são saudáveis, mas, para pessoas com imunidade baixa e gestantes, há riscos significativos para a saúde, podendo levar à morte. Segundo os pesquisadores, estudos anteriores mostram que há uma ligação estatística entra as incidências de esquizofrenia e a infecção por toxoplasmose. E este seria o primeiro trabalho a descobrir as razões dessa associação. “A toxoplasmose muda algumas das mensagens químicas no cérebro, e essas mudanças podem ter um enorme efeito no comportamento”, explicaram.

O parasita infecta o cérebro formando cistos dentro das células, e produz uma enzima chamada tirosina hidroxilase, que é necessária para a produção de dopamina. E a dopamina cumpre um papel no humor, na atenção, motivação, sociabilidade e padrões de sono, além de ser o alvo de todos os medicamentos para esquizofrenia. Os pesquisadores ressaltam que há vários fatores envolvidos na esquizofrenia, por isso, o estudo provavelmente não explicará o “disparador” definitivo da esquizofrenia e do transtorno bipolar. Porém a pesquisa poderá ajudar a encontrar pistas sobre o papel do parasita nos níveis de dopamina e em problemas neurológicos.


ESQUIZOFRENIA VIRA TEMA DE NOVELA

Ele sofre com as pressões da família e não consegue lidar com o problema. O jovem Tarso, vivido por Bruno Gagliasso (na foto) em Caminho das Índias, começa a dar sinais de que não está nada bem emocionalmente e, ao longo da trama, receberá o diagnóstico de esquizofrenia. A ênfase no transtorno mental despertou a atenção do público, e a doença ganhou espaço para debates, tanto nos meios de comunicação quanto em conversas entre amigos.

Colocar em pauta temas polêmicos ou diferenciados já é marca registrada das novelas de Glória Perez. Assim como a esquizofrenia, a autora já abordou assuntos como crianças desaparecidas (em Explode Coração, que foi ao ar em 1995); clonagem e dependência química (O Clone, 2001); e imigração ilegal, cleptomania e homossexualismo (América, 2005).

Bem longe do núcleo indiano da trama global, a esquizofrenia vem à tona também com o excêntrico psiquiatra Dr. Castanho (Stênio Garcia) e seus pacientes. Tarso, em especial, ainda apresenta os primeiros sintomas da psicose. Frequentemente, isola-se no quarto, fala sozinho e chegou a cortar a própria mão em um momento de nervosismo.

Mas, quando o problema de saúde vier à tona, o personagem terá de enfrentar a situação em meio a outras pressões que já tem de lidar no dia-a-dia. O rapaz tem dinheiro, carro e mulheres bonitas ao seu redor, mas não conta com a compreensão dos familiares. Enquanto a mãe não mede esforços para acabar com seus relacionamentos por achar que as moças não o merecem, o pai quer forçá-lo a trabalhar na empresa farmacêutica da família, a Cadore.

Segundo o ator Bruno Gagliasso, seu personagem é importante para trazer esclarecimentos sobre a esquizofrenia. "O que mais acho bacana é que meu trabalho possa ter uma função social. Na novela, o Tarso vai sofrer com a falta de apoio da família, que não entende o que ele sente. Espero que a novela ajude a mostrar como encarar e tratar do problema da melhor forma", diz Bruno Gagliasso.

Para dar realismo às cenas, o ator visitou algumas clínicas psiquiátricas, leu livros e conviveu com portadores da esquizofrenia. Mas o ator garante que o laboratório não acabou: "quanto mais o personagem mostrar os traços de esquizofrenia, mais vou ter de estudar e conhecer".

A doença

O nome esquizofrenia não é estranho aos ouvidos da maioria das pessoas, mas poucos sabem o que significa exatamente. "É uma doença crônica e marcada por alucinações, delírios, alterações na afetividade e problemas nas atividades sociais. Em momentos agudos, o paciente pode chegar a se machucar ou machucar alguém", explica o psiquiatra Marcos Gago, diretor da divisão assistencial do Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro, um dos locais visitados pela equipe da novela.

Normalmente, o transtorno mental surge em pessoas com idades entre 15 e 25 anos, mas pode manifestar-se até por volta dos 40 anos. É grave, não tem cura e é classificado como uma psicose, já que o paciente perde a noção da realidade. "Atinge 0,8% da população mundial", afirma o médico.

Não existe uma causa definida para a patologia, mas há uma série de fatores que podem desencadeá-la. "Há componentes biológicos, sociais e psicológicos envolvidos. O que se sabe é que ter um caso de esquizofrenia na família aumenta a chance de que outros familiares desenvolvam a doença, embora a transmissão genética não seja tão certa e óbvia quanto ter olhos azuis", afirma o especialista Marcos Gago. Abandono, relações conflituosas, agressões e abusos sexuais também fazem parte da lista, assim como problemas na família - que é o caso do personagem Tarso.

