PARA FICAR EM FORMA, AS MULHERES PRECISAM DE UMA HORA DE EXERCÍCIO DIÁRIO
As mulheres de meia idade e que gozam de boa saúde devem realizar pelo menos uma hora diáira de atividade física para se manter em forma, revela um estudo publicado nesta quarta-feira, nos Estados Unidos. A pesquisa foi realizada de 1992 a 2007 com uma mostra de 34.079 americanas de uma média de 54 anos e com uma dieta alimentar normal.
No início da pesquisa e ao longo dos anos, estas mulheres comunicaram aos pesquisadores suas atividades físicas e seu peso. Os autores do estudo analisaram a atividade física e a mudança de peso das mulheres a cada três anos em média.
Entre as mulheres que tiveram alimentação normal, a atividade física se associou a um menor aumento de peso ao longo dos 13 anos que durou o estudo, principalmente entre as que tinham uma cintura normal no início do estudo, enfatizam os autores desta pesquisa do hospital Brigham and Women e da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard em Boston (Massachusetts, nordeste).
O estudo foi publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA). As mulheres engordaram 2,6 kg em média durante o estudo. "Houve uma interação importante entre o índice de massa corporal (o IMC equivale ao peso dividido pelo quadrado da altura da pessoa) e o grau de atividade física nas mulhres com um IMC inferior a 25", enfatizaram os investigadores. Em compensação, esta relação de causa e efeito não se deu entre os participantes cujo IMC era superior a 25.
No total, 4.540 mulheres (13,3%) do conjunto e cujo IMC era inferior a 25 no início do estudo conseguiram manter um aumento de peso inferior a 2,3 quilos ao longo de todo o estudo. A duração das atividades físicas de média intensidade durante esse período foi de 21,5 horas por semana, ou seja, cerca de 60 minutos diários. |
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ESCOLAS ENTRAM NA LUTA CONTRA OBESIDADE INFANTIL
Com a obesidade infantil atingindo a marca histórica de 15% das crianças brasileiras, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, muitas escolas resolveram entrar na luta para conter o problema. Mas no esforço de ensinar os alunos a terem uma alimentação saudável, alguns colégios acabam adotando medidas polêmicas, como proibir e até "confiscar" certos lanches.
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No currículo da escola Carlitos, na zona oeste de São Paulo, o tema educação alimentar é abordado em conjunto com a alfabetização e permeia várias disciplinas, como ciência e matemática. Na hora do intervalo, se os pais não prepararem um lanche saudável, as crianças voltam para casa com a lancheira intacta.
Guloseimas e refrigerantes são proibidos: quem leva para a escola não come. "É como se o aluno tivesse esquecido a lancheira. Os colegas dividem seus lanches", explica Laura Piteri, coordenadora pedagógica da escola. A criança volta também com um bilhetinho para lembrar os pais das regras do colégio.
Na Stance Dual, no centro de São Paulo, a política de proibição de alimentos pouco saudáveis é semelhante, mas a resposta à desobediência, menos radical. São itens proibidos: doces, balas e refrigerantes. Quem leva esses alimentos é orientado a comer apenas a parte nutritiva do lanche. Se na lancheira há fruta, iogurte e bolachas recheadas, por exemplo, a criança é estimulada a consumir apenas um biscoito. "Antes devolvíamos esses lanches, mas os pais reclamavam muito", diz Liliane Gomes, coordenadora pedagógica.
Pais
Por mais que a escola se esforce, a criança não criará hábitos saudáveis sem a contribuição dos pais, afirma a endocrinologista Angela Spinola e Castro, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
- A escola não pode transferir para si um papel que não é dela. Se a criança vem de uma casa onde as pessoas comem sem restrição, não vai aceitar isso?, diz. |
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HIPERTENSÃO AFETA 35% DOS ADULTOS BRASILEIROS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sofreu uma crise de hipertensão no Recife e precisou ser internado, é um dos 17 milhões de brasileiros portadores dessa doença que não tem cura, mas que pode ser controlada. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde de prevalência de pressão alta, ou hipertensão arterial, são de que 35% da população brasileira com mais de 40 anos é portadora da doença.
Um outro estudo da Universidade Federal de Minas Gerais diz que 33% dos óbitos com causas identificadas no Brasil são relacionados a problemas cardiovasculares como a hipertensão. O Ministério da Saúde explica que a hipertensão ocorre "quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, ficando o valor igual ou maior que 140/90 mmHg ou 14 por 9 ".
Segundo o médico da Presidência, Cleber Ferreira, que acompanha Lula há cinco anos, a pressão arterial do presidente atingiu 18 por 12. Mas, depois de ser medicado, sua pressão voltou ao normal em uma hora. A hipertensão arterial, quando não controlada, pode acarretar derrames, doenças do coração - como infarto, insuficiência cardíaca e angina (dor no peito) -, insuficiência renal ou até falência dos rins, e alterações na visão que podem causar cegueira. Por isso é fundamental prevenir e controlar a doença.
