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GESTÃO DA SAÚDE SUPLEMENTAR

O segmento de saúde no Brasil está um longo período imerso em custos elevados e os gestores do setor buscam novas abordagens gerenciais para reverter este quadro que sufoca cada vez mais a saúde suplementar no país.

Diante deste cenário, executivos ligados ao mercado da saúde suplementar, médicos e representantes governamentais irão participar do evento de Gestão da Saúde Suplementar promovido pelo IQPC - International Quality & Productivity Center, que será realizado de 15 a 17 de abril, no Mercure Grand Hotel São Paulo Ibirapuera, em São Paulo.

No Workshop promovido pela Athon Group sob o tema: Diferentes pontos de vista sobre a Saúde Suplementar, os diretores da empresa mostrarão uma visão conceitual sobre a saúde suplementar no Brasil e, em seguida, promoverão um debate com os pontos de vista da autogestão, da medicina de grupo, da seguradora, do corretor de saúde, do RH da empresa e da indústria farmacêutica.

A atual situação dos planos de saúde exige novos modelos gerenciais que possibilitem um novo diferencial ao já existente no mercado. As operadoras têm que estar atenta às novas modalidades de assistência, já que a qualidade do sistema de gestão de uma empresa é um dos fatores determinantes para o seu sucesso.

O setor de planos e seguros de saúde do país segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar — ANS é composto por aproximadamente 1.998 operadoras de planos de saúde em atividade que atendem mais de 38 milhões de usuários no país. Somente no estado de São Paulo, conforme pesquisa de 2007, patrocinada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), são 896 operadoras de planos de saúde em atividade, atendendo a 15,2 milhões de usuários (40% do total do país), representando uma cobertura de 38% da população do estado e 55% da capital, movimentando, em 2004, R$ 15,2 bilhões, ou seja, quase a metade do que os planos de saúde movimentaram no país (R$ 31,4 bilhões).

Dr. Fernando Fernandes (foto), sócio-diretor da Athon Group afirma que a saída para o setor está no gerenciamento estratégico, ou seja, uma combinação de análise de mercado, investimento nas áreas de prevenção e qualidade de vida, criação de novos produtos (novos formatos de planos) e redução dos custos da rede credenciada de prestadores.

O futuro dos planos e seguros de saúde pode estar na mudança do modelo atual, que trata doenças e não os doentes. Investir em prevenção e qualidade de vida é uma forma de retardar o aparecimento de doenças e até eliminar o risco do surgimento da maioria delas. 

Dr. Ricardo Ramos, sócio diretor da Athon Group, ressalta que as doenças crônicas, associadas ao aumento da expectativa de vida, representam um dos fatores mais impactantes no aumento dos custos com saúde. Somente estes dois exemplos são suficientes para a mudança no modelo assistencial atual.

Mais informações com Tatiana Magalhães - tels 11 2167-5765 e 11 9468-4803

tatiana@athongroup.com.br / athongroup.com.br

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ATHON GROUP E DOENÇAS CRÔNICAS

Para analisar questões relativas a rápida ascensão das doenças crônicas não-transmissíveis que representa um grande desafio para o setor de saúde em relação ao desenvolvimento global, os diretores da Athon Group Health Solutions– empresa especialista em gerenciar custos e recursos em saúde, através de ferramentas de mapeamento de riscos e gerenciamento de condições crônicas – realizou seu 1º workshop do Gestão de Doenças Crônicas – Programas de Prevenção, Gerenciamento, Promoção à Saúde e qualidade de Vida, no dia 25 de Setembro no Hotel Blue Tree Towers Morumbi, em São Paulo, promovido pelo IQPC – International Quality & Productivity Center.

No workshop “Resultados práticos de custo e performance no Gerenciamento de Crônicos”, Dr. Fernando Fernandes e Dr. Ricardo Ramos, diretores da Athon Group, abordou temas como: uso do gerenciamento de crônicos como ferramenta de previsibilidade financeira para o plano de saúde, sugestão de um novo modelo de gestão para a saúde, remuneração por performance do prestador de gerenciamento de crônicos, gestão da informação em saúde (mapeamento epidemiológico do risco em saúde) e gestão do usuário crônico e com fatores de risco em saúde.

Na oportunidade, a Athon Group mostrou casos práticos de duas empresas que integram o programa de Gerenciamento de Condição Crônica da organização. Os convidados que apresentarão os resultados alcançados foram o Sr. Saulo Ribeiro Lacerda, Superintendente Executivo da Unimed Seguros e Sr. Kazunari Urahata, Presidente da ABAP (Associação Beneficente dos Aposentados da Petroquímica).

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) 45% dos recursos disponibilizados na saúde no mundo são voltados para o tratamento das condições crônicas não transmissíveis que incluem o diabetes, as insuficiências coronarianas, as insuficiências cardíacas, a hipertensão entre outras. A preocupação com estas doenças cresce a cada dia e na tentativa de alterar o comportamento dos pacientes de riscos surgem diversos programas de prevenção para modificar a vida destas pessoas, no entanto, é necessário escolher o tipo de prevenção correta para a carteira de beneficiários / usuários.

A expectativa da OMS para o ano de 2020 é que este consumo chegue a mais de 70% de toda a demanda global. Frente a estas condições e projeções, torna-se premente que ações de prevenção sejam obrigatórias tanto no âmbito público quanto privado. Esse panorama preocupa as empresas que atuam na área de saúde no país, principalmente porque o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) projeta um crescimento da população de 60 anos.

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O FINANCIAMENTO DA SAÚDE NO BRASIL

Por: Dr. Fernando Fernandes, Sócio-Diretor da Athon Group Health Solutions, Médico Cirurgião Geral, especialista em Homeopatia, Adminstração Hospitalar e Sistemas de Saúde, Fone: 11 2167.5778, e-mail: fernando@athongroup.com.br

O Brasil tem um modelo de saúde muito interessante, que visa ao atendimento global de toda a população em todos os níveis de atenção à saúde. Um sistema que prevê esferas de atuação que passa desde a prevenção primária à assistência médica da mais alta tecnologia. O modelo é perfeito e é gerido pelos recursos que a união arrecada com a tributação da população nas esferas municipais, estaduais e federais. Muitos países não conseguem ter um sistema de saúde universal como o nosso, e muitas pessoas ficam excluídas de atendimentos de saúde, tendo que custeá-los por conta própria, como é o caso dos Estados Unidos, por exemplo.

