CAFEÍNA EM ALTAS DOSES E ESCLEROSE MÚLTIPLA A cafeína em altas doses pode impedir a esclerose múltipla, segundo os resultados de pesquisas realizadas em ratos publicados. A descoberta pode abrir caminho para novos métodos de prevenção e tratamento da doença em humanos. Os pesquisadores constataram que os ratos que consumiram o equivalente a seis ou oito xícaras de café por dia não desenvolveram o equivalente à doença em humanos. A cafeína impede a adenosina --um dos quatro componentes de base do DNA-- de se ligar a um catalisador desta molécula nos ratos. A adenosina desempenha uma papel chave na bioquímica do sono, do despertar e da transferência de energia. "É uma descoberta totalmente surpreendente que pode ser muito importante para a pesquisa sobre a esclerose múltipla e outras doenças", reconheceu Linda Thompson, especialista em câncer da Oklahoma Medical Research Foundation, uma das principais autoras deste trabalho, divulgado "PNAS" de 30 de junho. Este avanço é também promissor para as doenças auto-imunes como o lupus e o reumatismo, nas quais o sistema imunológico ataca as células do organismo. Embora promissoras, a pesquisas ainda precisam ser aprofundadas para uma prevenção mais eficaz contra a esclerose múltipla, destacou Thompson. (01/07/08) TOMATE AJUDA A PROTEGER PELE Duas refeições diárias à base de tomate podem ajudar na prevenção contra o câncer de pele e outras doenças causadas pelo sol, defendem cientistas das Universidades de Manchester e Newcastle. Os especialistas realizaram durante três meses testes com 10 voluntários, que consumiram 55 gramas de massa de tomate misturadas a 10 gramas de azeite por dia. Já outros 10 participantes só tomaram as 10 gramas de azeite. No final do período, os cientistas constataram que aqueles que comeram a massa de tomate aumentaram a proteção contra os raios solares ultra-violeta em 33%, além de maiores níveis de procolágeno - molécula dá firmeza à pele, contribuindo para evitar rugas. O professor Lesley Rhodes, dermatologista da Universidade de Manchester, destaca os efeitos benéficos do procolágeno: - A dieta que inclui o tomate com freqüência aumenta o nível de procolágeno da pele significamente. Esse aumento pode resultar na reversão em potencial dos efeitos maléficos do sol e do envelhecimento da pele. Porém, o médico ressalta que o uso de filtro solar não está descartado. Os tomates não devem substituir protetores solares, mas podem ser um aliado. O consumo de tomates diariamente durante os anos terá um efeito significativo -disse. O tomate contém licopeno, poderosa substância antioxidante. DIETA VEGAN PROTEGE PESSOAS COM ARTRITE
AMAMENTAÇÃO PODE AUMENTAR QI DOS BEBÊS A amamentação pode ter um efeito positivo sobre o desenvolvimento do QI (Quociente Intelectual) de algumas crianças, segundo estudo publicado no "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS). As crianças que demonstraram ganhos no desenvolvimento cognitivo com a amamentação teriam uma versão particular de um gene chamado FADS2. No entanto, o estudo destacou que somente a amamentação não é suficiente para aumentar o QI, pois isso depende também de fatores ambientais (família, meio social) e genéticos. Segundo os pesquisadores que realizaram este estudo com 3 mil bebês amamentados na Grã-Bretanha e na Nova Zelândia, as crianças que tinham uma versão particular do gene FADS2 têm em média um QI de 6,8 pontos mais alto que as demais. Esta diferença persiste independentemente do meio sócio-econômico da criança, o QI da mãe, o peso do bebê no nascimento ou a idade da mãe durante a gestação. "Durante pelo menos um século, a discussão sobre a inteligência se limitou à diferença entre o que é nato e o que foi adquirido. Descobrimos que o nato e o adquirido andam juntos", disse Terrie Moffitt, professor de psicologia e das ciências do cérebro na Duke University e no King's College de Londres, e co-autor do estudo. O gene FADS2 foi estudado porque ele produz uma enzima encontrada no leite materno que ajuda a transformar os ácidos graxos alimentares em ácidos graxos polinsaturados que se acumulam no cérebro durante os primeiros meses de vida do bebê. Alguns pesquisadores acreditam que esta enzima pode ter uma influência sobre o desenvolvimento da inteligência cognitiva. A idéia de que a amamentação pode aumentar o QI de uma criança surgiu em 1929 nas revistas científicas. Há um ano, um estudo publicado pelo "British Medical Journal" indicava que o eventual aumento do QI não se devia à amamentação, mas ao perfil sociológico das mães e ao ambiente familiar. De acordo com outro estudo publicado, os bebês que mamam no seio são menos sujeitos a doenças cardíacas do que os bebês que mamam na mamadeira. Segundo este estudo apresentado pelo American Heart Association e realizado por Nisha Parikh, um cardiologista do Beth Israel Deaconess Medical Center de Boston, as crianças alimentadas no seio são, na vida adulta, 55% mais numerosas do que as alimentadas na mamadeira a se beneficiarem de um alto nível de HDL ("colesterol bom"), que ajuda a prevenir doenças cardiovasculares. Este estudo observou 393 mães e seus 962 filhos. CENOURA E ESPINAFRE SÃO RECOMENDADOS Homens que há muito tempo comem suplementos de beta-caroteno, um anti-oxidante encontrado nas cenouras e em outros vegetais, pode diminuir o declínio cognitivo, segundo uma pesquisa divulgada esta semana, na revista Arquivos de Medicina Interna, realizado pela Dra. Francine Grodstein, da Escola de Medicina de Harvard, e do Hospital de Mulheres de Brigham. Entretanto, deve- se ter cuidado com as altas doses de suplementos anti- oxidantes, incluindo o beta-caroteno, que poderá trazer sérios problemas para a saúde, segundo um outro estudo da Universidade da Califórnia. A Dra,Grodstein disse que conhece os riscos e cita como exemplo o risco do câncer de pulmão para os fumantes. Mas ela observa que os benefícios contra a demência, são melhores do que outros medicamentos testados em pessoas idosas saudáveis. BENEFÍCIOS DO ALHO Em recente pesquisa realizada Universidade do Alabama, da cidade de Birmingham, nos EUA, ficou provado mais uma vez os reais benefícios do uso do alho na alimentação. Os pesquisadores mostraram que o alho tem efeitos positivos sobre o aparelho circulatório, sendo anunciado como um tônico de saúde. A pesquisa mostrou que ele faz aumentar a produção de um composto orgânico que relaxa os vasos sanguíneos, aumentando o fluxo do sangue e prevenindo o coágulo sanguíneo e a sua oxidação. O estudo foi publicado na revista Proceedings of The National Academy of Science.