Riscos
Existem alguns fatores que aumentam as chances de um indivíduo desenvolver hipertensão. Parte deles pode ser evitada. Uma alimentação não balanceada, especialmente carregada de sal, pode levar ao quadro hipertensivo. O consumo de bebida alcoólica, o sedentarismo e a obesidade também estimulam a doença.
Dados da Organização Mundial da Saúde dão conta de que 13% das mulheres e 9% dos homens brasileiros são obesos. O Ministério da Saúde acrescenta ainda à lista de fatores de risco: diabetes, histórico de hipertensão na família e ser da raça negra. O órgão avisa que, depois dos 55 anos, 90% dos indivíduos correm o risco de desenvolver hipertensão, mesmo que tenham tido pressão normal até então. Alguns sintomas que podem ajudar no diagnóstico da doença são dores de cabeça, cansaço, tonturas e sangramentos do nariz. Porém, a única forma segura de identificar a hipertensão é checar regularmente a pressão arterial, pois o mal não apresenta sintomas claros no início. Por isso, muitos portadores de hipertensão nem sabem do risco que correm.
Como controlar a doença
Quem já teve o quadro hipertensivo diagnosticado precisa manter a doença sob controle. Para essas pessoas, o Ministério da Saúde recomenda um consumo diário máximo de sal de uma colher de chá. Além disso, é preciso verificar a pressão arterial regularmente, reduzir ou abandonar o consumo de bebidas alcoólicas, manter-se no peso adequado, ter uma alimentação saudável, praticar atividade física ao menos cinco vezes por semana, parar de fumar e controlar o estresse. O mais importante é nunca interromper o tratamento e tomar as medicações corretamente. |  |
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DEPRESSÃO GRAVE E PERSISTENTE APÓS UM ATAQUE CARDÍACO DOBRA O RISCO DE MORTE
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Pacientes que persistem deprimidos após um quadro de infarto do miocárdio (ataque cardíaco) ou angina instável, apresentam o dobro do risco de morte, quando comparados com aqueles indivíduos que retomam a sua saúde mental.Esta é conclusão de uma nova análise do estudo SADHART (Sertraline Antidepressant Heart Attack Randomized Trial).
O SADHART, inicialmente publicado em 2002, avaliou 369 pacientes com sintomas depressivos, vítimas de um infarto do miocárdio ou angina instável, e que foram alocados para receber um antidepressivo (sertralina) ou comprimidos de placebo (sem efeito terapêutico), durante um período de 24 semanas.Nesta ocasião, os autores do estudo concluíram que a sertralina era segura e eficaz no tratamento da depressão nestes pacientes cardiopatas.
Uma nova análise do estudo SADHART, sete anos após a sua primeira publicação, concluiu que aqueles pacientes que responderam bem ao tratamento com a sertralina, tinham uma taxa de mortalidade de 15,6%, valor bem inferior aos 28,4% observados nos pacientes que não responderam a este medicamento. |
A mortalidade dos pacientes que persistiam gravemente deprimidos, sete anos após um evento cardíaco, era de 25,5%. Os pacientes com sintomas depressivos leves apresentavam uma mortalidade de apenas 11,6%. Os autores do estudo esperavam que aqueles pacientes com história prévia de depressão, seriam mais propensos a morrer do que aqueles que desenvolveram os sintomas depressivos apenas depois de serem hospitalizados por infarto do miocário ou angina instável, no entanto, a análise dos resultados não mostrou diferença entre estes dois grupos. O SADHART demonstrou que a depressão persistente após um evento cardíaco, está associada com aumento das taxas de mortalidade cardiovascular e, desta forma, deve ser prontamente diagnosticada e tratada.
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PRATICAR TAI CHI CHUAN É ÚTIL NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO
A hipertensão arterial é o principal fator de risco cardiovascular. O surgimento e a manutenção do quadro hipertensivo, depende da interação de múltiplos fatores. O estresse psicossocial está diretamente envolvido nesse processo, devendo ser combatido sempre que possível. Atualmente, especialistas no assunto, recomendam as terapias de relaxamento, como parte do tratamento da hipertensão arterial.
Um estudo abordou os efeitos do Tai Chi Chuan na pressão arterial, no perfil das gorduras no sangue e na ansiedade. Nesse estudo, 76 participantes sedentários com pressão normal-alta ou hipertensão estágio I (até 159/99 mmHg), participaram de um programa de 12 semanas, com três sessões por semana de 50 minutos cada, com intensidade estimada de 64% da freqüência cardíaca máxima.
O estudo observou uma queda significativa de 15,6 mmHg da pressão arterial sistólica e 8,8 mmHg da pressão arterial diastólica. Foram apresentados ainda, benefícios no tratamento da ansiedade, assim como uma redução do colesterol total e um aumento do HDL-colesterol (bom colesterol).
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