Esta situação Brasileira parece muito atraente e perfeita, mas o que vemos na prática é uma dificuldade de acesso à saúde muito grande. Os hospitais públicos, que deveriam dar uma assistência a qualquer um que necessitasse de sua ajuda, não tem recursos para manter equipamentos atualizados, não possui insumos suficientes para o atendimento adequado e conta com equipes indevidamente remuneradas.

Quantas pessoas em nosso país necessitam fazer um tratamento simples e não conseguem sequer marcar uma consulta para ter seu diagnóstico firmado. Filas e mais filas no sistema único de saúde para consultas, exames, procedimentos cirúrgicos etc.

Algumas alternativas existem através de hospitais filantrópicos como as Santas Casas, que também não conseguem absorver todo o contingente de pessoas que demandam por serviços de saúde. As pessoas que podem pagar por uma assistência privada, dita suplementar, optam por desembolsar grandes quantias de dinheiro para poder ter uma assistência médica digna. Hoje são apenas 43 milhões de brasileiros que têm este privilégio num universo dos mais de 190 milhões.

Esta medicina “suplementar” movimenta mais de 30 bilhões de reais anualmente no Brasil e apresenta realidades muito diferentes, também de região para região. O importante é que está população que opta por ter um plano de saúde privado está financiando o sistema de saúde duas vezes. Uma com sua contribuição previdenciária e outra com uma operadora de saúde privada. Mesmo estes recursos que são pagos ao país, por estas pessoas que não utilizam o sistema público de saúde são aproveitados para assistir aqueles que não podem pagar. Para onde vão estes investimentos da saúde? Nem comentamos sobre os recursos gerados pela CPMF, que deveria ser destinada à saúde.

Todos os dias, os meios de comunicação noticiam mortes em filas de prontosocorros, pessoas morrendo em casa por falta de assistência. Acredito que o Brasil tenha recursos para inverter esta situação, mas não há interesse em solucionar esta questão.

A saúde do país poderia ser melhor com muitas idéias que já foram discutidas em fóruns de saúde. As parcerias público-privadas seriam uma interessante saída. Serviços privados geririam os recursos públicos e prestariam assistência decente para o público em geral. Hospitais filantrópicos poderiam receber repasses maiores do governo para que tivessem mais condições de assistir as pessoas que lá chegam diariamente. A rede pública de assistência poderia ser encampada por operadoras e por redes hospitalares privadas com objetivos de dar uma assistência de qualidade a toda população.

Idéias são muitas, mas não vemos em nossos governantes a vontade política necessária para se inverter este cenário. Ao contrário, pensam em estatizar mais e mais instituições, pois realmente acreditam que oferecem serviço de qualidade e adequados.

O fato é que todos financiam este sistema que em sua essência é muito boa, mas que na prática não passa de um sistema sucateado que não consegue atender a todas as necessidades da população.

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A SINISTRALIDADE CRESCENTE NO SISTEMA DE SAÚDE

Por: Dr. Fernando Fernandes, Sócio-Diretor da Athon Group Health Solutions, Médico Cirurgião Geral, especialista em Homeopatia, Adminstração Hospitalar e Sistemas de Saúde, Fone: 11 2167.5778, e-mail: fernando@athongroup.com.br

Muito se fala, hoje em dia, sobre sinistralidade nos planos de saúde. Este termo bastante usado por gestores de saúde, nada mais é do que um indicador financeiro de utilização dos recursos de saúde.

A sinistralidade significa a relação entre sinistros realizados e prêmio, ou seja, os custos sobre as receitas de uma operadora. Podemos medir a sinistralidade de um indivíduo ou até mesmo de um grupo ou de toda a carteira de beneficiários de um determinado plano de saúde.

Sinistro (custos de assistência)

Sinistralidade = (medida em percentual %)

Prêmio (receitas da assistência)

Conhecendo o problema

Uma relação de sinistralidade aceitável e limite é da ordem de até 75%, ou seja, os custos representarem até 75% da receita adquirida. Esta medida apresentada acima permite ao plano de saúde custear suas despesas administrativas, comerciais e ter uma margem de lucro que viabilize o negócio de saúde.

O problema de algumas operadoras de planos de saúde é que a sinistralidade atinge níveis muito elevados, chegando a patamares de 85%, 90% e até mesmo sinistralidades acima de 100%. Neste ponto a operadora está pagando para manter uma carteira de saúde e não tem como custear suas operações administrativas e outros custos.

A sinistralidade elevada pode ocorrer basicamente por dois motivos: um sinistro muito elevado (custos em saúde elevado), ou prêmio baixo (receita abaixo do necessário).

Como sabemos, os custos em saúde vêm crescendo progressivamente por diversos motivos - incremento de novas tecnologias médicas, aumento uso de exames, envelhecimento da população etc. Estes custos elevados na assistência de saúde não tendem a reduzir nos próximos anos, pelo contrário aumentam cada vez mais. Isto impacta diretamente em nossa equação custos sobre as receitas.

Com a Lei 9.656 de 1998 da Agência Nacional de Saúde (ANS), os planos de saúde não podem reajustar suas receitas além de determinados índices aprovados pela ANS para planos individuais (planos pessoa física). Esta situação trouxe a uma limitação muito grande para as operadoras de planos de saúde.

Para os planos coletivos (planos empresariais) os reajuste podem ser feitos através de negociações entre a operadora de saúde e a empresa que compra o plano de saúde. Estes reajustes são feitos com base na utilização do plano ou pelo cálculo da sinistralidade da carteira em períodos anteriores. Cada vez que a sinistralidade atinge índices altos, se aplicam os reajustes proporcionais.

Como os reajustes de receita dos planos estão de certa forma limitados, a única saída para a resolução desta equação é baixar custos operacionais – custos da assistência à saúde.

Dados Importantes

Dos dados já analisados pela Athon Group de diversos planos de saúde de operadoras de planos e de empresas, o que encontramos é que em média de 3 a 5% dos usuários utilizam entre 40 a 45% dos recursos disponíveis em saúde.

A primeira alternativa que nos vem a mente é que devemos atuar principalmente nestes usuários que comprometem a relação de sinistralidade de um plano para poder sanear o plano como um todo.

Quando tentamos entender o que leva a esta distorção, encontramos muitos usuários que não sabem utilizar os planos de saúde, pois eles tem em mãos um “cheque em branco” para usar como bem entender, e muitas pessoas não entendem como usar.

