TÉCNICA PREVÊ GRAMPEAMENTO DO ESTÔMAGO A PARTIR DA BOCA Um novo tipo de cirurgia para perda de peso dispensa o uso de bisturis e cortes, como na clássica operação de redução do estômago. Alguns pacientes testaram nos Estados Unidos, como parte de um estudo pago pela Satiety, fabricante dos grampeadores, um tipo de procedimento em que cirurgiões introduzem um grampeador por sua garganta e grampeiam o estômago por dentro, formando um tubo com a grossura de um polegar, capaz de reter apenas uma quantidade limitada de alimentos. A operação, cujo objetivo é fazer com que uma pessoa se sinta satisfeita depois de comer muito pouco, é ainda experimental. No México e na Europa, 98 pacientes passaram por essa cirurgia de redução de peso, conhecida como Toga. Em média, a perda de peso em um ano é de 40% do excedente de massa.
PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA SOFREM COM MEDO, ERROS E PRECONCEITOS
“Planejei minha vida inteira de outra forma. Tem quem diga que o destino é você quem faz. Não acredito nisso, por que às vezes as coisas saem do seu controle”, afirma. Só se libertou do medo da esclerose múltipla depois de fazer terapia. Hoje, se considera uma mulher mudada. “Aprendi a me dar valor. Sou bonita, inteligente, faço trabalho voluntário. Sou uma pessoa especial. Resolvi aproveitar a vida”, conta. Roseli Del Sasso é hoje o centro de um grupo de pessoas com esclerose múltipla que se apóia informalmente. Em 2004, ela criou o grupo “Esclerose Múltipla Brasil” no site de relacionamentos Orkut, hoje com mais de 1700 membros. Ali, os pacientes oferecem conselhos, pedem ajuda e buscam compreensão. Duas vezes por ano, os membros se reúnem pessoalmente. É na comunidade de Roseli no Orkut, que o bancário Vinicius Botelho também busca orientação de pessoas com as mesmas preocupações que ele. Jovem bonito e atlético, Vinicius nem de longe parece o falso estereótipo de fraqueza que muitas pessoas relacionam aos pacientes com esclerose múltipla. Ex-lutador de jiu-jitsu, campeão de etapas estaduais, chegou até a competir no campeonato pan-americano da modalidade. E em 1998, aos 25 anos, descobriu que tinha esclerose múltipla. Como aconteceu com Roseli, os primeiros sintomas também surgiram dois anos antes. Em 1996, ele sofreu uma crise sem perceber e ficou um tempo sem enxergar adequadamente. Em julho de 1998, percebeu alguns problemas, procurou ajuda médica, mas não teve sorte. Ao ver a falta de sensibilidade na mão esquerda, achou que o problema era circulação e procurou um cardiologista, que o encaminhou a um neurologista. Quando a dormência passou para a mão direita, este último o mandou tratar com um médico vascular. “A mão esquerda era um especialista, o neuro. A direita com outro, o vascular. Um absurdo”, disse Vinicius. Logo em seguida, o problema passou para as pernas. Vinicius percebeu que não estava andando direito. “Me arrastava para os lados e não conseguia engatar a marcha do carro. Precisava usar a mão para ajudar a perna a pisar na embreagem”, contou. Procurou um hospital. Ali, novo erro. Disseram que o jovem tinha câncer na coluna. Só depois do susto e de muitos exames, eles descobriu que sua doença não era fatal. Mas o acompanharia para toda a vida. No dia-a-dia, como a maioria dos pacientes, ele não tem sintomas 100% do tempo. “As pessoas que não sabem que sou portador de uma doença crônica nunca imaginam”, conta. Quando tem uma crise, no entanto, chega a ficar três dias internado. A esclerose múltipla, como no caso de Roseli e Vinicius, surge sem avisar e, na maioria dos casos, os primeiros sintomas aparecem na juventude. O que deve fazer quem descobre a doença? Os dois têm a mesma resposta. “Converse abertamente com seu médico, ele deve ser seu amigo”, conta Vinicius. “Busque informações e contato com grupos de apoio”, diz ele. Roseli concorda. “Em primeiro lugar, calma. Procure um bom médico, em