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O cérebro humano pesa pouco mais de 1,4 kg , mede em torno de 16 cm e é composto por 78% de água. Mas é o órgão mais complexo do corpo humano. Só de neurônios, são mais de 100 bilhões. Por isso, o cérebro precisa estar sempre, como diriam alguns, ‘esbanjando saúde'. Certos alimentos podem melhorar o desempenho cerebral, aumentar a capacidade de concentração e raciocínio e prevenir doenças neurológicas, como o Mal de Parkinson e de Alzheimer.
Um item que não pode faltar no cardápio de quem sonha em viver muito (e bem!) é o ômega 3. Segundo o neurologista Cícero Galli Coimbra, esse ácido graxo favorece a produção de neurônios e ajuda a proteger os que já existem. “Infelizmente, o consumo de ômega 3 é quase zero na cultura ocidental. O ideal é que as pessoas consumissem peixe como única fonte de carne animal. E, de preferência, cozido no ensopado ou no vapor por dez minutos”, recomenda.
Se dependesse do casal Pedro Amaral e Maria Garcia, ambos de 25 anos, o “prato do dia” seria sempre sushi e sashimi de salmão. Maria confessa que herdou o gosto pela cozinha japonesa dos pais — dois típicos representantes da “geração natureba”. Coincidência ou não, a moça nem lembra da última vez em que caiu doente ou que precisou ser internada. “Se pudesse, comeria peixe todos os dias. Não é à toa que os japoneses vivem tanto”, diverte-se Maria.
O ômega 3 já é considerado um aliado da medicina na luta contra doenças degenerativas devido à ação antiinflamatória. “O ômega 3 é tão importante que as crianças deveriam ingerir uma média de dois gramas por dia; pessoas com histórico familiar, 8 gramas ; e portadores de doenças degenerativas, 12 gramas ”, observa o geriatra Jorge Jamili.
Mas o ômega 3 não é o único “prato” a ser saboreado por quem deseja manter o cérebro jovem. Há outras opções igualmente saudáveis como o zinco e o boro. “Estes minerais evitam o envelhecimento precoce do cérebro porque são antioxidantes. Eles não deixam que a nossa ‘massa cinzenta' fique enferrujada”, explica a nutróloga Tamara Mazaracki.
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Além de evitar o envelhecimento das células, os antioxidantes também ajudam a neutralizar a ação dos radicais livres — aquelas substâncias nocivas produzidas pelo estresse, fumo e álcool, entre outros fatores de risco. “Se os radicais livres atingirem níveis elevados no organismo, podem causar lapsos de memória e prejudicar a concentração”, alerta a nutricionista Teresa Labanca, do Hospital Balbino.
As vitaminas também são indispensáveis para o bom funcionamento do cérebro. Principalmente a B6, que ajuda na formação dos neurotransmissores, que transmitem informações de um neurônio para o outro. “A B6 é encontrada em aveia, arroz integral, batata e feijão. Ou seja, a melhor farmácia que existe ainda é o setor de hortifrutigranjeiro do supermercado”, brinca Teresa.
Se alguns nutrientes são aliados do cérebro, outros representam verdadeiras ameaças. Um bom exemplo é o ômega 6 — presente em óleos vegetais, como a gordura trans. O geriatra Jorge Jamili afirma que não basta aumentar o consumo de ômega 3. É preciso reduzir o de ômega 6. Já o neurologista Cícero Coimbra salienta que alguns casos de hiperatividade em crianças podem ser causados pelo déficit de ômega 3 e o excesso de ômega 6 na dieta infantil. E que esses casos poderiam ser solucionados sem recorrer a remédios. O nutrólogo Osman Gióia também elogia as propriedades anticoagulantes do ômega 3 — que podem até evitar tromboses —, mas faz uma ressalva: associada ao ácido acetilsalicílico ou a ginkgo biloba, o ácido graxo pode provocar hemorragias. (20/10/08)
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ESTRESSE INFANTIL E PROBLEMAS PSIQUIÁTRICOS
Adultos em tratamento com distúrbios mentais graves reportam terem apresentado níveis de estresse na infância muito maiores do que pessoas sem problemas psiquiátricos, segundo estudo da Universidade de Konstanz, na Alemanha. Para avaliar se experiências traumáticas na infância influenciam a psicopatologia adulta, os pesquisadores comparam 96 adultos com depressão, esquizofrenia, viciados em drogas ou com distúrbios de personalidade com 31 pessoas sem esses problemas. Os especialistas notaram que esses pacientes eram mais afetados pelo estresse na infância e na pré-puberdade do que os outros, apesar dos níveis de estresse na idade adulta serem os mesmos para os dois grupos. E, quanto mais grave o estresse no início da vida, pior o problema psiquiátrico na idade adulta. Mais estudos são necessários. (09/08/08)
DANÇAR TANGO PODE AJUDAR PACIENTES COM MAL DE PARKINSON
Quando a banda começar a dançar tango, pessoas com mal de Parkinson podem se dirigir à pista. Essa é a conclusão de um novo estudo relatando que quando pacientes com mal de Parkinson tiveram aulas de tango, seu equilíbrio melhorou.
Problemas para andar e com equilíbrio são comuns entre pessoas com a doença, e muitas vezes levam a quedas. Entre as dificuldades, os pesquisadores disseram, estão andar devagar e problemas em virar enquanto andam. Os pacientes podem ter um “travamento” que pode diminuir seu ritmo ou pará-los completamente. Eles também têm problemas em andar e fazer qualquer outra atividade ao mesmo tempo.
O estudo está na edição de dezembro do The Journal of Neurologic Physical Therapy. A principal autora é Madeleine E. Hackney, da Escola da Medicina da Universidade de Washington em St. Louis.
Os pesquisadores descreveram o que aconteceu quando 19 pacientes de Parkinson receberam 20 aulas de tango ou 20 aulas de exercício. As aulas de exercício consistiam em uma hora de movimento, boa parte em cadeiras ou usando-as para apoio. As aulas de tango eram mais ativas, e se focavam em alongamento, equilíbrio, trabalho com os pés e contagem de tempo.
Ambos os grupos demonstraram melhorias gerais, mas somente os alunos de tango pareciam se desempenhar melhor quando se tratava de balance. A melhoria foi um pouco limitada, e pesquisadores disseram que era necessário mais estudo. |
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A assistência médica domiciliar oferecida pelo Sistema Único de Saúde precisa ser ampliada, recebendo a atenção que merece pela importância que tem, tanto em nível de conforto para a população quanto pela economia que representa, em relação à desocupação de leitos e à possibilidade de otimização dos recursos hospitalares.
É indiscutível a humanização proporcionada pela assistência médica domiciliar, o que colabora para uma recuperação mais rápida e satisfatória dos enfermos. Informações da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte nos dão conta que o serviço de atenção médico-domiciliar atendeu 8.280 casos em 2006, o que representa 41% dos pedidos de internação de clínica médica.
Os números ainda se encontram distantes do ideal, mas já são de valor considerável diante do déficit de 800 leitos/mês para internação, ostentado pelos hospitais conveniados ao SUS na capital mineira. A gravidade é tamanha que, só ano passado, 6 mil pedidos de internação deixaram de ser atendidos, por absoluta falta de leitos.
Levantamentos assinalam que é muito mais barato tratar do doente em sua própria casa, o que deveria servir de estímulo e orientação para os projetos de governo na área da saúde. Em Belo Horizonte, há equipes de assistência domiciliar nos hospitais Eduardo de Menezes, das Clínicas, Pronto-Socorro João XXIII, Júlia Kubitschek, Maternidade Sofia Feldman e João Paulo II.
Os médicos defendem a assistência domiciliar não apenas porque os leitos hospitalares podem ser reservados a pacientes com problemas realmente graves, mas também pelo fato de o tratamento doméstico evitar o risco, cada vez mais comum, de infecção hospitalar. Contudo, apesar de todas as vantagens, a assistência domiciliar no SUS, regulamentada pela Portaria 2529/2006, ainda apenas engatinha à espera de uma real priorização capaz de incrementá-la em todos os municípios do país.
A formação de grupos multidisciplinares, para a constituição de equipes voltadas para a assistência domiciliar, não se apresenta tão onerosa aos cofres públicos, pois, segundo números relativos a Belo Horizonte, a criação de cada equipe fica em torno de R$50 mil e o custeio não consome mais que R$20 mil por mês. Portanto, seria recomendável que o governo federal desse à assistência domiciliar do SUS a mesma atenção destinada a programas como o Bolsa Família, principalmente porque sua clientela é constituída por cidadãos que não podem arcar com planos privados de atendimento médico. Ou seja, quando adoecem só podem contar com o apoio do Sistema Único de Saúde, o SUS.
CUIDAR DA SAÚDE FICOU MAIS BARATO |
O brasileiro está cuidando mais da saúde e um dos responsáveis por esse fenômeno pode ser identificado nas prateleiras das farmácias por uma tarja amarela e um gê maiúsculo e azulado na embalagem: os medicamentos genéricos. Dados do instituto de pesquisa IMS Health mostram que em 2006 o segmento superou a barreira de US$ 1 bilhão em faturamento, um salto de 52,2% ante o ano anterior. Em volume, o crescimento foi de 27,8%, com 194 milhões de unidades comercializadas em 2006.
Trata-se de um recorde dessa indústria, surpreendente para quem acreditava que os genéricos apenas substituiriam os medicamentos de marca e não teriam o poder de aumentar o acesso dos brasileiros ao mercado. Os dados do mercado mostram que o segmento cresceu quase quatro vezes mais que indústria farmacêutica no geral. 'Estamos evoluindo, em média, 25% ao ano desde 2002. O aumento de renda da população fez com que os excluídos do mercado pudessem retornar às farmácias, comprando genéricos', comemora Odnir Finotti, vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos).
Outro fator que contribuiu para a inclusão farmacêutica foi a confiança do paciente. Quando esse medicamento surgiu, há sete anos, muitos consumidores duvidavam de sua eficácia por causa do preço mais barato. Aos poucos, porém, as indústrias do setor conseguiram derrubar as barreiras da falta de informação.
