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DOENÇA RARA FAZ SEUS PORTADORES PENSAREM QUE SÃO FEDIDOS
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Um distúrbio psiquiátrico raro, chamado de Síndrome de Referência Olfativa, faz com que seus portadores pensem que estão exalando um odor ruim, quando, na verdade, isso não acontece. O estudo foi apresentado durante o encontro anual da Associação Americana de Psiquiatria, que ocorreu essa semana em Nova Orleans, no Estados Unidos.
Para descobrir as características comuns do distúrbio, a psiquiatra Katharine Phillips, da Universidade Brown e do Hospital de Rhode Island, acompanha vinte portadores da doença. A idade média dos pacientes é de 33 anos, sendo que 12 são mulheres. De acordo com Katharine, os pacientes imaginam que suas axilas, boca e genitais estão mal-cheirosos. Por causa desses delírios, os pesquisadores descobriram que os pacientes acabam se isolando em casa, onde elas tomam banho e lavam suas roupas compulsivamente.
Além disso, os portadores da síndrome gastam em média oito horas por dia pensando em seu odor imaginário. Muitos ficam se cheirando e se lavando repetidamente, chegando a usar um sabonete inteiro em apenas um dia. Metade dos pacientes muda de roupa diversas vezes ao longo do dia e quase todos usam produtos como desodorante, pós e perfumes. Um dos pacientes chegou até a beber um perfume. O sofrimento desses pacientes pode ser muito intenso. Estudos recentes mostraram que dois terços dos pacientes já pensaram em cometer suicídio, cerca de um terço deles chegaram a tentá-lo e mais da metade foram hospitalizados.
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A síndrome é conhecida há mais de um século, mas ainda não é um distúrbio reconhecido nem se sabe quantas pessoas são portadoras. Os pesquisadores ainda não sabem se algum medicamento ou outro tipo de tratamento são eficazes contra a síndrome. Mas a psiquiatra afirma que a terapia tem ajudado em alguns casos. |
DOENÇA RENAL ATACA MAIS HIPERTENSOS E DIABÉTICOS NO BRASIL
Em 11 de março é celebrado o Dia Mundial do Rim. A data idealizada em 2006 tem como objetivo orientar sobre a prevenção de doenças renais. Só no Brasil, há atualmente 2 milhões de pessoas que sofrem de doença renal, e este número vem crescendo nos últimos anos, provocando mais mortes do que o câncer de mama. Dentre os indivíduos de maior risco de desenvolverem a doença estão os hipertensos (36%) e os diabéticos (25%).
Por isso, neste ano, o tema do Dia Mundial do Rim tem este slogan: "2010 Proteja seus rins. Controle seu diabetes". Dados da Universidade Federal de São Paulo e da Fundação Oswaldo Cruz da Bahia, de 2008, apontam que 70% dos diabéticos não fazem controle da doença. Além disso, 35% da população adulta brasileira é hipertensa e apenas 6,5% desse contingente tem a pressão arterial controlada.
Dentre os indivíduos de maior risco de desenvolverem uma doença renal, há ainda os idosos, os obesos, pessoas com casos próximos na família e portadores de doença cardiovascular. Carmen Tzanno, diretora do Departamento de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Nefrologia, diz que é importante que o brasileiro preste atenção à doença
A doença renal crônica é um problema de saúde pública nacional - tem taxa de mortalidade superior ao câncer de mama e colo de útero. É muito importante que a população brasileira esteja atenta para os fatores de risco que podem comprometer a saúde dos rins. O Dia Mundial do Rim é realizado todas as segundas quintas-feiras do mês de março com o objetivo de conscientizar a população mundial sobre a saúde dos rins. A cada ano aumenta o número de países que se envolvem em campanhas de conscientização sobre os riscos da doença renal. Neste ano, mais de cem países vão participar.
Prevenção com alimentação e atividade física
Quando detectada precocemente, a doença renal pode ser curada ou controlada de forma mais eficaz. Por ser uma doença silenciosa é necessário que a população se habitue a fazer anualmente o exame de dosagem de creatinina, substância formada pelo metabolismo, que pode determinar se há déficit de funcionamento nos rins.
Para prevenir a doença renal crônica, os fatores de risco como obesidade, diabetes e hipertensão devem ser controlados. Alimentação balanceada e atividades físicas também ajudam a prevenir as doenças renais.
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CHUVEIROS OFERECEM AMBIENTE À PROLIFERAÇÃO DE MICRÓBIOS
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Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Colorado (UC), em Boulder, nos Estados Unidos, afirma que os chuveiros domésticos oferecem um ambiente propício para a proliferação de micróbios potencialmente patogênicos, que podem ser inalados na forma de partículas suspensas. A pesquisa concluiu que cerca de 30% dos chuveiros analisados abrigavam níveis consideráveis de uma bactéria ligada a doenças pulmonares.
Segundo Norman Pace, professor do Departamento de Biologia Molecular, Celular e de Desenvolvimento da UC, não é surpreendente encontrar patógenos em águas da rede pública, mas os pesquisadores descobriram que algumas bactérias se aglutinam e formam um "biofilme" viscoso, o qual adere ao interior dos chuveiros, em uma concentração mais de cem vezes a encontrada na água encanada. "Quando a pessoa liga o chuveiro e recebe um jato de água, provavelmente está levando também uma carga particularmente elevada de Mycobacterium avium, que pode não ser muito saudável", diz Pace.
Em pesquisa, o Hospital Nacional Judaico, em Denver, indicou um crescimento nos EUA, nas últimas décadas, de infecções pulmonares relacionadas a espécies de bactérias não ligadas à tuberculose, como a Mycobacterium avium. De acordo com os autores, esse crescimento pode estar relacionado ao fato de a população do país ter passado a utilizar mais o chuveiro e menos a banheira.
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TRATAMENTO MÉDICO TAMBÉM EM DOMICÍLIO
Programa leva acompanhamento terapêutico à casa de pacientes que já receberam alta hospitalar, mas ainda precisam de cuidados. Só na semana passada, o aposentado Nelson José Gomes, 72 anos, já teve a pressão arterial aferida pelos médicos e curativos refeitos pelas enfermeiras. E sem precisar sair de casa. Vítima de pneumonia, deu entrada no Hospital do Andaraí em novembro. Na unidade, sofreu embolia pulmonar e chegou a ficar 21 dias em coma. Hoje , faz parte do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), programa do Ministério da Saúde que oferece acompanhamento terapêutico para pacientes que receberam alta hospitalar, mas ainda necessitam de cuidados.
Atualmente, 484 pacientes, como Nelson José, são beneficiados pelo programa. Deste total, 70% têm acima de 60 anos e sofrem de algum tipo de doença crônico-degenerativa ou trauma ortopédico. Para ingressar no SAD, explica a coordenadora, Ângela Ortritz, os pacientes precisam estar clinicamente estáveis, ter um ‘cuidador' da família à disposição e, principalmente, não depender de equipamentos.
“Atender o paciente em casa é menos oneroso para o governo do que no hospital. Em média, cada paciente sai em torno de R$ 356, com direito a exames, remédios, insumos e transporte. Em caso de internação hospitalar, um leito de apoio sai por R$ 1,6 mil no Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, o índice de recuperação dos pacientes atendidos no SAD é de 31%. No exterior, é de 18%”, compara Ângela.
“Se eu ainda estivesse internado, talvez não estivesse tão bem disposto quanto estou agora. Por melhor que seja o hospital, nada se compara ao lar. Também não estou sujeito a pegar uma infecção hospitalar”, afirma Nelson.
A equipe do SAD é formada por 56 médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos assistentes sociais e técnicos de enfermagem. Segundo Ângela, a média de visitas por paciente é de cinco por mês.
Uma das principais vantagens do SAD é que ele acelera a recuperação do paciente, diz Ângela. “O paciente não se sente à margem da sociedade. Muito pelo contrário. Se sente acolhido e integrado. Como se não bastasse, o programa também reduz os riscos de infecção e o tempo de internação hospitalar. Com isso, otimizamos os leitos dos hospitais. Se pararmos para pensar, o total de pacientes atendidos no SAD (484) corresponde a um hospital de média complexidade, como os da Lagoa e de Ipanema, por exemplo", compara Ângela.
A cobertura do programa chega a 152 bairros do Rio e também dos municípios de Nilópolis, Mesquita e São João de Meriti. Desde abril de 2006, quando foi implantado pelo governo federal, o SAD já atendeu 2.020 pacientes e realizou mais de 35 mil visitas. (29/09/08) |
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CUIDAR DO IDOSO DA FAMÍLIA TAMBÉM SE TORNOU FUNÇÃO DA MULHER
A palavra mulher carrega, atualmente, uma lista de definições: mãe, amante, profissional e amiga são só alguns dos possíveis sinônimos. E o aumento da expectativa de vida do brasileiro, que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) saltou de 62 anos para 75 na última década, trouxe outra informação para um verbete cheio de informações. Agora, também faz parte das funções femininas ser cuidadora dos idosos da família.
Um termômetro que mostra o quanto tomar conta dos pais idosos e avôs é um posto majoritariamente feminino está no Hospital Estadual Pirajuçara, zona oeste da capital paulista. Lá, um curso é ministrado justamente para quem convive em casa com a terceira idade adoecida. Nas turmas, por onde já passaram mais de 100 pessoas desde junho de 2007, 60% eram mulheres. Os poucos homens eram acompanhados das mulheres ou filhas.
Mesmo quem é adepto da dupla jornada nem sempre convive de forma harmoniosa com a responsabilidade de cuidar dos idosos. "É muito doloroso. O receio de não conseguir cuidar de um familiar doente é misturado com a frustração de abdicar outras áreas da vida por causa desta função", avalia a coordenadora e fisiatra do grupo do Pirajuçara, Yumi Kamiko.
Ela e outros nove profissionais, de diversas especialidades, lidam com a angústia das cuidadoras e, uma vez por semana, o grupo se reúne para trocar experiência. "O primeiro passo é transformar a sensação da obrigatoriedade de cuidar por um ato de carinho. Isso alivia, ameniza a dor", completa Yumi.
O médico Rubens Gagliardi, da Academia Brasileira de Neurologia, lembra que a presença cada vez maior de idosos no País aumenta as doenças relacionadas ao envelhecimento. "As seqüelas dos problemas de saúde exigem uma atenção especial". Entre os motivos que mais promovem a inversão de papéis - filhos cuidando de pais - ele cita o acidente vascular cerebral (AVC), conhecido como derrame.
A saúde de quem cuida dos doente já fez os pesquisadores se debruçarem sobre o tema. Às vezes, medidas simples evitam estresse, como lembra o professor de geriatria da Universidade de São Paulo (USP), Wilson Jacob Filho. "Assim como fazemos com as crianças, é importante adaptarmos a casa para os mais velhos. Um tombo na escada pode fazer com que nunca mais se recuperem." (14/08/08)
COMO DEVE SER O AMBIENTE FAVORÁVEL AO IDOSO
"Ambientes amigáveis resulta na oferta de recursos físicos e psicossociais de natureza compensatória para favorecer a saúde física, a funcionalidade e o bem-estar psicológico de pessoas idosas". Todas as pessoas desejam envelhecer no próprio lar. A importância do lar para as pessoas idosas tem sido muito discutida na literatura gerontológica. A maioria das pessoas gostariam de continuar vivendo em sua própria casa, mesmo durante as alterações que possam surgir com uma velhice frágil.
É importante lembrar que, o que caracteriza um lar não é somente o ambiente físico, mas também as preferências colocadas em cada espaço na forma de objetos, do design, das atividades desenvolvidas, dos relacionamentos e da funcionalidade. Diz respeito aos artefatos físicos, sensoriais, climáticos e funcionais que nos circundam no dia-a-dia. O que se entende por lar aqui também se estende à residência, incluindo comunidade, bairro, vizinhança, amigos, etc...
Morar na casa que sempre morou ou com uma história de toda uma vida, pode ser uma estratégia de otimização de competências para o processo de adaptação à velhice. Isso nos dá um senso de normalidade diante da descontinuidade experimentada por múltiplas perdas pessoais associadas a disfunções relacionadas ao avanço da idade. Todo lar e seus pertences são dotados de significação ao longo da vida que contribui para o bem-estar percebido e para a qualidade de vida. Ambientes favoráveis são aqueles capazes de ajustar às capacidades e preferências dos idosos, fornecendo a eles um melhor controle do ambiente, autonomia, independência, eficácia, privacidade, dignidade e familiaridade.
O pesquisador e gerontólogo Lawton fala em ambientes amigáveis para os idosos e criou o conceito de docilidade ambiental. Ambientes amigáveis resulta na oferta de recursos físicos e psicossociais de natureza compensatória para favorecer a saúde física, a funcionalidade e o bem-estar psicológico de pessoas idosas. O conceito de docilidade ambiental significa que, à medida que as competências da pessoa declinam e o comportamento depende de fatores externos, torna-se necessário criar programas para melhorar o ambiente dos idosos para que possam viver mais dignamente e com mais segurança e bem-estar.
São doze os princípios da docilidade ambiental:
1. Assegurar a privacidade.
2. Dar oportunidades para interação social.
3. Dar oportunidades para exercício de controle pessoal, liberdade de escolha e autonomia.
4. Personalização do tratamento, de objetos e locais.
5. Facilitar a orientação espacial.
6. Assegurar a segurança física.
7. Facilitar o acesso a equipamentos e o funcionamento na vida do dia-a-dia.
8. Propiciar um ambiente estimulador e desafiador.
9. Facilitar a discriminação de estímulos visuais, tácteis e olfativos.
10. Planejar ambientes na medida do possível bonitos e agradáveis.
11. Tornar o ambiente flexível para o atendimento de novas necessidades.
12. Tornar o ambiente mais familiar através de referências históricas, objetos familiares, arranjos tradicionais de mobiliário e contato com a natureza.
Dicas para compensar perdas sensoriais:
- Aumentar a iluminação e o contraste, especialmente quando os estímulos forem sutilmente detalhados e apresentados com pouco contraste de luz e sombra.
- Evitar ofuscamento e exposição a raios ultravioletas.
- Utilizar mais contrastes de cor em situações que envolvem discriminação sutil.
- Evitar apresentação simultânea de estímulos muito parecidos em situações que exijam discriminação refinada.
- Fornecer correção ótica e condições especiais de iluminação, em situações que envolverem visualização à curta distância.
- Evitar tarefas concorrentes, para prevenir distração, uma vez que os mais velhos têm uma diminuição em sua capacidade de inibir informação irrelevante.
- Evitar exposições prolongadas a ruídos.
- Diminuir ruídos de fundo
- Oferecer estímulos claros, redundantes, ricos em contexto, como por exemplo com desenhos, pistas, adesivos, etiquetas.
- Usar óculos e lupas para tarefas que exigem enxergar bem de perto; cuidar da iluminação, quer acomodando bem a cabeça e os ombros, quer providenciando lâmpadas de leitura (em casa) ou lanternas (fora).
- Ao atravessar uma rua, usar o comportamento dos outros como guia.
- Usar aparelhos para surdez, fones de ouvido, amplificadores de campainha e de telefone.
- Olhar de frente para as pessoas enquanto conversa, avisá-las que não ouve bem; perguntar imediatamente quando não escutar ou não entender o que foi dito.
- Andar mais devagar, usar bengala, calçar sapatos confortáveis, de solado mais grosso e com sola antiderrapante, evitar chinelos (com e sem meias).
- Usar capachos e tapetes com a parte inferior emborrachadas.
- Usar cadeiras e sofás dos quais seja fácil se levantar.
- Usar grades protetoras na cama, barras de apoio no box do banheiro, elevadores de vaso sanitário e corrimões em todas as escadas; instalar travas e alarmes para ficar mais tranqüilo dentro de casa (mas deixar uma chave com alguém para casos de emergência).
- Usar protetores de ouvido se o entorno for muito barulhento, tais como condicionadores e aquecedores de ar.
- Andar em ruas bem iluminadas e pouco acidentadas.
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