quem confie. Não seja inimigo do seu médico. Ele tem que ser seu melhor amigo dali para frente. Não se desespere e saiba que não estará sozinho, temos muitas pessoas nessa jornada”, aconselha. “Saiba que as pessoas morrem com esclerose múltipla, mas não de esclerose múltipla”. (01/09/08) RIGIDEZ MATINAL A rigidez matinal, sensação de travamento do corpo, quando a pessoa acorda com dificuldades para movimentar as articulações, tem um grande impacto na decisão das pessoas com artrite reumatóide em parar de trabalhar, segundo estudo publicado na revista especializada "Rheumatology". Manifestação comum da doença inflamatória das articulações, a rigidez matinal tem um grande impacto no bem estar dos pacientes com artrite. E, segundo especialistas alemães, "deve ser dada grande atenção ao tratamento eficaz da rigidez matinal no início da artrite reumatóide para prevenir os pacientes de possíveis decisões inoportunas que terão longa duração e onerosas conseqüências". Para avaliar a relação entre rigidez matinal e aposentadoria precoce entre pessoas com a doença reumática, os pesquisadores analisaram dados de 916 pacientes com artrite reumatóide, com duração da doença de 24 meses. Eles examinaram testes clínicos e relatos dos pacientes para avaliar capacidade funcional, dor, rigidez, atividade da doença, aposentadoria, entre outros fatores. Os resultados indicaram uma relação significativa entre rigidez matinal e aposentadoria antecipada. Dos 389 pacientes com 61 anos de idade que trabalhavam no início do estudo, 21% tiveram que se aposentar antes do fim da pesquisa. Além disso, a saída precoce do mercado de trabalho preocupava 46% dos pacientes com rigidez grave e 10% daqueles que apresentavam rigidez matinal mais leve. (23/06/08) EXERCÍCIOS FÍSICOS AJUDAM NA MEIA IDADE Fazer exercícios regularmente na meia-idade pode reduzir as chances de desenvolver doença de Alzheimer e outros tipos de demência anos mais tarde, segundo estudo do Instituto Karolinska, Suécia. Avaliando mais de 1,4 mil adultos, os pesquisadores descobriam que aqueles que eram mais fisicamente ativos no tempo livre durante a meia-idade eram 52% menos propensos a desenvolver demência 21 anos depois do que os sedentários. E as chances de desenvolver Alzheimer reduziam em 62%. De acordo com os autores, os participantes que apresentaram menor risco se exercitavam vigorosamente de 20 a 30 minutos, duas ou três vezes por semana. Especialistas explicam que exercícios físicos regulares são essenciais para manter um bom fluxo sangüíneo para o cérebro e incentivar o desenvolvimento de novos neurônios. (05/06/08)
EXERCÍCIOS E A DIABETES
Como o monitoramento dos hábitos dos participantes do estudo não prosseguiu após os seis primeiros, o estudo não elucida se o menor risco de diabetes é uma conseqüência de hábitos saudáveis do passado ou se esses participantes os mantiveram ao longo dos anos. "É possível que tenha ocorrido as duas coisas", afirma Lerario. Segundo ele, o indivíduo pode ter incorporado o hábito, mas também pode haver um componente de memória no organismo, o que já foi mostrado em um estudo americano que acompanhou o tratamento de diabéticos por dez anos. O risco de complicações continuou bastante menor seis anos após esse acompanhamento. Segundo Lerario, uma das principais armas na prevenção da diabetes é a atividade física constante. "A glicose é o combustível do músculo e consumida em maior quantidade durante exercícios. A quantidade de glicose na circulação diminui, e gordura é quebrada para liberar glicose, facilitando a perda de peso." Os médicos costumam recomendar um mínimo de 30 minutos diários de atividade física e pedem que as pessoas consultem um médico para saber que tipo de exercício podem fazer. (06/08) GINÁSTICA OLÍMPICA X LESÕES ENTRE JOVENS Não são só duplos mortais e piruetas. Na ginástica olímpica, há também contusões, deslocamentos