Campanhas institucionais do governo, desde 1999, procuraram tranqüilizar os brasileiros em relação à qualidade dos genéricos. Atualmente, as drogas destinadas ao tratamento de doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão, já representam 48,3% das vendas. 'Nosso segmento detém quase 15% do mercado. Em breve, poderemos atingir 20% a 25% das vendas da Indústria no Brasil', promete Finotti.
Chegar a um quarto do mercado não é tarefa fácil. Países que atingiram essa marca contam com outros estímulos, como programas de reembolso dos medicamentos. 'Vamos chegar lá. Trata-se de um mercado novo, que ainda tem muito que aprender', diz Finotti.
O governo, por sua vez, tem todo o interesse em contribuir para o amadurecimento do setor de genéricos. Com o produto cada vez mais presente nas licitações federais, aumenta a possibilidade de redução de custos para os programas de distribuição de medicamentos à população.
Hoje, os cidadãos das classes D e E, mesmo com o advento dos genéricos, não têm condições de pagar por um remédio, principalmente se for para o combate de uma doença crônica, que exige tratamento contínuo. 'A prioridade desses brasileiros é o açougue, não a farmácia', exemplifica Vera Valente, ex-comandante da Pró-Genéricos e atual presidente da empresa PrevSaúde.
Para ela, os genéricos fazem parte da solução, mas não resolvem o problema sozinhos. 'O acesso será maior desde que se tenha a combinação de três fatores: a contínua evolução do mercado, os programas públicos de saúde e o aumento de renda.' Para os genéricos, há a possibilidade de aproveitar o avanço dos programas de renda do governo, principalmente em regiões onde o consumo ainda é baixo, caso do Nordeste. Diferentemente do que se poderia imaginar, a penetração desses medicamentos na região ainda é baixa. O problema, nesse caso, é a falta de informação.
Um relatório da consultoria MB Associados mostra que, com um bom trabalho de divulgação, o Nordeste poderá se tornar,em breve, um grande pólo de compras de genéricos. A consultoria leva em conta, sobretudo, o aumento do Bolsa-Família, cujo pagamento médio mensal deve subir cerca de 15% este ano.
Além do apelo social, há a questão macroeconômica. A concorrência que os genéricos promoveram no mercado fez com que os laboratórios de produtos de marca, em alguns casos, segurassem o preço de seus remédios. Hoje, o peso de produtos farmacêuticos no INPC, que inclui a faixa da população mais pobre (até 8 salários mínimos), é de cerca de 3,12%. 'Não fossem os genéricos, os preços de medicamentos poderiam ser maiores', avalia o economista Sérgio Vale, da MB Associados.
ASSISTÊNCIA DOMICILIAR REGISTRA CRESCIMENTO DO SETOR
Internação domiciliar reduziu o custo em 50% em comparação com o atendimento feito em hospital. O setor de saúde do Nordeste registra crescimento no negócio de assistência domiciliar. Na Bahia, a SOS Vida – Soluções em Saúde, líder no serviço de internação domiciliar, com 44% do mercado estadual, já definiu a cidade de Aracaju para o primeiro passo além das divisas baianas. "Observamos que a capital sergipana ainda é carente neste tipo de serviço e iniciamos a procura de parcerias locais", informa o diretor administrativo-financeiro da instituição, Edmundo Ribeiro.
Na investida sergipana, inicialmente está sendo prevista a aplicação de R$ 500 mil pela SOS Vida. "A empresa precisa enfrentar novos desafios. Já temos uma estrutura organizacional estruturada na Bahia e essa tendência de ‘desospitalização' é real", comenta Ribeiro. A empresa faturou, no ano passado, R$ 27 milhões na Bahia. O resultado foi superior em 18% ao de 2005. Com a expansão para outros estados do Nordeste, a meta de crescimento para este ano é de 38%.
"Avaliamos que podemos intensificar o crescimento de nossa empresa atuando também em outros mercados", comenta Ribeiro. Além de Aracaju, Fortaleza também está nos planos da empresa baiana. Recife é outro mercado atraente, mas de maior risco por contar com outras companhias atuando no segmento. "Embora mais competitivo, o mercado pernambucano é interessante por já ter uma cultura na área de internação hospitalar", explica Ribeiro.
Com base em pesquisa realizada pelo Grupo Unidas, que reúne empresas de autogestão em saúde, o executivo da SOS Vida informa que a internação domiciliar diminui o custo em 50% quando comparado com o atendimento em hospital. Por isso, ele destaca o grande potencial do negócio em face da necessidade crescente das operadoras de planos de saúde em reduzir custos na tentativa de sobrevivência com as receitas de um mercado que se encontra estagnado.
Algumas operadoras de planos de saúde, dentro da tendência de verticalização de serviços, com ampliação da rede própria de atendimento, estão investindo na criação de suas próprias estruturas de assistência domiciliar. É o caso da Promédica na Bahia. Para Ribeiro, esse comportamento reflete a irreversível tendência de desospitalização e a constatação da necessidade cada vez maior do internamento domiciliar. "Isso fortalece mais o negócio, que começou a ser implantado no País há pouco mais de 10 anos", afirma.
A internação domiciliar representa 80% do faturamento atual da SOS Vida, que mantém ainda uma unidade de oncologia e serviços de medicina preventiva, a exemplo do monitoramento de doenças crônicas para planos de saúde. A empresa iniciou, em 1987, as atividades na área de remoção e transferências inter-hospitalares e atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência. Em 1996, a internação domiciliar foi introduzida em Salvador pela SOS Vida, sendo sua principal atividade desde então. De seis funcionários na fundação, a empresa conta hoje com 500 colaboradores.
ATENDIMENTO EM CASA EM GOIÂNIA
Uma das ações implementadas para amenizar a crise da superlotação no maior centro público de saúde do Estado em setembro de 2006, o Programa Atendimento Domiciliar do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) já fez o acompanhamento de mais de 30 pacientes crônicos em residências localizadas na região metropolitana de Goiânia. Com o objetivo de desocupar leitos da enfermaria e dos setores de reanimação, ortopedia e clínica médica, o projeto é direcionado ao atendimento de doentes que necessitam de tratamento continuado como diabéticos, hipertensos, sequelados de Acidente Vascular Cerebral (AVC), cardiopatas graves compensados e idosos que sofreram traumas e complicações graves.
Equipe volante formada pelo médico José da Silva Barreto, uma assistente social e uma técnica em enfermagem, que compõem o quadro de funcionários do hospital, realiza periodicamente visitas aos doentes assistidos pelo hospital. O grupo cumpre o serviço como forma de complementação de carga horária e tem à disposição um carro para se deslocar até os domicílios dos pacientes, que deixam o Hugo com a receita em mãos e os medicamentos são fornecidos pelo hospital, após autorização da diretoria.
De acordo com o médico ginecologista e intensivista José da Silva Barreto, que integra a equipe volante que visita as casas, o trabalho de seleção dos pacientes beneficiados com o serviço é realizado pelos médicos plantonistas dos setores de reanimação. Os profissionais avaliam o quadro clínico dos doentes e, caso constatem que eles se encaixam no perfil dos assistidos, encaminham comunicado ao Serviço Social do Hugo. Este entra em contato com a família, solicita dados pessoais e agenda a primeira visita. O programa atende àqueles que, apesar de sofrerem doenças crônicas, podem ter quadro estabilizado.
“Um sequelado de AVC não vai melhorar nunca. Não tem razão de ficar aqui”, exemplifica Barreto. No entanto, ele afirma que neste caso é necessária uma atenção especial por parte da família, principalmente no que diz respeito à alimentação. “Esse paciente precisa de uma sonda nasogástrica – que leva o alimento das narinas até o estômago. Assim, se acontecer qualquer imprevisto, devemos ser comunicados imediatamente, pois corre o risco de o alimento ir parar no pulmão e ele sofrer complicações, podendo morrer”, avisa.
São pessoas que podem receber cuidados em casa e não teriam condições de custear seu tratamento. “Até hoje não fomos a nenhuma casa em que pudessem se tratar por um plano de saúde particular”, conta a coordenadora do Serviço Social do Hugo, Albemar Carvalho de Araújo Genovese. Barreto afirma que, por padecerem de doenças crônicas, os pacientes poderiam ficar por tempo indeterminado no hospital, correndo risco de contrair infecções e terem seu estado de saúde agravado. Ao estar perto de familiares e amigos, diz Barreto, e recebendo cuidados adequados para a sua recuperação, a melhora do paciente pode ser percebida mais rapidamente.
“Muitas vezes, eles querem ficar perto dos filhos. Aqui no hospital, ficam isolados e só recebem visita das 14 às 15 horas e só uma pessoa da família é liberada a entrar. Isso desgasta o ser humano que existe nele”, comenta.
NOVAS TENDÊNCIAS DE ASSITÊNCIA PARA DOENTES PULMONARES
O home care, prestação de serviços médicos em domicílio, surgiu no período pós-guerra, época em que havia carência de leitos dos hospitais. Rapidamente, propagou-se entre os países desenvolvidos e se tornou um segmento de grande crescimento. No Brasil, foi implantado em meados da década de 80.
Atualmente, consagrado pela ampla oferta de benefícios tanto a pacientes e hospitais, como a seguradoras de saúde, já dispõe de acompanhamento domiciliar a inúmeras patologias. "Existe boa tendência de aprimoramento e crescimento deste tipo de atendimento, o que contribui de forma significativa à melhora da qualidade de vida do paciente" explica dr. João Paulo Bampa da Silveira, MBA em Gestão de Organização Hospitalar e Sistemas de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas e primeiro secretário do Departamento de Fisioterapia Respiratória da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.
Entre as áreas já contempladas pelo home care, encontra-se a fisioterapia respiratória. Tanto em assistência como em internação domiciliar, há, cada vez mais, necessidade de intervenções preventivas e curativas das pneumopatias, como doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose pulmonar idiopática, pneumonias e atelectasias, ressalta o especialista. Existe ainda a escletose lateral amiotrófica, doença neuromuscular degenarativa, que, em fase terminal, requer cuidado domiciliar aos pacientes que necessitam de suporte respiratório.