Esta facilidade de acesso aos recursos de saúde (médicos, laboratórios, hospitais, clínicas etc.) dificulta o controle da utilização, que em muitas vezes é feita de forma errônea, por falta de conhecimento do paciente.

Encontramos também aqueles usuários realmente doentes e que necessitam de tratamento, mas que também não seguem um determinado médico apenas e vão a diversos médicos e fazem repetidos exames diagnósticos e procedimentos sem uma orientação única, e pior não resolvendo seu problema de saúde.

O importante é que algo deve ser feito, pois os sinistros estão aumentando e a receita está de certa forma limitada. Limitar o acesso aos recursos vai trazer apenas transtornos judiciais e desgastes de imagem do plano de saúde. Não acreditamos que estas sejam as soluções.

O certo é que uma empresa definitivamente não é igual à outra, como também os planos de saúde não são iguais. As soluções também são diferentes. Acreditamos que ter os usuários mais satisfeitos com programas que ofereçam uma melhor qualidade de saúde e educados sobra a utilização do plano sejam alternativas mais inteligentes.

Resolvendo o Problema

É certo que para tratar um problema, temos que fazer o diagnóstico da questão para posteriormente agir. Para fazer este diagnóstico, podem ser usadas várias ferramentas, que citamos em alguns artigos já escritos anteriormente: Análise clínica de sinistros, mapeamento de riscos em saúde etc.; mas o importante mesmo é definir ações que resolvam o problema.

Nas carteiras em que temos custos abusivos e desordenados podemos agir com ações educativas e de prevenção para a população de usuários, bem como de ações assistenciais que alterem hábitos e melhorem a qualidade de saúde destas pessoas

Em algumas carteiras encontramos um problema mais sério, pois quando analisamos a utilização dos beneficiários do plano não encontramos abusos, nem uso desordenado e sim um preço muito baixo, ou seja, receitas aquém do necessário para manter o plano.

Nesta eventualidade devemos trabalhar com outras soluções. Estas passam de uma revisão atuarial do plano, desenho de produtos e até mesmo elaboração de relatórios para a ANS e tentar rediscutir o futuro do plano de saúde.

O que notamos, em última análise é que muita coisa pode e deve ser feita. O que não se pode fazer é esperar atônito achando que as coisas melhorarão sozinhas. Da mesma forma que existem carteiras de saúde com altas sinistralidades encontramos também carteiras saneadas com sinistralidades de 60%, 65% e que buscam alternativas que tragam mais qualidade de saúde e de vida a seus beneficiários.

São empresas e gestores preocupados com o futuro e que não querem chegar, nem de perto a terem problemas de alta sinistralidade. A medicina, que se encontra em franca evolução, sempre trará novas tecnologias e recursos que poderão trazer novos custos, mas também muitas inovações para a humanidade com objetivos de melhorar a vida das pessoas. Precisamos usar a evolução a nosso favor!

Conclusão 

A sinistralidade é um excelente indicador de como se comporta uma carteira de saúde e como todo bom gestor deve ter o controle destes indicadores sempre bem de perto e agindo rapidamente em momentos que eles apontam distorções.

Existem muitas soluções inovadoras para problemas conhecidos, a primeira delas é sair da inércia e motivar-se a resolver os entraves diários que vivemos em nossas instituições.

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PADRÃO DE DOENÇAS NAS EMPRESAS


Por: Dr. Fernando Fernandes, Sócio-Diretor da Athon Group Health Solutions, Médico Cirurgião Geral, especialista em Homeopatia, Adminstração Hospitalar e Sistemas de Saúde, Fone: 11 2167.5778, e-mail: fernando@athongroup.com.br

A análise de dados referentes à utilização dos planos de saúde (exames e consultas, gastos, etc.) é uma importante ferramenta para detectar quais são os problemas que uma determinada população apresenta.

Da mesma forma que um médico examina o paciente, o consultor em saúde analisa os dados para saber o que está acontecendo e quais são as medidas que devem ser tomadas para melhorar o problema.

Conhecendo o problema

A Athon Group já analisou dados de mais de 350 mil vidas. A quantidade de vidas, na linguagem da gestão de saúde, significa o número de pessoas que possuem planos de saúde.

Nossa experiência com estas vidas já analisadas, pertencentes a diferentes empresas e planos de saúde, nos permite tirar algumas reflexões no que tange à relação entre a empresa e o padrão de doenças apresentadas por seus funcionários. Constata-se que os padrões de saúde e doença estão intimamente relacionados ao tipo de empresa.

Não significa necessariamente que as empresas estejam “adoecendo” as pessoas. Não se trata também de repetirmos aqui aquela velha relação de doenças profissionais clássicas do tipo: indústria de amianto tem trabalhadores com asbestose pulmonar, trabalhadores de aeroportos com problemas auditivos pelo ruído etc.

Na verdade, esta relação entre doença e tipo de empresa pode estar relacionada a diversos fatores, como por exemplo:

•  nível sócio-econômico : dependendo do ramo de atividade, os empregados podem ter maiores salários (ex: empresas de biotecnologia, informática etc.)

•  nível educacional : determinadas atividades estão ligadas a menor grau de estudo, como limpadoras, empresas de segurança, coletadoras de lixo etc.

•  exposição ocupacional a agentes de risco : sem a devida proteção, a pessoa poderá apresentar problemas durante a atividade profissional devido a exposição a produtos químicos (ex. mercúrio, benzeno), raios X (ex. pessoas que trabalham em hospitais e clínicas radiológicas), radiação solar (ex. pessoas que trabalham ao ar livre com pele desprotegida)

•  turnos de trabalho : pessoas que trabalham em horário noturno, por exemplo, possuem alterações de seus ciclos hormonais (hormônios sexuais, cortisol, tireoideanos), tem mais dificuldade com os relacionamentos amorosos e apresentam tendência a depressão e outros problemas.

•  ambiente econômico : empresas exportadoras podem apresentar flutuações no número de funcionários em função da cotação do dólar. Em momentos de grande flutuabilidade, há risco de desemprego, o qual está relacionado a depressão, maior uso de álcool e fumo.

•  clima da empresa : empresas que estimulam demasiadamente a competitividade de seus funcionários podem ter maior incidência de doenças relacionadas ao stress, como a depressão, diabetes, hipertensão, obesidade, síndrome de burn-out (exaustão pelo trabalho) etc.

