DIETA NA INFÂNCIA E DESENVOLVIMENTO ESCOLAR

Uma dieta inadequada nos primeiros anos da infância pode afetar o posterior desenvolvimento escolar das crianças, segundo indica um estudo publicado hoje no Reino Unido. A pesquisa, realizada por especialistas das universidades inglesas de Londres e Bristol, assinala que as crianças que aos 3 anos consumiram muita comida de baixa qualidade nutricional --como alimentos muito processados ou com alto conteúdo de sal e açúcar-- progrediam menos no colégio.

Os especialistas descobriram que, em comparação com outras crianças, as que se alimentaram mal tinham 10% menos probabilidades de alcançar os níveis de desenvolvimento esperados entre os seis e os dez anos.

Também comprovaram que o regime alimentar em anos posteriores não tinha tanta influência sobre o desempenho na escola. O trabalho apresentado hoje se baseou nos dados fornecidos por um estudo da Universidade de Bristol, que acompanha o desenvolvimento de 14 mil crianças desde seu nascimento, em 1991 e 1992. Para chegar a suas conclusões, os pesquisadores levaram em conta outros fatores que podem afetar o desenvolvimento escolar infantil, como baixa renda dos pais e más condições familiares. (13/08/08)

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EFICÁCIA DO BRÓCOLIS

Um estudo conduzido por pesquisadores britânicos sugere que o brócolis pode reverter danos causados pela diabetes aos vasos sangüíneos do coração. A equipe, da Universidade de Warwick, acredita que um composto fabricado pelo vegetal, o sulforafano, seria responsável pela produção de enzimas que protegem os vasos, e de moléculas que reduzem danos causados às células pelo excesso de açúcar.

Segundo os especialistas, os diabéticos têm até cinco vezes mais chances de desenvolver doenças vasculares, como ataques cardíacos e infartos, ambos ligados ao mau funcionamento dos vasos sangüíneos. O estudo, divulgado na publicação científica Diabetes, testou os efeitos do sulforafano em células dos vasos sangüíneos danificadas por altos níveis de glicose (hiperglicemia), associados à diabetes.

Eles verificaram que o composto encontrado no brócolis reduziu em até 73% o nível de moléculas chamadas Espécies Reativas do Oxigênio (ROS, na sigla em inglês), produzidas em excesso quando o organismo concentra altos níveis de açúcar. Segundos os especialistas, essas moléculas danificam as células humanas.

Eles também descobriram que o sulforafano ativou uma proteína chamada nrf2, que protege células e tecidos ao produzir enzimas antioxidantes e desintoxicantes. O coordenador da pesquisa, Paul Thornalley, disse que o estudo sugere que substâncias como o sulforafano podem ajudar a conter o aparecimento de doenças vasculares em pacientes com diabetes. "No futuro, será importante testar se uma alimentação rica em brócolis e outros vegetais brassica (como couve-flor e repolho) pode se traduzir em benefícios para os que sofrem da doença. Esperamos que sim", disse o pesquisador. (06/08/08)

 

 

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CONSUMO DE CHÁ E MEMÓRIA DE IDOSOS

Beber chá frequentemente pode ajudar a saúde mental dos idosos, preservando a memória e reduzindo os riscos de declínio cognitivo, segundo estudo da Universidade de Cingapura. Avaliando 2,5 mil pessoas com idades acima dos 55 anos, os cientistas observaram que os participantes que não consumiam a bebida tiveram, nos dois anos de acompanhamento, queda média de dois pontos em testes de memória; enquanto aqueles que bebiam pelo menos duas xícaras por dia mantiveram os mesmos resultados nos testes cognitivos. Segundo os autores, os efeitos protetores do chá se devem a substâncias como o polifenol (com propriedades antioxidantes) e a teanina (que tem efeito relaxante), além do efeito sinérgico de vários componentes. E a descoberta poderia auxiliar na prevenção de demência e doença de Alzheimer. (21/07/08)

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SEMENTE DA UVA PODE SER ESPERANÇA CONTRA ALZHEIMER

Compostos polifenólicos derivados da semente da uva podem, no futuro, serem úteis para a prevenção e o tratamento da doença de Alzheimer, segundo estudo americano publicado no "The Journal of Neuroscience”. A pesquisa avaliou diversas moléculas contidas no vinho tinto, principalmente nas sementes de uva vermelha, além da possibilidade de desenvolver “pílulas miméticas de vinho” que substituiriam a taça diária recomendada por especialistas para a prevenção da doença.

