FEIJÃO ESTÁ DESAPARECENDO DA MESA DOS BRASILEIROS, APONTA PESQUISA

A mais famosa dupla da mesa do brasileiro anda meio desfalcada. Uma pesquisa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que o consumo do feijão tem caído nos últimos anos. Da década de 1970 para cá, a redução no consumo foi vertiginosa: quase 50%, segundo dados da Conab. Alguns especialistas acreditam que essa alteração no cardápio é um dos motivos para o aumento dos casos de obesidade no país.

“Se a pessoa comesse feijão, deixaria de beliscar a tarde toda, conseguiria comer o feijão, o arroz junto com alguma proteína animal e um monte de verdura. Com isso ela consegue ficar três, quatro horas sem fazer a próxima alimentação”, explica a nutricionista Patrícia Araújo Duarte. Em Macapá, apenas 32% dos moradores consomem feijão diariamente. Belo Horizonte ainda tem um grande contingente de fãs. De acordo com o Ministério da Saúde, quase 83% da população da capital mineira comem pelo menos uma porção de feijão por dia.

“Tradição, tem o famoso tutu de feijão, o feijão tropeiro. Consumindo esses produtos, consumimos mais, muito por questão da nossa cultura, também”, afirma a mineira Aline Veloso, que é analista de agronegócio.


ANVISA MIRA BANCOS DE SANGUE DE CORDÃO UMBILICAL

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende intensificar as ações de combate à propaganda de bancos particulares de sangue de cordão umbilical, por considerar que os anúncios podem fazer promessas que a ciência ainda não é capaz de cumprir. Com slogans como "Uma decisão no presente. Um presente para o futuro", "Um ato de amor para toda a vida", "O seguro biológico do bebê" e "A vida de muitos filhos e de outros parentes próximos pode ser preservada", cerca de 25 mil pais e mães no Brasil se convenceram, nos últimos anos, a pagar para congelar o sangue do cordão umbilical e da placenta de seus filhos.

O motivo é a esperança de que, em um futuro próximo, as células-tronco desse sangue venham a ser utilizadas para tratar doenças. No entanto, a Anvisa sustenta que esse marketing dos bancos privados de sangue de cordão é enganoso e antiético. Por trás das frases da propaganda há promessas de combater doenças do sangue que possam surgir nas crianças - uso que é raro e pouco estudado, segundo especialistas. Há também mensagens de que as células poderão ser aplicadas na medicina regenerativa para tratar, por exemplo, problemas cardíacos que a criança venha a desenvolver - aplicação em estudo e longe de se tornar realidade.

Defesa

A Associação de Células Tronco, que reúne três grandes bancos privados de São Paulo, diz que os tratamentos prometidos são possibilidades. Reconheceu haver abusos no marketing de empresas, mas destacou que são exceção. "Não se pode generalizar. Se há alguém enganando, por que a vigilância não vai e fecha?", questiona Carlos Ayoub, um dos dirigentes da entidade.

Bancos privados de sangue de cordão umbilical admitem limitações no uso do material coletado, como o fato de ser rara a possibilidade de utilizar o sangue no próprio bebê em tratamentos existentes contra doenças hematológicas. Mas defendem o direito de as pessoas fazerem o congelamento como uma aposta para o futuro, caso a ciência descubra novas aplicações para doenças cardiológicas, hepáticas e distúrbios degenerativos.

Atualmente, cobra-se, em média, R$ 3,5 mil para o congelamento, incluída a primeira anuidade, e depois parcelas anuais de cerca de R$ 500. "O sangue de cordão já está sendo usado em pesquisas clínicas sobre 40 patologias. Nunca vamos dizer "guarde e não compre leite". Mas dizer que isso não deve ser feito porque artistas fizeram propaganda é um absurdo", afirma Eduardo Cruz, responsável pelo maior banco do País, no Rio, com 17 mil coletas armazenadas.

Nelson Tatsui, de um dos primeiros bancos de cordão paulistas, destaca que o setor já passa por avaliações frequentes da área de propaganda da Anvisa e tem de adaptar comerciais e contratos a pedido do órgão.

voltar


PÍLULAS COM MUITO ESTROGÊNIO AUMENTAM RISCO DE TROMBOSE

Uma grande quantidade de mulheres de todo o mundo não utiliza pílulas anticoncepcionais mais seguras e escolhe marcas cuja composição aumenta o risco de sofrer tromboses nas veias, apesar de a incidência absoluta desta continuar sendo baixa. Esta é a principal conclusão de dois estudos científicos publicados pelo "British Medical Journal" ("BMJ"), um realizado pela Clínica Ginecológica de Rigshospitalet, em Copenhague, e outro pelo Centro Médico da Universidade de Leiden, na Holanda.

A pesquisa dinamarquesa estudou os efeitos de diferentes pílulas anticoncepcionais em dez milhões de mulheres entre 1995 e 2005, das quais 4.213 desenvolveram tromboses venosas. O trabalho conclui que o risco de desenvolver este transtorno vascular diminui quanto menor é a dose de estrogênio que tem o anticoncepcional e quanto menos tempo for utilizado.

O estudo afirma também que as pílulas mais seguras são aquelas que contêm levonorgestrel combinado com uma pequena dose de estrogênio. Tanto os anticoncepcionais orais que continham unicamente progesterona como o DIU "não foram associados a nenhum aumento do risco de trombose venosa". O estudo realizado ressalta que a probabilidade de sofrer esta doença em mulheres jovens pelo uso da pílula é de um entre mil por ano.

Os autores recomendam esse método como primeira opção para evitar a gravidez em mulheres de peso normal e que não tenham predisposição genética a sofrer tromboses. Uma pesquisa do Departamento de Epidemiologia Clínica do Centro Médico da Universidade de Leiden afirma que as mulheres que tomam anticoncepcionais orais têm um risco cinco vezes maior de sofrer trombose venosa.

As conclusões estão de acordo com os resultados dos trabalhos que vêm sendo realizados sobre esse tema desde 1961, e que indicam que o uso da pílula multiplica por dois a seis vezes o risco de sofrer esse transtorno vascular. Os resultados da pesquisa se baseiam no estudo de 1.524 mulheres de entre 18 e 50 anos com um princípio de trombose venosa profunda e nos resultados de 1.760 controles de saúde rotineiros. A investigação se centrou em que tipo de progesterona é mais seguro e, como seus colegas dinamarqueses, comprovaram como o uso de levonorgestrel é o mais recomendável.


HomeCare Plus
Todos os direitos reservados 2005