e fraturas. Novos estudos demonstram que a ginástica olímpica pode custar caro demais para o corpo dos jovens atletas. “Descobrimos que a ginástica olímpica tem um dos mais altos índices de lesões entre todos os esportes”, disse uma das pesquisadoras, Lara B. McKenzie do Nationwide Children's Hospital em Ohio. Os pesquisadores afirmaram na edição atual do Pediatrics que houve mais de 25 mil lesões a cada ano nos Estados Unidos, apesar desse índice estar diminuindo. O autor responsável pelo estudo é Shubha Singh da Ohio State University Os pesquisadores observaram lesões envolvendo crianças de 6 a 17 anos por um período de 16 anos. Eles descobriram que a maioria das lesões ocorreu nas extremidades superiores do corpo; logo em seguida estão as lesões nas extremidades inferiores e a região da cabeça e do pescoço. Não se sabe ao certo quais movimentos estavam sendo realizados quando as crianças sofreram as lesões, mas os culpados mais comuns foram parada de mão, flips e estrelinha. O espacato, por mais dolorosos que pareça, não causou muitos acidentes. Um problema, disseram os pesquisadores, é que ao contrário de jogadores de futebol, as ginastas não são ensinadas a cair adequadamente. Eles alertaram para a criação de regras para ginastas, técnicos e observadores. ALONGAMENTO FAZ BEM? Até hoje não existe consenso com relação à eficiência dos alongamentos, especialmente sobre o número de lesões e a manutenção da performance. Em 2004, o Centro de Controle de Doenças, em Atlanta, organizou um painel de especialistas para tentar definir a eficácia ou não dos alongamentos. A conclusão final foi de que os dados científicos ainda são inconsistentes para chegar a essa definição. Na prevenção de lesões, um aquecimento bem feito e progressivo traz mais resultados do que o alongamento. A ativação inicial dos grupos musculares que serão utilizados nas atividades pode trazer proteção aos atletas. A eficiência do aquecimento é talvez o principal fator de confusão na discussão sobre os alongamentos, pois na maioria das pesquisas realizadas até hoje o aquecimento muscular se mistura às práticas de alongamento. ESPERANÇA PARA O TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA A fibromialgia é uma doença verdadeira. É isso que diz o laboratório Pfizer em nova campanha publicitária do medicamento Lyrica, o primeiro aprovado para o tratamento da dor proveniente da doença, cuja utilização é muito questionada por alguns médicos. Para grupos de pacientes e médicos especializados em fibromialgia, a aprovação do Lyrica é um marco na medicina. Eles afirmam esperar que o medicamento, e outros dois que devem ser aprovados ainda este ano, possam legitimizar a fibromialgia, assim como o Prozac fez com a depressão. No entanto, outros médicos argumentam que a doença não existe e que o novo medicamento e outras drogas serão consumidos por milhares de pessoas que não precisam de tratamento. A fibromialgia afeta principalmente mulheres de meia idade e é caracterizada por uma condição dolorosa generalizada e crônica de origem desconhecida. Muitas vezes a dor é causada por outras condições nebulosas similares, como síndrome nervosa no intestino. O fato de pacientes com fibromialgia não responderem a analgésicos convencionais como aspirinas, companhias farmacêuticas estão voltando suas atenções aos medicamentos como o Lyrica, que afeta o cérebro e a percepção da dor. Grupos e médicos que tratam a síndrome estimam que 2% a 4% dos americanos adultos – totalizando cerca de 10 milhões de pessoas – sofrem do distúrbio. Tais aspectos são questionados por muitos profissionais da saúde, que não consideram, sob o ponto de vista médico, a fibromialgia como uma doença. Eles ainda afirmam que diagnosticar tais condições na verdade pode agravar o sofrimento do paciente, por causar uma obsessão com as dores, enquanto pessoas comuns simplesmente as toleram. Apesar