FUTEBOL DUAS VEZES POR SEMANA DÁ GOLEADA NA PRESSÃO ALTA A pressão alta, problema diagnosticado recentemente no presidente Lula, ganha um adversário de peso: o futebol. Sim, recente pesquisa realizada pela Universidade de Copenhague e pelo Instituto Federal Suíço de Tecnologia, com hospitais e clínicas associadas, mostrou que a prática de futebol duas vezes por semana em pessoas inativas (homens e mulheres), como pressão arterial elevada fez os índices da doença terem uma queda significativa.
Com o resultado, os pesquisadores afirmaram no artigo que a eficiência do futebol contra a pressão alta é maior que as recomendações de médicos em relação às dietas e a outros exercícios físicos. Mas não custa lembrar que as peladas de fim de semana, regadas a cerveja, caipirinha, picanha e torresmo, tão comum em solo brasileiro, não passaram pelo crivo dos estudiosos. Assim, se você é sedentário, tem pressão alta e gosta de futebol apenas assistindo no sofá, a pesquisa, sem dúvida, é uma boa notícia, mas antes de sair por aí correndo atrás da bola, achando que o sal, a gordura e os aperitivos estão liberados, é bom falar com seu médico. A pesquisa faz parte de um grande estudo, financiado pelo departamento médico e de pesquisa da FIFA, pelo Ministério da Cultura da Dinamarca, entre outras entidades, para mostrar a relação do futebol com a saúde. Conduzidos pelos professores Peter Krustrup e Jens Bangsbo, do Departamento de Exercício e Ciências do Esporte, da Universidade de Copenhague, 50 pesquisadores de sete países estudaram os aspectos físicos, psicológicos e sociais do futebol. Neste mês, o Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports (Jornal Escandinavo de Medicina e Ciências nos Esportes), vai publicar uma edição especial chamada "Futebol para a Saúde", com 14 artigos científicos analisados no projeto.
CIENTISTAS CONSEGUEM SE COMUNICAR COM PACIENTE EM ESTADO VEGETATIVO Um grupo de cientistas europeus conseguiu estabelecer uma comunicação com um paciente em estado vegetativo, em que este respondia mentalmente "sim" ou "não" às perguntas dos estudiosos. A pesquisa publicada no New England Journal of Medicine nesta quarta-feira explica que o paciente está nessa condição vegetativa há sete anos, quando sofreu um acidente de trânsito. Os médicos das universidades de Cambridge, na Inglaterra, e de Liège, na Bélgica, pediram ao paciente belga que imaginasse atividades motoras, como jogar tênis, para responder "sim", e imagens espaciais, como ruas, para indicar "não".
"Você poderia perguntar se os pacientes sentem dor e então prescrever algum analgésico, e você poderia ir além e perguntar a eles sobre seu estado emocional", explicou. O uso dessa técnica pode levantar questões éticas, como por exemplo, se é correto desativar os aparelhos para deixar um paciente em estado vegetativo morrer, já que ele pode ter algum grau de consciência e até capacidade de manifestar vontade própria. CREATINA DEVERÁ SER COMERCIALIZADA COMO "ALIMENTO PARA ATLETAS" NO BRASIL Até o fim deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve anunciar a regulamentação de uma nova categoria de produtos, os "alimentos para atletas". A medida é fruto de uma consulta pública lançada em 2008 e recém-concluída. Uma das substâncias a integrar o novo rol será a creatina, aminoácido utilizado para potencializar a força e ganho muscular, cuja comercialização é proibida no Brasil. Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa, explica que quando a creatina foi submetida ao controle sanitário na década de 1990, não haviam estudos que garantissem sua segurança e eficácia. Hoje, eles existem, mas indicam que o suplemento, assim como outros do gênero, deve ser consumido apenas por quem vive de esporte. |