TRATAMENTO MÉDICO TAMBÉM EM DOMICÍLIO

Programa leva acompanhamento terapêutico à casa de pacientes que já receberam alta hospitalar, mas ainda precisam de cuidados. Só na semana passada, o aposentado Nelson José Gomes, 72 anos, já teve a pressão arterial aferida pelos médicos e curativos refeitos pelas enfermeiras. E sem precisar sair de casa. Vítima de pneumonia, deu entrada no Hospital do Andaraí em novembro. Na unidade, sofreu embolia pulmonar e chegou a ficar 21 dias em coma. Hoje , faz parte do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), programa do Ministério da Saúde que oferece acompanhamento terapêutico para pacientes que receberam alta hospitalar, mas ainda necessitam de cuidados.

Atualmente, 484 pacientes, como Nelson José, são beneficiados pelo programa. Deste total, 70% têm acima de 60 anos e sofrem de algum tipo de doença crônico-degenerativa ou trauma ortopédico. Para ingressar no SAD, explica a coordenadora, Ângela Ortritz, os pacientes precisam estar clinicamente estáveis, ter um ‘cuidador' da família à disposição e, principalmente, não depender de equipamentos.

“Atender o paciente em casa é menos oneroso para o governo do que no hospital. Em média, cada paciente sai em torno de R$ 356, com direito a exames, remédios, insumos e transporte. Em caso de internação hospitalar, um leito de apoio sai por R$ 1,6 mil no Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, o índice de recuperação dos pacientes atendidos no SAD é de 31%. No exterior, é de 18%”, compara Ângela.

“Se eu ainda estivesse internado, talvez não estivesse tão bem disposto quanto estou agora. Por melhor que seja o hospital, nada se compara ao lar. Também não estou sujeito a pegar uma infecção hospitalar”, afirma Nelson.

A equipe do SAD é formada por 56 médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos assistentes sociais e técnicos de enfermagem. Segundo Ângela, a média de visitas por paciente é de cinco por mês.

Uma das principais vantagens do SAD é que ele acelera a recuperação do paciente, diz Ângela. “O paciente não se sente à margem da sociedade. Muito pelo contrário. Se sente acolhido e integrado. Como se não bastasse, o programa também reduz os riscos de infecção e o tempo de internação hospitalar. Com isso, otimizamos os leitos dos hospitais. Se pararmos para pensar, o total de pacientes atendidos no SAD (484) corresponde a um hospital de média complexidade, como os da Lagoa e de Ipanema, por exemplo", compara Ângela.

A cobertura do programa chega a 152 bairros do Rio e também dos municípios de Nilópolis, Mesquita e São João de Meriti. Desde abril de 2006, quando foi implantado pelo governo federal, o SAD já atendeu 2.020 pacientes e realizou mais de 35 mil visitas. (29/09/08)


CUIDAR DO IDOSO DA FAMÍLIA TAMBÉM SE TORNOU FUNÇÃO DA MULHER

A palavra mulher carrega, atualmente, uma lista de definições: mãe, amante, profissional e amiga são só alguns dos possíveis sinônimos. E o aumento da expectativa de vida do brasileiro, que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) saltou de 62 anos para 75 na última década, trouxe outra informação para um verbete cheio de informações. Agora, também faz parte das funções femininas ser cuidadora dos idosos da família.

Um termômetro que mostra o quanto tomar conta dos pais idosos e avôs é um posto majoritariamente feminino está no Hospital Estadual Pirajuçara, zona oeste da capital paulista. Lá, um curso é ministrado justamente para quem convive em casa com a terceira idade adoecida. Nas turmas, por onde já passaram mais de 100 pessoas desde junho de 2007, 60% eram mulheres. Os poucos homens eram acompanhados das mulheres ou filhas.

Mesmo quem é adepto da dupla jornada nem sempre convive de forma harmoniosa com a responsabilidade de cuidar dos idosos. "É muito doloroso. O receio de não conseguir cuidar de um familiar doente é misturado com a frustração de abdicar outras áreas da vida por causa desta função", avalia a coordenadora e fisiatra do grupo do Pirajuçara, Yumi Kamiko.

Ela e outros nove profissionais, de diversas especialidades, lidam com a angústia das cuidadoras e, uma vez por semana, o grupo se reúne para trocar experiência. "O primeiro passo é transformar a sensação da obrigatoriedade de cuidar por um ato de carinho. Isso alivia, ameniza a dor", completa Yumi.

O médico Rubens Gagliardi, da Academia Brasileira de Neurologia, lembra que a presença cada vez maior de idosos no País aumenta as doenças relacionadas ao envelhecimento. "As seqüelas dos problemas de saúde exigem uma atenção especial". Entre os motivos que mais promovem a inversão de papéis - filhos cuidando de pais - ele cita o acidente vascular cerebral (AVC), conhecido como derrame.