E, segundo os cientistas da Mount Sinai School of Medicine, um extrato das sementes reduziu consideravelmente a deterioração cognitiva em ratos com Alzheimer, ao prevenir a formação das placas de amilóide no cérebro. Os resultados sugerem que a forma comercial, chamada Meganatural AZ, ajudaria também contra perda de memória comum. (19/06/08)

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AMAMENTAÇÃO PROTEGE MAIS AS MENINAS

A amamentação faz bem à saúde de todos os bebês, mas em pelo menos um aspecto as meninas ganham mais em mamar no peito do que os meninos, dizem pesquisadores. Eles acompanharam um grupo de bebês de Buenos Aires que nasceram prematuros e com peso muito baixo, para examinar o efeito protetor da amamentação contra infecções respiratórias. E viram que as meninas corriam risco bem menor de ter essas infecções do que os meninos.

O consenso entre inúmeras pesquisas é que os bebês que mamam no peito têm uma série de benefícios para sua saúde. Eles sofrem menos infecções de ouvido, estomacais e intestinais, menos doenças e alergias de pele, e menos risco de desenvolver pressão alta, diabetes e obesidade. E também há indícios de que eles podem se tornar mais inteligentes.

 

"O aleitamento materno é uma fonte maravilhosa de nutrição, é importante para o desenvolvimento. Todos se beneficiam com ele", diz um dos autores da nova pesquisa, Fernando Polack, da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos). "Mas, no caso das doenças respiratórias agudas, como bronquiolite e infecções virais do trato respiratório, parece que há mais benefícios para as meninas. E esse benefício é substancial", afirma Polack.

O grupo estudou uma população de bebês especialmente sujeita a esse tipo de infecção -- 119 crianças que pesavam menos de 1,5 kg na hora do nascimento. Metade das meninas que não mamaram no peito tiveram de ser hospitalizadas quando passaram por sua primeira infecção respiratória, enquanto apenas 7% das que foram amamentadas pela mãe precisaram ir para o hospital. Já entre os meninos, não houve diferença: cerca de um quinto deles foi hospitalizado nas mesmas condições em ambos os grupos. O padrão se repetiu ao longo de todo o primeiro ano de vida dos bebês, relataram os pesquisadores em artigo na revista médica "Pediatrics". Segundo Polack, é possível que algum componente do leite materno ative melhor o sistema de defesa do organismo das meninas do que o dos meninos.

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PERIGO COMEÇA CEDO

Nas crianças obesas, as artérias podem começar a ficar doentes aos sete anos de idade. A afirmação é de pesquisadores italianos e americanos, que publicaram seu trabalho na revista "Diabetes Care". Para chegar a essa conclusão, foram estudadas cem crianças obesas com idade entre 6 e 14 anos, que foram comparadas a crianças com peso normal. As crianças obesas apresentavam alterações da pressão arterial e dos níveis de colesterol no sangue, além de uma tendência ao diabetes que é representada pela resistência à insulina.

O dado mais impressionante do estudo foi a constatação de que as artérias dessas crianças já estavam começando a ficar rígidas e com as paredes mais espessas. Essas alterações arteriais são precursoras do estreitamento da doença coronariana. As alterações das artérias foram descobertas através de um exame de ultra-som das carótidas, que levam o sangue ao cérebro. A relação entre obesidade e um risco aumentado de diabetes e doenças do coração já era conhecida dos médicos, porém nunca haviam sido detectadas alterações tão graves em crianças tão jovens. Todos esses achados reforçam a tese de que a obesidade deve ser combatida, principalmente com a mudança de hábitos desde a infância.

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ALIMENTAÇÃO INADEQUADA, SAÚDE EM RISCO

Cada vez mais o prato típico na mesa do brasileiro – arroz, feijão, bife e salada – dá lugar a outros alimentos, como os lanches e as refeições de fast food, mais rápidas de preparar e comer. Mas se sobram praticidade, gorduras e carboidratos, faltam vitaminas e minerais, essenciais para manter uma vida saudável.