Quem nunca se deparou com um ser humano que come absurdamente e não engorda. Popularmente classificado como "magro de ruim", essas pessoas podem se comportar como camundongos analisados por pesquisadores da Clínica Mayo, em Minessota, nos EUA. Quando não dotados de um gene chamado CD38, os animais testados não tiveram aumento de peso mesmo com grande ingestão de alimentos com altas taxas de gordura. Os que portavam o CD38, quadruplicaram as taxas de gordura e tiveram o peso corporal dobrado. O estudo foi realizado em laboratório com modelos animais, e explorou a atividade do gene CD38 no organismo dos camundongos. A gordura e o peso corporal dos camundongos sem o CD38 não mudou, apesar de haverem sido submetidos a uma dieta com alta taxa de gordura. Esses camundongos queimaram mais energia, eram mais magros e, enfim, mais saudáveis. "Essas mudanças contribuíram para aumentar a capacidade daqueles camundongos de evitar o ganho de peso, apesar da dieta rica em gordura e da falta de exercícios. Juntos, esses resultados sugerem que a deficiência do CD38 traz um efeito protetor contra a obesidade induzida por dieta rica em gordura", disse o anestesiologista Eduardo Chini, autor-correspondente do estudo, Segundo ele, o gene tem papel preponderante na determinação do peso. "A obesidade é um problema complexo, composto por múltiplos fatores - um deles é o nosso conjunto de genes. Os genes desempenham um papel em cerca de 50% dos casos e, nesse estudo, demonstramos que o CD38 regula o peso do corpo". O estudioso disse ainda que a identificação desses mecanismos que sinalizam a obesidade, pode ajudar na compreensão e desenvolvimento de novos tratamentos para a doença. Entenda como o gene regula o peso A pesquisa mostra ainda como o entendimento do comportamento dos genes relacionados à obesidade contribui para clarear conceitos sobre a longevidade. Pesquisas com modelos animais têm mostrado que a restrição calórica pode reduzir o colesterol e a pressão sanguínea, que são considerados marcadores do envelhecimento. Além disso, a pesquisa mostra que a restrição calórica pode estimular o gene chamado SIRT1, membro de uma família de sete genes associados à longevidade. Segundo os pesquisadores, um receptor químico chamado PGC1 exerce função fundamental nocontrole da obesidade e do metabolismo, quando ativado pelos genes SIRT, pelo menos em camundongos. Além disso, estudos recentes em humanos também mostraram uma possível conexão entre o CD38 e o metabolismo, especificamente a síndrome metabólica. A síndrome metabólica inclui problemas de saúde relacionados ao metabolismo que, normalmente, afetam pessoas obesas. Esses problemas de saúde incluem pressão sanguínea alta, níveis elevados de insulina e níveis altos de colesterol. Nesse estudo, os pesquisadores investigaram e confirmaram que o CD38 inibe o SIRT e a expressão do PGC1 em camundongos e, como resultado, regula o peso do corpo. Na ausência do CD38, a via SIRT-PGC1 foi ativada e protegeu os camundongos contra o desenvolvimento de obesidade. A descoberta foi publicada este mês na edição online do "The FASEB Journal", uma publicação da Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental. O estudo será publicado na edição impressa de novembro de 2007 do jornal.
Depois de um novo estudo acusar o aspartame de causar câncer, o Centro de Ciência para o Interesse Público, organização americana de defesa dos direitos dos consumidores, pediu a revisão da autorização para sua venda. Sob alegação de que não há urgência para a revisão, a Food and Drug Administration (FDA), que controla remédios e alimentos, negou a solicitação.
A presença de gordura no estômago pode cortar os efeitos anticancerígenos da vitamina C, segundo um estudo da Universidade de Glasgow, divulgado esta semana. As informações são da BBC Brasil. Fazendo experiências em laboratório, uma equipe de cientistas simulou o que acontece no estômago humano, e descobriu que a vitamina C (ácido ascórbico) neutraliza compostos com potencial cancerígeno que são formados quando a saliva e o alimento se misturam com o ácido no estômago. Mas quando eles acrescentaram gordura à mistura, o ácido ascórbico não foi capaz de transformar os componentes nocivos em substâncias inofensivas. A pesquisa foi apresentada em uma conferência da Society of Experimental Biology. Os cientistas dizem que as descobertas mostram como a dieta pode estar associada a alguns tipos de câncer do estômago. Acredita-se que os nitratos, presentes na saliva e também em alimentos, são capazes de provocar o câncer do sistema gástrico.
Apesar da grande oferta de praias e da tradicional preocupação com a forma física, o Rio de Janeiro lidera o ranking das capitais com maior índice de excesso de peso, com 48,3% dos entrevistados. A cidade registra também altos índices de incidência de hipertensão arterial e diabetes entre a população. Os dados são da pesquisa sobre fatores de risco das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNTs), elaborada pelo Ministério da Saúde e que entrevistou, por telefone, 53 mil brasileiros de 26 capitais e do Distrito Federal, entre agosto e dezembro de 2006. “Esse relatório mostra como fatores de risco, como sedentarismo e consumo abusivo de bebidas alcoólicas, podem ocasionar doenças crônicas não transmissíveis. O Rio de Janeiro, por exemplo, apresenta alto percentual de excesso de peso e inatividade física. COMPLEMENTO ALIMENTAR ESPECIALIZADO NO PÓS - CIRÚRGICO
“Ao utilizar o produto, o paciente terá uma cicatrização correta, contará com uma nutrição balanceada, contribuindo para uma perda de peso saudável”, afirma Patrícia Petrucci, gerente de produtos da Novartis Medical Nutrition. Patrícia garante ainda que o paciente não precisa se preocupar com ganho de peso, pois o produto possui apenas 200 calorias por embalagem. Alguns pacientes, que já utilizam o produto, mostram-se satisfeitos por saberem que existe algo feito exclusivamente para eles. “A praticidade de termos em uma caixinha, um sabor agradável, que não necessita de preparo prévio, e que fornece uma grande quantidade de proteína (que meus pacientes sabem que é o nutriente mais importante para eles), sem dúvida é o que mais atrai. Além disso, eles gostam muito de ler no rótulo que o produto é específico para cirurgia bariátrica e não um suplemento qualquer, adaptado para a situação. Para mim, o Optisource ® é a garantia de fornecer o aporte protéico que o paciente necessita, além de vitamina B12 e outros nutrientes importantes nessa situação”, diz a Dra. Lícia Pereira, Nutricionista do Instituto Fernando Luiz Barroso e do Hospital Geral de Ipanema (RJ). As cirurgias de redução de estômago, para remover o excesso de peso, crescem na mesma proporção que o número de obesos no país. Nos últimos dois anos, houve um crescimento de 233%, segundo a SBCB. Esse procedimento é considerado o método mais eficaz no tratamento de obesidade mórbida e controle de peso em longo prazo. Mas, para que os resultados de uma intervenção como essa sejam satisfatórios são necessários certos cuidados, principalmente, no processo de reeducação alimentar.