da controvérsia, o Conselho de Doenças Reumáticas, a Administração de alimentos e Medicamentos e companhias de seguro saúde reconhecem a fibromialgia como uma doença que pode ser diagnosticada. Seguindo os passos do Pfizer, duas outras companhias farmacêuticas, Eli Lilly e Forest Laboratories, pedem que a FDA autorize a comercialização de remédios contra a síndrome. A aprovação de ambos é esperada para o fim deste ano, dizem analistas. O comércio mundial do Lyrica, que pode ainda ser utilizado contra dores nos nervos em diabéticos e que recebeu a autorização da FDA em junho para o tratamento da fibromialgia, ultrapassou a marca de US$ 1,8 bilhão em 2007, 50% a mais que o ano de 2006. Analistas acreditam que vendas possam ser ainda maiores neste ano, impulsionadas por campanhas publicitárias. REABILITAÇÃO EM AMPUTADOS DE MEMBROS INFERIORES
O mundo esportivo ficou chocado com o grave acidente automobilístico do jogador uruguaio Darío Silva. A amputação da perna direita do atleta foi inevitável, pois segundo informou o Medico Uruguaio Mario Cancela, o jogador corria o risco de desenvolver um processo infeccioso. Em Centros de Reabilitação, situações como a do Jogador Dario Silva são freqüentes. Infelizmente, os acidentes automobilísticos constituem como um dos principais fatores que levam às amputações no Brasil. No Site www.sos.estradas.com.br/estatisticas o internauta tem uma dimensão do quão preocupante são os números de acidentes com mortes e com seqüelas que, muitas das vezes, são irreversíveis. Geralmente, quando observamos um indivíduo amputado, a nossa impressão imediata é o sentimento de incapacidade daquela pessoa em realizar todas as atividades do seu dia a dia, dentro de um contexto social, ou seja, ir ao banco, trabalhar, praticar esportes etc. Além de pensarmos que este indivíduo toma para si, uma postura de derrota, isolamento e perda de iniciativa para novas experiências. Na verdade, é errado pensar que um amputado deva se privar desta rotina; pelo contrário, o que podemos constatar na nossa prática diária é que, grande parte dos dessas pessoas exercem atividades além da forma prevista; acreditamos que de alguma maneira encontram um sentido ainda maior para viver com qualidade. Este estudo visa abordar de maneira técnica, porém didática em alguns momentos, pois pensamos que pacientes e suas famílias necessitam de informações relevantes quanto ao tratamento no pré e pós-operatório, além de profissionais da área que procurem trazer discussões referentes ao tema. Podemos definir amputação como sendo retirada, geralmente cirúrgica, total ou parcial de um membro. De forma didática, pode-se dizer que as indicações consistem em três “Ds”: Dead, Dangerous e Damm Nuisance, expressões em inglês que significam: necrose, risco de vida e dano permanente. A necrose , que de uma maneira geral, provém de doença vascular periférica, como por exemplo: em uma das complicações tardias do Diabetes, porém eventualmente, pode ocorrer depois de um trauma grave, queimaduras ou congelamento. O risco de vida pode ser em conseqüência de um tumor maligno ou sepse potencialmente letal (principalmente, a gangrena gasosa), ou devido a uma lesão por esmagamento, na qual a liberação da compressão pode resultar em falência renal (síndrome do esmagamento). O dano permanente pode ser resultante de dor, de malformações, de sepse recorrente ou perda de função grave. As Amputações traumáticas acometem principalmente pacientes adolescentes e adultos jovens, devido estarem mais expostos aos acidentes de trabalho, acidentes por meios de transporte e a violência urbana, como por exemplo: armas de fogo, etc. Queimaduras e descargas elétricas também contribuem para amputação de membros inferiores. As causadas por tumores afetam principalmente crianças e adolescentes. E seu número vem diminuindo consideravelmente, graças aos bons resultados