•  rotatividade de funcionários : empresas onde funcionários tendem a fazer carreira, trabalhando durante muitos anos na mesma atividade, costumam ter reações mentais e físicas graves após a aposentadoria.

•  Idade dos empregados : há empresas que caracteristicamente empregam jovens (ex. call center) enquanto outras acabam atraindo uma população tipicamente feminina (ex. cosméticos) ou masculina (ex. metalúrgicas) e portanto terão padrões de adoecimento bastante diferentes da população geral.

Poderíamos continuar esta lista indefinidamente, mas o ponto mais importante que temos que fixar é o seguinte: para programar a assistência de saúde de uma determinada empresa ou plano de saúde, é necessário conhecer com que tipo de problema estamos lidando.

Uma empresa definitivamente não é igual à outra. Não é porque uma determinada ação de saúde deu certo num lugar, que vai dar certo em outro, pois a realidade e o contexto são fundamentais ao sucesso destas empreitadas. Assim, um diagnóstico individualizado é importante.

Como diagnosticar?

Para fazer este diagnóstico, podem ser usadas várias ferramentas, tais como:

•  Análise de sinistro : é a análise estatística e clínica dos dados de utilização dos recursos de saúde de uma população: consumo de exames e consultas, internações etc. Costuma ser usada em grandes populações ou quando o acesso individual é difícil.

•  Mapeamento de risco : é a análise de cada integrante de uma determinada população. São aplicados questionários de saúde, exames laboratoriais (colesterol, nível de glicose no sangue, etc.), aferição de peso, altura e outras medidas. Este conjunto de dados permitirá uma análise bastante detalhada de quais riscos este grupo de pessoas corre. Costuma ser usada em pequenas e médias populações, onde o acesso a cada pessoa é mais fácil.

•  Assistência farmacêutica ou benefício-farmácia : dados do consumo de medicamentos obtidos através destes programas podem ser um bom indicador de saúde e doença.

•  Medicina ocupacional : consultas rotineiras da empresa (exame ademissional, demissional, periódico etc.) podem fornecer dados valiosos.

Há empresas especializadas que podem ajudar os empresários no planejamento da assistência à saúde de seus funcionários, evitando desperdício de tempo e dinheiro e proporcionando melhoria da qualidade de vida dos funcionários.

Por que diagnosticar?

O diagnóstico possibilita o planejamento de estratégias de prevenção de doenças, o que permitirá, por exemplo, a redução dos custos com o plano de saúde.

Como você sabe, os custos elevados com planos de saúde têm sido uma grande preocupação das empresas: O plano de saúde é um benefício importante para atrair e reter talentos, mas ao mesmo tempo pode tornar-se uma ameaça à sua saúde financeira (vide o que ocorreu na General Motors norte-americana).

Assim, boas idéias para reduzir custos são sempre bem-vindas, especialmente se elas não envolvem nenhum tipo de restrição para o funcionário. Prevenindo, você estará melhorando a saúde da pessoa. Ao invés de proibir exames e controlar consultas e internações, você fará isto da melhor maneira possível: evitando que a pessoa adoeça e deixando-a com uma boa saúde.

Resultados

Em nossa experiência, verificamos que, de uma forma geral, alguns dos principais problemas enfrentados são:

•  excesso de peso (29% com sobrepeso e 12% já com obesidade)

•  stress (57%)

•  tabagismo (11%)

•  falta de exames preventivos básicos como a mamografia e Papanicolaou (em mais de 50% da população feminina)

•  asma (19%)

•  cefaléia (dores de cabeça de várias origens – 34%)

•  colesterol elevado (7%)

•  hipertensão (3%)

Verificou-se também que falta orientação para um bom planejamento familiar, pois 21% das mulheres com vida sexual ativa não usavam nenhum tipo de método contraceptivo. A gravidez indesejada, especialmente em adolescentes, pode ser um problema para algumas empresas, especialmente as de call center onde os partos representam parte significante do gasto com planos de saúde. A obesidade é responsável, por exemplo, por 6% de todo o gasto de saúde norte-americano (dados da década de 1990).

A obesidade está relacionada, entre outros fatores, ao sedentarismo. Atividades profissionais que não requeiram atividade física (trabalho em escritórios, caixas de bancos etc.) predispõem o indivíduo ao ganho de peso. Sedentarismo também predispõe ao aparecimento de diversos tipos de câncer.

Sabe-se que o aparecimento do diabetes é mais freqüente em pessoas com excesso de peso, atingindo cerca de 14%. O mais preocupante é que a maior parte deles desconhece o diagnóstico. A hipertensão arterial também é um problema, atingindo até 60% dos obesos, muitas vezes sem que eles tenham conhecimento.

O excesso de colesterol, independente da idade e do peso, deve ser corrigido pois desencadeia no futuro problemas como o infarto do miocárdio e derrames cerebrais. Como você pode verificar, a maior parte dos problemas apresentados podem facilmente ser corrigidos. Basta ter ciência de que eles existem e agir adequadamente.

Outros Exemplos

Algumas empresas com alta incidência de funcionário dependentes químicos (usuários de drogas e álcool) tem desenvolvido programas especialmente voltados para a recuperação destas pessoas. Existem diversas empresas que possuem este risco aumentado.

Na área de saneamento, especialmente os funcionários que trabalham com esgotos apresentam esta predisposição, seja por conta do baixo salário do trabalhador braçal (fator sócio-econômico) quanto pela atividade que é desgastante (odores desagradáveis, umidade...) . A Sabesp desenvolve há diversos anos um programa especial que já reabilitou centenas de pessoas.

Na área de aviação, onde o problema também acontece, a Embraer desenvolve um trabalho semelhante desde 1984. Recentemente verificou-se risco elevado de doenças transmissíveis, depressão e alcoolismo em trabalhadores dos cemitérios municipais em São Paulo, causados tanto pela atividade peculiar que desenvolvem, em especial quando participam de exumações, quanto por dejetos deixados por usuários de drogas que usam o cemitério como refúgio.

Recentemente divulgada na revista Exame, pesquisa do hospital Albert Einstein comprovou que quanto maior a hierarquia, maior a incidência de doenças relacionadas ao stress (diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares, etc.).