A revelação de que o País tem mais adultos gordos do que desnutridos foi, inicialmente, um prato indigesto para o reeleito presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tinha o Fome Zero como programa principal. Mas, passados quase dois anos da constatação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o perfil nutricional do brasileiro, iniciativas do governo federal buscam reduzir o excesso de peso e a obesidade entre a população.
O Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp lançou recentemente, no anfiteatro do Hospital, o Manual de Nutrição Enteral Domiciliar . Cerca de 500 pacientes ao ano terão acesso inicial ao material, que aborda a nutrição realizada em casa, prática que vem se tornando cada dia mais comum. Segundo suas idealizadoras, pertencentes à equipe multiprofissional de terapia nutricional (GAN) do HC, manter a pessoa doente em casa é uma tendência atual da assistência à saúde. O Manual de Nutrição Enteral Domiciliar , que contou com o apoio da empresa Novartis, servirá como ferramenta de trabalho para enfermeiros e nutricionistas que orientam os pacientes atendidos no HC quando prestes a receber a alta hospitalar. A idéia é consultar o material na medida da necessidade. O texto contempla informações essenciais, mostradas em 16 páginas, com 15 perguntas e respostas mais ilustrações. O Manual explica como preparar e administrar a dieta por sonda e enfoca temas como a colocação da sonda nasoenteral, os cuidados com a gastrostomia ou a jejunostomia, o tipo de dieta que deve ser passada na sonda, como passar outros líquidos pela sonda e como administrar medicamentos pela sonda. "Quando a alimentação via oral (boca) é impossível ou insuficiente para suprir as necessidades do paciente, a nutrição é fornecida mediante o uso de sondas, com dietas contendo os nutrientes essenciais à sua recuperação ou manutenção da saúde", salienta a enfermeira do GAN, Elisabeth Dreyer. "O sucesso desta terapia depende dos cuidados no preparo e administração da dieta. Por isso, a educação do paciente e familiares para estes cuidados é fundamental. Daí o valor do Manual", acrescenta Salete Brito, nutricionista da equipe. O trabalho foi coordenado por Elisabeth Dreyer e teve a participação das enfermeiras Miriam Rizzolli Santos e Heloísa Morelli, do Serviço de Enfermagem dos Ambulatórios e Procedimentos Especializados; Rosana Huarachi e Eloysa Pivetti, dos Serviços de Enfermagem Médico Cirúrgica I e II; e das nutricionistas Salete Brito, do GAN, e Luciane Giordano, da Divisão de Nutrição e Dietética.
As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte em todo o mundo. Só no Brasil, matam mais de 300 mil pessoas por ano. E esse número, diz a Organização Mundial da Saúde, deverá aumentar 28% até 2020. Mas uma questão sobre o problema atormenta os especialistas: por que tantas pessoas não conseguem resultados ou abandonam o tratamento simplesmente? Agora, descobriu-se que o desconhecimento dos pacientes é uma das razões do fenômeno, talvez a principal. REINO UNIDO TERÁ 12 MILHÕES DE OBESOS ATÉ 2010 Até o ano de 2010, cerca de um em cada três britânicos terá um sério risco de se tornar obeso. Em um relatório do Departamento de Saúde, o governo do país faz uma previsão da incidência de obesidade. Em quatro anos, diz o estudo, 12 milhões de adultos serão obesos ou estarão muito acima de seu peso. "Uma em cada cinco crianças ou um milhão de jovens serão obesos, uma doença que pode levar centenas de pessoas a serem afetadas por doenças relacionadas, como problemas de coração e diabetes tipo 2", alerta o documento. A obesidade também vai representar um custo muito mais alto para o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, que já tem um gasto de 1,8 bilhão de dólares por ano com doenças ligadas à obesidade. Nos últimos três anos a incidência do problema aumentou 38% na Grã-Bretanha. "Antigamente, os grandes desafios para a saúde eram as doenças infeciosas como febre tifóide e tuberculose", afirmou a secretária de saúde do país, Patrícia Hewitt, no lançamento do relatório. De acordo com as estimativas, até 2010, 33% dos homens do país serão obesos, o que corresponde a 6,6 milhões de pessoas. O número equivalente de mulheres deverá chegar a 5,9 milhões de indivíduos ou 28% da população do Reino Unido. NUTRICIONISTAS DESENVOLVEM DIETA ENTERAL COM PRODUTOS CASEIROS Leite tipo C, óleo de soja, ovos, açúcar e fubá. Com estes ingredientes, encontrados na maioria dos lares de Campinas, é possível fazer uma dieta enteral (administrada via sonda) rica em nutrientes para pacientes de baixa renda cujo tratamento é domiciliar . A descoberta é de uma equipe de nutricionistas do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti (HMMG) e do SAD ( Serviço de Atendimento Domiciliar ( SAD ) do Distrito de Saúde Sul da Prefeitura Municipal de Campinas), que pesquisou com quais ingredientes caseiros uma família de baixa renda poderia desenvolver uma dieta rica em nutrientes. O resultado desta pesquisa, intitulado “Terapia Nutricional Enteral Domiciliar : Desenvolvendo uma fórmula artesanal para a população de baixa renda do município de Campinas”. A fórmula é resultado de um pedido feito pelo SAD à equipe de nutricionistas da Coordenadoria de Nutrição e Dietética do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, para que desenvolvesse uma dieta para administração por via enteral que fosse financeiramente acessível à população carente e ao mesmo tempo atendesse às necessidades nutricionais dos pacientes. A solicitação do SAD foi feita diante da dificuldade das famílias em adquirir matéria-prima para a formulação artesanal das dietas. O SAD realiza atendimento domiciliar à pacientes dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes são, em sua maioria, carentes, dependentes de cuidados de média e alta complexidade e submetidos a terapia nutricional enteral. O estudo começou com um levantamento dos alimentos mais encontrados nos domicílios - o leite tipo C, óleo de soja, ovos, açúcar e fubá -, com potenciais características para fornecer macronutrientes em uma formulação. Em seguida, as nutricionistas elaboraram o cálculo dietético de uma dieta artesanal de 1000Kcal com 59,5% de carboidratos, 14,7% de proteínas e 25,8% de lipídios. Estes valores, ao serem comparados com as Referências Dietéticas de Ingestão para macronutrientes, se mostraram adequados. Na segunda etapa, foi realizada a manipulação piloto desta composição para adequação do modo de preparo, homogeneidade e viscosidade da solução para administração através de sonda nasoenteral. Como resultado, as nutricionistas obtiveram uma dieta líquida e homogênea de 1000 