obtidos com o diagnóstico precoce, a radio e a quimioterapia, a utilização de endoprótese, os enxertos e algumas outras cirurgias conservadoras. O Sarcoma ósseo é considerado de alta malignidade, no entanto, desde a década passada 70% das crianças com este diagnóstico obtiveram evidente aumento de sobrevida. Pode-se dizer que às decorrentes de processos infecciosos são menos freqüentes hoje em dia devido aos avanços laboratoriais e desenvolvimento de medicamentos mais específicos. A meningite meningococcica é uma amputação infecciosa clássica caracterizada por lesões cutâneas podendo causar necrose de extremidades. Devemos considerar como causa infecciosa que, também pode estar relacionada à processos traumáticos e vasculares. Quanto às amputações decorrentes de processos congênitos e, na ocorrência de deformidades importantes, os quais possam impossibilitar a protetização ou dificultar a função do membro residual, serão encaminhados a procedimentos cirúrgicos tais como a amputação. As doenças vasculares periféricas acometem indivíduos com faixa etária mais avançada (acima dos 50 anos), estando estes, portanto mais suscetíveis a doenças degenerativas como a arteriosclerose. A arteriosclerose obliterante periférica e a tromboangeite obliterante são as formas mais comuns de doença vascular oclusiva crônica. Quando há a ocorrência por origem vascular é, geralmente, considerada um processo eletivo, ou seja, o cirurgião determina o nível de amputação ao determinar a viabilidade dos tecidos através de diversas medidas. Considera-se também como causa a neuropatia periférica, decorrente do Diabetes, distúrbios nutricionais, doenças infecciosas como o Hansen e a Pólio, alterações medulares como espinha bífida e trauma medular são fatores que podem levar à neuropatia periférica. Neste contexto, é importante considerar a gravidade das complicações do diabetes que, entre outras devemos destacar o pé diabético, caracterizado pela presença de lesões nos pés em decorrência das alterações vasculares e/ou neurológicas, causa importante de amputação de membros inferiores. Os pacientes com neuropatia diabética apresentam diminuição ou perda da sensibilidade vibratória, térmica, tátil e dolorosa aumentando os riscos de ulceração nos pés diabéticos. A alteração motora nos pacientes com Polineuropatia acomete os nervos, causando fraqueza dos músculos e deformidades articulares, como por exemplo, os dedos em martelo, os quais podem levar ao aumento de pressões locais durante a marcha. A evolução do pé neuropático é a osteoneuropatia de Charcot ou simplesmente pé de Charcot, na qual, observa-se alterações estruturais do pé com altos riscos de ulcerações por pressões inadequadas e quadros de infecção, levando geralmente às amputações. Complicações dos cotos de amputaçãoComplicações precocesComo em qualquer cirurgia, deve-se levar em consideração às complicações inerentes a qualquer intervenção cirúrgica, como a hemorragia secundária a infecções, porem existem dois riscos particulares: o rompimento de enxertos cutâneos e a gangrena gasosa. Complicações tardiasPELE: É comum a ocorrência de eczema, pode desenvolver caroços purulentos da consistência amolecida das arestas. MÚSCULO: Caso seja deixada grande quantidade de músculo na extremidade do coto, o coxim instável resultante induz a uma sensação de insegurança, passível de impedir o uso de uma prótese. ARTÉRIA: Circulação deficiente leva à formação de um coto azulado, propenso à ulceração, principalmente ocorre em amputações abaixo do joelho, levando, com certa freqüência, a necessidade de reamputação. NERVO: Um nervo cortado sempre dá origem a um neuroma que, ocasionalmente, é doloroso e macio. O “membro fantasma” é a denominação utilizada para descrever a sensação de que o membro amputado ainda se encontra presente. ARTICULAÇÃO: A articulação acima da amputação pode apresentar rígida ou