Diagnóstico e tratamento

A descoberta da doença não é nada fácil, uma vez que não pode ser detectada por meio de exames físicos. "Quando a pessoa apresenta os sintomas característicos, passa por um psiquiatra, que entrevista o paciente e a família. Depois, inicia-se o tratamento. Se, após seis meses, permanecer algum sintoma, é diagnosticada a esquizofrenia".

O tratamento é feito com remédios, trabalhos psicológicos e atividades complementares, que visam a ressocialização, como oficinas de pintura e de música. Em casos extremos, pode-se usar a eletroconvulsoterapia (aplicação de uma carga elétrica no cérebro, com o paciente anestesiado). "É raro. Reservada a casos extremamente excepcionais, em que há resistência ou quando a pessoa não responde a qualquer outro tratamento", enfatiza o médico do Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro.

Engana-se quem pensa que os esquizofrênicos têm de permanecer internados e longe do convívio social durante toda a vida. "Internação é exceção e, quando feita, ocorre pelo menor tempo possível", diz o psiquiatra. Como não existe cura, a pessoa sempre carregará algum sintoma, geralmente relacionado à afetividade. Se responder bem ao tratamento, pode levar uma vida como a de qualquer outra pessoa: construir uma família, trabalhar, passear.


BAIRROS COM MUITAS ÁREAS VERDES REDUZEM RISCO DE OBESIDADE

Viver em bairros com muitas áreas verdes reduz o risco de crianças e jovens desenvolverem obesidade, diz um estudo realizado por três universidades norte-americanas publicado hoje na revista "American Journal of Preventive Medicine".

Os pesquisadores usaram as informações registradas nos serviços de atendimento primário de saúde de Indianápolis (EUA) e compararam as mudanças de peso de 3,8 mil crianças e jovens entre três e 16 anos ao longo de dois anos em relação às áreas cobertas de vegetação em seus bairros, medidas graças a imagens de satélite.

Desta forma, comprovaram que os que vivem em bairros urbanos com muitas áreas verdes sofreram menos mudanças em seu índice de massa corporal neste período de tempo. Os autores dizem que ter um parque, uma praça ou qualquer outro lugar aberto próximo de casa promove a brincadeira e a atividade física. Os benefícios de viver rodeado por espaços verdes não se limitam ao peso.

A doutora Janice F. Bell, da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), e co-autora do estudo, diz que pesquisas anteriores provaram que entre crianças e jovens os efeitos positivos sobre a saúde incluem uma melhor função cognitiva e uma redução dos sintomas do transtorno por falta de atenção.

Bell afirma que seria ideal a participação de urbanistas, arquitetos, geógrafos, psicólogos e especialistas em saúde pública nas futuras pesquisas neste campo. Também diz que deve ser levado em conta como a população mais jovem vive e brinca nos locais urbanos. (28/10/08)


HIPOCONDRIA ATINGE 8% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Uma mancha na pele é sinal de câncer, taquicardia indica mal cardíaco crônico, desarranjo intestinal é o primeiro sintoma de Aids. O convívio com a constante impressão de ser vítima de uma doença grave oculta é uma realidade para cerca de 8% dos brasileiros, vítimas da hipocondria. Embora o nome tenha sido banalizado, este mal psicológico ainda é pouco conhecido e menos ainda admitido pelos que sofrem com o problema.

A estudante L. A., de 24 anos, foi diagnosticada como hipocondríaca este ano. Acreditava ter um câncer ósseo por ter achado um caroço na perna e sempre que sente fraqueza, indisposição ou tem irritação na pele acha que está com Aids. Marco Antônio Brasil, coordenador do programa ABP Comunidade, da Associação Brasileira de Psiquiatria, explica que a hipocondria gera um estado constante de alerta:

A preocupação excessiva com a saúde pode passar a ser uma condição incapacitante, ou seja, a atividade social, profissional e a qualidade de vida do paciente é comprometida – descreve Brasil. A pessoa deixa de fazer certas coisas e toma remédios demais, que inclusive acabam prejudicando mesmo a sua saúde.

Segundo Telmo Kiguel, coordenador do departamento de psicoterapia da ABP, os hipocondríacos não se percebem como tal e não aceitam que têm problemas emocionais. É difícil para um médico dizer para o paciente que ele é hipocondríaco, porque sua resposta será considerá-lo um profissional incompetente para lidar com a sua enfermidade física.

A hipocondria está ligada a distúrbios narcisistas. Todo afeto e tesão de vida do indivíduo está voltado para dentro dele. No fundo, ele só olha para o próprio umbigo. É comum também o medo excessivo da morte – completa Kiguel. O hipocondríaco é ansioso, às vezes depressivo, e está sempre se auto-avaliando e verificando. Segundo Kiguel, uma característica muito importante é que ele duvida dos médicos e dos diagnósticos:

O paciente vai ao médico, o profissional tranqüiliza e diz “isso é uma dor normal, uma cólica que a mulher tem todos os meses”, e a pessoa continua, mesmo assim, a achar que tem algo mais grave – acrescenta Kiguel. – O paciente passa por muitas avaliações médicas, nenhuma serve. Ele briga, se frustra.