A saúde de quem cuida dos doente já fez os pesquisadores se debruçarem sobre o tema. Às vezes, medidas simples evitam estresse, como lembra o professor de geriatria da Universidade de São Paulo (USP), Wilson Jacob Filho. "Assim como fazemos com as crianças, é importante adaptarmos a casa para os mais velhos. Um tombo na escada pode fazer com que nunca mais se recuperem." (14/08/08)


COMO DEVE SER O AMBIENTE FAVORÁVEL AO IDOSO

"Ambientes amigáveis resulta na oferta de recursos físicos e psicossociais de natureza compensatória para favorecer a saúde física, a funcionalidade e o bem-estar psicológico de pessoas idosas". Todas as pessoas desejam envelhecer no próprio lar. A importância do lar para as pessoas idosas tem sido muito discutida na literatura gerontológica. A maioria das pessoas gostariam de continuar vivendo em sua própria casa, mesmo durante as alterações que possam surgir com uma velhice frágil.

É importante lembrar que, o que caracteriza um lar não é somente o ambiente físico, mas também as preferências colocadas em cada espaço na forma de objetos, do design, das atividades desenvolvidas, dos relacionamentos e da funcionalidade. Diz respeito aos artefatos físicos, sensoriais, climáticos e funcionais que nos circundam no dia-a-dia. O que se entende por lar aqui também se estende à residência, incluindo comunidade, bairro, vizinhança, amigos, etc...

Morar na casa que sempre morou ou com uma história de toda uma vida, pode ser uma estratégia de otimização de competências para o processo de adaptação à velhice. Isso nos dá um senso de normalidade diante da descontinuidade experimentada por múltiplas perdas pessoais associadas a disfunções relacionadas ao avanço da idade. Todo lar e seus pertences são dotados de significação ao longo da vida que contribui para o bem-estar percebido e para a qualidade de vida. Ambientes favoráveis são aqueles capazes de ajustar às capacidades e preferências dos idosos, fornecendo a eles um melhor controle do ambiente, autonomia, independência, eficácia, privacidade, dignidade e familiaridade.

O pesquisador e gerontólogo Lawton fala em ambientes amigáveis para os idosos e criou o conceito de docilidade ambiental. Ambientes amigáveis resulta na oferta de recursos físicos e psicossociais de natureza compensatória para favorecer a saúde física, a funcionalidade e o bem-estar psicológico de pessoas idosas. O conceito de docilidade ambiental significa que, à medida que as competências da pessoa declinam e o comportamento depende de fatores externos, torna-se necessário criar programas para melhorar o ambiente dos idosos para que possam viver mais dignamente e com mais segurança e bem-estar.

São doze os princípios da docilidade ambiental:

1. Assegurar a privacidade.
2. Dar oportunidades para interação social.
3. Dar oportunidades para exercício de controle pessoal, liberdade de escolha e autonomia.
4. Personalização do tratamento, de objetos e locais.
5. Facilitar a orientação espacial.
6. Assegurar a segurança física.
7. Facilitar o acesso a equipamentos e o funcionamento na vida do dia-a-dia.
8. Propiciar um ambiente estimulador e desafiador.
9. Facilitar a discriminação de estímulos visuais, tácteis e olfativos.
10. Planejar ambientes na medida do possível bonitos e agradáveis.
11. Tornar o ambiente flexível para o atendimento de novas necessidades.
12. Tornar o ambiente mais familiar através de referências históricas, objetos familiares, arranjos tradicionais de mobiliário e contato com a natureza.

Dicas para compensar perdas sensoriais:

- Aumentar a iluminação e o contraste, especialmente quando os estímulos forem sutilmente detalhados e apresentados com pouco contraste de luz e sombra.
- Evitar ofuscamento e exposição a raios ultravioletas.
- Utilizar mais contrastes de cor em situações que envolvem discriminação sutil.
- Evitar apresentação simultânea de estímulos muito parecidos em situações que exijam discriminação refinada.
- Fornecer correção ótica e condições especiais de iluminação, em situações que envolverem visualização à curta distância.
- Evitar tarefas concorrentes, para prevenir distração, uma vez que os mais velhos têm uma diminuição em sua capacidade de inibir informação irrelevante.
- Evitar exposições prolongadas a ruídos.
- Diminuir ruídos de fundo
- Oferecer estímulos claros, redundantes, ricos em contexto, como por exemplo com desenhos, pistas, adesivos, etiquetas.
- Usar óculos e lupas para tarefas que exigem enxergar bem de perto; cuidar da iluminação, quer acomodando bem a cabeça e os ombros, quer providenciando lâmpadas de leitura (em casa) ou lanternas (fora).
- Ao atravessar uma rua, usar o comportamento dos outros como guia.
- Usar aparelhos para surdez, fones de ouvido, amplificadores de campainha e de telefone.
- Olhar de frente para as pessoas enquanto conversa, avisá-las que não ouve bem; perguntar imediatamente quando não escutar ou não entender o que foi dito.
- Andar mais devagar, usar bengala, calçar sapatos confortáveis, de solado mais grosso e com sola antiderrapante, evitar chinelos (com e sem meias).
- Usar capachos e tapetes com a parte inferior emborrachadas.
- Usar cadeiras e sofás dos quais seja fácil se levantar.
- Usar grades protetoras na cama, barras de apoio no box do banheiro, elevadores de vaso sanitário e corrimões em todas as escadas; instalar travas e alarmes para ficar mais tranqüilo dentro de casa (mas deixar uma chave com alguém para casos de emergência).
- Usar protetores de ouvido se o entorno for muito barulhento, tais como condicionadores e aquecedores de ar.
- Andar em ruas bem iluminadas e pouco acidentadas.