Os avanços tecnológicos para o tratamento têm permitido que pacientes em quadros estáveis possam ser atendidos em suas residências com toda instrumentação e respaldo necessários. Equipamentos especializados como ventiladores portáteis, máscaras, monitores, oxímetros, concentradores de oxigênio e oxigênio líquido vêm sendo constantemente desenvolvidos para utilização em ambientes domésticos.
A assistência e internação domiciliar, aliás, geram várias vantagens. Ao paciente: o conforto doméstico, a companhia familiar, humanização do atendimento e a segurança de estar ileso a infecções hospitalares. Ao hospital: liberação de leitos e maior dedicação a pacientes em estados complexos. Aos planos de saúde: racionalização de custos.
Toda uma legislação para garantir o desempenho de qualidade desse segmento está devidamente regulamentada na Resolução da Diretoria Colegiada - RDC n. 11, de 26 de Janeiro de 2006. A legislação foi desenvolvida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com a colaboração da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Secretária de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde e de associações e empresas que prestam atenção domiciliar. O objetivo é garantir relação segura e responsável entre prestadoras e usuários.
SAUDE RECUPERADA EM CASA
Programa do SUS destinado a garantir o tratamento de pacientes na residência será ampliado em Belo Horizonte. Iniciativa reduz gastos e permite contato com a família. Em vez de ser a paciente do leito 18, a aposentada Maria Geralda Vieira, de 87 anos, é, hoje, mais que um prontuário. Mãe de Efigênia Aparecida dos Anjos, de 47, moradora da avenida Saramenha, no Bairro Guarani, região Norte, ela tem uma identidade e uma história, nas quais estão baseadas todos os cuidados médicos recebidos na residência. Casos de internação domiciliar (ID), como os de Maria Geralda, integram o Programa de Atenção Domiciliar (PAD) do Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte e vão se multiplicar até o final de 2007. A meta da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) é atender, em média, 600 pacientes por mês, humanizar o tratamento e reduzir custos.
Representantes do Hospital das Clínicas, do Odilon Behrens, do Centro Geral de Pediatria (CGP), das sete Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital e de outras instituições trocaram esta semana experiências sobre as práticas do atendimento já existentes, durante o 1º Encontro dos PAD. Além da integração, a reunião teve como objetivo formular propostas únicas para a criação de novas políticas públicas para ampliar o setor. As equipes formadas por médicos, enfermeiros e auxiliares vão crescer de forma gradativa ao longo do próximo ano. Atualmente, são 11 grupos, e o objetivo é formar outros 12, conforme revelou a coordenadora técnica da Atenção Domiciliar, Mariana Borges.
Segundo ela, no primeiro semestre deste ano, 500 pessoas foram admitidas no PAD só nas UPAs. “Ele otimiza o uso dos leitos hospitalares e reduz os gastos. Dependendo do quadro, os cuidados com o doente em casa podem ficar até 70% mais baratos do que em uma instituição”, afirmou. A perspectiva do crescimento foi motivada pela Portaria 2.529/2006, do Ministério da Saúde, responsável por criar a internação domiciliar no âmbito do SUS.
De acordo com a norma publicada em setembro, o atendimento deve ser prestado a pessoas clinicamente estáveis, que exijam intensidade de cuidados acima das modalidades ambulatoriais. “Já existia uma portaria de 1998. No entanto, ela trazia muitos critérios restritivos e apenas 17 municípios em todo o país estavam integrados aos programas do tipo. Agora, os benefícios são maiores e o paciente terá mais garantias”, explicou Mariana. O programa atende a três tipos de pacientes: os internados há muito tempo que precisam da desospitalização, os com complicações advindas de doenças crônicas e, principalmente, aqueles que aguardam na fila por leito e não apresentam quadros de alta complexidade.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) defende a internação domiciliar por proporcionar mais humanização, boa resolução dos casos e diminuição dos riscos de infecção hospitalar. Os profissionais de saúde passam a avaliar toda a realidade do paciente e procuram intervir dentro de um contexto mais amplo, como explica a clínica geral, Márcia Aramuni. Ela atende portadores de HIV em suas residências e afirma que o trabalho é muito gratificante. “Toda a família é sensibilizada e se envolve nos cuidados, há um maior acolhimento”. Para a médica, esse é um dos caminhos para minimizar os impactos negativos do sistema.
Com diabetes e infecção urinária crônica, a aposentada Maria Geralda passou por várias internações, que causaram transtornos aos parentes mais próximos. Como principal cuidadora da mãe, a filha Efigênia conta que estar no PAD trouxe alívio e principalmente mais segurança. “Recebo apoio, carinho e calor humano, o que a maior parte da população não encontra nos hospitais. Sei o que é ficar aguardando por um leito no corredor”, contou. Responsável também pelo cuidado com a casa, Efigênia ainda precisa dar atenção ao marido e às filhas universitárias. “É muito cansativo e conto com apoio de todos. Minha mãe tem dificuldade para locomover, já não fala e a pele é muito sensível. Mas, mesmo assim, sinto que ela se sente mais confortável e feliz estando entre nós. Torço para que o programa cresça e contemple outros cidadãos”, afirmou.
HOSPITAL PREPARA ATENDIMENTO DOMICILIAR
A legalização da ortotanásia deverá afetar diretamente o trabalho dos médicos e enfermeiros do Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul. Referência no tratamento de câncer no Vale do Rio Pardo, a instituição apresenta uma média mensal de 70 internações relacionadas à doença - muitas delas de doentes terminais.
Para o administrador da casa e médico anestesista Lidio Irineu Rauber, 65 anos, a possível aprovação da ortotanásia virá em boa hora. Segundo ele, muitos pacientes sem chances de recuperação pedem para morrer em casa, ao lado da família, longe das medidas emergenciais que possam protelar seu sofrimento. Atento aos debates, o hospital está criando um serviço de atendimento domiciliar, que deve ser implantado em breve.
- Quando a morte é inevitável, de nada adianta encher o paciente de tubos. Não se trata de tirar a vida do doente, mas sim minimizar seu sofrimento - afirma Rauber. Os médicos do Centro de Oncologia Integrada, que trabalham diretamente com os enfermos, preferem não falar sobre a ortotanásia - pelo menos por enquanto.
PACIENTES DO ALBERT SABIN RECEBEM ATENDIMENTO DOMICILIAR
Deixar o leito de internação e continuar recebendo atendimento médico em casa é algo que está sendo possível para os pequenos pacientes do hospital Albert Sabin, em Fortaleza. Graças ao programa de atendimento domiciliar, muitas crianças continuam sendo tratadas mesmo depois de receber alta.
A equipe de médicos bate na porta da dona-de-casa Geovana Ferreira, religiosamente no horário marcado, para mais uma consulta. Deise é a paciente. Ela tem três anos de idade e, desde os dois, sofre com complicações no pulmão. Ela passou 15 dias internada. Depois que recebeu alta, é acompanhada em casa para alívio da mãe.
O pediatra Luís Carlos Rebouças é um dos responsáveis pelas visitas. Os pacientes que ainda não são atendidos pelo programa, sonham com esse dia. Em apenas uma unidade da enfermaria do hospital existem 23 leitos, todos ocupados. Segundo os enfermeiros, a fila de espera só não é maior por causa do programa de atendimento domiciliar.
REDE PÚBLICA DE SAÚDE OFERECERÁ INTERNAÇÃO DOMICILIAR
Pacientes que precisam de cuidados especializados, mas que não necessitam da internação hospitalar, receberão atendimento no próprio lar. Esse é o objetivo da Política Nacional de Internação Domiciliar, instituída no Sistema Único de Saúde (SUS) e lançada nesta quarta-feira (18), em Brasília (DF), pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro da Saúde, Agenor Álvares. A política garante qualidade na atenção a pacientes que precisam de cuidados mais complexos e diários, mas sem a necessidade de hospitalização.
A estratégia está dentro das ações previstas para a saúde do idoso no Pacto pela Saúde, firmado neste ano entre o Ministério da Saúde e os conselhos estaduais e municipais. O pacto é um consenso entre os três entes federados de diretrizes, metas e ações para a saúde no Brasil.
Além dos idosos, terão prioridade no atendimento domiciliar os portadores de doenças crônico-degenerativas agudizadas e clinicamente estáveis; as pessoas que necessitam de cuidados paliativos; e aquelas com incapacidade funcional provisória ou permanente, com internações prolongadas ou reinternações, que demandem atenção constante. Outras prioridades podem ser estabelecidas nos programas locais.
O objetivo é propiciar atendimento humanizado que melhore a recuperação, permitindo maior autonomia aos pacientes e às famílias durante o tratamento. Com isso, a expectativa é permitir a otimização na utilização dos leitos hospitalares e reduzir o risco de intercorrências e infecções de pacientes em longas internações com cuidados de média complexidade (consultas, exames e alguns procedimentos cirúrgicos).
Internação domiciliar é composta por um conjunto de atividades prestadas no domicílio a pessoas clinicamente estáveis que exijam intensidade de cuidados, mas que possam ser mantidos em casa por equipe exclusiva para esse fim.
Não serão atendidos pelo programa os pacientes que necessitam de: ventilação mecânica; monitorização contínua; enfermagem intensiva; ser submetidos a procedimentos diagnósticos em seqüência e com urgência; uso de medicação complexa, com efeitos colaterais potencialmente graves ou de difícil administração; e tratamento cirúrgico em caráter de urgência.
A política terá os seguintes efeitos: evitar a hospitalização desnecessária, ofertando uma alternativa de assistência mais adequada; a humanização do cuidado; o resgate da autonomia do usuário e da família; permitir processos de alta assistida, reduzindo o tempo de internação hospitalar; o alcance de períodos maiores entre as intercorrências hospitalares em pacientes crônicos; e a redução do sofrimento de forma humanizada em situação de cuidados paliativos.
Como funciona
O atendimento no lar será realizado por equipes de profissionais de saúde formadas por um médico, um enfermeiro e um auxiliar ou técnico de enfermagem que farão visitas periódicas aos pacientes em suas casas. Cada equipe pode acompanhar até 30 pacientes por mês. A periodicidade das visitas dependerá do quadro clínico da pessoa assistida.
