DROGAS E CIGARRO AUMENTAM EM ATÉ 50% O RISCO DE INFARTO ENTRE OS JOVENS

O aumento do consumo de drogas é um dos grandes responsáveis pelo crescimento no número de infarto entre jovens no mundo. Nos Estados Unidos, cerca de 25% das vítimas de ataque cardíaco com idade até 50 anos são usuárias de cocaína, e a estimativa é que esse índice seja semelhante no Brasil. Esse crescimento preocupa os especialistas, que debateram, esta semana, as peculiaridades do infarto em jovens durante o XXXI Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

Associado ao grande número de fumantes e obesos com menos de 50 anos, o aumento no consumo de drogas como cocaína e anfetamina provocou uma explosão nos óbitos por infarto agudo do miocárdio em pessoas nessa faixa etária, segundo os especialistas. "Precisamos estar muito bem preparados para atender esse público. Remédios para combater a hipertensão, por exemplo, utilizados por pacientes comuns não podem ser ministrados para quem consome drogas", explica o cardiologista Rui Ramos. Ele acrescenta que o betabloqueador - utilizado no pós-infarto, ou no tratamento de angina, arritmias e certas formas de tremores - também é proibido para usuários de drogas.

De acordo com o cardiologista, nos Estados Unidos, o consumo de anfetaminas, como o ecstasy, também está em crescimento. "Assim como a cocaína, esse tipo de droga ilícita aumenta de 40% a 50% o risco de uma pessoa desenvolver problemas nas coronárias, principalmente a aterosclerose - que é o endurecimento ou obstrução da artéria. A consequência é, na maioria das vezes, o infarto", destaca o especialista.

O quadro é ainda mais grave quando o paciente possui familiares em primeiro grau com aterosclerose precoce. "Alguns estudos revelam que 92% dos jovens que sofrem infarto são tabagistas. Cerca de 40% deles possuem familiares em primeiro grau com aterosclerose precoce e 65% apresentaram distúrbios da glicose", revela Ramos.

O especialista lembra que o vício em geral, como o álcool e o tabaco, é um veneno adicional para o coração, e os jovens devem ser orientados em relação a esses riscos. O álcool potencializa em três vezes o efeito maléfico da cocaína. Já o tabaco eleva o risco de infarto em 300%. "O jovem acha que é imortal e, quando percebe o dano que causou à própria vida, muitas vezes, é tarde demais. Temos que ser duros e realistas na conversa com eles e colocar que o tabaco e as drogas ilícitas causam inúmeros problemas, inclusive a disfunção erétil", explica o cardiologista.

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SOLIDÃO E ISOLAMENTO PIORAM SAÚDE FÍSICA E MENTAL DE IDOSOS

dosos que não têm família ou aqueles que se sentem sozinhos apesar de terem outros por perto tendem a ter pior saúde física e mental, segundo estudo da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Avaliando cerca de três mil americanos com idades entre 57 e 85 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles com menos conexões sociais eram menos propensos a descrever sua saúde física como boa ou excelente. E aqueles que disseram se sentir socialmente isolados – mesmo tendo amigos, família e atividades sociais – tendiam a reportar pior bem-estar físico e mental.

Segundo os pesquisadores, os resultados mostram a importância das ligações sociais para a saúde dos idosos – incluindo fatores práticos, como o fato de ter alguém para levar o idoso ao médico ou lembrá-lo de tomar os remédios. Mas também indicam que a percepção dos idosos em relação a esse apoio e sua capacidade de superar as perdas cumprem um papel importante na saúde.

“A maioria dos adultos mais velhos experimentam significativas mudanças em seus relacionamentos sociais devido a fatores como aposentadoria e luto, por exemplo”, destacou a pesquisadora Erin York Cornwell. E “dado que a percepção do relacionamento é importante para a saúde, as habilidades dos idosos de lidar com as mudanças nas relações são cruciais”.

Os especialistas destacam que a sensação de solidão e isolamento afeta a saúde de diversas formas, podendo, por exemplo, aumentar o estresse, reduzir a autoestima ou contribuir para a depressão. E todos esses fatores teriam influência na saúde física, seja afetando as escolhas do estilo de vida da pessoa, ou através de efeitos diretos, contribuindo para uma baixa imunológica.

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DEPRESSÃO EM IDOSO É FATOR DE RISCO PARA ALZHEIMER

É muito comum a pessoa com depressão se queixar de dificuldades de atenção, de concentração e de memória para fatos e informações recentes. Várias doenças causam alterações de memória, mas a depressão na velhice é a causa mais frequente e prevalente que prejudica os desempenhos de memória. *Perto de 10% da população adulta e 20% ou mais da população acima de 65 anos padecem de depressão clinicamente importante, e das falhas de memória que a acompanham.

A depressão é uma doença séria que inclui desânimo e tristeza em grau maior do que as circunstâncias da vida do paciente justificam. A depressão abrange também outros sintomas (insônia matutina, ansiedade, falta de motivação, apatia, etc.). Em todos os casos deve ser tratada por psiquiatras. O tratamento cuidadoso da depressão com psicoterapia e medicamentos traz consigo a melhora da memória: não é oportuno nem útil tratar os distúrbios de memória isoladamente, já que sua reativação, na pessoa com depressão pode causar a recordação de más lembranças e aumentar as perspectivas de suicídio.


A depressão em idosos tem sido considerada um fator de risco para o desenvolvimento posterior de demência do tipo Alzheimer. A depressão pode manifestar-se no início de uma demência e, quando juntas, essas enfermidades agravam ainda mais a capacidade funcional do paciente. A depressão pode conduzir a comprometimento cognitivo temporariamente, muitas vezes dificultando o diagnóstico diferencial entre esse quadro e a demência.

Um dos pontos que mais podem influenciar na vida e na memória dos idosos é o isolamento social, ou seja, a forma que alguns escolhem, consciente ou inconscientemente, para viver. É muito ruim para qualquer pessoa viver sozinho. As portas abrem-se para as alterações afetivas, como a depressão, contribuindo para um declínio cognitivo.

As alterações de memória na depressão interferem na vida diária da pessoa idosa, dificultando o cuidar das finanças, cuidar da casa, organizar as refeições, os compromissos. Nos casos de depressão a pessoa percebe que há algo errado na sequência de seu pensamento ou na busca das palavras, no processamento das informações. Embora, o esquecimento também faça parte da memória, tem uma função adaptativa na nossa vida. Existem coisas na vida que seria melhor esquecer. Mas nem sempre o cérebro consegue esquecer determinados conteúdos. Na depressão, por vezes, torna-se difícil a pessoa ser capaz de esquecer o que não tem importância.

É aconselhável procurar ajuda, é necessário fazer uma avaliação cognitiva para investigar o grau de comprometimento e estabelecer o tratamento adequado. Um estilo de vida saudável pode garantir um cérebro saudável e diminuir a vulnerabilidade.

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ANÚNCIOS DE EXERCÍCIOS FÍSICOS PODEM AUMENTAR O APETITE

Uma nova pesquisa sugere que campanhas para promover exercícios físicos podem ter uma consequência involuntária: eles fazem com que as pessoas comam mais. Num estudo na edição de março do periódico americano "Obesity", 53 estudantes universitários julgaram uma série de anúncios de uma campanha pró-exercícios e, em outra ocasião, um conjunto de cartazes parecidos, mas que não mencionavam exercícios. Eles foram informados de que receberiam algumas frutas secas em seguida, que deveriam provar e avaliar. Após examinar os anúncios de exercícios, eles ingeriram uma média de 18 calorias – contra somente 12 calorias após olharem os cartazes que não mencionavam exercícios.

Num segundo teste, 51 estudantes diferentes, informados de que participavam de um teste computadorizado de coordenação entre mão e olho, foram aleatoriamente expostos a palavras de ação como "ativo" e "corra", geralmente usadas em publicidade envolvendo exercícios físicos. Um grupo de controle foi exposto a palavras neutras como "pêra" ou "lua". Novamente, ofereceram comida a eles (amendoim, frutas secas e chocolates, desta vez), e os resultados foram similares: os que haviam ouvido palavras de ação comeram mais. Dolores Albarracin, principal autora e professora de psicologia da Universidade de Illinois, disse que o contexto é importante. "Quando o ambiente do anúncio é mais favorável a comer do que se exercitar, as pessoas comem", disse ela. "Se você simplesmente encher qualquer local com esses cartazes, pode não ser muito bom."