CUIDADO COM AS CRIANÇAS EM CASA

Cuidado com os envenenamentos em casa, esse é o alerta de uma organização britânica dedicada à prevenção de acidentes com crianças. A cada ano, mais de 25 mil crianças são levadas aos hospitais na Inglaterra por conta de envenenamento acidental por medicação ou produtos químicos, como por exemplo, produtos de limpeza.

Infelizmente em nosso país os fatos não diferem muito, não cultivamos a prática de guardarmos as substâncias perigosas longe das crianças. As embalagens de produtos de limpeza por exemplo, são coloridas e chamativas para estimular o consumo porém também atraem as crianças. Os pequenos com menos de cinco anos são naturalmente curiosos e ainda costumam provar as coisas que descobrem. A prática mais comum é guardarmos os alimentos nas prateleiras mais altas e deixar nas partes mais baixas dos armários, os produtos químicos e materiais de limpeza, ao alcance das crianças pequenas.

 

Verifique se as substâncias perigosas estão guardadas em local fora do alcance das crianças ou trancadas.

  Como evitar problemas?

•  Verifique se as substâncias perigosas estão guardadas em local fora do alcance das crianças ou trancadas. 

•  Principalmente certifique-se que os medicamentos não estejam em gavetas de cabeceira ou mesmo em bolsas de mão, locais de tentação para a exploração infantil.

•  Consulte a lista telefônica e coloque em local visível o número do telefone do centro de intoxicações de sua cidade.

•  Em caso de ingestão acidental de qualquer produto perigoso, não tome medida alguma sem consultar os especialistas.


ERGONOMIA E ENVELHECIMENTO: UM ESTUDO DOS ACIDENTES NOS LARES E O USO DE PRODUTOS DOMÉSTICOS POR IDOSOS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

Fonte: Site FacilitaJá

Este artigo é parte de um projeto de pesquisa que vem sendo desenvolvido pelo LEUI – Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces em Sistemas Humano-Tecnologia, abordando questões relativas a acidentes com idosos no ambiente doméstico – quedas, choques, queimaduras – mau design e mau uso dos produtos do lar por eles. Os acidentes com idosos em relação aos eletrodomésticos vêm aumentando significativamente. Um dos fatores é a má projetação de alguns produtos e outro fator é a chegada à faixa dos 65 anos de grande número de usuários. Nesta fase as pessoas começam a apresentar dificuldades que prejudicam a coordenação motora, o equilíbrio e as seguintes percepções: visuais, auditiva, tátil e olfativa, como apontam questionários aplicados no início da pesquisa.

Um ambiente doméstico pode esconder diversas armadilhas, seja num piso escorregadio, aparelhos eletrônicos, ou mesmo um tapete no meio do caminho que ocasiona quedas. Incidentes ocorrem freqüentemente, com todas as faixas etárias, mas, em se tratando de idosos, implicam maior severidade. Quaisquer danos relacionados a quedas, fraturas, queimaduras, entre outros descuidos, vêm a ameaçar a própria vida do idoso.

Segundo a Sociedade Brasileira de Traumatologia e Ortopedia, 80% dos acidentes com idosos acontecem dentro de casa. E as conseqüências destes acidentes podem ser muito graves, se considerarmos a fragilidade dos ossos e as dificuldades de calcificação, que aumentam com a idade. Estes acidentes, mesmo que não tenham conseqüências físicas graves, tornam o idoso inseguro e restringem ainda mais suas atividades e autonomia.

Pelo menos desde 1980 reconhece-se que um terço dos indivíduos acima de 65 anos e, aproximadamente metade, próximos dos 80 anos, sofre quedas a cada ano (Prudham e Evans, 1981). Uma grande quantidade de todos os registros sobre quedas assinala que estas ocorrem dentro de casa.

Diminuição dos sentidos no idoso

Junto com a idade vem a diminuição dos sentidos, o enfraquecimento do corpo e dos órgãos, devido ao “processo de envelhecimento corporal”. Este introduz diversas limitações físicas: perda da audição, fragilidade dos ossos, perda da visão e da agilidade motora. Esses fatores ajudam a constituir o ambiente emocional negativo em que vive o idoso, criando nele uma sensação de insegurança e gerando uma dependência em relação a terceiros.

Apesar de todas as dificuldades físicas, o que mais afeta o idoso são as mudanças de papel na sociedade, que podem tanto estar relacionada à questão física como ao preconceito. No trabalho os mais velhos cedem lugar para os mais novos ou se aposentam, perdendo o contato com colegas de trabalho; em casa, os filhos crescem e saem de casa em busca de sua própria vida. Estas mudanças podem gerar sentimentos como abandono e solidão no idoso, além de faze-lo sentir-se inútil e desvalorizado, levando à depressão.

O processo de envelhecimento corporal, ao introduzir diversas limitações, agrava a situação emocional negativo em que vive o idoso, desenvolvendo uma expectativa de dependência tanto em si próprio como nas pessoas de seu convívio. Nestas condições, a manutenção de uma vida saudável fica mais difícil, pois os fatores emocionais irão influenciar na alimentação e no desempenho dos sistemas imunológico, nervoso e emocional. O principal cuidado com o idoso deve ser o rompimento da discriminação, trazendo-o a participação na vida familiar e comunitária, aumentando sua auto-estima e bem estar.

O papel da ergonomia

Segundo MORAES, A. (1992), o atendimento aos requisitos ergonômicos possibilita maximizar o conforto, a satisfação e o bem-estar; garantir a segurança; minimizar constrangimentos; custos humanos e carga cognitiva, psíquica e física do operador e/ ou usuário; e otimizar o desempenho da tarefa, o rendimento no trabalho e a produtividade do sistema homem-máquina.

Segundo JORDAN, P. W. (1998), em alguns casos, a usabilidade de um produto pode afetar a segurança de quem usa o produto, como também a segurança de outros. Também há muitas situações domésticas onde a falta de uso em um produto pode ser perigosa. Considere um problema de ergonomia clássico incompatibilidade entre botões e queimadores do fogão. Se, por exemplo, alguém está cozinhando, usando duas ou três bocas ao mesmo tempo e então fecha a errada, ao remover a panela, uma superfície quente seria deixada exposta, podendo causar queimaduras graves.

O fato de problemas de usabilidade variarem e a necessidade de considerarem-se as diferenças dos usuários muitas vezes não é trabalhado durante o design de um produto. Muitas pessoas continuam com o uso regular de uma gama extensiva de produtos domésticos até atingirem idades entre oitenta e noventa anos, com isso, conclui-se que a idade é um fator de design crítico (Hancock, Rogers, & Fisk, 1998 apud Revista Ergonomics in design, 2001 ).

Objetivos da pesquisa

Finalidade : Propiciar um envelhecimento tranqüilo, sem acidentes, que ocasionem lesões e prejuízos à saúde dos idosos, permitindo que estes realizem com cautela e autonomia as atividades da sua vida diária;

Objetivo Geral : Evitar quedas e acidentes de idoso no lar, evitando lesões definitivas e/ ou temporárias que acelerem o processo de envelhecimento da pessoa.

O início da pesquisa

Buscou-se através de questionários ergonômicos aplicados aos idosos, esclarecer esses fatores, direcionados ao convívio no lar com diferentes produtos e por situações de risco vividas diariamente por pessoas da terceira idade. Entrevistaram-se moradores de diferentes bairros da cidade do Rio de Janeiro para a tomada de dados e gráficos, que servirão como base para as conclusões do estudo, que vem sendo desenvolvido desde 2002 na PUC-Rio.

A pesquisa foi iniciada em 2002 com a aplicação de um questionário a 50 idosos acima de 65 anos, após o piloto com treze. Foram incluídas no questionário questões como: as dificuldades fisiológicas mais específicas dos idosos, como está sua inserção na nossa sociedade atual, suas respectivas rendas, aposentadorias e salários, e os aspectos problemáticos sobre segurança e ergonomia a serem resolvidos.

O questionário aplicado abrangeu um púbico 74% feminino e 26% masculino no ano de 2003. Um ponto interessante, e posteriormente aprofundado durante as aplicações desse questionário, foi à constatação de que a maioria dos idosos não admite ter sofrido qualquer tipo de acidente. Quando perguntados, entretanto, se já haviam se queimado, por exemplo, com ferro de passar roupa quase sempre a resposta era sim. Este tipo de atitude parece ser comum em certas investigações com idosos, principalmente em função do padrão de saúde e idade ideais que são impostos socialmente, e que torna difícil na terceira idade aceitar ou lidar com suas reais condições.

O segundo item do questionário definitivo considerava a necessidade de modificações para a segurança dos eletrodomésticos: 72% consideraram muito importantes; 20 % importantes; 6% pouco importantes; e sem importância - 2%. O terceiro item abordava o grau de periculosidade de alguns produtos com maior tendência a acidentes: em primeiro lugar encontra-se o ferro de passar roupa com 54%; a seguir panela de pressão com 20%; fogão 11%, cafeteira e faca elétrica empataram com 6%; e uma minoria de 3% ficou para opção “outros”.

Como continuação da pesquisa, a partir de 2003 - 2 o semestre, para maior aprofundamento, resolveu-se ampliar o número de questionários. Para isso, começou-se desde a elaboração de um novo questionário piloto com 16 idosos, para depois então fazer o definitivo com mais 80 (oitenta), em diferentes bairros da cidade do Rio de Janeiro.

MÉTODOS E TÉCNICAS DA PESQUISA

Aplicou-se um questionário piloto com 16 pessoas na faixa de 56 a 90 anos de idade. Nesse piloto resolveu-se incluir perguntas relativas ao ambiente da cozinha, as atividades exercidas pelos idosos, para se ter uma idéia melhor dos riscos que os mesmos sofrem neste ponto da casa. Após o piloto, aplicou-se o questionário definitivo a 80 (oitenta) idosos de diferentes bairros da cidade.

Após a apresentação dos objetivos da pesquisa, detalhava-se o tema que seria tratado. Neste primeiro contato, antes mesmo de perguntar se a pessoa se disporia a responder, já surgiam dúvidas como – Para que? Com que finalidade? Neste momento verificava-se a importância da linguagem no trato com os futuros entrevistados, pois mesmo entendendo a finalidade da pesquisa em nosso discurso sobre o tema, demonstravam dificuldade em entender certos termos.

Percebeu-se que o respeito e a paciência são fundamentais com os idosos, pois, muitas vezes, o esforço para que se coloquem a vontade é, em geral, maior do que se imagina a princípio. Durante a entrevista, permanecia-se ao lado do idoso, para responder às dúvidas que surgissem, porém não se emitia qualquer tipo de opinião ou indicação, que pudesse interferir na resposta do entrevistado.


CONTROLE REMOTO PARA PACIENTES

Muitas vezes, achar o médico numa urgência não é fácil. Menos ainda quando se trata de tirar uma dúvida. De um ano para cá, hospitais, laboratórios e empresas privadas passaram a investir pesado em recursos tecnológicos para facilitar a comunicação com o paciente. Assim, agilizam-se remoções em casos de emergência e, ao mesmo tempo, evitam-se deslocamentos desnecessários ao hospital ou ao médico.

O mais novo desses equipamentos é um aparelhinho do tamanho de um iPod ligado à linha telefônica que pode ser conectado a uma central de atendimento. Em caso de emergência, o paciente aperta um botão e um sinal é transmitido a uma central que identifica a origem da chamada e entra em contato não só com ele, como também com uma lista de pessoas previamente cadastradas, incluindo o médico. Dependendo do caso, ambulância e hospital são acionados.

A central monitora a chegada de pelo menos uma das pessoas da lista à casa do paciente. Se ele não estiver em condições de falar, a rede é acionada da mesma forma, em minutos. E o paciente só teve de apertar um botão.

"No início, o foco era o cliente mais velho. Mas fomos procurados por pessoas com perfis variados, como os que acabaram de ser operados ou têm filho pequeno em casa", diz José Carlos de Vasconcellos, diretor da TeleHelp, fabricante do item que já vendeu 500 aparelhos no País.

Fabíola Haddad, de 30 anos, está grávida de nove meses e tem o aparelhinho por precaução. "Estou muito bem, só que fico sozinha em casa e sei que, se acontecer qualquer coisa nesta altura do campeonato, não vou ter muita mobilidade e terei que achar alguém rapidamente", conta. "Levo meu aparelhinho para todo lugar, no colar."

VIDEOCONFERÊNCIA

O Fleury, o primeiro laboratório a disponibilizar diagnósticos na internet, criou neste ano um sistema de videoconferência para o paciente tirar dúvidas sobre os exames. Em tempo real, ele conversa com um médico que pode, ainda, dar informações sobre a doença.

Laboratórios e hospitais de ponta também já enviam resultados de exames e confirmam consultas com torpedos ou SMS. O paciente pode também responder por mensagem de celular.

Há recursos que permitem o monitoramento do paciente a distância. O Loop Event Recorder (Looper), por exemplo, usado em clínicas e centros como o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital do Coração e o Instituto do Coração, em São Paulo , é um aparelhinho para detectar alterações do coração que pode ser levado no bolso.

Conectado ao tórax por eletrodos, ele registra os dados e os transmite a uma central médica. A vantagem em relação ao holter é que ele não grava ininterruptamente por um período de 24 horas. O dispositivo tem um sistema de memória que só grava quando os sintomas aparecem. A programação de gravação pode ser alterada de acordo com o interesse médico. Com isso, pode ficar ligado ao paciente por meses.

Os dados do Looper são enviados pelo paciente por sistema de transtelefônica - transmissão do som codificado pelo telefone. Os sinais são captados numa central, na qual ficam registrados.

Um dos primeiros canais de comunicação 24 horas entre paciente e médico foi criado pelo Hospital Maternidade São Luiz e completa uma década neste ano. O Disque Bebê é um serviço 0800 que começou para socorrer mães que haviam recém-saído da maternidade com dúvidas sobre o aleitamento.

"Cresceu tanto que hoje ajudamos em absolutamente tudo em relação à saúde nos primeiros anos do bebê", diz Márcia Regina da Silva, coordenadora do Disque Bebê. "Hoje 11 enfermeiras atendem 250 telefonemas por dia. Nossas dúvidas poupam 80% das vindas ao hospital."


SENSORES DOMÉSTICOS DETECTAM DEMÊNCIA

Um estudo da Oregon Health & Science University, dos Estados Unidos, mostra que detectores de movimento e sensores de portas, instalados nas residências de idosos, pode ajudar a rastrear padrões de atividade que, se acredita, estão relacionados aos primeiros sinais da demência.

Os resultados da pesquisa, apresentados na 10ª Conferência internacional de mal de Alzheimer e desordens relacionadas, em Madri, mostram que a monitoração contínua e não-invasiva da atividade doméstica pode ser um modo confiável de avaliar as mudanças do comportamento motor que podem ocorrer ao mesmo tempo que as mudanças na memória.

"Para ver uma tendência ao longo do tempo, são necessárias várias medições - em dias bons e em dias ruins - e geralmente leva anos para ver a tendência num cenário clínico", diz Tamara Hayes, principal autora do estudo. Ela nota que a maioria das visitas de idosos ao médico são espaçadas por meses ou até anos, e que a capacidade motora e de memória dos pacientes é avaliada em um pequeno número de testes, realizados num tempo curto.

"Em contraste, estamos observando continuamente a atividade dos idosos em suas próprias casas", disse Hayes. Sua equipe usou um sistema de avaliação de atividade para medir a velocidade com que os idosos caminhavam por suas casas e a atividade geral de sete voluntários saudáveis e sete com pequena deficiência cognitiva, durante 60 semanas, reunindo mais 108 mil horas de dados.


SÍNDROME DO EDIFÍCIO DOENTE PODE
CONTAMINAR PESSOAS E TRAZER DANOS MORAIS

Considerada uma doença da arquitetura moderna, a chamada "síndrome do edifício doente" se desenvolve em prédios selados que possuem baixa taxa de ventilação externa. Nesses ambientes - onde a maioria das pessoas costuma passar até 90% do tempo -, o risco de contaminação por microorganismos (fungos, vírus, bactérias) chega a aumentar em até 50 vezes, se comparado com o ar das ruas. No caso dos fungos, por exemplo, as partículas são 40 vezes mais tóxicas quando inaladas do que quando ingeridas.

"A OMS (Organização Mundial da Saúde) definiu a síndrome do edifício doente como sendo uma situação onde 20% ou mais dos ocupantes de um determinado prédio apresentam sintomas não específicos com uma etiologia desconhecida, sem origens determinadas e que, quando os queixosos são afastados do ambiente, apresentam regressão espontânea dos sintomas, como irritação das mucosas, pele e olhos, fadiga, dor de cabeça, mal estar, letargia, dificuldade de concentração, sensibilidade a odores e sintomas semelhantes à gripe", afirma Isabelle Ricard, bioquímica, gerente da Ondeo-Nalco.

Foi o que ocorreu nos prédios da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, em 1997. Durante as festas de fim de ano, o sistema de refrigeração do local ficou desligado. Os fungos que já existiam no ambiente se multiplicaram dentro do sistema do ar condicionado central e depois se espalharam de maneira assustadora. Cerca de 80 colaboradores tiveram problemas dermatológicos e irritação nas vias respiratórias. Como perda material, o maior acervo da América Latina no campo da biomedicina ficou interditado por cerca de 120 dias.

A Fundação Britânica de Alergias (BAF) tem alertado que o ozônio dispensado no ar em escritórios por equipamentos como fotocopiadoras, faxes e impressoras podem tornar os funcionários doentes. De acordo com Isabelle Ricard, "quando inalado, o ozônio pode danificar o tecido pulmonar. Em baixas concentrações causa dores no peito, tosse, falta de ar e irritação da garganta, sintomas que podem afetar tanto pessoas saudáveis quanto as que já apresentam problemas respiratórios. Os efeitos do ozônio variam conforme a sensibilidade e capacidade de resposta individual, mas o gás também agrava as doenças respiratórias crônicas e compromete ainda mais as defesas do organismo contra infecções respiratórias".