O trabalho da equipe contará com a figura do cuidador, um membro da família com tempo e disponibilidade para cuidar do paciente. Esse trabalho será supervisionado pela equipe de saúde porque o cuidador será treinado por alguém da equipe. Será responsável pela alimentação, medicação, monitoração, e deverá ter capacidade de acionar um serviço pré-hospitalar de urgência (Samu, Corpo de Bombeiros ou qualquer outro serviço na localidade) para situações de crise.
A atenção domiciliar é investimento do Sistema Único de Saúde. Para oferecer o atendimento com a permanência do paciente em casa, o SUS fará um investimento inicial de R$ 50 mil por equipe. Com esses recursos, as equipes poderão adquirir equipamentos e materiais necessários. Poderão, por exemplo, adquirir um veículo para facilitar o deslocamento até os pacientes. Após a implementação da equipe, o Ministério da Saúde repassará R$ 20 mil todos os meses para custear o serviço.
Neste ano, com a publicação da portaria que institui a política, a expectativa é que sejam constituídas 100 equipes. Para isso, o Ministério da Saúde estima investimento de R$ 50 milhões e custeio de R$ 24 milhões neste ano. A proposta do governo é constituir 500 equipes em todo o Brasil, o que representará um investimento de R$ 250 milhões e custeio mensal de R$ 120 milhões por ano.
Os municípios e estados interessados em aderir à Política Nacional de Internação Domiciliar deverão apresentar um projeto ao Ministério da Saúde. Trata-se de uma política de adesão (portanto, não obrigatória). Deverão preencher os seguintes requisitos:
- Ter SAMU ou outro programa formal de atenção pré-hospitalar de urgência e emergência, no âmbito municipal ou regional;
- Ter unidade hospitalar de referência em município com população acima de 100 mil habitantes. As equipes de saúde estarão vinculadas à unidade hospitalar que servirá de referência em caso de intercorrência;
- Ter assinado o Termo de Compromisso de Gestão (Pacto pela Saúde), nos moldes da portaria nº 399 de fevereiro de 2006;
- Apresentar sistema formalizado de referência e contra-referência e;
- Apresentar Projeto de Assistência, aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde e pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB).
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ATENDIMENTO EM CASA, UM BOM NEGÓCIO PARA TODOS
A pequenina Sophia mal completou um mês de vida e já recebe visita de médico e enfermeira em casa, embora sua saúde esteja perfeita. Na verdade, a enfermeira oferece orientações gerais à mãe, como estímulo ao aleitamento materno, medidas de higiene e cuidados com o curativo do coto umbilical. Já o pediatra avalia o bebê a fim de detectar possíveis doenças que possam ser tratadas precocemente.
A iniciativa faz parte do Baby Care, um programa preventivo de assistência domiciliar para recém-nascidos, cujo objetivo é reduzir atendimentos de emergência e internação no primeiro um ano de vida por meio de orientações aos pais sobre os cuidados com o bebê. Ampliar a adesão ao aleitamento materno e o índice de vacinação também são metas do programa, que dispõe uma central de atendimento 24 horas para tirar dúvidas e fornecer orientações.
Para a mãe de Sophia, a secretária-executiva Luciana Martins da Silva, de 34 anos, o auxílio de profissionais experientes ajuda a esclarecer dúvidas e elucidar crendices: "Não sou mãe de primeira-viagem, pois já tenho uma filha de 4 anos e 9 meses, a Vitória. Mas, mesmo assim, aprendi muita coisa que não sabia anteriormente". Luciana, que não conseguiu amamentar a primeira filha por conta de uma mastite, comenta que, desta vez, recebeu bastante orientação da enfermeira e fez tudo certinho.
"Minha sogra dizia para colocar ducha de água quente nos seios para o leite sair, quando, na verdade, tem de usar compressa de água fria para 'desempedrar' o seio e favorecer a saída do leite. Também pensava que tinha que deixar o bebê mamar 15 minutos em cada peito. O certo é alternar os seios em mamadas de 30 minutos, para aproveitar bem o leite. Achei o máximo esse programa oferecido pela minha empresa", afirma Luciana, funcionária da Volkswagen.
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A assistência médica domiciliar ou home care - dividida em internação domiciliar e atendimento domiciliar -, embora exista há mais de doze anos no sistema privado de saúde, é um setor em franco crescimento. Para o diretor-executivo do Núcleo Nacional de Assistência Domiciliar (Nead) e diretor-técnico da Home Doctor, dr. Ari Bolonhezi, a expansão do setor é consistente, efetiva e real:
"O potencial é fantástico devido a dois fatores: o envelhecimento da população e a necessidade dos planos de saúde de reduzir custos". Segundo o especialista, para a maioria dos casos, manter um paciente em casa é mais barato que no hospital.
Dependendo da patologia do paciente e do hospital de origem, a redução dos custos pode chegar a 40%. "Esse tipo de serviço traz inúmeros benefícios tanto para os pacientes como para os hospitais e seguradoras. O paciente tem mais conforto e sua recuperação é rápida, há mais leitos disponíveis nos hospitais, o serviço médico torna-se mais ágil e os convênios direcionam melhor os gastos".
Segundo estimativas, pessoas acima de 50 anos são as que mais utilizam serviços de home care. No entanto, os planos atingem todas as faixas etárias, já que existem programas específicos para cada idade. Outra tendência é atuar em programas de prevenção de doenças e promoção de saúde como forma de evitar ou adiar complicações futuras, principalmente no meio corporativo.
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De acordo com Bolonhezi, dentro do leque de soluções em gestão de saúde, a Home Doctor também faz consultoria e análise de carteiras empresariais ou mesmo de operadoras de saúde, através da avaliação de risco e sinistro. "O objetivo é traçar o perfil dos usuários e dividi-los em grupos, propondo ações direcionadas a cada um. Conseguimos identificar usuários que não têm problemas de saúde, mas que necessitam apenas de programas educativo-preventivos, e também aqueles que geram altos custos". Estima-se que entre 15% e 20% dos usuários de uma carteira sejam responsáveis pelo uso de 70% a 80% dos recursos, ou seja, poucos gastam muito.
"As empresas estão cada vez mais preocupadas com a redução de custos em saúde e com a qualidade de vida de seus colaboradores. Nessa área de prevenção, oferecemos uma série de programas para gestantes, recém-nascidos, idosos, doentes crônicos, como diabéticos, cardiopatas, hipertensos, pulmonares etc". Segundo Bolonhezi, atualmente, a Home Doctor conta com cerca de 55 clientes corporativos, dentre operadoras de saúde e empresas em geral. Sabesprev , Votorantin e Volkswagen são alguns deles.
CUIDE DO BOLSO PARA TER SAÚDE
No imponente prédio do Ministério da Fazenda, no centro do Rio, trabalham três graduados funcionários do governo, de meia idade, com renda familiar média em tomo de 15 000 reais. Casados e com filhos, eles têm um ponto em comum: seus pais são idosos e necessitam de cuidados médicos bastante caros, negados pelos planos de saúde.
Os pais têm mais de oitenta anos de idade e seus planos de saúde foram pagos pelos filhos desde o início dos anos 90. Num dos casos, o pai teve um derrame e, passada a crise, o médico recomendou que fosse assistido com um serviço conhecido como home care.
Na prática, trata-se de levar para dentro de casa muito do apoio que o paciente só encontra num hospital, como enfermeiro à cabeceira, medicação na hora certa, ajuda para higiene íntima e o uso de alguns aparelhos médico-hospitalares. Tal conforto, obviamente, custa caro: pode passar de 10000 reais por mês. Os planos de saúde se recusam a assumir o custo, e só o fazem se obrigados judicialmente. A família do funcionário citado também precisou obter uma liminar na Justiça, e nos últimos três anos o plano contratado vem pagando as despesas. Mas a ação ainda está para ser julgada, o que constitui uma fonte de preocupação constante para eles. Nos outros dois casos também há muita semelhança no tipo de cuidado exigido pelos pacientes. As diferenças correm apenas por conta do diagnóstico: Alzheimer numa das famílias e câncer na outra.
O problema enfrentado pelos três funcionários públicos está longe de ser incomum. A mensalidade dos planos de saúde morde hoje uma boa fatia do orçamento familiar da classe média. E dois outros benefícios da vida moderna, o avanço na medicina e o conseqüente aumento da longevidade, só tendem a agravar a situação, do ponto de vista financeiro.
Em geral, o encargo é assumido pelos filhos que têm pais idosos. Como estes são de uma época em que a preocupação em pagar um plano de saúde não era generalizada, homens e mulheres que formam hoje a geração entre os 40 e 60 anos precisaram assumir uma despesa para a qual não foram preparados. Cresceram num mundo em que os avós morriam cedo e a saúde ficava a cargo da empresa ou do governo. Assim, quando comemora um aniversário dos familiares, essa geração canta o parabéns-pra-você sem esquecer os gastos que tem com a saúde de seus dependentes. E ela, com você incluído, deve se preparar, porque as coisas tendem a piorar pelos seguintes motivos:
1. As mensalidades dos planos vão ficar ainda mais caras, e como eles continuarão a recusar determinadas despesas, provavelmente você ainda terá de sacar dinheiro do bolso para cobrir os gastos com saúde, seus e dos dependentes.
2. A maioria das seguradoras já não aceita mais planos individuais, apenas empresariais. Assim, você poderá ter de arcar com mais uma despesa quando os filhos, hoje seus dependentes, completarem 24 anos. Como essa é a data-limite na maioria dos contratos para que os filhos permaneçam como beneficiários, e no mundo atual o emprego está cada vez mais difícil para os jovens, caberá a você pagar também a mensalidade dos novos planos de saÚde adquiridos pela família.
3. Quando você se aposentar, e com isso perder o direito de usar o plano contratado pela empresa, precisará se contentar com um plano individual. Este, a não ser que você tenha feito uma boa poupança no tempo da ativa e possa encarar uma alta mensalidade, será muito inferior ao plano desfrutado como empregado. Não se esqueça também de que isso coincidirá com aquela fase de sua vida em que ocorrem mais os problemas de saúde.