Em estudo realizado entre março e abril de 2006 - por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade de São Paulo (USP), foram entrevistadas 2.420 pessoas com 40 anos ou mais, em 150 municípios das cinco regiões do país. O resultado foi preocupante: o consumo de vitaminas e minerais não está nem perto de alcançar a necessidade diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pesquisa aponta os seguintes dados:

  • 90% dos entrevistados consomem apenas 1/3 dos 1.200 mg de cálcio recomendados diariamente
  • 81% não alcançam a quantidade recomendada de vitamina K, que é de 120 mcg para homens e 90 mcg para mulheres. Ela é responsável, entre outras funções, por prevenir a osteoporose
  • 99% consomem menos do que deveriam de vitamina D. Sua função é regular a presença de cálcio no sangue

O resultado da falta desses nutrientes se reflete diretamente na piora da saúde da população, que apresenta maior incidência de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão e osteoporose.

Refeição equilibrada

O prato típico do brasileiro é, por excelência, uma refeição equilibrada, segundo Ariane Nadólskis Severine, coordenadora da Nutrição Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Isso porque contempla:

  • uma fonte de proteína, a carne vermelha ou branca;
  • uma fonte de carboidrato, o arroz, a batata ou as massas;
  • vitaminas, fibras e minerais, nas saladas com verduras e legumes e também nas frutas da sobremesa.

A falta de uma vitamina (a chamada hipovitaminose) ou mineral, além de comprometer o bom funcionamento do organismo, facilita o aparecimento de doenças. Alguns exemplos:

  • beribéri: causada pela falta de vitamina B1, provoca fraqueza muscular e dificuldades respiratórias;
  • escorbuto: resultante da falta de vitamina C, gera fraqueza, anemia e doenças da gengiva;
  • raquitismo: devido ao baixo consumo de vitamina D, os ossos não conseguem se desenvolver por problemas de calcificação;
  • xeroftalmia: vem da pouca vitamina A e causa problemas na visão.

Como a falta de vitaminas atualmente tem relação com a alimentação inadequada, a saída é equilibrar o corre-corre e os alimentos que não podem faltar no prato. Para isso, a nutricionista dá as seguintes dicas:

  1. Se não der para fazer uma refeição completa, opte por lanches saudáveis com frutas e sucos naturais;
  2. Ao almoçar fora, dê preferência às preparações com pouca gordura;
  3. No escritório, substitua as bolachas por frutas secas como damasco, banana passa, ameixa e tâmaras;
  4. Beba água ao longo do dia: o corpo precisa de pelo menos 1,5 litros para manter-se hidratado.

Saúde no prato

Carnes, frutas, legumes e verduras, entre outros alimentos, fornecem os nutrientes de que o organismo precisa. A dica é ficar de olho na tabela para saber o que anda faltando no prato.

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DEPENDÊNCIA DE "JUNK FOOD" COMEÇA NO ÚTERO MATERNO

A dependência de "junk food" ("comida lixo"), uma das causas principais de obesidade na infância, pode começar no útero materno, segundo um estudo publicado pelo "British Journal of Nutrition".

Os hábitos nutricionais das crianças podem estar condicionados pelo que suas mães comeram durante a gravidez. Segundo os cientistas, as mães que comem alimentos pouco saudáveis enquanto amamentam também podem influir negativamente no peso de seus filhos.

Segundo Stéphanie Bayol, do Royal Veterinary College de Londres, que dirigiu o estudo, "consumir grandes quantidades de 'junk food' durante a gravidez e a amamentação pode afetar o controle normal do apetite e criar um gosto excessivo por esse tipo de comida nos filhos".

A equipe descobriu que as ratas alimentadas com uma dieta de batatas fritas e outros alimentos ricos em gordura, sal e açúcar durante essas fases pariram filhotes que também abusavam dos alimentos doentios.

Os ratos expostos no útero a esse tipo de comida nasceram com um peso inferior à média. Mas 10 semanas depois do desmame, sua massa corporal era 32% superior à normal no caso das fêmeas e 22% nos machos.

 
Adam Balam, professor de medicina reprodutiva nos hospitais de Leeds (Inglaterra), explicou que o estudo reforça a mensagem sobre a importância da dieta materna durante a gravidez para a saúde dos filhos.

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CONSUMIR LEITE APÓS EXERCÍCIOS FÍSICOS AJUDA A EMAGRECER

Beber leite ajuda a queimar gorduras sem dieta. A conclusão foi retirada de um estudo realizado na Universidade de McMaster, no Canadá, que envolveu 56 jovens, entre os 18 e os 30 anos. Divididos em três grupos, todos os participantes entraram em um rigoroso programa de musculação, cinco vezes por semana, em um total de doze semanas consecutivas.