Geralmente o paciente também tem dificuldade de expressar sentimentos, característica dos psicossomáticos, que demonstram fisicamente o mal-estar pela dificuldade de falar de emoções e pelo pobre autoconhecimento. A pessoa se sente perseguida pelos órgãos, que estão “aprontando para ela”. Se um dia sentiu uma dor ou diferença na atuação de um órgão, já é sinal de alerta. Se está com gripe, é pneumonia. Se a menstruação foi demais, vai ficar anêmica – exemplifica Kiguel.

A causa da hipocondria ainda é um mistério. Pode haver uma pré-disposição genética, mas provavelmente a influência é dos primeiros anos de vida. Pais e mães que falam o tempo todo de remédios, casos de doença na família ou episódios de mal-estar na infância podem provocar a má interpretação de sintomas no futuro. Os sintomas podem ficar mais intensos depois de um evento estressante, por exemplo, a morte de uma pessoa amada.

Os sintomas associados à hipocondria são sempre físicos. Como qualquer doença mental mais séria, às vezes é associada a outros sintomas psiquiátricos – explica Leila Salomão Tardivo, professora do instituto de psicologia da USP.

O diagnóstico é geralmente suspeitado pelo clínico geral ou por médicos de especialidades diversas, que não detectam nada em exames, e confirmado pelo psiquiatra ou psicólogo, com conversas e a avaliação do histórico do paciente. (07/07/08)


HOSPITAIS E EMPRESAS DE HOME CARE:
INTEGRAÇÃO E COMPLEMENTO

Adriano Londres
Adriano Londres

Ao ser questionado sobre a integração entre o setor hospitalar e o de atendimento médico domiciliar (home care) o Presidente do SINDHRIO (Sindicato dos Hospitais do Rio de Janeiro) e Vice - Presidente Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) Adriano Londres, declarou, textualmente, ao site da HCP que “entende que os hospitais demandam serviços de internações que preencham os critérios de elegibilidade definidos pela ABEMID, liberando com isto, leitos e recursos hospitalares para novas internações”. Ele afirmou também que no universo de associados do SINDHRIO (22 hospitais), localizados na cidade do Rio de Janeiro, já há uma parcela significativa que mantém parceria com empresas de internação domiciliar.

Quais são os principais serviços solicitados pelos hospitais às empresas de home care?

Entendo que os hospitais demandam serviços de internações que preencham os critérios de eligibilidade definidos pela ABEMID,liberando com isto, leitos e recursos hospitalares para novas internações.

A integração entre os dois setores de saúde é total ou ainda existem pontos para serem aperfeiçoados?

Acredito que ainda não seja total pelo fato de que ainda existem hospitais que enxergam o home care como concorrência ao invés de complemento da atividade hospitalar. Todavia, cabe destacar, que parece estar havendo havendo uma mudança positiva neste aspecto.

Quantos hospitais atuam hoje no Estado do Rio? Todos se utilizam dos serviços de home care?

Como o SINDHRIO representa uma dissidência da estrutura sindical patronal, não temos dados atualizados e completos do número de hospitais. No universo do SINDHRIO são 22 hospitais localizados na cidade do Rio de Janeiro. Uma parcela significativa mantém parceria com empresas de internação domiciliar.

No interior do Estado do Rio já existe uma percepção do auxílio que as empresas de home care possam oferecer aos hospitais?

Difícil opinar sem atuar na região, mas me parece que hospitais de baixo custo ainda acabam sendo vantajosos para as operadoras de plano de saúde que tem forte influência sobre o processo.

Qual o número de clientes que devem ser atendidos no sistema de home care, provenientes dos hospitais do Rio de Janeiro? Qual a previsão para 2006?

Não temos este dado. Podemos falar apenas da tendência que é crescente.

Qual a contribuição que a rede hospitalar poderia oferecer às empresas de home care?

A rede hospitalar pode e deve atuar como retarguarda para complicações de pacientes de internação domiciliar.

O sistema de home care já foi perfeitamente entendido pelas autoridades da área de saúde do Brasil?

Esta caminhando de forma positiva. Não só a resolução da ANVISA sinaliza isto, como também o processo de regulamentação do home care como item de cobertura por parte das operadoras de planos de saúde no Brasil.

O SUS poderia oferecer serviço de atendimento médico domiciliar?

Acredito que sim. Inclusive, até onde sei, já existem regras neste sentido desde que respeitem os critérios de elegibilidade, não vejo porque não.

Qual a sua visão de futuro para o setor de saúde no Brasil?

De grandes mudanças. Acredito que estamos no fim de um ciclo estratégico que precisa ser reinventado. A meu ver, isto ocorrerá a partir da base, ou seja, entre partes que se confiam e que tem competência para testar novos modelos de relacionamento. Acredito ainda que, face as limitações de recusros, cada vez mais, será cobrado dos atores mais eficiência na gestão de suas atividades.

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