Kcal com volume final de 1250 ml. Na terceira etapa foram calculadas as dietas de 1500 Kcal, com 58,2% de carboidratos, 14,9% de proteínas e 26,9% de lipídios que rendeu 1500 ml e a de 2000 Kcal, com 53% de carboidratos, 14,6% de proteínas e 32,4% de lipídios que rendeu 2000 ml. Na quarta e última etapa foi realizado o cálculo do custo de cada fórmula, sendo R$ 1,39 para 1000 Kcal, R$ 2,34 para 1500 Kcal e R$ 3,01 para 2000 Kcal. “A proposta mostra-se válida uma vez que os objetivos foram alcançados, entretanto, maiores estudos quanto à evolução nutricional de pacientes em uso desta fórmula devem ser desenvolvidos no futuro”, aponta o relatório final elaborado pelas nutricionistas Maria Camila A. Prada, Coordenadora de Nutrição e Dietética do Hospital Municipal Dr. "Mário Gatti"; Daniela Cristina Arengui, Nutricionista da Clinica Médica/MI do HMMG; Márcia L. de Sá Carneiro, nutricionista membro da Equipe Multidisciplinar do Serviço de Atendimento Domiciliar SAD /Sul, Leste e Norte da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura Municipal de Campinas; Ana Carolina Ometto, nutricionista da Clínica de Cirurgia Geral e Especialidades Cirúrgicas do HMMG e Patrícia de Oliveira Souza, Nutricionista da Pediatria e da UTI pediátrica do HMMG. PRODUTOS TERÃO NOVA TABELA NUTRICIONAL Entrou em vigor neste mês a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que obriga todos os fabricantes de alimentos industrializados a informar no rótulo de seus produtos a quantidade de gordura trans contida neles. De todos os tipos de gordura, a trans é a mais nociva à saúde. Seu consumo está associado a uma série de doenças, como infarto, derrame e diabetes tipo 2, entre outras. Essa obrigatoriedade é uma das novidades nos rótulos dos produtos alimentícios vendidos no Brasil a partir de agora. Além das informações sobre a gordura trans, a nova tabela nutricional é mais completa do que a anterior. PESQUISA REVELA QUE MAIORIA DOS IDOSOS TEM CARÊNCIA DE VITAMINA D Um estudo feito pela Disciplina de Geriatria da Universidade Federal de São Paulo verificou a influência da radiação solar na produção de vitamina D em idosos. De acordo com os resultados, aproximadamente 95% do grupo que participou do estudo têm alguma carência de vitamina D, importante para a absorção de cálcio e fósforo no intestino, além de reduzir a perda óssea e o risco de fraturas em pessoas com osteoporose.
A vitamina D pode ser encontrada em alimentos como a gema de ovo, fígado, ostras e alguns peixes oleosos, não muito comuns na dieta dos brasileiros. Outra fonte da vitamina é a exposição à luz solar. Uma das observações foi que a maior parte do grupo passa pouco tempo fora de casa, o que favorece o confinamento, a menor exposição ao sol e, conseqüentemente, menor síntese cutânea de vitamina D. - Diferentemente do que se imaginava, a população idosa brasileira sofre mais com insuficiência e deficiência de vitamina D do que em países que contam com menos radiação solar. Isso em muito se deve ao fato da pouca exposição à radiação solar da qual dispõem pessoas residentes em grandes centros urbanos, como São Paulo, e pelo fato de não contarmos com um programa de enriquecimento alimentar para esta vitamina, como existe em vários paises do hemisfério norte - disse uma das responsáveis pela pesquisa Marise Lazaretti Castro, professora da UNIFESP e diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Participaram do estudo 250 pessoas com 65 anos ou mais, residentes em São Paulo. Foram avaliados 77 homens e 173 mulheres. Deste total, 15,4% têm deficiência de vitamina D, 41,9% têm insuficiência da vitamina. - A vitamina D tem papel vital na saúde dos ossos, pois sem ela o corpo não absorve cálcio, que é essencial para o desenvolvimento normal e manutenção de ossos fortes e saudáveis - disse. CAFÉ SEM CAFEÍNA REDUZ RISCO DE DIABETES Beber café descafeinado está associado a um risco menor de desenvolver diabetes, segundo uma pesquina da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Um grande estudo reunindo 28 mil mulheres descobriu que beber mais de seis xícaras de café descafeinado ao dia estava associado a um risco 33% menor de desenvolver diabetes comparado com não beber café de jeito nenhum. As mulheres que bebiam café com cafeína tinham uma redução no risco de desenvolver diabetes muito menor. O estudo que levou 11 anos sugere, ao contrário do que outras pesquisas indicavam, que o consumo de cafeína não reduz o risco de diabetes. As mulheres analisadas estavam no período pós-menopausa e participaram do projeto entre 1986 e 1997. No início do estudo, nenhuma das mulheres tinha diabetes ou doenças cardiovasculares. A conexão entre beber café descafeinado e a redução no risco de diabetes foi encontrada em mulheres com pesos e idades diferentes. Outros ingredientes Os pesquisadores procuraram entender se havia algum outro ingrediente no café descafeinado que pudesse estar contribuindo para isso. Minerais encontrados no café como magnésio e ácido fítico podem ajudar a controlar o nível de açúcar no sangue, mas os pesquisadores não puderam estabelecer uma ligação com o material que eles tinham. O café também contém uma série de fitoquímicos que aparentemente tem uma alta atividade antioxidante que, segundo pesquisadores, poderia proteger células que produzem insulina contra danos, prevenindo ou adiando o desenvolvimento de diabetes. "Outros estudos sugeriam que a cafeína pudesse ser o ingrediente responsável pela proteção, mas agora o nosso estudo contradiz esses resultados", disse o líder do grupo, Dr Mark Pereira. "Aparentemente, existe grande potencial no café para ajudar a reduzir o risco de diabetes. Identificar o ingrediente que proporciona isso deve, com certeza, ser objetivo de pesquisas futuras", afirmou Pereira. O representante da Diabetes UK, Roopinder Brar, concorda que mais estudos são necessários para determinar qual o ingrediente no café descafeinado pode ajudar a reduzir o risco de diabetes. "Beber mais de seis xícaras de café ao dia pode ter outros efeitos menos benéficos, levando, por exemplo, à desidratação", afirmou Brar. "Se as pessoas realmente querer reduzir o risco de ter diabetes, então elas precisam fazer exercícios regularmente e manter uma dieta saudável. Essa é a receita mais segura até agora", completou. NOVA YORK EM ALERTA A Grande Maçã está ameaçada. E o perigo, neste caso, não se refere a terroristas. Ele vem na forma de doces, sanduíches gordurosos e pizzas. O inimigo é a diabete, doença caracterizada pela dificuldade de o organismo metabolizar o açúcar proveniente dos alimentos. O alarme soou porque Nova York está no meio de uma epidemia, como frisou