deformada. OSSO: Considera-se quase sempre a possibilidade de formação de um esporão na extremidade do osso, sendo, no entanto, geralmente indolor. Porém, no caso de uma infecção, o esporão pode se apresentar grande e doloroso. Orientações importantes no dia a dia Acreditamos ser de extrema importância, a orientação ao paciente e sua família quanto aos cuidados de uma maneira geral; podemos classificar entre outras, por exemplo: a atenção com a água muito quente, sendo necessário à verificação da temperatura sempre com as mãos; após o banho o indivíduo deve secar bem os pés, principalmente entre os dedos; deve-se ter cuidado com as unhas, é preferível lixá-las; quanto aos colos, não se deve cortar e sim procurar um podólogo para sua remoção; deve-se usar hidratante nós pés; usar meias em dias frios; não se deve caminhar descalço como também não usar chinelos de dedo; não se deve usar calçados apertados e deve-se usar palmilhas apropriadas. É favorável a inspeção diária dos pés bem como exercitar o mesmo. Intervenção FisioterápicaO fortalecimento dos membros superiores é importante para o uso de muletas ou andador; deve-se treinar independência nas atividades da vida diária, pois o mesmo estará acamado e, desta forma deve ser encorajado a realizar atividades simples sem a ajuda de terceiros; treinar transferência, equilíbrio e marcha; e devem ser feitos exercícios respiratórios e de tronco antes e depois da cirurgia. Exercícios respiratórios e de tronco são necessários antes e depois da cirurgia; e quanto ao cuidado da saúde geral e dos outros membros. Após a amputação, a reabilitação nesta fase (pós-operatório) é importante, pois feito de maneira bem sucedidas, evita o aparecimento de contraturas musculares. Os amputados de membros inferiores deverão deitar em colchões firmes, não devendo usar travesseiro sob o coto de coxa ou sob o joelho, nos cotos de perna, evitando assim o aparecimento de contraturas em flexão, facilitando a mais rápida colocação da prótese. Sempre que possível, deve-se fazer com que o paciente fique em Decúbito Ventral , ou seja, com a barriga para baixo, com um travesseiro sob o coto de coxa, mantendo-o em hiperextensão por meia hora a uma, várias vezes ao dia. A movimentação do coto e do membro restante deve ser iniciada 24 à 48hs após a amputação, a fim de ativar a circulação geral e impedir descondicionamento. Após o 2º ou 3º dia, o paciente deverá iniciar os exercícios ativos. Começa sentado na cama, movendo os membros superiores e o tronco. Logo que possível, deverá levantar-se, apoiando o membro sadio no chão, segurando com as mãos a peseira da cama e iniciando a flexão e extensão do joelho com pequeno arco de movimento inicial, aumentando progressivamente com o passar dos dias. Deve-se ter cuidado com pacientes portadores de moléstias vasculares nos dois membros, para que fazendo este exercício acima, não force o membro oposto à amputação, que também poderá estar lesado. Deve ser realizado o enfaixamento do coto a fim de evitar e eliminar edemas. Logo após a cicatrização do coto, o paciente deverá ser enviado ao ambulatório de fisioterapia para a preparação do mesmo. Durante a avaliação da fisioterapia, deve-se sempre considerar alguns aspectos importantes como a causa da amputação, processo de cicatrização quanto ao seu aspecto e localização; a pele (se há ulcerações, se está úmida, seca ou crostosa), sensibilidade (se está ausente, diminuída, hipersensível ao toque ou pressão), enxertos (localização, tipo, grau de cicatrização) e lesões dermatológicas (psoríase, eczema, acne vulgar, dermatite, escaldaduras, cistos epidemóides); deve-se fazer mensurações circunferenciais do membro residual. São importantes a higiene e o tratamento adequado da pele. Uma vez que a incisão tenha cicatrizado e as suturas removidas, a pessoa pode tomar banho normalmente. O coto deve ser mantido limpo e