Depois do exercício físico, os membros de cada grupo cumpriam um ritual diferente: alguns bebiam dois copos de leite, outros tomavam uma bebida de soja com a mesma quantidade de proteínas e calorias e, por fim, o outro grupo ingeria um concentrado de carboidratos. O objetivo era verificar se algum destes itens colaborava para emagrecer e observar outros efeitos.

Ao fim das doze semanas de programa, os cientistas chegaram à grande conclusão: com menos um quilo que no início do estudo, os membros do grupo que beberam leite foram os que mais emagreceram e tiveram um maior aumento de massa muscular sem dieta. Os que ingeriram carboidratos perderam cerca de 500 gramas, enquanto os que consumiram bebidas de soja não tiveram alteração de peso.

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MARGARINA É MAIS SAUDÁVEL QUE MANTEIGA

Os fatos: o debate existe há tanto tempo quanto a manteiga e a margarina: uma realmente é mais saudável do que a outra? A confusão continua por uma boa razão. Manteiga, que é usada há milhares de anos, é feita de produtos animais, deixando-a com muito colesterol e gordura saturada, ligados às doenças cardíacas. A margarina é feita de óleos de vegetais poliinsaturados como óleo de milho, que não contém gorduras saturadas. A maioria das pessoas assume que isso a torna mais saudável para o coração. Não exatamente.

O processo de tornar óleos poliinsaturados em pastas semi-sólidas para a mesa cria gorduras trans, que são tão ruins quanto as saturadas, se não pior.
Mas a maioria dos estudos e especialistas em saúde sugere que a margarina, selecionada cuidadosamente, é uma escolha mais segura.

Como os maiores níveis de gordura trans deixam a margarina mais sólida, é melhor escolher as líquidas ou as que são vendidas em tubo. Muitas variedades agora contêm água ou óleo vegetal líquido ao invés de óleo vegetal hidrogenado, que podem deixá-las literalmente livres de gorduras trans. Ainda melhor, dizem os especialistas, é escolher algo alternativo, como azeite ou óleo de canola. Conclusão: margarina tem menos gordura e colesterol do que manteiga, mas não é ideal.

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LIMÃO PARA PERDER PESO

Agora com a chegada das épocas natalinas, onde as comidas são as grandes vilãs de um corpo esguio e saudável, surge um livro na Europa que já é bestseller, intitulado “A Dieta do Suco de Limão” (The Lemon Juice Diet). Escrito pela pesquisadora de saúde Theresa Cheung, o livro enfatiza ser o nosso aparelho digestivo nosso maior inimigo para termos um peso elevado. Se o nosso aparelho digestivo não está trabalhando bem, nossa comida diária não é bem digerida. Aí surgi a dieta do limão.

Além disso, se você ingerir comidas saudáveis e ter um pouco de disposição para fazer exercícios regulares, tudo isto irá suplementar o seu corpo com mais saúde e o fará emagrecer mais rápido. Você pode até perder peso com dietas, mas o problema é que com uma digestão errada, uma perda de peso é mais demorada.

Os nutrientes básicos para o seu corpo irão desaparecer com as dietas, mas também aumentará as toxinas e assim seu corpo se sentirá lento e depressivo. Desta forma, seu metabolismo diminuirá, fazendo sua meta de perder peso quase inatingível. Seu corpo necessita absorver os nutrientes necessários e a solução é melhorando seu sistema digestivo.

Os limões são ricos em ácidos cítricos, que realizam uma interação com outros ácidos e enzimas, ocasionando uma livre digestão, estimulando os sucos estomacais. Graças a este ácido, encontrado em uma pequena dose de suco de limão, isto poderá provocar a melhoria da sua digestão e baixar o impacto de qualquer refeição nas suas taxas de açúcar no sangue.

O pectin do limão encontrado na sua casca é uma grande fonte de fibras que pode ajudar a perda de peso, já que previne a absorção de açúcar pelo sangue rapidamente. Um estudo publicado pelo Journal of The American College of Nutrition disse que o pectin, pode eliminar por mais de 4 horas, a vontade de comer porque após comer a casca há uma vontade saciada de comer.


Além de todos estes fatores o limão é uma excelente forma de absorver vitamina C. Não esqueça de que você poderá usar o limão também para colocar sobre as comidas.

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CHOCOLATE AMARGO REDUZ SINTOMAS DE FADIGA CRÔNICA

Um estudo realizado pela Hull York Medical revelou que uma dose diária de chocolate amargo pode ajudar a reduzir os sintomas da Síndrome da Fadiga Crônica. Dez pacientes receberam uma dose diária de 45 gramas de chocolate amargo durante dois meses. Após um intervalo de um mês, os voluntários repetiram a experiência, mas com chocolate branco ou ao leite. Os pacientes que participaram da pesquisa disseram que ficaram menos cansados depois de comerem o chocolate com alta concentração de cacau.

A Síndrome da Fadiga Crônica se caracteriza por uma profunda fadiga muscular após esforços físicos, dor de cabeça, memória fraca, dificuldade de concentração, perturbação do sono e irritação.

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REDUZIR O ESTÔMAGO É RECURSO EXTREMO

Emagrecer a qualquer custo é a idéia de quase metade dos pacientes que entram no consultório do psiquiatra Adriano Segal. O médico é fundador do Ambulatório de Obesidade e Comorbidez Psiquiátrica do Hospital das Clínicas de São Paulo. Para isso, eles não medem conseqüências. Ter o estômago reduzido cirurgicamente é o objetivo, mesmo que isso signifique conviver com nausea, anemia e até mesmo o risco de morte. O aumento no número das intervenções serve como indicativo da popularização da técnica. 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, o número das operações de redução de estômago saltou de 15 mil, em 2003, para 30 mil para 2006. E os médicos aptos a realizá-la passaram de 500 para 800 no mesmo período. A banalização da cirurgia, considerada de alto risco, está colocando especialistas em estado de alerta. "Tem paciente que chora para fazer a cirurgia, mas tem 30 de IMC", afirmou o cirurgião e pioneiro da técnica no Brasil, Arthur Garrido. O IMC, ou Índice de Massa Corpórea, é a relação entre peso e altura utilizada como parâmetro para medir o grau de obesidade. A cirurgia é indicada para obesos mórbidos, cujo IMC supera 40. 

Orkut – Manifestações eufóricas na internet sobre os resultados da cirurgia ajudam a popularizá-la. Digitando as palavras redução e estômago no site de relacionamento Orkut, 73 comunidades relacionadas ao tema aparecem. Entre eles, apenas um fala sobre riscos. Mas a comunidade "Perigo na Redução de Estômago" parece não fazer concorrência a grupos como "Renasci com a Redução de Estômago", "Fãs da Redução de Estômago" ou "Máfia Gastroplastizada". Enquanto a primeira tem um único participante, a última tem 2.130. 

Candidatos à redução são encaminhados a consultórios psiquiátricos, como o de Adriano Segal. Todos precisam de avaliação, mas só metade precisa realmente da cirurgia. Mas os conselhos dados pelos médicos nem sempre convencem. Karina Oliveira não se arrepende de ter engordado voluntariamente mais de 20kg para se enquadrar no IMC exigido para a cirurgia, quando tinha ainda 17 anos. “Comecei a engordar após uma cirurgia na perna, que me obrigou a ficar na cama. Gorda, passei meses sem sair de casa. Era deprimida, infeliz, não tinha amigos nem namorava”, lembrou. 

Necessitados – O número de pessoas obesas mórbidas nunca foi tão alto no Brasil. Estima-se que o País tenha dois milhões delas. O especialista afirma que o número de cirurgias ainda é baixo quando comparado ao número de obesos mórbidos. “Seria necessário um número muito mais elevado de procedimentos para tratar essas pessoas”, disse Garrido. A avaliação leva em conta o custo médio da cirurgia, (entre R$ 15 mil e R$ 20 mil) e dos gastos anuais com exames, consultas e medicamentos para o obeso mórbido por ano, de cerca de R$ 5 mil. Destaca-se que a taxa de mortalidade por doenças relacionadas à obesidade chega a 90%. Só em São Paulo existem mais de 220 mil pacientes candidatos à redução do estômago.
 
Mas usar a redução de estômago como método de emagrecimento é um atalho perigoso. O índice de mortalidade é de dois em cada mil pacientes operados. "A redução é indicada somente depois que o paciente tentou todas as demais alternativas para emagrecer, pois trata-se de um procedimento agressivo. É a mutilação de um órgão vital", resumiu Garrido. A decisão por uma cirurgia de redução de estômago vai além da análise do peso. “O que se busca é evitar que o obeso mórbido morra em decorrência de diabetes, hipertensão, hiperlipemia e alterações vasculares”, explicou. 

Gravidez – As complicações pós-operatórias podem ser graves, como no caso de Isamaris Lima. Um ano depois da cirurgia que a ajudou a perder 60 quilos, enfrentar a faculdade e se casar, ela ficou grávida (a gravidez só é permitida após sete meses da cirurgia). A gestação correu normalmente até o quinto mês, quando o bebê deslocou o anel que isolava parte do seu estômago, impedindo-a de se alimentar. Isamaris chegou a pesar 40 quilos, mesmo estando grávida de cinco meses. Ela teve hipoglicemia, desidratação e anemia profunda. 

Isamaris foi internada. Os médicos optaram pela introdução de uma sonda nasal como forma de levar alimentação líquida diretamente ao intestino de Isamaris. Tudo isso para que o bebê ganhasse peso suficiente para viver fora do útero mediante uma cesariana de emergência. Isamaris confessa que teve medo de morrer e temia pela vida da filha. “Lizian nasceu com anemia. Tinha baixa resistência e ficava doente constantemente. Mas superou tudo”, contou a mãe. 

Números – De uma amostra de 53 pacientes submetidos à cirurgia de redução de estômago, 58% ganharam mais de 10 quilos em um período de cinco a nove anos após a operação. Além disso, 39% engordaram mais de 20 quilos e 13% mais de 30 quilos no mesmo período. Os resultados são de um estudo do HC. Somente 7,8% dos pacientes conseguiram manter o peso ideal. “Ganhar 10 quilos é considerado normal. Mas ganhar 30 quilos é considerado um retorno à obesidade”, disse Marlene Monteiro da Silva, psicóloga do HC. 

O estudo confirma que a cirurgia é apenas o início do tratamento contra a obesidade. Além dela, é preciso haver um acompanhamento nutricional, endocrinológico e psicológico. “Obesidade é uma doença multifatorial, na qual aspectos hereditários, metabólicos, ambientais, comportamentais e psicológicos interagem de um modo ainda não totalmente compreendido. Ela pode acarretar inúmeras complicações psicológicas e psiquiátricas”, disse Adriano Segal.  Especialistas alertam ainda para uma conseqüência preocupante da cirurgia: a substituição do ato compulsivo. “Eles passam a aproveitar o benefício social do emagrecimento como incentivo à ingestão excessiva de bebidas alcoólicas”, acredita Garrido. Casos de alcoolismo foram observados em 18% dos analisados. 

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PERFIL NUTRICIONAL DE ALUNOS SERÁ AVALIADO

O Ministério do Desenvolvimento Social investiu R$ 3 milhões em uma pesquisa inédita para traçar o perfil nutricional dos alunos de escolas públicas. Pela primeira vez, os pesquisadores vão conferir altura e peso dos estudantes de todas as cerca de 170 mil escolas públicas de ensino infantil e fundamental. A pesquisa de campo começa em março e os primeiros resultados serão divulgados em outubro do ano que vem. O objetivo é traçar uma radiografia da alimentação servida nas escolas. Com os resultados, serão definidas diretrizes gerais para a alimentação escolar.

"Em 50 anos de existência do Programa de Alimentação Escolar, é a primeira pesquisa desse tipo", diz Andréa Galante, presidente da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran) e uma das coordenadoras do levantamento nacional. Universidades federais e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) participam da pesquisa, que é acompanhada por um comitê de representantes dos ministérios do Desenvolvimento Social, da Educação, da Saúde e da Ciência e Tecnologia.

A melhor radiografia da merenda escolar disponível até agora foi feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) durante o Censo Escolar de 2004. Os dados, consolidados recentemente, como mostrou o Estado, revelam que 25% das escolas públicas não seguem os cardápios recomendados pelas Secretarias Municipais de Educação, principalmente por falta de produtos, e que 20% não têm local adequado para guardar os alimentos.

A pesquisa do Inep mostrou ainda que, na escola, as crianças comem muito arroz, feijão e macarrão, mas verduras e legumes são servidos em quantidade insuficiente e quase não há frutas no cardápio. Revelou também o interesse das escolas em estimular atividades ligadas à nutrição, como o cultivo de hortas e aulas de culinária.

"No Brasil, a merenda se consolidou como um direito de todos os alunos. O Censo Escolar deu ótimos indicativos para trabalhar e buscar o aumento da oferta de frutas e legumes e a diminuição dos lipídios (gorduras presentes em óleos, carnes gordas, frituras, manteiga e biscoitos recheados, entre outros alimentos)", diz Andréa.

Este ano, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar (FNDE) do Ministério da Educação está analisando 3 mil cardápios enviados por escolas públicas de todas as regiões do País. "A pesquisa ainda não foi concluída, mas já percebemos um aumento na oferta de legumes, verduras e frutas", diz a coordenadora do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Albaneide Peixinho.

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ATENDIMENTO DOMICILIAR - UM NOVO DESAFIO PARA OS NUTRICIONISTAS

O nutricionista vem mostrando ao quanto é necessário sua atuação atualmente principalmente na prevenção de doenças, já que a alimentação saudável e equilibrada pode manter sua saúde através do fornecimento de nutrientes.

Fundamental também é sua intervenção quando falamos de pacientes já debilitados, com patologias crônicas ou várias patologias diferentes, que fazem uso contínuo de medicamentos e como conseqüência alimentam-se mal, devido aos próprios sintomas da doença, ou através de dieta enteral. Nestes casos o profissional de nutrição deve entrar como parte da equipe multidisciplinar que faz o acompanhamento de Home Care.

O desafio inicial é formar a consciência dos profissionais e até mesmo familiares ou cuidadores, da importância da atuação do nutricionista, o fornecimento de vitaminas e minerais, a adequação do cardápio ou da dieta enteral a ser utilizada faz muita diferença na manutenção da qualidade de vida, e quando possível na própria recuperação do paciente.

O acompanhamento inclui não só a avaliação de peso ou composição física – manutenção de massa corporal, musculatura e reserva de gordura, mas também a evolução dos sintomas clínicos tanto da própria patologia como sinais do aparelho digestório, disposição física, além da abordagem familiar que normalmente precisa adaptar-se a nova rotina de ter um “leito e equipamentos hospitalares” dentro de casa.

É fundamental que o nutricionista atue em conjunto com outros componentes da equipe, a troca de informações da evolução de cada aspecto do tratamento faz com que a abordagem do paciente seja completa, e torne os resultados mais positivos através da alteração de conduta de acordo com o que o paciente evoluiu, desta forma a dinâmica toma conta de todos, inclusive do cliente de Home Care.

Para que tudo isso possa tornar-se realidade é claro que o nutricionista deve manter-se em constante atualização, a evolução da medicina é muito rápida e requer conhecimento técnico e científico para que o trabalho de qualidade possa também ser uma garantia.

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NUTRIÇÃO NA TERCEIRA IDADE

A nutrição do organismo é chave fundamental para a manutenção da saúde. Em todos os momentos da vida nosso corpo precisa de atenção especial e não seria diferente na terceira idade. Fatores como alteração do paladar, dificuldade de digestão, redução da quantidade de consumo dos alimentos ou diminuição no número de refeições, podem piorar a saúde pela má nutrição.

Nesta fase a musculatura vai perdendo o tônus o que torna necessário o consumo de proteína para reduzir a flacidez, as preparações devem ser adequadas à capacidade de mastigação, ás vezes o uso de próteses ou a falta de alguns dentes tornam o consumo de alimentos específicos mais complicada, a falta de companhia ou dificuldade no preparo dos alimentos diminuem muito a vontade de alimentar-se, o que com o tempo pode gerar a anorexia, um quadro que se inicia com a perda de apetite e com o tempo pode levar a rejeição de alguns alimentos através do vômito, há ainda a baixa absorção de alguns nutrientes, isto é eles são consumidos porém não são bem aproveitados pelo organismo, isto pode ocorrer em alguns casos por uma patologia, mas é comum na terceira idade pela utilização constante de medicamentos. O peso nesta faixa etária pode estar aumentado ou abaixo do adequado o que em ambos os casos não será sinônimo de boa nutrição, mesmo quem está acima do peso, pode encontrar-se desnutrido se não tiver uma alimentação de qualidade.

A atuação do nutricionista neste momento, visa facilitar a prática alimentar diária, através da informação das necessidades nutricionais do idoso, os alimentos que devem ser consumidos, como prepará-los de forma mais adequada, a influência dos medicamentos na absorção de vitaminas e minerais e o que fazer para recuperar o que foi perdido, o conhecimento dos nutrientes que são necessários para manter-se saudável pode tornar a alimentação na terceira idade, uma prática simples e eficaz, desta maneira a alimentação deixa de ser um mito e torna-se uma prática agradável e a favor da promoção da saúde.

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