o secretário de Saúde, Thomas Frieden. Hoje, cerca de 800 mil adultos são diabéticos, o que equivale a um portador em cada oito nova-iorquinos. Diante disso, Nova York lançou um plano de longo prazo para monitorar pacientes e prevenir as conseqüências do mau controle, como infarto e cegueira. É a primeira cidade americana a ter um programa do gênero, que entra em operação neste mês. Entre as ações, a mais polêmica é exigir dos laboratórios médicos da cidade o envio para a secretaria de testes que diagnosticam a diabete. DOENÇAS CRÔNICAS MAPEADAS Fonte: Ministério da Saúde Aproximadamente, 35% da população acima dos 40 anos no Brasil sofre de hipertensão arterial. Isso representa cerca de 12 milhões de pessoas. Já o diabetes atinge 11% dos brasileiros nessa mesma faixa etária, o que corresponde a quase quatro milhões de pacientes. Estas duas doenças crônicas têm fortes impactos no atendimento médico domiciliar. Segundo os especialistas, as conseqüências da hipertensão e do diabetes são graves, especialmente porque os sintomas não são reconhecidos facilmente pelos pacientes. São conhecidas a prevalência dessas doenças, mas com a pesquisa, o Ministério da Saúde irá certificar-se sobre como e por que elas se desenvolvem. Um consórcio formado por instituições de ensino superior foi selecionado, por meio de chamada pública, para o desenvolvimento da pesquisa. As universidades federais de São Paulo (USP), de Minas Gerais (UFMG), da Bahia (UFBA), do Espírito Santo (UFES) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), além da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), acompanharão a rotina e os hábitos alimentares dos voluntários ao longo de pelo menos 20 anos. MUNDO TEM MAIS OBESOS DO QUE DESNUTRIDOS Aproximadamente 170 milhões de crianças em todo mundo têm peso abaixo do normal, enquanto cerca de 300 milhões de adultos são obesos, informou esta semana a Organização Mundial de Saúde, na abertura da 33 Sessão Anual do Comitê Permanente de Nutrição, em Genebra. Reunido hoje ,dia 17, o organismo formado por representantes de várias agencias da Organização das Nações Unidas (ONU) pretende elaborar um plano de ação que ajude as autoridades nacionais a enfrentarem os problemas da obesidade e desnutrição no mundo. Para alcançar as Metas do Milênio estabelecidas pela ONU e controlar a epidemia crescente das doenças crônicas, é necessário lutar com urgênica contra a má nutrição no mundo, tanto causada pelo excesso quanto pela falta, segundo a presidente do comitê Catherine Bertini. Das 170 milhões de crianças desnutridas, cerca de três milhões morrem a cada ano, de acordo com os dados fornecidos pela OMS. No extremo oposto calcula-se que há no mundo cerca de 1 bilhão de pessoas com excesso de peso, das quais 300 milhões são obesas. Todos eles estão mais expostos que os demais a sofrer cardiopatias, acidentes cardiovasculares, cânceres e diabetes, entre outras doenças ligadas ao excesso de peso. A OMS adverte que esse problema duplo não é simplesmente de países ricos ou pobres, mas está ligado ao grau de desenvolvimento de cada nação. OBESOS TÊM RISCO TRÊS VEZES MAIOR DE FALÊNCIA RENAL Fonte: McCulloch CE, Iribarren C, Darbinian J, Go AS. Body mass index and risk for end-stage renal disease. Ann Intern Med. 2006 Jan 3;144(1):21-8.
A relação entre índice de massa corpórea (IMC) elevado e insuficiência renal crônica aparece a partir do IMC 25 kg/m2 (quando o risco é 1,87 vezes maior), e se fortalece na obesidade grau I, com IMC de 30 a 34,9 kg/m2 (quando o risco é 3,57 vezes maior). Obesos grau II (IMC maior ou igual a 35 kg/m2) e grau III (IMC maior que 40 kg/m2) apresentam risco 6,12 e 7,07 vezes maior de desenvolver a falência renal. Os resultados permaneceram semelhantes quando corrigidos para presença de hipertensão e diabetes, e para variáveis demográficas como idade, sexo, raça, educação, fumo, história de infarto do miocárdio, colesterol sérico, proteinúria, hematúria e creatinina sérica. "Pacientes com sobrepeso têm maior tendência a desenvolver diabetes e hipertensão", explicam os autores, "que são dois fatores de risco para insuficiência renal crônica. Verificamos que o IMC no início do estudo permaneceu como fator de risco mesmo após o ajuste para pressão arterial e diabetes. Entretanto, como admitimos mais tardiamente, não podemos garantir que o diagnóstico de diabetes tenha sido uniforme na nossa amostra e a hipertensão arterial é sujeita também a erros de medida", admitiram, reconhecendo que a pressão, por exemplo, foi aferida apenas uma vez e sem padronização do método. "Não temos, portanto, como determinar até que ponto a hipertensão e o diabetes mediaram a associação com excesso de peso e falência renal, mas acreditamos que a associação geral entre IMC elevado e risco para doença renal crônica é um achado importante em si, mais importante do que quantificar sua independência da hipertensão e do diabetes". Os autores alertam também para o fato de que os resultados foram obtidos numa coorte de norte-americanos da região da Califórnia e que, portanto, não devem ser automaticamente generalizados para outras populações. "Porém o estudo oferece suporte epidemiológico para a importância do estudo dos mecanismos pelos quais o excesso de peso leva à doença renal crônica", defendem os pesquisadores, "e a falência renal deveria ser adicionada à lista das possíveis conseqüências da obesidade". INDICADO GENE RELACIONADO A DIABETE TIPO 2
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Segundo os autores do estudo, a descoberta pode ajudar no desenvolvimento de testes mais simples que apontem o risco de diabetes e também de drogas mais eficazes contra a doença, que afeta 200 milhões de pessoas em todo mundo. |
Se determinada pessoa possui uma cópia desta variante, que 38% das pessoas têm, seu risco de desenvolver diabetes tipo 2 aumentam em 40% -afirmou Stefansson- Sete por cento têm duas cópias de gene, o que aumenta o risco de 140%. Se fosse possível eliminar essa variante da população, o número de casos de diabetes tipo 2 cairia em 20%.
A diabetes do tipo 2 é aquela que normalmente surge na idade adulta e está ligada a excesso de peso e falta de exercícios. Novos padrões de dieta e sedentarismo vêm fazendo com que ela seja cada vez mais comum entre jovens. É diferente da diabetes tipo 1, normalmente mais grave.
-Trata-se de uma doença que ocorre na interação dos genes com o meio ambiente- sustentou Stefansson.
voltarA mídia nos passa a imagem sugestiva que mulheres possuem corpos perfeitos porque utilizaram o adoçante e devido a isto cada vez mais as pessoas consomem alimentos tidos como mais saudáveis por não conterem açúcar.