seco. Indivíduos com pele seca podem usar um hidratante. Devem ser tomadas precauções a fim de evitar cortes, abrasões e outros problemas de pele. A massagem por fricção pode ser usada para impedir a formação ou mobilizar o tecido cicatricial aderente. A massagem é feita com suavidade depois que a ferida cicatrizou, e desde que não haja infecção presente. Os pacientes podem aprender esta técnica para ajudar na redução da hipersensibilidade do membro residual. A vibração é também uma efetiva medida para redução da hipersensibilidade. A manipulação precoce do coto por parte do paciente é importante, pois é um modo auxiliar de aceitação, devemos orientar ao paciente a inspecionar o coto com um espelho a cada noite, para certificar-se de que não existem contusões. Concluindo esta abordagem, acreditamos que a reabilitação dos amputados de membros inferiores obtém melhores prognósticos de recuperação funcional e prevenção de distúrbios motores e respiratórios, aplicando tais técnicas e orientações que foram acima citado. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: O`Sullivan, Susan B., Schmitz, Thomas J. Fisioterapia. Avaliação e tratamento. 2ed. São Paulo: Manole, 1993. Kottke, Frederic J., Lehmann, Justos F. Tratado de medicina física e reabilitação de Krusen. 4ed. São Paulo: Manole, 1994. Milman, Mauro H.S.A, Leme, Cristina B.M.,Borelli, Danilo T. et al. Pé diabético: Avaliação da evolução e custo hospitalar e pacientes internados no conjunto hospitalar de Sorocaba. Arq. Bras Endocrinol Metab, out 2001, vol.45, n 5, p.447-451. ISSN 0004-2730 Bacolini , Fernando. Reabilitação - Amputados Amputações Próteses. 2ed. Robe Editorial, 1992. Carvalho , José André. Amputações de membros inferiores em busca da plena reabilitação. 2ed. Editora Manole, 1992. MARCHAND, S et al. IS TENS Purely a Placebo Effect? PAIN, 54 (1): 99, 1993. APLEY. Ortopedia e Fraturas em Medicina de Reabilitação. 6 ª Edição. Manole, 1996. Kisner, Carolyn. Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 2ª Ed. Manole, 1992. UMA CHANCE PARA VOLTAR A ANDAR
Emílio Marques de Carvalho, de 32 anos, nunca vai esquecer o dia 14 de julho de 2002. Era para ser um sábado normal, com direito a namorar, comer churrasco e nadar na casa de um grande amigo em Luziânia (GO). No meio da tarde, um salto na piscina mudou a vida dele para sempre. "Bati meu pescoço na borda e quando dei conta só mexia os olhos. Estava tetraplégico", conta. DOENÇA DE ALZHEIMER A doença de Alzheimer (Doença degenerativa do córtex cerebral). É uma anomalia que geralmente se manifesta clinicamente com o comprometimento das funções intelectuais e distúrbios de afeto. Caracteriza-se pela atrofia do córtex cerebral, região encefálica fundamental para as funções cognitivas. Sua evolução causa demência profunda, geralmente num período de 5 a10 anos após o diagnóstico. Etiologia: Tratamento: Tratamento de Fisioterapia Domiciliar: O ambiente domiciliar é favorável ao tratamento fisioterapêutico, proporcionando ao paciente o conforto do seu lar e o acompanhamento de seus famíliares e cuidadores. O fisioterapeuta deve avaliar o domicilio, deixando prático para que o paciente seja capaz de identificar os objetos de primeira necessidade (exemplo: escova de dente, pente, roupas e sapatos), e realizar a ação motora treinada. Realização de modificações ambientais necessárias para segurança do paciente e de modo que esse possa viver em um ambiente o mais aberto possível. Quedas podem ser devido a riscos ambientais o mais (iluminação inadequada, pisos escorregadios, tapetes soltos, etc.). Tais riscos devem ser evitados. Os ambientes devem manter uma apresentação familiar e barras presas na parede e corrimãos devem ser instalados nos locais estratégicos. Referências Bibiográficas: SALLES et al. Alzheimer´s Page. http:// www.alzheimer.net.hpg.ig.com.br HomeCare Plus Todos os direitos reservados 2005 |