"Muitos equipamentos que se destinam ao tratamento do ar geram ozônio como produto residual e seus fabricantes alegam, irresponsavelmente, que o ozônio (O3) é o oxigênio (O2) otimizado, com o objetivo de obter vantagens financeiras. O FDA, órgão de regulamentação americano, não permite que equipamentos que gerem ozônio, seja qual for a quantidade, sejam vendidos para pessoas enfermas ou para hospitais justamente pelos sérios danos que este gás pode provocar à saúde.


EXAMES EM CASA SE EXPANDEM

Os exames em casa (delivery) são indicados, principalmente, nos casos em que o paciente já tem uma estrutura de atendimento no domicílio, o home care A evolução destes serviços de diagnósticos tem crescido muito, notadamente, em São Paulo. Vários médicos consultam o CRM-SP perguntando se podem ou não fazer determinado exame na casa dos pacientes. Recentemente, um médico perguntou se poderia fazer em casa uma endoscopia digestiva, que requer a infra-estrutura hospitalar. Para quem não tem condições de se locomover, o serviço é excelente. Esse tipo de serviço deve ser feito em casos excepcionais, não podendo ser transformado em regra. A tendência de miniaturização dos equipamentos de diagnóstico é irreversível. A qualidade dos aparelhos portáteis é excelente e muitas clínicas e hospitais já trabalham com eles, com a demanda tendendo a aumentar em 2006.

A polissonografia na casa do paciente é uma das possibilidades dos novos serviços delivery que começam a ser oferecidos por hospitais, laboratórios e clínicas particulares. A oferta ainda é restrita, mas hoje já é possível fazer exames de média complexidade como eletrocardiograma, ultra-sonografia e doppler (ultra-som específico para veias e artérias) fora do ambiente hospitalar. Os responsáveis pela nova modalidade de atendimento garantem que o método é seguro e eficaz, mas alguns médicos vêem ressalvas na popularização dos exames em casa. Além disso, vale lembrar que a personalização do serviço tem um preço. Alguns laboratórios já trabalham com planos de saúde, mas é cobrada uma taxa adicional de visita. Em outros casos, o atendimento é particular.

Os primeiros aparelhos de ultra-sonografia portáteis começaram a surgir no mercado há cerca de cinco anos. No início, os principais clientes eram pequenas clínicas e hospitais, que não tinham recursos para adquirir o equipamento tradicional o custo do portátil é cerca de 50% menor. E, somente há alguns meses, o sistema começou a ser utilizado também para atender os clientes individualmente. O serviço é recomendado para pacientes com dificuldades de locomoção, mas a idéia tem atraído mesmo quem tem condições de ir até um laboratório ou hospital.


O hospital Samaritano de São Paulo também começou a oferecer exames domiciliares, todos na área da cardiologia. São procedimentos como eletrocardiograma, holter (sistema que grava o eletrocardiograma por um longo período de tempo), monitorização ambulatorial da pressão arterial e ecocardiograma. A iniciativa só foi possível com a compra de equipamentos portáteis, como o novo ecocardiógrafo -com peso inferior a 3kg e tamanho semelhante ao de um caderno escolar, ele cabe na própria pasta do médico. A estimativa é que o novo serviço eleve em 10% o volume de exames cardiológicos realizados pelo Samaritano.

INFECÇÕES NO AMBIENTE DOMICILIAR:
MEDIDAS E PREVENÇÕES

Fonte :United Kingdom Home Care Association

O home care embora tenha muitas características com os serviços hospitalares, é uma entidade única, com uma complexidade que é conseqüência de um trabalho de grande know how que estas empresas desenvolvem, no processo de cuidar de seus pacientes. Alguns de seus serviços vêm liberando o internamento hospitalar e/ou tratamentos ambulatoriais.

Por isso mesmo, a atividade de home care gera resíduos na casa do paciente que deve ser gerenciado com os mesmos princípios em mente utilizados pelo processo gerencial das instituições de saúde, porém, sem os mesmos recursos disponíveis no ambiente hospitalar.

 A empresa de home care, portanto, tem a responsabilidade de atingir as mesmas metas preventivas que um hospital, porém em um ambiente onde a tarefa de controlar processos específicos fica não tão somente nas mãos do cuidador formal (Profissionais da Saúde), mas também, nas mãos do cuidador informal (parente ou amigo) ou até mesmo o próprio paciente. Esta participação nos processos gerenciais jamais ocorreria em um ambiente hospitalar, porém, é uma realidade diária em home care.

Enquanto, no hospital o lixo é gerenciado internamente, em home care , a equipe clínica é obrigada a acondicionar e transportar o lixo até a sede da empresa, armazená-lo e depois entregá-lo a uma empresa especializada na área de gerenciamento de resíduos s ólidos de saúde. A necessidade de transporte externo destes resíduos entre a casa do paciente e a base da empresa de home care é o que gera a maior dificuldade em seguir a risco a regulamentação existente.

Assim sendo, um dos lados positivos do sistema de home care é a ausência de infecções, fato tão estudado e analisado nos hospitais. A infecção hospitalar que acontece em praticamente em todos os grandes hospitais brasileiros é em home care reduzida muitas vezes a zero. Entretanto a ausência da infecção em home care tem que ser constantemente monitorada e estudada.

A educação médica dos familiares do paciente é um benefício indireto do home care. Esta educação preventiva residencial por parte do home care deve ser considerada como uma das mais criativas das soluções educacionais na área de saúde. Ao tomar contato diário com os serviços prestados ao paciente olhando e observando diretamente o tratamento da enfermagem, a tendência dos familiares é absorver estes ensinamentos, pois, caberá a eles a continuação do tratamento após a alta do paciente. Depois, de posse destes conhecimentos e informações poderiam usá-los para o seu próprio benefício ou repassá-los para outras pessoas gerando uma ótima forma de difundir informações médicas a níveis de conhecimentos leigos. O home care propicia verdadeiras aulas de cuidados de enfermagem, prevenção e educação sanitária. É um efeito colateral saudável.

Alguns destes programas de prevenção deverão incluir visitas pré-programadas de médicos e enfermeiras, instruções e treinamentos do paciente e de seus familiares, educação sanitária, orientação para procurar o m édico (de família) precocemente, fazer exames e seguir as principais regras, condutas e procedimentos que tenham sido desenvolvidos para melhorar e manter a qualidade de vida.

Atualmente, a maioria das empresas de saúde no Brasil ainda opta por atitudes de assistência médica exclusivamente ambulatorial ou hospitalar, mas já estão conhecendo a importância e o complemento, bem como o verdadeiro benefício que a internação domiciliar proporciona

Fora do ambiente hospitalar, em pacientes idosos e com doenças crônicas, as infecções mais freqüentes são as urinárias e as respiratórias. Isso requer um acompanhamento constante em virtude de estarem sendo utilizados antimicrobianos. Assim, os antibióticos devem ser administrados com racionalidade, da mesma maneira que o fazem no hospital, visto que a bactéria que desenvolve resistência dentro de um hospital, pode, também, adquirir resistência no ambiente domiciliar.

Às vezes, existem casos de pacientes levados para casa com infecção contraída do hospital, mas também há casos de pacientes que adquirem infecções comunitárias, principalmente a pneumonia ou infecção urinária, que se não forem devidamente tratadas vão criando resistência. Hoje, sabemos que Meningococcus, Gonococcus, Escherichia coli e, por fim, Staphylococcus aureus, desenvolveram resistência à oxacilina e resistência intermediária à vancomicina através do ambiente domiciliar.

Na verdade, o ideal seria o tratamento de qualquer infecção a partir de cultura, ou seja, realizando o antibiograma e analisando qual a sensibilidade do microrganismo. Evidentemente, de acordo com o tratamento empírico, no caso, por exemplo, de Staphylococcus, inicialmente o ideal seriam, ampicilinas, cefalosporinas e oxacilinas, mas já existem cepas resistentes (MRSA) a estas drogas; desta forma, temos que recorrer a antimicrobianos de amplo espectro e às vezes até à vancomicina, à qual também algumas bactérias já adquiriram resistência (VRE; VRSA). O critério de se usar antibiótico de maneira racional deve ser estabelecido de acordo com a cultura do antibiograma e assim definindo a melhor opção terapêutica.

Dentre as medidas de controle de infecções fora do hospital, temos as mesmas prevenções utilizadas em hospitais, tais como biossegurança, precauções com infecções cruzadas ou com o próprio ambiente domiciliar, preocupações com a equipe de saúde e com os resíduos sólidos produzidos nos serviços de saúde ou no domicílio (“lixo hospitalar”) e uma preocupação especial com o treinamento das pessoas que vão cuidar destes pacientes. Tem que haver a consciência de que a pessoa tratada em casa precisa receber os mesmos cuidados como se estivesse sendo tratada no hospital. A manutenção da esterilidade dos equipamentos respiratórios, por exemplo, tem que ter o mesmo cuidado que recebe no hospital.

Para diminuir fatores de risco de infecções fora dos hospitais é importante analisar: condições sanitárias, rede de esgoto, higiene do paciente, equipamentos, exposição do doente ao clima (calor, frio, vento poeira, etc.), insetos, roedores, infecção por outros membros da família, etc.
O objetivo principal do controle de infecção fora do hospital é desenvolver ações efetivas semelhantes às dos serviços de saúde, tendo como missão a Teoria dos 3 Ts: treinar, tratar e terminar.

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