Desde que o modelo de beleza tornou-se cada vez mais magro, a partir dos anos 60, os adoçantes entraram no cardápio diário. Primeiro, vieram os adoçantes à base de sacarina e ciclamato. Parte significativa da população utiliza grande quantidade de adoçantes sem pensar na possibilidade da ocorrência de efeitos colaterais. Inclusive crianças iniciam o uso de adoçantes muito cedo, provavelmente porque os pais desconhecem os efeitos tóxicos e residuais destes produtos. Os adoçantes podem ser naturais como, a sacarose, glicose, frutose, xilitol, hexitóis ( sorbitol e manitol ) , etc. ou sintéticos como sacarina , ciclamato , acessulfano k e aspartamo, (denominado de forma errada de acessulfane k e aspartame ) , também conhecidos como edulcorantes ou adoçantes.
Os adoçantes foram criados para auxiliar pessoas diabéticas a controlar o nível de açúcar no sangue e não para ser usado de forma excessiva por todas as pessoas. O primeiro adoçante artificial utilizado foi a sacarina, conhecida desde 1880, foi introduzida comercialmente em 1900 na forma de sais de cálcio ou sódio. Foi proibida no comércio em 1912 e voltou a ser liberada como substituto do açúcar durante a II Guerra Mundial.
O segundo adoçante a ser descoberto foi o ciclamato e isto foi pelo acaso quando se tentava sintetizar novos adoçantes, sendo lançada comercialmente em 1950. Adoçantes são compostos que conferem aos alimentos um sabor semelhante ao do açúcar da cana ou do mel. Até o início do século 20, a sacarose era o único substituto do açúcar usado para adoçar alimentos. Com o passar dos tempos, através de pesquisas, foram encontrados outros adoçantes menos calóricos e com mais poder de adoçar do que a sacarose.
Os adoçantes podem ser classificados como nutritivos (pela sua contribuição calórica) e não-nutritivos (que não contêm calorias). Os adoçantes nutritivos são: a sacarose, a frutose e os polióis. A sacarose é um dissacarídeo composto por glicose e frutose, que são extraídas da cana-de-açúcar ou da beterraba, fornecendo 4 Kcal por grama.A frutose é um monossacarídeo obtido das frutas e do mel. Pode ser consumida por diabéticos, porém em doses menores.
Os polióis são açúcares alcoólicos que substituem a sacarose com a vantagem de serem menos calóricos. Seu uso em doses excessivas pode causar diarréia, por não serem completamente absorvidos no intestino. Os adoçantes não-nutritivos são: sacarina, ciclamato, aspartame, acessulfame-potássio ou acessulfame-K, esteviosídeo, sucralose, alitame e fruto oligossacarídeo.
Esses adoçantes têm um alto poder adoçante; alguns deles chegam a adoçar de 200 a 600 vezes mais que a sacarose. Portanto, podem ser utilizadas doses muito menores. Os adoçantes não-nutritivos são indicados para pessoas obesas e portadoras de diabetes. Quando utilizados em doses recomendadas, pode-se dizer que seu uso é seguro. Deve-se ter um cuidado especial com a sacarina, pois ainda há estudos quanto à sua ingestão indiscriminada por crianças.
Posteriormente a descoberta do aspartamo e do acessulfano k, ocorreu de forma semelhante. O consumo dos adoçantes artificiais cresceu muito na década de 60, sem que fossem realizadas as pesquisas necessárias para sua segurança em relação a toxicidade. O sabor doce é percebido graças aos botões gustativos, localizados nas regiões ântero-posteriores e laterais da língua, palato mole e
porção inicial do esôfago. A maioria dos produtos com sabor adocicado são compostos orgânicos e pequenas alterações na molécula como um radical ou alguma modificação espacial pode mudar o gosto doce para amargo.
Adoçantes naturais:
Substância |
Kcal/g |
Poder de adoçar em relação ao açúcar refinado |
Estabilidade em temperaturas altas |
Sabor residual |
Observações |
Frutose |
4 |
170 vezes mais |
não é aconselhável |
não apresenta |
Pessoas diabéticas devem consultar o médico antes de usar. Extraído das frutas e do mel |
Esteviosídeo(stevia) |
0 |
300 vezes mais |
sim, é aconselhável |
pode apresentar pequeno sabor residual |
Extraída da planta Stevia rebaudiana |
Sorbitol |
4 |
50% menor |
sim, é aconselhável |
não apresenta |
Pessoas diabéticas não podem usar. Muito utilizado em combinação com outras substancias. Extraído de frutas e algas marinhas. |
Manitol |
2,4 |
45% menor |
sim, é aconselhável |
não apresenta |
Muito utilizado em combinação com outras substancias. Extraído de vegetais e algas marinhas. |
Adoçantes sintéticos:
Substância |
Kcal/g |
Poder de adoçar em relação ao açúcar refinado |
Estabilidade em temperaturas altas |
Sabor residual |
Observações |
Aspartame |
4 |
220 vezes mais |
não é aconselhável |
não apresenta |
É o adoçante sintético mais utilizado |
Ciclamato |
0 |
50 vezes mais |
sim, é aconselhável |
pode apresentar pequeno sabor residual |
Muito utilizado em combinação com outras substancias. |
Sacarina |
0 |
200 vezes mais |
sim, é aconselhável |
não apresenta |
Muito utilizado em combinação com outras substancias. |
Acessulfame-k |
0 |
200 vezes mais |
sim, é aconselhável |
não apresenta |
Muito utilizado em combinação com outras substancias. Muito utilizado nas Industrias. |
Sucralose |
0 |
600 vezes mais |
sim, é aconselhável |
não apresenta |
|
Sacarina :
Foi descoberta por Fehlberg & Rensen por acaso em 1879, foi produzida comercialmente em 1900, depois foi proibida a venda em 1912 e liberada posteriormente na II Guerra Mundial devido a falta de açúcar. Quimicamente a sacarina é o dióxido de benzisotiazolona hidratada, uma amina aromática hidrossolúvel,existindo na forma de sacaratos de potássio, sódio e calcio.
A capacidade adoçante da sacarina é de 300 a 500 vezes maior do que a da sacarose e a estabilidade em meio ácido, o fato de ser não calórico e o baixo preço são as grandes vantagens da utilização deste adoçante em larga escala na industria alimentícia. Porem o gosto residual amargo e o aspectos toxicológicos conflitantes são algumas de suas desvantagens .
A sacarina é absorvida pelo intestino e indo para o fígado, porem não é biotransformada devido sua alta hidrossolubilidade, a quantidade ingerida é excretada através da urina em 24 h.Foi constatado que a sacarina poderia causar câncer em 1937 e devido o seu efeito carcinogênico os pesquisadores ficaram em alerta. Em 1955 foi feito o primeiro trabalho cientifico, o qual relatava o aparecimento de linfosarcoma em ratos alimentados por dieta com 5% de sacarina. Porem em 1968 a “National Academy of Sciences ” dos Estados Unidos admitiram ser segura para a ingestão de um adulto, até 1g por dia.Estudos realizados pelo Food and Drug Administration (FDA) em 1973 demonstraram uma alta incidência de tumores na bexiga de ratos machos que foram submetidos a dietas com sacarina por duas gerações.