Conclusão: é bom preparar o caixa, principalmente se você faz parte dessa geração que fica no meio, como recheio de sanduíche, pagando as despesas médicas dos mais velhos, os pais, e dos mais novos, os filhos. E, quando uma emergência acontecer, não despreze a força de um hospital para corroer um patrimônio. Um bem-sucedido executivo conta que torrou suas economias para pagar os dois meses iniciais em que o pai ficou internado num dos hospitais de primeira linha de São Paulo. No terceiro mês teve de vender o carro. No quinto, pôs à venda um de seus apartamentos. Hoje já se vão sete meses e o pai continua no hospital.
Se você acha que o melhor teria sido ele transferir o pai para um hospital público é porque nunca passou por essa situação. Definitivamente, esta não é uma decisão fácil. Trocar os melhores recursos para o seu pai, mãe, filho ou mesmo para você, para manter um apartamento
Augusto Sabóia, consultor financeiro,já viu histórias de arrepiar. "Patrimônios derretem de uma hora para outra se você não se planejar", diz ele. Sabóia conta que já viu um bem-sucedido executivo pagar o seguro-saúde da irmã, do cunhado e dos sobrinhos, que estavam sem cobertura porque passavam por dificuldades financeiras. E por que ele se sentiu obrigado a fazer isso
"Imagine se ele teria coragem de chegar de carro importado na casa da mãe se o marido da irmã estivesse internado num hospital público", responde Sabóia. Nesse caso, como em outros quando existem recursos financeiros, a família pode dar um jeito na emergência com a solidariedade e a ética. Mas e quando ninguém tem condições financeiras para socorrer um parente
Aí, pode-se dizer que no Brasil já se foi o tempo em que para tratar um problema de saúde era preciso apenas de um bom médico. A cura depende cada vez mais de um bom juiz. Exemplos como o da dona-de-casa carioca Nair Rezende Telles lotam os tribunais tanto quanto os pronto-socorros. Sua história é clássica. No ano passado, depois de uma cirurgia para desobstrução de uma artéria, ela foi obrigada a usar um stent - um tipo de mola que facilita a circulação sangüínea.
O aparelho, embora não substitua nenhum órgão do corpo humano, é considerado uma prótese pelos planos de saúde e a cobertura foi negada, sob a alegação de que o contrato exclui essa espécie de custo. A família desembolsou 6 000 reais na cirurgia de dona Nair e agora cobra a despesa na Justiça. O pior é que os médicos recomendaram a colocação de um outro stent, ainda mais sofisticado, cujo valor passeia em torno dos 50 000 reais. Só que, desta vez, dona Nair fez outra opção.
Com 73 anos, um rim e um histórico de câncer de mama, ela tem mais com o que se preocupar e quer distância de briga com o plano de saúde. "Desisti da cirurgia. Isso tudo me enche muito a cabeça,já tenho que ficar toda hora me operando e ainda fica essa coisa de paga isso, paga aquilo, me chateia muito", afirma. Casada com um advogado, dona Nair é dependente do marido no plano da Caixa de Assistência aos Advogados do Rio de janeiro, Caarj. Ela lembra que o marido e o filho, também advogado, utilizaram muito pouco o plano em quase dez anos.
Além da recusa de cobertura do stent, o plano também cancelou o credenciamento de alguns hospitais onde ela havia feito as cirurgias anteriores. Tudo isso foi criando um ambiente de desconforto paralelo à questão da saúde propriamente dita. Para custear a cirurgia, o marido e o filho pensaram até em vender um dos imóveis da família.
"Ia ficar muito caro, não está ao nosso alcance e o plano diz que eu não tenho direito, então é melhor não fazer nada porque tudo já é muito sofrido", afirma dona Nair. Com mensalidade crescente e alto risco - diante da freqüência de negativa de cobertura -, os planos ou seguros-saúde, nos nossos tempos, deixaram de ser uma despesa e, segundo os especialistas, devem ser encarados como um investimento. No dia-a-dia de muitas famílias já merecem até mais atenção do que as aplicações financeiras, tamanho é o risco representado pelo surgimento de um grave problema de saúde ou de um acidente sofrido por qualquer um dos membros.
"O seguro-saúde atualmente é uma das despesas mais pesadas no orçamento e um investimento de risco muito maior do que o seguro do carro ou da casa porque você não pode prever o que vai acontecer com a sua saúde", lembra Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Anefac. Oliveira alerta ainda para o fato de que, dependendo do que ocorrer na vida do segurado, ele pode ou pagar e não usar ou precisar e o seguro não cobrir, obrigando a pessoa a fazer novo aporte e comprometendo todo o seu planejamento financeiro. "Para agravar, o risco aumenta com a idade de forma inversamente proporcional ao rendimento", completa Oliveira.
Se pelo menos o poder público atuasse mais no sentido de defender a parte fraca, que são os clientes dos planos, o quadro de risco apontado por Oliveira poderia ser atenuado, mas segundo as instituições de defesa do consumidor isso não acontece. "Atualmente temos um setor bastante complexo, sujeito a regras diferentes. Se o consumidor sofria com a negativa de cobertura, continua sofrendo", afirma a advogada do Procon-SP, Renata Molina.
"A regulamentação é deficitária, e a Agência Nacional de SaÚde Suplementar, ANS, desde sua criação tem atuado pró-mercado, preocupada só em manter a lucratividade das empresas operadoras", critica a advogada Daniella Tretel, do Instituto de Defesa do Consumidor, Idec.
A Lei 9656/98 pretendia definir as regras do jogo no mercado de saÚde suplementar, composto hoje por 1 729 empresas e 42 milhões de contratos. No entanto, criou um ambiente híbrido, onde convivem planos antigos (anteriores a 1999, que representam 32% do mercado) e novos (posteriores à lei, com uma fatia de 68% do mercado). E desagradou a gregos e troianos.
Não são apenas os consumidores que reclamam. Também os empresários do setor queixam-se de exigências por eles consideradas excessivas, principalmente para as empresas pequenas. "Essa lei trata igual os desiguais, e com isso acaba provocando uma concentração de mercado", afirma Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, Abramge. Mesmo com a ANS tendo concedido reajustes acima da inflação para o setor, nos últimos anos, Almeida reclama que a agência adota uma lógica mais social do que de economia de mercado, desconsiderando o avanço dos custos médicos.
Há quem pense justamente o contrário. A advogada Rosana Chiavassa, especialista no setor, relaciona uma série de fatos para mostrar como o consumidor ficou exposto a um risco ainda maior depois da 9656. "A lei veio para resolver problemas que, a meu ver,já estavam resolvidos com a jurisprudência e acabou restringindo os direitos do consumidor naquilo que o Judiciário ainda não tinha restringido, então, foi um grande retrocesso", afirma Rosana. Uma das brechas da nova lei, segundo ela, é a permissão para o rompimento unilateral de contrato depois de 60 dias de atraso no pagamento. "Não tem argumento nem negociação, a Justiça tem dado ganho para as operadoras e ninguém quer saber de demitidos ou aposentados", diz.
Em meio à torre de babei em que se transformou o mercado, desde o advento da nova regulamentação, muitas empresas operadoras decidiram não mais vender planos ou seguro-saúde individuais para evitar prejuízos. Até a SulAmérica, uma das líderes do setor, está em negociação de venda de sua carteira de pessoa física. "As empresas de medicina de grupo devem continuar porque têm hospitais próprios e o custo é menor, mas as grandes e as seguradoras não devem mais atender a esse público", afirma Almeida, da Abramge.
A outra solução encontrada pelas empresas é o descredenciamento. A designer Elisa Gomes, segurada pela SulAmérica, recebeu, de repente, a notícia de que perdeu a cobertura do Laboratório Reury, onde há quase 8 anos fazia seus exames de monitoramento depois de retirar um câncer de mama. "Minha grande perda é deixar lá um histórico do meu tratamento", diz. "Não dá para fazer um novo plano a esta altura. Não posso passar por período de carência e tenho antecedentes que encareceriam muito a mensalidade."
Na visão do presidente da Abramge, na raiz de muitos dos problemas enfrentados atualmente pelo setor está o crescimento da expectativa de vida no país, sem que o governo assuma para si a maior parte da responsabilidade pela assistência a pessoas idosas. Nesse sentido, considera inconstitucional a cobrança, exigida por lei, de ressarcimento ao SUS por cada cliente de plano privado atendido no sistema público. O setor já deve ao governo cerca de 40 milhões de reais por conta dessa exigência. "Isso é um absurdo, pois quem é obrigado a garantir a saúde da população é o governo", afirma Almeida. "Com a mesma inversão de lógica poderíamos dizer, então, que se uma pessoa tem um seguro privado não deveria pagar imposto."
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. As coisas não funcionam com essa simplicidade apregoada pelo presidente da Abramge porque, confOlme as economistas Francisca Colombo e Nicole Tapay, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, OCDE, constataram num estudo, em nenhum dos 30 paísesmembros da entidade se chegou a uma divisão perfeita de responsabilidades entre o poder público e as empresas privadas que atendem à saúde da população. Mesmo assim, afirmam com base em seu estudo, é preciso insistir na divisão, porque quando os dois lados cuidam de todos ninguém é atendido de forma satisfatória.
Apólices no exterior chegam a custar metade do que cobram os planos de saúde no Brasil. Para alguns, o remédio para a saúde está no exterior. Cresce o número de famílias que vão buscar nas seguradoras internacionais uma solução menos onerosa que a cobrada pelos planos nacionais. Lá fora, há produtos não só mais baratos como também mais eficientes, porque funcionam nos moldes do seguro tradicional, em que se contrata a cobertura para um risco predeterminado.
Entre os brasileiros que figuram na lista da clientela das seguradoras estrangeiras estão ex-pilotos da Varig que, depois de perderem o emprego na companhia hoje em estado pré-falimentar, encontraram recolocação no exterior. Vários deles contam hoje com a cobertura de apólices internacionais de saúde aceitas em hospitais brasileiros de primeiríssima linha.
