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HOSPITAL OFTALMOLÓGICO DE SOROCABA LIDERA EM TRANSPLANTES DE CÓRNEA NO ESTADO DE SP
O Hospital Oftalmológico de Sorocaba foi o grande destaque tanto entre as Organizações de Procura de Córneas, com 6,6 mil tecidos captados pelo Estado, como em realização de transplantes de córnea, com 2.468 cirurgias realizadas em 2009. Os números foram divulgados no Prêmio Destaque em Transplantes de 2009 nesta segunda-feira (15).
O Hospital do Mandaqui, hospital localizado na região norte da capital paulista, liderou no quesito captação de córneas. O notificou 502 doações do tecido em 2009. Já entre as OPOs (Organizações de Procura de Órgãos) da capital, a Santa Casa de Misericórdia teve o melhor desempenho, sendo responsável por 154 doadores viáveis, seguida pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com 143.
As OPOs são equipes responsáveis pela busca, captação, notificação e viabilização de doadores em um grupo de hospitais localizados em determinada região. O Incor (Instituto do Coração) do HC foi o que mais realizou transplantes de coração (34) e de pulmão (15). O segundo colocado entre os transplantadores de coração foi o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, com 23 cirurgias realizadas no ano passado.
Entre os transplantadores de fígado o destaque na capital foi o HC, com 155 cirurgias e, no interior, o HC da Unicamp, com 48. Mais uma vez o Hospital do Rim e Hipertensão foi o que mais realizou transplantes de rim na capital, com 486 cirurgias. No interior o HC da Unicamp se destacou novamente, com 85 transplantes de rim. A Beneficência Portuguesa da capital foi campeã de transplantes de pâncreas, com 67 cirurgias.
No ano passado o Estado de São Paulo conseguiu viabilizar 705 doadores de órgãos, 45% a mais do que os 486 registrados em 2008. |
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CATETERISMO COM IMPLANTE DE STENT PODE SER EFICAZ QUANTO CIRURGIA
O cateterismo com implante de stent na carótida é tão seguro e eficaz quanto a cirurgia para desobstrução do vaso. A conclusão é do estudo Crest, a maior pesquisa clínica já feita comparando as duas técnicas para prevenção de derrame em pacientes com estreitamento da carótida. O trabalho foi apresentado na última sexta-feira (fev/10), no congresso da American Stroke Association, em San Antonio, Texas.
Estudos anteriores apontavam que o stent era menos seguro que a cirurgia. Os resultados do Crest mostram que pessoas com risco de derrame por causa do estreitamento da artéria do pescoço podem se beneficiar da técnica do cateterismo com stent, que é menos invasiva, correndo riscos estatisticamente similares.
A pesquisa, que incluiu 2.502 pessoas e 117 centros médicos nos Estados Unidos e no Canadá, foi coordenada por especialistas da Clínica Mayo e da Universidade de Medicina de Nova Jersey. Além de mostrar riscos e benefícios praticamente iguais nas duas técnicas, o estudo apontou em que casos específicos cada procedimento tem um risco ligeiramente maior. Os dados mostram que a cirurgia diminui um pouco mais o risco de derrame, enquanto o stent diminui ligeiramente o risco de infarto após a realização do procedimento.
Opiniões divididas
O cateterismo com implantação de stent na carótida foi realizado pela primeira vez em 1994. O cateter é introduzido na artéria do pescoço e um pequeno balão é inflado no local, para desbloquear o vaso. O stent, que é um tubo metálico perfurado, é implantado para manter a artéria aberta.
O procedimento cirúrgico, chamado de endarterectomia, é feito desde a década de 1950.
Ambos os procedimentos podem ser indicados para pacientes que sofreram microderrames ou que apresentam 70% ou mais de obstrução da artéria carótida. Obstruções menores são tratadas clinicamente, com medicamentos. |
Mirto Prandini, professor de neurocirurgia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo, acredita que o stent é a melhor opção. "A questão é muito debatida e estudos anteriores mostravam que [o procedimento] não teria vantagens evidentes. Porém, considero o stent mais vantajoso. É menos agressivo e mais rápido. Se os riscos e benefícios são similares, é a melhor opção."
Eduardo Mutarelli, neurologista do hospital Sírio-Libanês, tem opinião contrária. "Todos os estudos, até agora, mostram que a cirurgia é melhor. Esse mostra que, no máximo, os dois procedimentos "empatam". Por enquanto, continuo preferindo a técnica consagrada, a não ser em casos em que há indicação específica para stent", diz o neurologista.
Segundo ele, o stent pode ser indicado para pacientes em condições de saúde mais precárias, com diabetes ou com insuficiência cardíaca, por exemplo, que correm mais risco de piorar o quadro devido ao estresse cirúrgico. Também é feito quando a posição da placa de gordura que obstrui a artéria no pescoço é de difícil acesso.
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SOLIDÃO SE ESPALHA COMO RESFRIADO
A solidão pode ser contagiosa e se transmite num grupo social, como um resfriado. A informação é de um estudo feito nos Estados Unidos e revelado nesta terça-feira (1º). A pesquisa destaca que, gradativamente, durante um período de tempo, as pessoas nessa situação acabam se afastando dos seus círculos sociais.
Os solitários chegavam a infectar as pessoas a sua volta – as cientistas chegaram à conclusão de que a solidão se espalhou, por exemplo, entre vizinhos que eram amigos próximos. O psicólogo John Cacioppo, da Universidade de Chicago, principal autor do estudo, diz que os pesquisadores detectaram "um modelo extraordinário de contágio que leva as pessoas a se isolarem quando se sentem sós".
Uma vez na periferia de círculos sociais, elas têm ainda menos amigos. A solidão faz com que elas percam os laços que ainda restam. Os solitários, já na periferia das redes de contato social, transmitem esses sentimentos para os amigos que restaram, que também acabam entrando nessa condição. A pesquisa mostrou que, quando as pessoas ficam solitárias, passam a confiar menos nas outras e dão início a um ciclo que torna ainda mais difícil a amizade.
O estudo, financiado por recursos federais do Instituto Nacional do Envelhecimento, foi feito inicialmente com 5.124 pessoas, ouvidas num período de dois a quatro anos. Em dez anos, a pesquisa se expandiu para incluir cerca de 12 mil pessoas – filhos e netos do grupo original, entre outras. O trabalho foi elaborado por três universidades dos Estados Unidos: a da Califórnia San Diego, Chicago e Harvard. |

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| CIGARRO ESTÁ RELACIONADO A PROBLEMAS SOCIAIS PARA AS MULHERES |
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Um estudo realizado por pesquisadoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revelou que para retirar o cigarro da vida das mulheres, não basta convencê-las dos males à saúde: é preciso compreender o papel atribuído ao cigarro e substituí-lo por suporte não só médico, mas também social. Segundo o artigo, além das questões médicas, o tabagismo envolve também aspectos sócio-culturais, políticos e subjetivos, assim como a dimensão de gênero. O cigarro representaria para as mulheres um papel de apoio no enfrentamento de problemas.
As duas pesquisadoras, Márcia Terezinha Trotta Borges e Regina Helena Simões-Barbosa, entrevistaram 14 frequentadoras de um programa, em um hospital público do Rio, voltado a pessoas que querem parar de fumar. Nas conversas, as autores buscaram compreender os significados do fumar feminino. Foram abordados diversos temas, como a trajetória sócio-familiar e de gênero, assim como as vivências relacionadas ao cigarro. Também foi feita uma avaliação do programa de saúde oferecido pela instituição.
A maioria das entrevistadas encontrava-se na faixa etária de 41 a 60 anos e iniciou o fumo antes dos 13 anos, acendendo os primeiros cigarros em casa, para os familiares. Estas mulheres procuraram o programa do hospital por motivo de saúde e encontravam-se em abstinência entre dois e seis meses. |
Os depoimentos revelaram traços comuns entre elas: muitas tiveram uma infância pobre, marcada pelo abandono da escola e ingresso precoce no mundo do trabalho, além da ausência da figura paterna. Também não foram raros os relatos de agressões sofridas. Ao falarem sobre os homens, as entrevistadas lhes atribuíram várias características negativas, ressaltando o fato de serem egoístas e pouco companheiros na hora de dividir as tarefas da casa e os cuidados com os filhos. Por outro lado, as mulheres foram quase sempre identificadas com atributos positivos, associados à figura da mãe e da guerreira.
Sobrecarga de trabalho, cobranças e conflitos sociais, momentos de estresse, desgaste, sofrimento, ansiedade, raiva, impotência, solidão e rejeição: é nessas circunstâncias que as entrevistadas recorriam ao cigarro – ' um suporte barato, de fácil acesso e que proporcionava alívio, mesmo que momentâneo, para tantos sentimentos dolorosos', conforme descrevem as autoras. A partir das entrevistas, as pesquisadoras identificaram duas categorias do tabagismo feminino: o cigarro como companheiro e como fonte de prazer.
O cigarro 'companheiro' é associado ao enfrentamento de situações relacionadas às contradições entre mundo público e familiar, ao alívio de sentimentos 'negativos' e, por fim, como 'compensação da solidão'. O cigarro 'fonte de prazer' emerge associado a um quase ritual, realizado nos raros momentos em que se descansa dos incontáveis e incessantes 'deveres' e demandas da casa, do trabalho, dos filhos e de outros familiares, criando momentos íntimos de reflexão e paz, a sós consigo mesma, em contextos de vida com poucas oportunidades de privacidade, relaxamento e intimidade – explicam as autoras.
Essas dificuldades cotidianas, que levam as mulheres a se refugiarem no cigarro, devem ser levadas em conta na elaboração de programas de controle e prevenção do fumo específicos para este segmento. Reafirmamos aqui a necessidade de considerarmos, na pesquisa e na assistência à saúde das mulheres, particularmente no tabagismo feminino, os determinantes sociais, culturais e políticos dos processos saúde/doença, neles incluídos a dimensão de gênero - concluem as pesquisadoras.
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