Este resultado fez com que o FDA restringisse o uso generalizado da sacarina. Milhares de trabalhos científicos foram realizados desde então e segundo o “Joint Expert Committee on Food Additives (JECFA) ficou estabelecido em 1984 que uma Ingestão Diária Aceitável (IDA) até 2,5 mg/kg de peso corpóreo para a sacarina e seus sais sódico, potássico e cálcico.
NOVA DROGA APRESENTA POTENCIAL PARA RETARDAR A PROGRESSÃO DO DIABETES TIPO 2
Fonte: www.novartis.com.br
São Paulo, setembro de 2005 – Uma meta há muito perseguida para o tratamento do diabete tipo 2 pode estar perto de ser alcançada. Dados apresentados no European Association for the Study of Diabetes (EASD) sugerem que a vidagliptina, ainda em estudo, ao tratar a disfunção de células pancreáticas responsáveis pela produção da insulina, pode levar ao controle da glicemia por tempo prolongado e, até mesmo pela produção da insulina, pode levar pelo controle da glicemia por tempo prolongado, e até mesmo, pela progressão da doença. Essa doença beneficiará 90% dos números dos diabéticos, cerca de 150 milhões de pessoas.
Um dos principais desafios do controle da doença é o efeito prolongado dos medicamentos, uma vez que as terapias disponíveis no mercado tendem a perder a eficácia ao passar do tempo. A vidalgliptina deve representar um avanço no tratamento no diabetes tipo 2 e se tornar a droga de primeira opção na terapia, seja de uso isolado ou combinada com outros agentes.
“Basicamente as pessoas desenvolvem diabetes tipo 2 quando ocorre uma disfunção das células pancreáticas responsáveis pela produção da insulina devido à dieta excessiva e a falta de exercícios físicos. Isso tem duas conseqüências. A primeira é que essas células deixam de produzir insulina suficiente para metabolizar o que ingerimos; e a segunda, não suprem adequadamente adequadamente a produção do glucagon, o que significa que o fígado produz glicose quando ela não é necessária, resultando em níveis elevados de açúcar no sangue.Quando a concentração de glicose no sangue atinge valores baixos, as células produtoras da insulina liberam maior quantidade de glucagom. A vildagliptina tem potencial para corrigir as duas conseqüências da disfunção dessas células”, afirma o gerente médico da Novartis, Dr. João Navarro.
SOBRE A VILDAGLIPTINA
A vildagliptina é a primeira de uma nova classe de medicamentos conhecida como ativadores de incretina, substância fabricada pelo aparelho digestivo quando nos alimentamos e que trata o desequilíbrio entre a oferta e demanda da insulina, uma das causas do diabetes tipo 2.
A vildagliptina inibe uma enzima de nome DPP-4, resultando em um aumento dos níveis da incretina. As incretinas ativam o funcionamento das células pancreáticas responsáveis pela produção da insulina, estimulando outras células (beta) a também produzirem a insulina. As incretinas também tembém reduzem a produção exagerada de glucagon pelas células alfa das ilhotas pancreáticas, comum em pessoas com diabete do tipo 2. Além disso, acredita-se que as incretinas desempenham papel na prevenção estruturais que levam à morte das células beta.
Os dados dos estudos pré- clínicos, também mostram que a vildagliptina tem potencial para aumentar a produção de células beta do pâncreas ao estimular os efeitos das incretinas. Nesse estudo, o tratamento com a vildagliptina resultou em queda na morte de células beta e no aumento da replicação das mesmas células, levando ao aumento de 40% a 50% no número de células beta produtoras de insulina no pâncreas. O aumento na massa de células beta pode resultar no atraso na progressão da doença em pessoas com diabetes do tipo 2, pois o mecanismo da vildagliptina mantém e estimula a produção dos níveis de insulina.
“ O medicamento, por atuar no intestino, tem a mesma eficácia das aplicações de insulina, adicionando outros benefícios ao tratamento, ao começar pelo fato de ser um composto oral, o que elimina o incômodo das injeções. Alem disso, mantém melhores níveis de glicose por até um ano, é bem tolerado pelo organismo, não causando náuseas ou vômitos – efeitos comuns em outras terapias, e , por fim, retarda a progressão da doença”, destaca o Dr. Navarro.
SOBRE O DIABETES
O diabetes é uma disfunção que impede o pâncreas de produzir insulina ou o organismo de usá-la de forma adequada. Existiam, até então, três formas de tratar a doença: estimulando o pâncreas a fabricar a insulina; diminuindo o organismo à ação do hormônio; e diminuindo a liberação da glicose pelo fígado.
Segunda a Organização Mundial de Saúde, cerca de 190 milhões de pessoas sofrem de diabetes em todo mundo. Em 2030 o número dobrará, chegando a 366 milhões. No Brasil, o número de diabéticos chega a 16 milhões. Segundos dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, o diabete do tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1 que está relacionado à obesidade e ao sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos.
A IMPORTÂNCIA DO FERRO NO ORGANISMO
Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
O que é o ferro?
Necessário em todo o corpo, o ferro é um elemento essencial da hemoglobina, o carregador de oxigênio dos glóbulos vermelhos do sangue (hemácias). O ferro também é encontrado na mioglobina, que leva oxigênio para os músculos, e faz parte de muitas enzimas e compostos do sistema imunológico. O corpo humano, que obtém a maior parte do ferro de que precisa dos alimentos, monitora cuidadosamente este mineral absorvendo mais quando a demanda é elevada (durante períodos de crescimento rápido, como gestação ou infância) e menos quando as reservas de ferro são adequadas. Como o corpo humano perde ferro quando ocorre sangramento, as mulheres em idade fértil (que menstruam) têm freqüentemente níveis baixos de ferro. Pessoas que fazem dietas, vegetarianos e atletas também podem apresentar deficiência de ferro.
O que faz o ferro ?
Ao ajudar o sangue e os músculos a receber oxigênio, o ferro fornece energia para cada célula do corpo. Embora seja difícil ocorrer deficiência de ferro apenas por má alimentação (o ferro é encontrado em muitos alimentos), as mulheres com fluxo menstrual intenso e pessoas com determinados problemas de saúde podem precisar de suplementos para evitar ou corrigir a grave condição conhecida como anemia ferropriva (por deficiência de ferro).
A manutenção de uma boa fonte de ferro fornece energia, ajuda o funcionamento do sistema imunológico e aguça os sentidos. Os estudos mostram que até mesmo uma deficiência de ferro leve - muito abaixo dos níveis comumente encontrados na anemia - podem resultar em redução da atenção em adultos e no mau desempenho escolar em adolescentes.