A venda desses produtos no Brasil é proibida, mas a compra não. Ou seja, as empresas estrangeiras não podem ofertá-los aqui, mas qualquer brasileiro pode comprar um desses produtos em viagem ao exterior ou mesmo pela internet. Há ainda os corretores que vendem as apólices longe dos olhos da lei.
Uma apólice internacional para uma pessoa de 70 anos, com a garantia de que ela não será expulsa do plano ao chegar aos 80, ou mais, com uma importância segurada de nada menos de 1 milhão de dólares, pode ser encontrada por apenas 8 000 dólares anuais, pouco mais de 16000 reais. No Brasil, o melhores planos para essa faixa de idade, com mais restrições, não custam menos de 30 000 reais por ano.
No seguro-saúde internacional, a composição do preço varia de acordo com a importância segurada, a idade e ainda a franquia. Assim, muitas pessoas optam por assumir os custos de consultas e exames de rotina, reservando a apólice para uso apenas em casos mais graves, como cirurgias e internações em UTL Pergunta que não quer calar: por que ninguém ainda pensou em lançar um produto assim no Brasil.
MATURIDADE NO HOME CARE
Em pesquisa da American Association for Homecare, de Washington (EUA), há quatro anos, indicava que o setor de atendimento médico domiciliar naquele país estava passando por um ajuste, uma vez que um número significativo de hospitais norte-americanos vinha reduzindo os serviços de home care. A pesquisa afirmava que o faturamento anual desse setor havia caído entre 10% a 13% dentro do segmento da saúde. Nos Estados Unidos, esta opção na área de saúde existe há quase 40 anos e atende perto 12 milhões de pessoas ao ano, ou cerca de 5% da população americana. Entretanto, em 2005 o setor movimentou mais de US$ 170 bilhões.
Para especialistas da área de home care nos Estados Unidos, o setor realmente passou por um momento de turbulência, mas devido aos fatores demográficos, envelhecimento populacional, entre outros, espera-se que o home care cresça 15% nos Estados Unidos anualmente. Até outubro de 2001, as empresas de home care financiadas pelo setor público eram reembolsadas pelos custos. A partir dessa data, o governo passou a repassar uma taxa fixa baseada na avaliação do paciente. As empresas as empresas que souberam adequar-se a esse momento e sempre operaram com eficiência conseguiram passar ilesas. E com ótimas possibilidades de lucro.
Por aqui, o mercado segue em ascensão: além dos hospitais que introduziram o serviço, surgiram empresas especializadas que vêem nesse tipo de atendimento uma forma de reduzir custos, aumentar a rotatividade nos leitos hospitalares e humanizar o atendimento . O atendimento domiciliar tem sido a grande coqueluche do setor hospitalar brasileiro a partir dos anos 90 e tido como a solução para muitos dos problemas e para a deficiência da saúde no país. Muitos administradores consideram o atendimento domiciliar a menina dos olhos da medicina moderna. Em termos de home care , o Brasil, com suas particularidades, ainda está na pré-infância. Atualmente, há cerca de 25 mil empresas especializadas nos EUA, enquanto no Brasil perto de 140, segundo pesquisas do Portal HomeCare Plus .
Para especialistas brasileiros da área de home care, houve nos últimos cinco anos uma proliferação de novas empresas de home care no mercado, muitas sem saber ao certo como e para onde queriam caminhar e que serviços oferecer. Esse movimento acarretou numa diversidade de serviços, pulverizando o mercado e trazendo uma queda de qualidade no setor, mas no início deste ano com a Regulamentação da Anvisa, o setor está se renovando e mostrando a sua capital importância no desenvolvimento da área de saúde do Brasil. No Brasil, percebe-se um crescimento de empresas de home care nos últimos cinco anos. Estatisticamente, o atendimento domiciliar diminui o custo diário do paciente entre 10% e 60%.
HOME CARE
COMO MELHORAR O CLIMA ORGANIZACIONAL DA
EMPRESA E REDUZIR CUSTOS COM SAÚDE
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Por: Felipe Botto , Gerente da Solving International |
A saúde assistencial caracterizada pela prestação de serviços no local de residência das pessoas, conhecida mundialmente pelo termo “Home Care”, iniciou de forma mais estruturada no final do século XVIII na cidade de Boston, Estados Unidos, onde o objetivo era a prestação de serviços aos mais humildes, dando-lhes a dignidade de serem tratados em seus lares ao invés de hospitalizá-los (naquela época, os hospitais ainda eram considerados como casas infestadas pela peste, aonde os cidadãos pobres e enfermos eram enviados para morrer). A profissionalização do home care ocorreu no início do século XX, no entanto o interesse das pessoas físicas se deu em meados dos anos 60, movido pelo questionamento sobre onde os pacientes deveriam receber seus cuidados médicos, considerando que o tratamento baseado no hospital havia agora se tornado muito caro.
No início dos anos 80, nos Estados Unidos, o “Home Care” começou a ser visto pelos planejadores e gestores de Planos de Saúde como uma opção para a redução de custos e uma alternativa ao internamento hospitalar.
No Brasil, demorou-se um pouco mais para entrar na pauta dos principais gestores de benefícios e saúde, mas hoje está sendo visto com uma alavanca de melhoria fundamental, junto com os programas preventivos e investimentos tecnológicos. No entanto, a tomada de decisão para investir num programa dessa magnitude exige um conhecimento profundo de seus custos e do quadro clínico de recuperação dos pacientes / funcionários para garantir que a implantação do programa traga benefícios quantitativos e qualitativos a todos os envolvidos.
De acordo com estimativas de mercado, após a criação do programa de “Home Care”, consegue-se obter uma melhor recuperação do paciente em tempo menor que dos tratamentos convencionais, além dos ganhos econômicos para empresas, planos de saúde e hospitais na ordem de 20% a 25%. Esse mesmo programa está sendo realizado, com grande sucesso, em uma indústria de base. Foram analisados os pacientes mais críticos e identificados 10 que poderiam atender ao programa de “home care” com toda segurança, mantendo os mesmos médicos que o acompanhavam nos hospitais. Resultado: após um ano de programa, foi identificada uma melhor recuperação clínica dos pacientes e uma redução nos custos de 20 a 80% sobre os valores do ano passado.
O paciente ganha em conforto, calor humano, praticamente elimina o risco de infecção hospitalar, se recupera em menos tempo, evita reinternações e não paga as taxas e margem cobradas pelos hospitais. Verificando a cadeia como um todo, para os hospitais, o modelo também é viável porque otimiza a dinâmica de ocupação dos leitos.
A negociação de equipamentos médicos, medicamentos e honorários médicos são realizados, na maioria das vezes, com os próprios hospitais e/ou representantes comerciais, já que o poder de negociação com as grandes empresas está com os grandes compradores, os hospitais.
Realizando uma análise na cadeia de atendimento ( care chain ), podemos observar que a prática do “home care” beneficia todos os envolvidos, com a garantia de seus benefícios:
Vantagens para os gestores de benefícios (RH empresa) e Planos de Saúde:
- Redução das despesas em, no mínimo, 20%, podendo ser ampliado de acordo com a situação clínica de cada paciente;
- Maior grau de satisfação para os seus usuários, valorizando e prestigiando a empresa ou o Plano de Saúde;
- Melhoria do clima organizacional da empresa.
Vantagens para o paciente:
- Ser medicado e acompanhado no conforto do seu lar, contando com o apoio e carinho da família e amigos, sem a restrição de número de visitas e horários;
- Contar com os mesmos equipamentos e médicos que um bom hospital e, em muitos casos, mantendo os mesmo médicos utilizados anteriormente no hospital;
- Evitar riscos de infecções cruzadas;
- Recuperar a saúde no menor prazo possível (já foi comprovado que a recuperação, com tratamento na própria casa, é mais eficiente e mais rápida);
- Conseqüentemente traz benefícios para seus familiares e amigos, como: diminui os custos com locomoção, estacionamento, taxas de acompanhamento para pernoite, refeitórios, além da restrição dos curtos horários predeterminados de visita.
Além disso, as vantagens também são obtidas pelos hospitais, pois:
- Alguns hospitais têm carência de leitos para todos os doentes;
- Em alguns casos, dependendo da forma de cobrança, o hospital passa a ter prejuízos financeiros, caso o paciente permaneça internado além de um certo período quando todos os exames necessários e procedimentos já foram feitos e o paciente encontra-se estabilizado, impedindo a rotatividade de pacien
ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR VAI Á CASA DO PACIENTE
Com o idealismo próprio de profissionais voluntários da área da saúde, nascia há 15 anos, o Centro de Suporte Terapêutico Oncológico, CSTO, no Rio de Janeiro.
O grupo multidisciplinar, que já trabalhava com pacientes do Hospital de Oncologia, mantido pelo governo federal, naquela ocasião lançava o Programa de Atendimento ao Paciente Fora das Possibilidades Terapêuticas Atuais. Este programa tinha como proposta, a prestação de serviços médicos domiciliares, direcionados aos pacientes com câncer avançado.
Olhando para as necessidades específicas dos pacientes, o programa ajudou a reduzir as transferências de internações para hospitais (clínicas) de apoio conveniadas aos SUS, e contribui para aumentar a capacidade de leitos para pacientes com possibilidades de tratamento curativo. A consolidação da iniciativa resultou no que é hoje o CSTO, com seu importante serviço carro-chefe: o atendimento domiciliar.
Quando o paciente não está precisando de cuidados que são oferecidos somente no hospital, o melhor lugar para o acompanhamento dele é, sem dúvida, sua casa. Segundo a avaliação dos próprios pacientes, faz uma enorme diferença manter-se em seu ambiente familiar, com seus objetos pessoais e livre acesso para as visitas de amigos e parentes.
Esta proposta do CSTO sustenta-se com a rede de apoio e o atendimento a distância dirigidos aos doentes e familiares. Para sentirem-se seguros na administração dos cuidados em casa, os familiares ou cuidadores são previamente treinados e assistidos por profissionais do CSTO.