A Fundação Rubem Berta, apresentando índices de absenteísmo elevados devido a quadros gripais, desencadeou uma campanha da vacinação que reduziu as ausências e melhorou a produtividade. A Unicamp e diversas outras empresas já tem programas de pré-aposentadoria em andamento, visando minimizar o impacto do desligamento da empresa, ensinando o aposentado a equilibrar-se nesta nova fase de sua vida.

Conclusão

Diversas empresas já tomaram ciência dos principais problemas de saúde que possuem e estão agindo. Os funcionários são os principais beneficiados. As empresas também ganham.

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O BENEFÍCIO SAÚDE COMO UM DIFERENCIAL


Por: Dr. Fernando Fernandes, Sócio-Diretor da Athon Group Health Solutions, Médico Cirurgião Geral, especialista em Homeopatia, Adminstração Hospitalar e Sistemas de Saúde, Fone: 11 2167.5778, e-mail: fernando@athongroup.com.br

A saúde é um item importante para os trabalhadores e se torna cada vez mais um benefício procurado pelos colaboradores que procuram um bom emprego.

Como a saúde é um custo caro de vida e depender do sistema público de assistência à saúde é difícil, as pessoas buscam este benefício em seus novos empregos quase como uma obrigatoriedade.

Quando analisamos este dado nas “melhores empresas para você trabalhar” da Revista Exame, podemos confirmar que se trata de um benefício que agrega valor no trabalho desejado.

Mais do que somente um plano de saúde oferecido pela empresa, notamos também a necessidade que este plano tem de oferecer algo voltado para integridade física, psíquica e social do indivíduo.

Os funcionários percebem o que a empresa pode fazer por ele quando vê atitudes reais como simplesmente se preocupar com sua saúde e sua família.

São estas algumas das características que encantam e fazem uma pessoa procurar uma vaga de trabalho. Sabemos que existe uma dificuldade real de se arrumar um emprego em nosso país, mas sabemos também o quão difícil é contratar um profissional qualificado que possa ajudar a empresa a crescer.

A empresa por sua vez pensa muito antes de contratar um plano de saúde para seus funcionários. A escolha passa pelo que é oferecido, sua área de abrangência e se existe algum serviço agregado de prevenção e por fim e com um peso relevante: o preço.

Sabemos que a saúde não tem preço, mas o custo da manutenção de um plano de saúde pode impactar muito na própria manutenção do benefício saúde aos funcionários. Hoje, os planos de saúde representam em média de 6 a 8% dos custos de uma empresa.

Isto acontece porque os custos em saúde vem crescendo de uma forma quase incontrolável. Muitos fatores são responsáveis por este aumento nos custos um saúde (Incremento de novas tecnologias, surgimento de tratamentos novos e de alto custo, envelhecimento da população etc.), mas um deles pode ser evitável e depende dos próprios usuários da assistência médica – a utilização desordenada dos recursos de saúde.

Diagnósticos Precoces (Prevenção Secundária)

Algumas pessoas acreditam que estar saudável é passar dez vezes no médico por ano, realizar exames caros repetidamente e fazer check-up a cada três meses. É justamente por este tipo de comportamento que os custos em saúde não param de crescer e não agregam nada em termos de melhoria de qualidade de saúde.

Estas pessoas não percebem que estão onerando o plano de saúde para ela e para todos os outros beneficiários e acima de tudo não fazendo uma prevenção de sua saúde de forma adequada.

Parece um contra-senso dizer que não ir ao médico e fazer exames em excesso não é uma boa prevenção, mas justamente isto que não deve ser feito. Uma boa prevenção é realizada quando procuramos um mesmo médico para seguir nossa evolução clínica, e através deste “médico orientador” realizar todas as condutas necessárias.

É importante dizer também que nem todos os check-ups são iguais, e podem variar muito de pessoa para pessoa, de acordo com o sexo, idade, região em que vive etc. O check-up realizado por uma mulher de 30 anos é completamente diferente de uma mulher de 75 anos.

Quando realizamos testes para tentar diagnosticar algo que não sabemos, mas que pode estar ocorrendo com um paciente, estamos fazendo prevenção secundária.

Não podemos identificar todo tipo de doença que um indivíduo pode ter, mas podemos tentar detectar as doenças mais freqüentes na população naquela faixa etária, sexo etc.

Muitos hospitais e laboratórios estão investindo neste segmento da saúde, a prevenção secundária. No futuro estes exames serão praticados de rotina por muitas pessoas e poderemos evitar doenças graves ou curá-las no início de sua implantação.

O importante é lembrar que prevenir também tem custo e que deve ser feito de forma racionalizada e bem feita. A orientação ao usuário, de como utilizar o plano de saúde faz parte da prevenção e da racionalização de custos em saúde.

Valor Agregado

As empresas e seus responsáveis de Recursos Humanos têm trabalhado, cada vez mais, na busca de empresas e ferramentas, que ofereçam a um bom custo-benefício programas de prevenção para seus funcionários.

A regra é bem básica, quando o funcionário se sente valorizado, se empenha muito mais no trabalho, diminui o absenteísmo e atende melhor os clientes da empresa em que trabalha. Muitas empresas modernas sabem que devem fazer algo a mais pelos seus funcionários. A solução desta equação é: realizar uma ação de saúde que atinja um maior número de pessoas a um custo razoável.

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O QUE ESPERAR DA SAÚDE APÓS AS ELEIÇÕES?

Por: Dr. Fernando Fernandes, Sócio-Diretor da Athon Group Health Solutions, Médico Cirurgião Geral, especialista em Homeopatia, Adminstração Hospitalar e Sistemas de Saúde, Fone: 11 2167.5778, e-mail: fernando@athongroup.com.br

Como acontece em todo ano eleitoral, no segundo semestre poucas coisas acontecem de grande importância. Tudo fica em suspenso, num prolongado compasso de espera até que o voto defina os comandantes do país para o próximo período.

Os brasileiros que não dispõe de TV a cabo passam a ter sua programação habitual interrompida pelo horário eleitoral. Além do suplício da propaganda política, este jogo eleitoral acaba invadindo também os nossos jornais, revistas além de emporcalhar muros, postes e qualquer espaço em branco disponível na cidade. No meio desta luta dos políticos por um mandato, está o eleitor. Este agito eleitoral assedia um eleitor que hoje em dia está descrente, vendo seu país atolado na corrupção e tendo que pagar impostos cada dia mais pesados.