Principais fontes
O especialista comenta que o ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem animal e vegetal. O ferro de origem animal é melhor aproveitado pelo organismo. São melhores fontes de ferro as carnes vermelhas, principalmente fígado de qualquer animal e outras vísceras (miúdos), como rim e coração; carnes de aves e de peixes, mariscos crus. Os principais órgãos em que o ferro se acumula são o fígado, o coração e o baço. O fígado é o principal órgão estudado para a avaliação da quantidade de ferro no organismo por apresentar grande volume e maior armazenamento.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o leite e o ovo não são fontes importantes de ferro. Entretanto, no mercado já existem os leites enriquecidos com ferro. Entre os alimentos de origem vegetal, destaca-se como fonte de ferro, os folhosos na cor verde-escura (exceto espinafre), como o agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas, melado de cana, rapadura, açúcar mascavo. O açaí é uma fruta muito rica em ferro. Também existem disponíveis no mercado alimentos enriquecidos com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros.
Excesso
O ferro em excesso, armazenado no organismo, apresenta-se numa forma química (ferro trivalente) que não pode ser absorvida pelo organismo. Esse ferro trivalente, em excesso, pode se oxidar e se apresentar na forma bivalente, que é altamente reagente. Uma pequena parte do ferro absorvido é reaproveitada pelo organismo. Mas quando o fígado está sobrecarregado de ferro, os hepatócitos (células do fígado que mais armazenam ferro) são bombardeados por uma espécie de oxigênio reativo, que os leva à morte. Seu espaço é preenchido por células fibroblastos que armazenam colágeno, produzindo fibrose e, eventualmente, cirrose. Da mesma forma, as células cardíacas são destruídas pela sobrecarga de ferro, levando a graves anomalias no funcionamento do coração, como as arritmias.
As necessidades diárias de Ferro, variam conforme a idade, o sexo e a fase fisiológica da vida de cada indivíduo. Os homens adultos necessitam de 10 mg/dia, as mulheres adultas requerem 15 mg/dia, gestantes requerem 30 mg/diárias, e nutrientes de 16 a 19 mg/dia. As necessidades de crianças variam de 6 a 12 mg/dia, conforme as recomendações dietéticas internacionais,
Carência/Causas
Os sinais e sintomas da carência de ferro são inespecíficos, necessitando-se de exames laboratoriais, como o de sangue para que seja confirmado o diagnóstico. Os principais sinais e sintomas são: a fadiga generalizada, anorexia (falta de apetite), palidez de pele e mucosas (parte interna do olho, gengivas), menor disposição para o trabalho, dificuldade de aprendizagem nas crianças, apatia (crianças muito "paradas").
A deficiência de ferro pode ser causada pela ingestão insuficiente de alimentos ricos em ferro. Os indivíduos podem ingerir alimentos em quantidades insuficientes, levando a uma ingestão também insuficiente de ferro. Isso ocorre porque as pessoas/famílias não dispõem de recursos financeiros para adquirirem os alimentos necessários a sua sobrevivência e também porque podem desconhecer os alimentos que são as fontes mais ricas de Ferro. O ferro originado de alimentos de origem animal (carnes, por exemplo) é muito melhor aproveitado pelo nosso organismo do que aquele de origem vegetal. Por isso, é importante ter uma alimentação que contenha alimentos de origem animal e vegetal, principalmente para aqueles indivíduos que apresentam uma necessidade aumentada desse nutriente.
As crianças em fase de crescimento, adolescentes, mulheres gestantes e lactantes, mulheres em idade reprodutiva, indivíduos que exercem atividade física intensa. Por outro lado, é preciso destacar ainda que a falta de saneamento básico como uma das medidas mais importantes para evitar as parasitoses. Os indivíduos adquirem parasitoses em contato com ambientes infectados por vermes ou quando ingerem água não tratada e alimentos contaminados por parasitas. As parasitoses podem também causar este tipo de anemia ou agravar a deficiência de ferro do indivíduo. Outras causas são as perdas excessivas de sangue como as hemorragias, menstruação excessiva, verminoses e o aumento das necessidades orgânicas de ferro através do crescimento, gestação e lactação
Conseqüências
A carência de ferro é denominada anemia ferropriva ou anemia por carência de ferro. É uma deficiência nutricional grave que afeta grande parcela da população mundial de praticamente todos os estratos sociais. Crianças, gestantes, lactantes (mulheres que estão amamentando), meninas adolescentes, mulheres adultas em fase de reprodução são os grupos mais afetados pela doença, muito embora homens, adolescentes, adultos e os idosos também possam ser afetados por ela.
A anemia ferropriva está associada a maior mortalidade entre mulheres parturientes e ao aumento do risco de nascimento de crianças prematuras e de crianças de baixo peso ao nascer. Alguns estudos relatam a queda de produtividade dos trabalhadores como estando associada este tipo de anemia. A deficiência de ferro influencia também na resistência dos indivíduos às infecções. Existe uma maior propensão às infecções e maior mortalidade entre crianças com deficiência de ferro. Além disso, alguns estudos revelam atrasos no crescimento associado a este tipo de anemia
Anemia
A anemia é popularmente conhecida como uma doença causada pela má alimentação, que afeta o sangue dos indivíduos. Neste caso, a carência de vitaminas e sais minerais leva o corpo a produzir glóbulos vermelhos com menos hemoglobina, substância responsável pelo transporte e fornecimento de oxigênio ao nosso corpo. No entanto, existe uma forma de anemia que não está diretamente associada à alimentação, é hereditária e ainda atinge várias pessoas pelo mundo. Trata-se da "beta-talassemia major", que faz com que o indivíduo necessite até de transfusões semanais de sangue. As transfusões periódicas podem acarretar sérios danos à saúde do paciente, pois causam acúmulo de ferro no organismo, principalmente coração, fígado e pâncreas. O tratamento também implica, portanto, no uso de medicamentos denominados quelantes, que combatem esse acúmulo de ferro.
O diagnóstico dos pacientes brasileiros era dificultado, até pouco tempo, porque era impossível identificar precisamente a quantidade de ferro acumulado no organismo, o que envolve a realização de um exame de ressonância magnética tipo "T2*" (lê-se "T 2 estrela").
Transfusões periódicas geram acúmulo de ferro
Os glóbulos vermelhos, também chamados de células hemácias, são compostos de várias moléculas de hemoglobina, proteína responsável pelo fornecimento de oxigênio ao organismo. Eles são produzidos pela nossa medula, de acordo com a necessidade de renovação do nosso "estoque" no sangue. Nas pessoas sem anemia, após um período de vida útil, as hemácias antigas são substituídas e os átomos de ferro, que fazem parte da sua composição, são assimilados pelas novas hemácias que se formam. A medula dos talassêmicos, porém, não produz novas hemácias, já que seu "estoque" é renovado devido às transfusões de sangue periódicas. Deste modo, o ferro originário das antigas hemácias não é aproveitado pelo organismo, acumulando-se ao longo do tempo e causando, a longo prazo, danos à saúde.
Alimentação saudável
Uma alimentação saudável é importante para a nossa saúde, pois influencia: