NÚMERO DE CASOS DE INSUFICIÊNCIA RENAL DOBROU EM 10 ANOS Aproximadamente 13 milhões de brasileiros apresentam algum grau de problema renal, segundo o mais recente levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). O número é duas vezes maior do que há dez anos. Desse total, 95 mil estão em estágio grave, dependendo de hemodiálise ou na fila do transplante, e os casos vêm crescendo a um ritmo de 10% ao ano. O panorama da doença pode ser ainda mais delicado. “O número de pacientes é inferior ao que deveria ser identificado”, afirma Emmanuel Burdmann, presidente da SBN. O aumento dos casos de diabetes e hipertensão, além de uma preocupação maior com o diagnóstico da doença, são os principais fatores que levaram a um incremento desses dados. “A doença já mata mais do que o câncer de mama”, afirma a nefrologista Carmen Tzanno Branco Martins, coordenadora do Comitê de Nutrição da SBN e diretora da clínica Renal Class.
Faltam vagas e doadores Outro fator que contribui para o alto índice de mortalidade da doença é a falta de vagas para a realização de hemodiálises. Seis mil pacientes por ano não têm acesso ao tratamento ambulatorial que seria fundamental para mantê-los vivos. “Noventa por cento da população com a doença fazem tratamento pelo Sistema Único de Saúde. E a quantidade de clínicas disponíveis é a mesma há muitos anos. Deveríamos estar fazendo hemodiálise em trezentas mil pessoas”, alerta Burdmann. “Com a hemodiálise, o paciente ganha tempo de vida. Ele pode esperar pelo transplante de forma mais tranqüila e mesmo se não der certo, pode voltar ao tratamento”, avalia a Carmen. A máquina realiza o trabalho que deveria ser feito pelo órgão doente, enquanto o paciente aguarda por um novo rim. A fila de espera, no entanto, aumenta a cada ano. De acordo com o levantamento realizado no primeiro semestre de 2009 pelo Ministério da Saúde, 31.270 pessoas faziam parte dela. No mesmo período, foram realizados 1.237 transplantes. É possível prevenir A recomendação dos médicos é a mesma para todos, inclusive para os que não têm essas doenças: a partir dos 55 anos, toda pessoa deve fazer exames de urina para detectar a presença ou não de albumina e também a dosagem da creatinina no sangue. Duas medidas simples que podem evitar a insuficiência e até a um quadro crônico. “Quem faz parte do grupo de risco deve fazer esses exames já a partir dos 30 anos”, recomenda a nefrologista Carmen Tzanno. Dia mundial do rim Toda segunda quinta-feira do mês de março comemora-se o dia mundial do rim. Neste ano, a data será celebrada neste dia 11. A campanha de 2010 tem como tema “Proteja seus rins, controle o diabetes”, na tentativa de evitar que novos casos apareçam por conta desse problema, que é causador número 1 de doenças renais nos Estados Unidos. No Brasil, a diabetes é a segunda causa da insuficiência do rim, atrás apenas da hipertensão. CHUVEIROS OFERECEM AMBIENTE À PROLIFERAÇÃO DE MICRÓBIOS
CUIDAR DO IDOSO DA FAMÍLIA TAMBÉM SE TORNOU FUNÇÃO DA MULHER A palavra mulher carrega, atualmente, uma lista de definições: mãe, amante, profissional e amiga são só alguns dos possíveis sinônimos. E o aumento da expectativa de vida do brasileiro, que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) saltou de 62 anos para 75 na última década, trouxe outra informação para um verbete cheio de informações. Agora, também faz parte das funções femininas ser cuidadora dos idosos da família. COMO DEVE SER O AMBIENTE FAVORÁVEL AO IDOSO "Ambientes amigáveis resulta na oferta de recursos físicos e psicossociais de natureza compensatória para favorecer a saúde física, a funcionalidade e o bem-estar psicológico de pessoas idosas". Todas as pessoas desejam envelhecer no próprio lar. A importância do lar para as pessoas idosas tem sido muito discutida na literatura gerontológica. A maioria das pessoas gostariam de continuar vivendo em sua própria casa, mesmo durante as alterações que possam surgir com uma velhice frágil. É importante lembrar que, o que caracteriza um lar não é somente o ambiente físico, mas também as preferências colocadas em cada espaço na forma de objetos, do design, das atividades desenvolvidas, dos relacionamentos e da funcionalidade. Diz respeito aos artefatos físicos, sensoriais, climáticos e funcionais que nos circundam no dia-a-dia. O que se entende por lar aqui também se estende à residência, incluindo comunidade, bairro, vizinhança, amigos, etc... Morar na casa que sempre morou ou com uma história de toda uma vida, pode ser uma estratégia de otimização de competências para o processo de adaptação à velhice. Isso nos dá um senso de normalidade diante da descontinuidade experimentada por múltiplas perdas pessoais associadas a disfunções relacionadas ao avanço da idade. Todo lar e seus pertences são dotados de significação ao longo da vida que contribui para o bem-estar percebido e para a qualidade de vida. Ambientes favoráveis são aqueles capazes de ajustar às capacidades e preferências dos idosos, fornecendo a eles um melhor controle do ambiente, autonomia, independência, eficácia, privacidade, dignidade e familiaridade. O pesquisador e gerontólogo Lawton fala em ambientes amigáveis para os idosos e criou o conceito de docilidade ambiental. Ambientes amigáveis resulta na oferta de recursos físicos e psicossociais de natureza compensatória para favorecer a saúde física, a funcionalidade e o bem-estar psicológico de pessoas idosas. O conceito de docilidade ambiental significa que, à medida que as competências da pessoa declinam e o comportamento depende de fatores externos, torna-se necessário criar programas para melhorar o ambiente dos idosos para que possam viver mais dignamente e com mais segurança e bem-estar. São doze os princípios da docilidade ambiental: 1. Assegurar a privacidade. Dicas para compensar perdas sensoriais: - Aumentar a iluminação e o contraste, especialmente quando os estímulos forem sutilmente detalhados e apresentados com pouco contraste de luz e sombra. CUIDADO COM AS CRIANÇAS EM CASA
Verifique se as substâncias perigosas estão guardadas em local fora do alcance das crianças ou trancadas. Como evitar problemas? Verifique se as substâncias perigosas estão guardadas em local fora do alcance das crianças ou trancadas. Principalmente certifique-se que os medicamentos não estejam em gavetas de cabeceira ou mesmo em bolsas de mão, locais de tentação para a exploração infantil. Consulte a lista telefônica e coloque em local visível o número do telefone do centro de intoxicações de sua cidade. Em caso de ingestão acidental de qualquer produto perigoso, não tome medida alguma sem consultar os especialistas. ERGONOMIA E ENVELHECIMENTO: UM ESTUDO DOS ACIDENTES NOS LARES E O USO DE PRODUTOS DOMÉSTICOS POR IDOSOS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO Fonte: Site FacilitaJá Este artigo é parte de um projeto de pesquisa que vem sendo desenvolvido pelo LEUI – Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces em Sistemas Humano-Tecnologia, abordando questões relativas a acidentes com idosos no ambiente doméstico – quedas, choques, queimaduras – mau design e mau uso dos produtos do lar por eles. Os acidentes com idosos em relação aos eletrodomésticos vêm aumentando significativamente. Um dos fatores é a má projetação de alguns produtos e outro fator é a chegada à faixa dos 65 anos de grande número de usuários. Nesta fase as pessoas começam a apresentar dificuldades que prejudicam a coordenação motora, o equilíbrio e as seguintes percepções: visuais, auditiva, tátil e olfativa, como apontam questionários aplicados no início da pesquisa. Um ambiente doméstico pode esconder diversas armadilhas, seja num piso escorregadio, aparelhos eletrônicos, ou mesmo um tapete no meio do caminho que ocasiona quedas. Incidentes ocorrem freqüentemente, com todas as faixas etárias, mas, em se tratando de idosos, implicam maior severidade. Quaisquer danos relacionados a quedas, fraturas, queimaduras, entre outros descuidos, vêm a ameaçar a própria vida do idoso. Segundo a Sociedade Brasileira de Traumatologia e Ortopedia, 80% dos acidentes com idosos acontecem dentro de casa. E as conseqüências destes acidentes podem ser muito graves, se considerarmos a fragilidade dos ossos e as dificuldades de calcificação, que aumentam com a idade. Estes acidentes, mesmo que não tenham conseqüências físicas graves, tornam o idoso inseguro e restringem ainda mais suas atividades e autonomia. Pelo menos desde 1980 reconhece-se que um terço dos indivíduos acima de 65 anos e, aproximadamente metade, próximos dos 80 anos, sofre quedas a cada ano (Prudham e Evans, 1981). Uma grande quantidade de todos os registros sobre quedas assinala que estas ocorrem dentro de casa. Diminuição dos sentidos no idosoJunto com a idade vem a diminuição dos sentidos, o enfraquecimento do corpo e dos órgãos, devido ao “processo de envelhecimento corporal”. Este introduz diversas limitações físicas: perda da audição, fragilidade dos ossos, perda da visão e da agilidade motora. Esses fatores ajudam a constituir o ambiente emocional negativo em que vive o idoso, criando nele uma sensação de insegurança e gerando uma dependência em relação a terceiros. Apesar de todas as dificuldades físicas, o que mais afeta o idoso são as mudanças de papel na sociedade, que podem tanto estar relacionada à questão física como ao preconceito. No trabalho os mais velhos cedem lugar para os mais novos ou se aposentam, perdendo o contato com colegas de trabalho; em casa, os filhos crescem e saem de casa em busca de sua própria vida. Estas mudanças podem gerar sentimentos como abandono e solidão no idoso, além de faze-lo sentir-se inútil e desvalorizado, levando à depressão. O processo de envelhecimento corporal, ao introduzir diversas limitações, agrava a situação emocional negativo em que vive o idoso, desenvolvendo uma expectativa de dependência tanto em si próprio como nas pessoas de seu convívio. Nestas condições, a manutenção de uma vida saudável fica mais difícil, pois os fatores emocionais irão influenciar na alimentação e no desempenho dos sistemas imunológico, nervoso e emocional. O principal cuidado com o idoso deve ser o rompimento da discriminação, trazendo-o a participação na vida familiar e comunitária, aumentando sua auto-estima e bem estar. O papel da ergonomiaSegundo MORAES, A. (1992), o atendimento aos requisitos ergonômicos possibilita maximizar o conforto, a satisfação e o bem-estar; garantir a segurança; minimizar constrangimentos; custos humanos e carga cognitiva, psíquica e física do operador e/ ou usuário; e otimizar o desempenho da tarefa, o rendimento no trabalho e a produtividade do sistema homem-máquina. Segundo JORDAN, P. W. (1998), em alguns casos, a usabilidade de um produto pode afetar a segurança de quem usa o produto, como também a segurança de outros. Também há muitas situações domésticas onde a falta de uso em um produto pode ser perigosa. Considere um problema de ergonomia clássico incompatibilidade entre botões e queimadores do fogão. Se, por exemplo, alguém está cozinhando, usando duas ou três bocas ao mesmo tempo e então fecha a errada, ao remover a panela, uma superfície quente seria deixada exposta, podendo causar queimaduras graves. O fato de problemas de usabilidade variarem e a necessidade de considerarem-se as diferenças dos usuários muitas vezes não é trabalhado durante o design de um produto. Muitas pessoas continuam com o uso regular de uma gama extensiva de produtos domésticos até atingirem idades entre oitenta e noventa anos, com isso, conclui-se que a idade é um fator de design crítico (Hancock, Rogers, & Fisk, 1998 apud Revista Ergonomics in design, 2001 ). Objetivos da pesquisa Finalidade : Propiciar um envelhecimento tranqüilo, sem acidentes, que ocasionem lesões e prejuízos à saúde dos idosos, permitindo que estes realizem com cautela e autonomia as atividades da sua vida diária; Objetivo Geral : Evitar quedas e acidentes de idoso no lar, evitando lesões definitivas e/ ou temporárias que acelerem o processo de envelhecimento da pessoa. O início da pesquisa Buscou-se através de questionários ergonômicos aplicados aos idosos, esclarecer esses fatores, direcionados ao convívio no lar com diferentes produtos e por situações de risco vividas diariamente por pessoas da terceira idade. Entrevistaram-se moradores de diferentes bairros da cidade do Rio de Janeiro para a tomada de dados e gráficos, que servirão como base para as conclusões do estudo, que vem sendo desenvolvido desde 2002 na PUC-Rio. A pesquisa foi iniciada em 2002 com a aplicação de um questionário a 50 idosos acima de 65 anos, após o piloto com treze. Foram incluídas no questionário questões como: as dificuldades fisiológicas mais específicas dos idosos, como está sua inserção na nossa sociedade atual, suas respectivas rendas, aposentadorias e salários, e os aspectos problemáticos sobre segurança e ergonomia a serem resolvidos. O questionário aplicado abrangeu um púbico 74% feminino e 26% masculino no ano de 2003. Um ponto interessante, e posteriormente aprofundado durante as aplicações desse questionário, foi à constatação de que a maioria dos idosos não admite ter sofrido qualquer tipo de acidente. Quando perguntados, entretanto, se já haviam se queimado, por exemplo, com ferro de passar roupa quase sempre a resposta era sim. Este tipo de atitude parece ser comum em certas investigações com idosos, principalmente em função do padrão de saúde e idade ideais que são impostos socialmente, e que torna difícil na terceira idade aceitar ou lidar com suas reais condições. O segundo item do questionário definitivo considerava a necessidade de modificações para a segurança dos eletrodomésticos: 72% consideraram muito importantes; 20 % importantes; 6% pouco importantes; e sem importância - 2%. O terceiro item abordava o grau de periculosidade de alguns produtos com maior tendência a acidentes: em primeiro lugar encontra-se o ferro de passar roupa com 54%; a seguir panela de pressão com 20%; fogão 11%, cafeteira e faca elétrica empataram com 6%; e uma minoria de 3% ficou para opção “outros”. Como continuação da pesquisa, a partir de 2003 - 2 o semestre, para maior aprofundamento, resolveu-se ampliar o número de questionários. Para isso, começou-se desde a elaboração de um novo questionário piloto com 16 idosos, para depois então fazer o definitivo com mais 80 (oitenta), em diferentes bairros da cidade do Rio de Janeiro. MÉTODOS E TÉCNICAS DA PESQUISA Aplicou-se um questionário piloto com 16 pessoas na faixa de 56 a 90 anos de idade. Nesse piloto resolveu-se incluir perguntas relativas ao ambiente da cozinha, as atividades exercidas pelos idosos, para se ter uma idéia melhor dos riscos que os mesmos sofrem neste ponto da casa. Após o piloto, aplicou-se o questionário definitivo a 80 (oitenta) idosos de diferentes bairros da cidade. Após a apresentação dos objetivos da pesquisa, detalhava-se o tema que seria tratado. Neste primeiro contato, antes mesmo de perguntar se a pessoa se disporia a responder, já surgiam dúvidas como – Para que? Com que finalidade? Neste momento verificava-se a importância da linguagem no trato com os futuros entrevistados, pois mesmo entendendo a finalidade da pesquisa em nosso discurso sobre o tema, demonstravam dificuldade em entender certos termos. Percebeu-se que o respeito e a paciência são fundamentais com os idosos, pois, muitas vezes, o esforço para que se coloquem a vontade é, em geral, maior do que se imagina a princípio. Durante a entrevista, permanecia-se ao lado do idoso, para responder às dúvidas que surgissem, porém não se emitia qualquer tipo de opinião ou indicação, que pudesse interferir na resposta do entrevistado.
Muitas vezes, achar o médico numa urgência não é fácil. Menos ainda quando se trata de tirar uma dúvida. De um ano para cá, hospitais, laboratórios e empresas privadas passaram a investir pesado em recursos tecnológicos para facilitar a comunicação com o paciente. Assim, agilizam-se remoções em casos de emergência e, ao mesmo tempo, evitam-se deslocamentos desnecessários ao hospital ou ao médico. HomeCare Plus |