Por mais cansados que estejamos, só nós temos a capacidade de transformar a situação atual. Assim, proponho a todos que cada um faça a sua parte muito bem feita. Para isso é necessário conhecer o seu candidato. Há diversos sites na internet onde você pode pesquisar, como o da ONG Transparência Brasil (http://perfil.transparencia.org.br). Precisamos evitar as sanguessugas, os vampiros e outros tantos desvios de comportamentos neste setor já tão castigado.

ATENÇÃO AOS SEGUINTES PONTOS

Você pode contribuir:

•  Repudiando os envolvidos em esquemas de corrupção

•  Evitando aqueles que não compareceram nas assembléias legislativas

•  Prestigiando os que fizeram coisas concretas para a melhoria da saúde pública e privada

•  Preferindo pessoas que estão preocupadas com o repasse de verbas para a saúde de forma adequada;

•  Tentando escolher os candidatos preocupados com o sistema de cooperativismo na saúde, questão importante para o nosso setor;

•  Votando em candidatos envolvidos com projetos que visem uma melhor qualidade de saúde;

•  Votando em candidatos envolvidos em uma desoneração tributária para o setor saúde que diminua o ônus para quem quer trabalhar direito;

Fazendo a sua parte, talvez no ano que vem a gente não esteja mergulhado na crise que há tantos anos assola o setor em que trabalhamos. Ou talvez possamos encontrar uma luz no fim do túnel para ela. O povo que vota mal, terá maus governantes. A maior parte dos brasileiros não vota de maneira consciente, portanto talvez mereça os governantes que possui.

Não temos a intenção de fazer campanha para ninguém, mas de gerar uma reflexão sobre o nosso setor, saúde. Enquanto profissionais de saúde, batalhamos dia a dia para a melhoria da qualidade de vida e bem estar de nossos pacientes. Neste ano, não só os seus atos profissionais serão importantes. Seja cidadão e faça com que o seu voto também salve vidas, escolhendo aqueles que tem real capacidade de fazer uma saúde melhor.

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SUA EMPRESA ESTÁ SAUDÁVEL?

Conheça os principais pontos para melhorar
a gestão da companhia

Por: Dr. Fernando Fernandes, Sócio-Diretor da Athon Group Health Solutions, Médico Cirurgião Geral, especialista em Homeopatia, Adminstração Hospitalar e Sistemas de Saúde, Fone: 11 2167.5778, e-mail: fernando@athongroup.com.br

Atualmente, qual é o maior desejo de qualquer gestor de saúde? Com certeza, trabalhar de forma saudável sem precisar apagar vários incêndios e sobreviver com um budget, cada vez menor, para operacionalizar a assistência dos seus beneficiários.

Parece um aspecto inatingível, mas com muita disciplina e organização o sucesso é alcançado. E o trabalhar tornar-se mais prazeroso- tirar é desnecessário. 

As organizações de saúde vivem momentos de grandes desafios, escassez de recursos e poucas pessoas querem pagar por eles para que se mantenha o sistema. A saída para isto é simples: organização.

Algumas empresas acreditam que a solução é reformular seus produtos, ampliar sua área comercial, negociar melhor e vender mais. Entretanto, a evolução de uma empresa, às vezes, encontra “falhas” na estrutura operacional ou nas operações internas.

MEDIDAS PARA TRANSFORMAÇÃO DAS EMPRESAS

Atuar com foco para vencer a cultura organizacional doente, pré-existente na maioria das instituições como os entraves políticos, administrativos e pessoais, deve ser a primeira medida a se tomar.

Os gestores de saúde que conseguirem perceber a necessidade desta mudança terão oportunidades para crescimento dentro e fora do cenário corporativo . 

Por meio de uma gestão transparente é possível impedir que colaboradores não alinhados com os objetivos da empresa e individualistas cresçam nas organizações, evitando desta forma as famosas “panelinhas” corporativas e interesses pessoais interferindo nas ações da empresa.

Nenhuma estrutura sobrevive com pontos de estrangulamento, nos quais alguns fazem funções de muitos e por onde os processos param por falta de uma decisão superior. O poder decisório precisa ser descentralizado e imbuído de responsabilidades sobre a tomada de decisão.

Após revisão da estrutura organizacional. passa-se para o desenho de processos da organização. Muitas empresas de saúde não têm um fluxo de trabalho organizado e sistematizado. Seus processos estão nas “cabeças” das pessoas que os executam; uma vez que elas saem da organização, levam consigo parte da empresa e seu conhecimento – o seu maior bem imponderável. 

A sistematização é alvo de muitos consultores empresariais, o que fizeram com que surgissem muitos modelos conhecidos como, por exemplo, ISO, Joint Comission, PNQ, PNGS, Acreditações etc. Por meio destes modelos é possível obter melhorias nos processos e caminhar na busca de melhores resultados e serviços padronizados. 

Resolvidos os dois questionamentos acima, que são problemas freqüentes nas organizações e de difícil equalização, a empresa deve se preocupar com o clima organizacional da instituição, pois o modelo de negócio depende das pessoas que nelas trabalham.

O clima organizacional define a relação entre as pessoas na empresa, mostra os sintomas dos problemas existentes e pode servir também como um bom termômetro de como a organização caminha. Com a melhoria do ambiente de trabalho da instituição, todo o resto flui bem e pode-se começar a colher os frutos de tanto trabalho desempenhado até o momento.

Não menos importante, mas num passo seguinte, devemos definir qual o planejamento a ser escolhido e segui-lo é fundamental para que a empresa tenha um único foco – o de crescimento. Este planejamento deve ser realizado com a participação e envolvimento de todos (funcionários, gestores, diretores entre outros) obtendo assim um melhor resultado.

A sustentação financeira, item importante na estruturação da empresa deve estar pautada em bases sólidas. Após definidas estas bases, aconselha-se a revisão do modelo de financiamento com ferramentas de gestão e de controladoria de custos. Eles mostram aos seus gestores os indicadores de ações - assim, elas podem ser tomadas a qualquer novo cenário.

Estes passos organizam qualquer instituição, e não é diferente em outros segmentos da economia. Mas tudo deve respeitar a um planejamento estratégico de acordo com a missão e visão da organização.

SUSTENTABILIDADE DA SITUAÇÃO

Todos os passos futuros são pautados em indicadores de gestão para que a organização faça esta mudança: de uma empresa que toma decisões por meio de impressões (feeling) e adote medidas com base em dados objetivos.

Conheci empresas de saúde (hospitais, operadoras de saúde, laboratórios etc.) que não conseguiam sair do lugar de onde se encontravam porque não se organizavam adequadamente. Da mesma forma, enquanto outras fizeram sua lição de casa e hoje colhem os frutos desta mudança.

A saúde de uma empresa encontra-se num ponto sutil de encarar o negócio como um empreendimento sério e profissional, e não como uma empresa familiar que outrora funcionou, por força de alguns indivíduos, mas que não perdurará neste modelo por muito tempo.

A profissionalização na área da saúde é inevitável. Ela será o marco divisório das organizações que optarem por seguir este caminho em detrimento daquelas que mantiveram seus modelos caseiros de funcionamento.

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A PREVENÇÃO DEVE FAZER PARTE DO NOSSO DIA - A - DIA

Por: Dr. Fernando Fernandes, Sócio-Diretor da Athon Group Health Solutions, Médico Cirurgião Geral, especialista em Homeopatia, Adminstração Hospitalar e Sistemas de Saúde, Fone: 11 2167.5778, e-mail: fernando@athongroup.com.br

Nos dias de hoje, a mídia fala muito em prevenção, mas são pouco explorados os conceitos e os diversos tipos de serviços existentes, assim como os resultados práticos deste trabalho. Estar saudável é manter-se ausente de qualquer doença, e também estar em equilíbrio com o meio no qual se vive socialmente e psicologicamente.

O conceito de prevenção primária é evitar que indivíduos saudáveis se tornem doentes, promovendo educação e condições que melhorem a qualidade de saúde na vida das pessoas. Um bom exemplo de prevenção primária que podemos citar são as campanhas de vacinação realizadas pelo Ministério da Saúde, com objetivo de evitar o surgimento de doenças infecto-contagiosas que possam desenvolver uma epidemia na população em geral.

A promoção de saúde deveria ser uma ação de cada indivíduo no seu dia-a-dia, e não somente uma ação do governo para a população, das empresas para seus funcionários, e das operadoras de saúde para os seus beneficiários. Deveria, sim, ser uma iniciativa individual, irradiando esta melhoria para as demais pessoas de seu convívio.

Tudo começa com seus hábitos de vida, as atividades físicas, os bons relacionamentos, as realizações no âmbito social, religioso, profissional etc. Passa também por uma boa alimentação balanceada e variada de nutrientes, completando-se com a realização de tarefas agradáveis e contatos com pessoas do seu convívio diário.

Educar o indivíduo a praticar estas atividades é promover prevenção primária. Mostrar para as pessoas os riscos a que estão expostas fazendo ou não determinadas atividades contribui também para uma melhor qualidade de saúde. A partir do momento em que a pessoa suspeita que esteja doente ou busca algum tipo de check-up para ter esta certeza, já estamos falando de uma prevenção secundária, ou seja, fazer um diagnóstico precocemente com objetivo de evitar que a doença se instale, progrida ou mesmo se torne crônica.

O ser humano tem a necessidade de saber se está saudável e se está agindo adequadamente com seu corpo, a mente e os relacionamentos, sejam eles profissionais ou pessoais. Muitos procuram serviços médicos, achando-se estar doentes fisicamente quando, no entanto, a doença que os aflige são as psicológicas ou até mesmo socialmente.

De qualquer forma, a procura de uma doença em seu início também é uma questão de saúde e deve ser praticada com orientação de profissionais. A partir do momento que o indivíduo adoece, adquire uma doença que merece tratamento prolongado e até mesmo indeterminado, nos deparamos com as doenças crônicas. Elas devem ser acompanhadas e tratadas a fim de não apresentar uma piora do quadro e desenvolver complicações advindas disto.

Este acompanhamento do paciente crônico, que deve fazer tratamento continuado de sua doença, seja ele medicamentoso, dietético ou até mesmo com atividades físicas, chamamos de prevenção terciária. A prevenção terciária é uma real alternativa para a sobrevivência dos planos de saúde nos dias de hoje. Ela proporciona certa estabilidade no quadro clínico dos seus beneficiários, fazendo com que não utilizem os recursos de saúde disponíveis de forma inadequada, gerando custos desnecessários e piora clínica dos pacientes. 

A PREVENÇÃO É UMA CIÊNCIA ANTIGA, MUITO ÚTIL ATUALMENTE

As políticas de prevenção têm objetivos muito bem definidos e devem ser praticados para públicos selecionados e medidos seus resultados a curto, médio e longo prazo. Somente assim estas políticas ganharão muito mais credibilidade no público em geral e para quem as custeiam.

O objetivo principal da prevenção primária é educar e evitar que o indivíduo fique doente a longo prazo. Seus resultados podem ser medidos através de estudos prospectivos de longo prazo, que mostram os impactos das políticas educativas no postergamento do surgimento de doenças e na melhoria da qualidade de saúde. Financeiramente é difícil medir seu retorno, exceto projetar custos futuros que não existirão.

No caso da prevenção secundária, o objetivo é evitar que indivíduos doentes descubram o quanto antes sua condição clínica e possam, assim, tratar o mais precocemente a doença e evitar suas complicações. Muitas pessoas hoje descobrem que estão doentes num primeiro episódio da doença, em algum pronto-socorro e quando isto ocorre, na maioria das vezes, já está tarde para manter a doença tão bem controlada.

Seus resultados podem ser medidos através do próprio resultado dos diagnósticos. Qual a percentagem de diabéticos, hipertensos e cardiopatas que foram encontrados e que não tinham nenhuma noção de sua doença? O quanto podemos evitar de complicações e de custos com esta ação, se tratarmos adequadamente estes indivíduos? Os resultados podem ser medidos através de estudos prospectivos com grupos controles através do método de Coorte e, com isto, mostrar um bom custo-benefício de se investir nesta população.

Quando tratamos de indivíduos doentes já diagnosticados como crônicos, podemos reduzir muito suas co-morbidades e seus custos inerentes numa proporção de 30 a 40%, dependendo do grau de adesão do indivíduo a seus tratamentos, sem falar das vantagens clínicas e de melhoria de qualidade de saúde e de vida destas pessoas.

A resposta destas ações de prevenção terciária podem ser medidas também com estudos comparativos de gastos anteriores ao início da prevenção, com períodos semelhantes apos a aplicação da mesma. O ideal é também realizar estudos prospectivos comparando os custos de indivíduos que aderiram a políticas preventivas aos que não aderiram em períodos semelhantes, e com condições de doenças semelhantes estatisticamente.