As reuniões de familiares, que ocorrem no setor de psicologia, têm garantido esta segurança, que se concretiza no decorrer da assistência e orientações, se necessário, por telefone 24 horas, além dos atendimentos de emergência. Os pacientes sentem que o CSTO é seu suporte, sendo alcançado facilmente quando ocorre uma necessidade.
As idas dos médicos e enfermeiros às casas dos pacientes são regulares, período que varia entre sete e quinze dias, conforme as necessidades. Os profissionais que realizam as visitas supervisionam os procedimentos médicos, prescrevem receitas e abastecem as famílias com informações até a próxima visita.
Os encontros domiciliares são esperados pelos pacientes, não com a ânsia de quem espera por necessidade, mas como o acontecimento da semana para o paciente e comunidade. As visitas, normalmente, são encerradas com um espírito alegre, o que inclui bolo e café, abraços terapêuticos e uma grande platéia ao redor da ambulância.
Um time de Cuidados Paliativos
O CSTO está cada vez mais voltado aos Cuidados Paliativos do paciente oncológico. Para ser atendido neste local, o paciente precisa ter matrícula no INCA, Instituto Nacional do Câncer, que é ligado ao Ministério da Saúde, após as possibilidades de tratamento curativo terem sido esgotadas e depois de ter sido avaliado por médicos dos postos avançados, nas diversas Unidades do Instituto.
Em 2000, foram realizados, em média, 580 atendimentos domiciliares por mês, prestados para pacientes residentes no Rio de Janeiro e municípios vizinhos, num raio de 60 kms. Cerca de 40% dos doentes vêm a falecer no próprio domicílio.
A média mensal de internações na unidade hospitalar foi de 191 pacientes, com um tempo médio de permanência de 5,6 dias e uma taxa de mortalidade de cerca de 60%. São realizados 1400 atendimentos ambulatoriais por mês, sendo 70% realizados sob forma de consultas de emergência.
No CSTO são realizadas em média 11 cirurgias paliativas, tais como: gastrostomias, jejunostomias, colostomias e traqueostomias, visando a melhoria da qualidade de vida do paciente.
Deve ser destacado o fato de que, o paciente no CSTO recebe atenção multidisciplinar: médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras e nutricionistas estão todos envolvidos com o paciente e seus familiares.
O CSTO possui em sua sede uma divisão responsável pela formação e treinamento de profissionais na área de Cuidados Paliativos, oferecendo de forma regular um curso de especialização, com duração de um ano, residência de enfermagem, com duração de dois anos, cursos para assistentes sociais e nutricionistas, além de estágios e visitas de observação, voltados para a reciclagem profissional.
O CSTO possui, ainda, um programa de intercâmbio técnico-científico com o St. Christopher's Hospice e Ellenor Foundation, ambos da Inglaterra.
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FROST & SULLIVAN DESTACA QUE RECEITA GLOBAL
DEVERÁ MOVIMENTAR US$ 650 BILHÔES
Estudo divulgado pela consultoria Frost & Sullivan mostra que a indústria de saúde deve movimentar US$ 650 bilhões neste ano, sendo 26% provenientes da América Latina. A pesquisa também aponta o Brasil como o décimo maior mercado mundial para a indústria farmacêutica do mundo e o segundo maior da América Latina, atrás apenas do México. As indústrias nacionais representam 80% do total. Os genéricos representam 6,5% da receita e têm previsão de crescimento de 30% em 2007.
O aumento da população idosa no mundo deverá provocar aumento do consumo de medicamentos. Apenas no país, o crescimento anual deverá ser de 13%. O Brasil deverá focar suas exportações no Mercosul, especialmente na Argentina.
A consultoria também indica que equipamentos para laboratórios, diagnóstico por imagem e cardiologia devem ter destaque na indústria de equipamentos médico-hospitalares. Os setores farmacêutico e de equipamentos correspondem a US$ 6,13 bilhões da receita gerada pela indústria de saúde no Brasil e 55% dos investimentos são realizados pelo setor público. O segmento de serviços hospitalares é responsável por US$ 5 bilhões da receita e tem como tendência o atendimento domiciliar.
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SOS VIDA (BA) INAUGURA UNIDADE ONCOLÓGICA
Com 20 anos prestando assistência domiciliar na Bahia, a SOS Vida apresentou recentemente em Salvador, seu novo conceito de Unidade Oncológica, com suporte integral de 24 horas. A nova unidade conta com uma equipe multidisciplinar com médicos oncologistas e especialistas, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, assistentes sociais e psicólogos, e os recursos mais avançados em um ambiente confortável.
Na Unidade Oncológica todos os pacientes agora poderão contar ainda mais com os novos recursos da unidade. Todos poderão obter novos protocolos e ensaios clínicos, drogas quimioterápicas e medicamentos de nova geração com maior eficácia e menor toxicidade. Segundo a Unidade Oncológica SOS Vida a expectativa sobre a doença mudou radicalmente e atualmente tem cura em boa parte dos casos diagnosticados, principalmente nos episódios descobertos no início.
Outros fatores positivos para o paciente com câncer é o aparecimento de clínicas especializadas na área, como a que a SOS Vida inaugurou, com estrutura física ambulatorial, consultórios e serviços quimioterápicos, e especialização dos profissionais. A Unidade Oncológica SOS Vida desenvolverá o conceito de integração multidisciplinar e respeito pelo ser humano, revolucionado a maneira da relação entre equipe de profissionais, pacientes e familiares, completou o especialista. O câncer é uma doença social porque envolve toda a família, drena recursos, esgota o tempo e a saúde de todos os envolvidos.
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VANTAGEM ECONÔMICA DO HOME CARE
NÃO PODE SER GENERALIZADA |
Fonte: Economia da Saúde
Maioria dos estudos de avaliação econômica do home care para idosos apresenta problemas na metodologia, segundo pesquisa realizada no CPES e publicada nos Archives of Gerontology and Geriatrics. Aquela idéia – aliás, muito difundida – de que os custos do home care são menores que o da hospitalização não pode ser generalizada, pelo menos no que se refere ao atendimento de idosos.
Quem afirma é Maria Lúcia Teixeira Ramos, autora de uma revisão crítica dos estudos de avaliação econômica de home care para idosos, publicada nos Archives of Gerontology and Geriatrics 1 em 2004.
“Fala-se muito que tratar um paciente em casa tem custo menor que mantê-lo no hospital e eu quis avaliar até que ponto isto tinha consistência na literatura, principalmente em saúde; tratando da população de idosos, por suas características e especificidades” explica Maria Lúcia, enfermeira, gerente de novos negócios do Hospital São Luiz em São Paulo e ex-aluna do mestrado profissionalizante do CPES.
Seleção da amostra
O estudo consistiu em um levantamento exaustivo, no Medline, de artigos de avaliação econômica na área de home care, publicados em inglês, espanhol e português, entre 1980 e 2004.
A uma amostra inicial de mais de quatro mil artigos, a pesquisadora aplicou alguns critérios de elegibilidade, que excluíram, por exemplo, estudos não considerados avaliações econômicas em saúde, editoriais, cartas, revisões etc.
O rigor em relação à definição do idoso como pessoas acima dos 65 anos também ajudou a reduzir a amostra. “Muitos artigos fizeram avaliações em faixas etárias mais amplas, sem que eu pudesse obter os dados relativos aos idosos de forma isolada”, explica a autora.
Composta de 24 artigos, a amostra final foi avaliada criticamente tendo como referência cinco princípios básicos estabelecidos em um painel de especialistas realizado em 1996.
Tais princípios se apresentam como perguntas críticas que todo estudo de avaliação econômica de intervenções de saúde deve responder (veja tabela abaixo com resultados).
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Com apenas dois estudos em conformidade com os cinco princípios básicos de avaliação econômica em saúde (veja gráfico abaixo), verificou-se que a disparidade na metodologia de avaliação dos estudos dificulta a comparação entre intervenções, não permitindo, portanto, sustentar a afirmação de que, para idosos, o home care é sempre economicamente mais vantajoso que a hospitalização – conclui o trabalho.
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Uma das principais falhas dos estudos examinados, segundo a autora, é a ausência de medidas de custos indiretos, como o aumento das despesas domésticas (ex.:eletricidade, telefone) e aquelas relacionadas ao cuidado informal (ex.:quando uma pessoa deixa de trabalhar ou reduz sua jornada de trabalho para cuidar do paciente).
Outro problema encontrado na amostra estudada foi o fato de apenas oito estudos terem explicitado o ponto de vista da análise, e destes apenas quatro terem adotado a perspectiva da sociedade como principal. “O ponto de vista da sociedade deve ser o mais importante, pois se pretende que os resultados permitam decisões mais amplas no nível da saúde pública” explica Maria Lúcia. |
A autora aponta ainda a análise de sensibilidade e o desconto como pontos geralmente negligenciados nas análises econômicas em saúde. A primeira foi realizada em 13 estudos e o segundo em apenas cinco.
Contudo, Maria Lúcia é otimista. “Conforme nos aproximamos da atualidade, a qualidade dos artigos melhora, porque os conceitos de avaliação econômica na saúde vêm se tornando mais difundidos”, diz.
De fato, o painel de especialistas de 1996 foi um marco, ainda que suas recomendações já circulassem nos meios acadêmicos anos antes. Para se ter uma idéia, dos 24 artigos selecionados para a revisão crítica, 62% haviam sido publicados depois de 1996.
Conduzir uma análise econômica que respeite à risca todos os cinco princípios básicos não é tarefa simples. Segundo a autora, vários fatores relacionados aos idosos dificultam o trabalho.
Um exemplo são as limitações éticas que muitas vezes impedem a realização de ensaios clínicos randomizados. Além disso, as diversas comorbidades presentes no idoso também dificultam a comparação entre grupos.
“Não podemos comparar, por exemplo, idosos com prejuízo cognitivo com outros que não estão nestas condições. Como as doenças são muito heterogêneas, o ideal é comparar subgrupos de patologias”, recomenda a autora.
Referências:
1. Ramos MLT, Ferraz MB, Sesso R. Critical appraisal of published economic evaluations of home care for the elderly. Archives of Gerontology and Geriatrics 39:255-67, 2004.