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PROGRAME SEUS EXAMES MÉDICOS DOS 20 AOS 50 ANOS

Muitas mulheres, envolvidas com a correria diária, acabam deixando os cuidados com a saúde de lado. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2003, 62.061 mulheres brasileiras morreram por algum tipo de câncer, que poderia ser evitado com exames periódicos. A ginecologista Sueli Raposo, do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica/ DASA orienta que as mulheres chequem sempre suas condições físicas, para evitar problemas maiores. "Assim como os homens, as mulheres devem cuidar de sua saúde. O ideal é se consultar um ginecologista pelo menos uma vez ao ano", conta.

Doenças como câncer de mama, maior causa de morte por câncer entre mulheres e os tumores de útero, podem ser tratadas de maneira eficaz quando descobertas precocemente. Dentre alguns métodos diagnósticos das doenças, os mais eficientes são a mamografia e a citologia oncótica (papanicolau). "Os procedimentos, que devem ser realizados em mulheres a partir da primeira menstruação, consistem na avaliação das mamas, e na presença de alterações no tecido do colo do útero", diz a ginecologista.

Agenda de exames
As mulheres, a partir dos 20 anos, devem se preocupar com sua saúde periodicamente, verificando níveis de colesterol, triglicérides, glicemia (para descartar diabetes), atividade cardíaca e DST s (doenças sexualmente transmissíveis).

Para Todas
- Consultar periodicamente um ginecologista, uma vez ao ano;
- Conferir sempre a pressão arterial;
- Controlar o peso. A obesidade deve ser combatida, pois aumenta o risco de eventos cardiovasculares e também alguns tipos de câncer;
- Praticar exercícios;
- Não fumar;
- Atualizar a carteirinha de vacinação
- Tomar a vacina contra Hepatite B e HPV antes do início da vida sexual

Aos 20 anos
- Controle de colesterol, triglicérides, glicemia, creatinina e urina;
- Citologia oncótica (papanicolau) e colposcopia anualmente, dependendo do resultado o ginecologista poderá pedir com mais freqüência;
- Ultrassom pélvico ou transvaginal;
- Avaliação de pintas (manchas no corpo);
- Realizar exames para prevenção de doenças hematológicas, como anemias, hepáticas e cardíacas;
- Usar camisinha para prevenção de DST s como HIV, hepatite B e C, HPV, clamídia, gonorréia, sífilis, herpes, cancro mole e donovanose.

Aos 30 anos
- Além de seguir as dicas anteriores, as mulheres devem procurar um oftalmologista, fazer Us de tireóide e dosagens hormonais (Tsh,T4l).

Aos 40 anos
- As mulheres a partir desta idade, além dos exames já citados, devem fazer a mamografifa anualmente. As que possuem antecedentes familiares de câncer de mama ou ovário devem fazer a primeira mamografia aos 35 anos. O pico de incidência de câncer de mama é entre 47 e 52 anos. Importante também repetir o ultrassom da tireóide e fazer as dosagens hormonais; 
- Exames clínicos devem ser feitos anualmente com dosagem de glicemia, colesterol, triglicérides e verificar a pressão arterial.

Aos 50 ou mais anos
- Manter todos os tópicos acima e investigar neoplastias. Após a menopausa diminui a incidência de câncer de colo uterino, mas aumenta o risco de câncer de ovário e endométrio, o rastreamento pode ser feito pelo ultrassom transvaginal e alguns marcadores tumorais;
- Fazer avaliação cardiológica;
- Dependendo dos antecedentes familiares e dos sintomas, o clínico e o ginecologista poderão pedir outros exames. O mais importante é a prevenção, pois muitas doenças são silenciosas, demorando para apresentar os primeiros sintomas.

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