Podemos assim concluir que existe uma consciência global de que devemos prevenir, mas o fundamental é saber como executar esta prevenção, atingindo objetivos e criando indicadores que meçam os resultados obtidos com tais políticas. Prevenção é uma ciência antiga, que vem tomando uma nova roupagem e adquirindo métodos diferenciados, tornando-se uma prática moderna e indispensável para o sistema de saúde mundial.

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TRANSFORMANDO INFORMAÇÃO EM CONHECIMENTO

Por: Dr. Fernando Fernandes, Sócio-Diretor da Athon Group Health Solutions, Médico Cirurgião Geral, especialista em Homeopatia, Adminstração Hospitalar e Sistemas de Saúde, Fone: 11 2167.5778, e-mail: fernando@athongroup.com.br

A gestão de qualquer área inicia-se através da busca de informações sobre o tema que se quer fazer gestão. Estas informações, na maioria das vezes encontram-se muito perto de nós, as vezes camuflada, mas sempre com muitos indícios do que deve ser feito.

A maioria dos gestores de saúde trabalham sobre banco de dados contendo inúmeras informações importantes, mas não as utilizam de forma adequada gerando informações inteligentes e que possam ajudar na administração dos seus problemas.

Conhecer é o primeiro passo de qualquer trabalho de gestão. Saber sobre o que estamos falando, sobre o que estamos tratando, quais os fatores críticos de sucesso ou de fracasso. Sem este conhecimento inicial não conseguimos seguir em frente em elaborações de premissas e de hipóteses sobre o problema.

Algumas informações são extremamente importantes para os gestores de saúde: Qual o tamanho da população que estamos querendo agir, quais as características desta população, como se comporta a população em termos de utilização dos recursos disponíveis de seu plano de saúde e se existem indivíduos que ainda não utilizam o plano, mas que estão prestes a utilizar e de forma desordenada e prejudicial às finanças do plano.

São informações básicas que qualquer gestor deveria ter em mãos antes de se tomar qualquer atitude. Muitas ações podem derivar destas poucas informações. Desde uma simples educação da população de como utilizar o plano de saúde até mesmo manobras de renovação da população assistida pelo plano de saúde.

Muitas ferramentas são utilizadas para administrar melhor as informações de saúde. Analisar sinistros passados de saúde, mapear riscos futuros de saúde, explorar grandes gastadores e grandes utilizadores, bem como prospectar estatisticamente padrões epidemiológicos podem ser o caminho a ser percorrido pelos gestores.

O conhecimento gerado com estas ferramentas possibilita ao gestor tomar decisões certeiras e definitivas de acordo com a longevidade de sua ação. Podem ser planejadas ações de curto prazo para um rápido retorno financeiro até ações de longo prazo com um retorno de qualidade mais rápido e financeiro posterior.

A análise de banco de dados de saúde é uma manobra relativamente nova na área da saúde. Em setores como o financeiro e o de seguros em geral esta prática é realizada há muito tempo e com resultados bem programados.

As necessidades de cada plano de saúde variam muito, como variam em muito as soluções que podem ser aplicadas. Não devemos pensar cartesianamente somente, mas de forma completamente sistêmica para resolver problemas de saúde. Muitas vezes os problemas não são lineares e sim em rede, dependem de muitas pessoas, de muitos sistemas e de variáveis diversas.

A saúde suplementar se beneficiará, em muito, caso queira realmente conhecer os problemas que a aflige. Este é o passo inicial que a Athon Group sugere antes de qualquer outra manobra por parte de qualquer operadora de saúde para começar a resolver problemas de gestão de custos em saúde.

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GESTÃO EM SAÚDE

Por: Dr. Fernando Fernandes, Sócio-Diretor da Athon Group Health Solutions, Médico Cirurgião Geral, especialista em Homeopatia, Adminstração Hospitalar e Sistemas de Saúde. E-mail: fernando@athongroup.com.br

O setor suplementar de saúde no país vive um momento decisivo, o da sua própria existência. São novas leis mudando constantemente as regras do jogo, são novas tecnologias sendo incorporadas diariamente, a justiça interferindo nas decisões médicas e técnicas, são os pacientes exigindo exames diagnósticos e tratamentos somente porque leram em alguma revista alguma solução miraculosa para seu problema, os custos que não param de crescer, na mesma proporção que aumenta a média de idade do brasileiro.

A situação exige muita reflexão, inteligência, as vezes sangue frio e o mais importante, uma tomada de atitudes. Ficar olhando, apenas para as situações que se desenrolam no dia-a-dia não vai fazer as coisas melhorarem e muito menos desaparecerem.

Algumas empresas estão enfrentando esta situação de frente, outras fingem não estar acontecendo nada e existem aquelas que não vão agir e serão atropeladas pelo futuro.

A proposta é, mesmo que com toda a atribulação da rotina, parar por um momento e tomar decisões inteligentes, estratégicas que revertam momentos difíceis presentes e futuros. A chamada “Gestão em Saúde” vem tomando força nos últimos tempos e se tornando um pensamento cada vez mais freqüente na saúde suplementar e no meio médico em geral.

Fazer uma medicina de qualidade, pautada em evidências científicas, visando uma melhoria de qualidade de saúde da população e gastando cada vez menos é o objetivo de diversas soluções estratégicas e inteligentes chamadas “Gestão em Saúde”.

Esta área do site HomeCare Plus , dedicada a Gestão em Saúde, tratará de assuntos relacionados a saúde suplementar, seus problemas e possíveis soluções que possam viabilizar a permanência de todos os players deste mercado num novo modelo de atenção a saúde.

Operadoras de saúde, empresas que terceirizam sua saúde ou as que autogerem sua medicina, corretores de saúde, prestadores de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios etc.), profissionais de saúde e até mesmo pacientes poderão criticar, opinar e discutir soluções e alternativas conosco de uma forma bastante interativa e dinâmica.

Periodicamente será lançado um novo tema, com discussões interessantes sobre a saúde suplementar sob uma nova ótica da Gestão em Saúde. Esta nova página será assinada pela Athon Group Health Solutions , empresa que nasceu com a missão de atuar com Gestão em Saúde oferecendo soluções que viabilizem o negócio de muitas empresas. Juntos estaremos conduzindo fóruns de debate com objetivos audaciosos, mas sem perder a noção da realidade de cada participante deste mercado que entendemos ser tão complexo quanto empolgante.

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