2. Weinstein MC, Siegel JE, Gold MR, Kamlet MS, Russell LB. Recommendations of the Panel on Cost-effectiveness in Health and Medicine. JAMA 280(23):1992-3, 1998. |
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HOME CARE: CASOS DE SUCESSO
Destacando-se como uma das mais importantes prestadoras de serviços de home care do Brasil, com uma vasta atuação em todo o território nacional, a Unimed conta com casos de sucesso, tornando-se um foco de constante aprendizado e aperfeiçoamento do serviço de atendimento médico domiciliar. No artigo, destacamos as atuações no Estado de São Paulo e suas conseqüências para o desenvolvimento do mercado de saúde brasileiro.
Unimed Ribeirão Preto
A equipe já atendeu mais de 200 pacientes, e está comemorando o sucesso da implantação do Unilar- Programa de Cuidados a indicação do médico assistente. A Unilar não atende pacientes graves, não possuem visitação médica. Implantaram o serviço com 46 pacientes. A equipe é composta por: Médico coordenador, três enfermeiras, uma secretária e um motorista.
Unimed Taubaté
Iniciou o Programa de home care em 1997. No atendimento orientativo desenvolvem um programa especifico para gestantes, incentivando parto normal e aleitamento materno e para comunidade desenvolvem: reuniões mensais de Vida e Saúde. A Equipe é composta por uma assistente social que orienta os familiares sobre o programa; uma enfermeira que coordena todo o serviço e faz os relatórios gerenciais, uma auxiliar de enfermagem que realiza os procedimentos indicados pela enfermagem e um fisioterapeuta.
Unimed Pirassununga
Tem o programa home care instalado a três anos. A Unimed possui 13.000 usuários e mantém cerca de 300 pacientes no programa, incluindo gestantes e recém-nascidos. Todo recém-nascido é visitado e a mãe orientada sobre o banho, curativo umbilical, amamentação, etc. A Unimed tem uma média de 70 internações hospitalares/mês e uma economia gerada de 70% a.85% com o home care. O atendimento da equipe, composta por enfermeira, técnico em enfermagem e fisioterapeuta.
Unimed São José do Rio Pardo
Atendimento feito a 108 pacientes em um ano de home care. Possuem 16.500 usuários e uma média de 90 internações hospitalares/mês. O home care presta todos os serviços na área de enfermagem.
Unimed Marilia
Um ano de implantação do home care. Possuem 60 mil usuários. Primeiro caso acompanhado pelo home care foi um paciente com politraumatismo. Atualmente atendem pacientes crônicos dependentes, crônicos dependentes agudizados, gestantes e pós cirúrgicos. A equipe é composta por: Médico, Psicólogo, Nutricionista, Fisioterapeuta e Assistente Social.
Unimed Itapetininga
Unimed com 22 mil usuários, e 90 cooperados. O programa home care funciona à cerca de um ano. Já foram atendidos 35 pacientes em Regime de Hospitalização Domiciliar.
Unimed São Carlos
Unimed com 75 mil usuários. Implantaram o home care com um médico coordenador, uma enfermeira, um auxiliar de enfermagem e uma assistente social. Hoje contam também, com três fisioterapeutas credenciados para este serviço, num sistema de escala. No inicio do programa fizeram um projeto piloto com 15 pacientes por um período de 60 dias.
Unimed Rio Preto
Unimed com 130 mil usuários. Um mil cooperados. Atenderam 150 pacientes em um ano de atividades do home care. Possuem atualmente 75 pacientes no programa. Utilizam o Sistema Care Clinic, uma unidade de internação intermediaria entre o hospital e a linha de atendimento residencial, para os pacientes com alguns requisitos diferenciados. Exemplo: a) a residência sem condições de higiene e sócio - econômica: b) a residência fora do raio de ação da Unimed; c) dificuldades no treinamento dos cuidadores ; d) psico-social dos familiares não recomendado
Unimed Araraquara
Implantaram o Atendimento Domiciliar – Em Casa, que é ligado ao Hospital São Paulo. Hospital próprio da Unimed. Também dispõem da estrutura de um serviço de atendimento 24hs já em funcionamento. Contam ainda com um serviço próprio de fisioterapia com 9 profissionais da área.
Unimed Piracicaba
Unimed com 130 mil usuários, 485 cooperados, 1 hospital próprio. Iniciou o programa domiciliar em março/98, com um investimento inicial de R$ 2.500,00. Hoje possuem uma equipe composta de Médico, Assistente Social, Enfermeira, Fisioterapeuta (por prestação de serviços), auxiliar de enfermagem, e motorista. No inicio do projeto, o critério para o paciente participar do programa era: pacientes com três ou mais internações no ano anterior. Pacientes de alto custo (internações acima de R$ 3.000,00. Começaram com 28 pacientes.
Unimed Campinas
Pioneira entre as Unimeds no Atendimento Domiciliar. Iniciou em março de 1997. Atualmente está com 178 pacientes ativos no ADUC (Atendimento Domiciliar Unimed Campinas) .
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OPERADORAS APOSTAM NO POTENCIAL DO HOME CARE
| Fonte: Equipe HomeCare Plus |
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A atividade de home care começa a despertar cada vez mais o interesse das operadoras de saúde no Brasil. Se antes o home care era um tanto desacreditado, hoje a atividade é vista como atrativa e como ótima oportunidade para reduzir custos e aumentar margens de lucro.
O home care desenvolvido pelas operadoras de saúde tange uma série de atividades que vão desde programas de educação, orientação e incentivo a gestantes até tratamentos mais complexos como o de doentes crônicos.
Segundo estudos da rede HomeCare Plus, a atividade de home care pode representar uma redução de 40 a 60% (em média) nos custos para operadoras – sendo que alguns casos mais desviantes da média, tais reduções de custos alcançaram a ordem de 70%.
Tal significativa redução, segundo a análise HomeCare Plus, deve-se ao fato do aproveitamento das chamadas “Vantagens Comparativas” – isto é, as operadoras analisam suas atividades e percebem que algumas podem ser feitas de forma mais eficaz e eficiente através de iniciativas ligadas ao home care. |
Além disso, as operadoras fazem uma larga análise de suas Cadeias de Valor, e identificam áreas que podem ser melhoradas através de mudanças operativas - em outras palavras, com o uso do home care e de programas de prevenção. Vale também mencionar a criatividade de algumas operadoras – que na impossibilidade de proporcionar um full-service home care (devido a fatores internos ou externos), criam propostas inovadoras como unidades de internação intermediária entre o hospital e a residência (um bom exemplo pode ser dado pelo Sistema Care Clinic da Unimed de Rio Preto, SP que busca atender pacientes com requisitos diferenciados e inelegíveis ao home care convencional).
Outra iniciativa também está relacionada a um melhor entendimento do mercado de saúde como um todo, das atividades e potencialidades do home care e, obviamente, melhor conhecimento dos problemas e necessidades dos consumidores. Através de um melhor diálogo com os usuários e mais acurada observação de padrões de consumo, necessidades de atendimento, incidência de patologias, as operadoras de saúde estão se capacitando para atender melhor seus públicos com serviços mais customizados e personalizados.
Através de tal observação, as operadoras poderão verificar que alguns serviços colocados a disposição do consumidor – porem nunca utilizados por estes – não agregam valor a oferta final e acabam por representar um custo desnecessário tanto para as operadoras quanto para o próprio consumidor – que paga um “preço extra” para ter direito de usar algo que ele provavelmente nunca precisará. Em outras palavras, de que serve disponibilizar um exame de doppler a um jovem de 25 anos?
Em suma, uma melhor observação do mercado, uma mais acurada análise da Cadeia de Valor e a presença significativa do home care podem representar ganhos substanciais tanto para operadoras quanto para consumidores. Fica nítido que os benefícios do home care estão cada vez mais claros para todos.
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ATENDIMENTO DIFERENCIADO PARA IDOSOS
Foi inaugurada, recentemente, a empresa Vittas (SP), especializada no atendimento domiciliar diferenciado para idosos. Integrada por profissionais de diversas áreas, a empresa está focada no público com alto padrão de vida e oferece serviços interdisciplinares e constituídos por diferentes planos. A Vittas possui uma equipe multidisciplinar formada por 53 profissionais, treinados para atuar de forma interdisciplinar na execução dos serviços. Estes integram médicos, fisioterapeutas, profissionais de educação física, de recreação e de áreas culturais como história da arte, a companhia mira nos clientes da terceira idade de alto poder aquisitivo. |
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Para aqueles com problemas de saúde, consultas médicas domiciliares e sessões de fisioterapia. A empresa também complementa a gama de serviços oferecidos com um projeto de adaptação da arquitetura de residências para pessoas com dificuldades decorrentes do envelhecimento. No Brasil, o mercado dos consumidores de 60 anos movimenta cerca de R$ 8,8 bilhões ao ano. Pesquisa recente da FGV, revelou que 49,8% dos idosos do Rio de Janeiro dizem estar bem de saúde. Em 1998, eram 41,1%. O Rio é o lugar onde há o maior número de idosos com renda per capita mais alta do país. |
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GOLDEN CROSS PARTICIPA DO CRESCIMENTO
DA ATIVIDADE DE HOME CARE NA REGIÃO SUL
A Golden Cross que em outubro de 2005, aumentou os seus investimentos no mercado gaúcho, com o lançamento em Porto Alegre , do Golden Med, serviço opcional de atendimento médico domiciliar 24 horas, já começa a colher os primeiros resultados. A expectativa da operadora é aumentar em 20% sua carteira de clientes na cidade e na região metropolitana. Na verdade, o Golden Med funciona desde o início da década de 90, e foi sendo implantando no País aos poucos, estando disponível também no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Brasília, Pernambuco, Bahia e Goiás, de acordo com a área de abrangência de cada região e o domicílio do associado. O Golden Med conta com UTIs móveis e equipes médicas prontas para atuar em casos de urgência e emergência. As ambulâncias estão ligadas a uma central computadorizada e a médicos de plantão 24 horas.
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