o sobrepeso do carioca tem a ver também com o clima de insegurança que reina na cidade. “Atualmente, o carioca sai de casa e não sabe se volta. Quanto maior o estresse da cidade em que se vive, maior a quantidade de cortisol produzida pelo organismo. Essa substância viabiliza o acúmulo de gordura”, esclarece o médico.

Com 1,77 m de altura e 97 quilos, o Índice de Massa Corporal (IMC) do copeiro Cláudio Agenor Medeiros, 25 anos, é 30 — ou seja, ele sofre de excesso de peso. E não é por acaso. Ele é o primeiro a admitir que não pratica exercícios ou se alimenta como deveria.

“Por causa do trabalho, troco o dia pela noite. Vivo comendo besteria na rua”, afirma. Além do primeiro lugar em excesso de peso, o Rio conquistou também a segunda colocação no ranking de hipertensão arterial, com 24,8%, e diabetes, 5,9% — atrás apenas do Recife e de São Paulo, respectivamente. No Rio, a maior freqüência de hipertensão foi registrada entre as mulheres.

“A maior prevalência de hipertensão entre as mulheres coincide com a chegada do climatério. Nessa idade, a mulher costuma ganhar peso. Além disso, após os 40 anos, ela tende a se preocupar mais com trabalho e família do que com ela mesma”, afirma a cardiologista Luisa Maria Alves.

No cômputo geral, o Rio ocupa o quinto lugar entre as capitais menos expostas aos fatores de risco de doenças crônicas não transmissíveis. As quatro cidades mais saudáveis, segundo o relatório, são Florianópolis, Goiânia, Natal e Palmas. “A situação do Rio é favorável. Afinal, registra um grande número de ex-fumantes, prática atividade física como lazer e um consumo de frutas bastante razoável”, acredita Otaliba Libâneo.

Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) já são responsáveis por 58,5% de todas as mortes ocorridas no mundo. No Brasil, só em 2004, as DCNTs responderam por 62,8% do total de mortes por causa conhecida.

Das DCNTs, a hipertensão arterial é uma das mais comuns. Mesmo sendo assintomática, é responsável por complicações cardiovasculares, coronarianas, renais e vasculares periféricas.

“O ideal é que os portadores de hipertensão pratiquem atividades físicas regularmente e optem por uma alimentação mais saudável. É preciso controlar os fatores secundários, uma vez que não podemos controlar os hereditários”, alerta Luisa Alves. Já Tércio Rocha destaca a gordura intraabdominal, mais conhecida como ‘barriga de chope'. “É uma das mais perigosas que existem porque pode levar o paciente, no futuro, a sofrer de diabetes, hipertensão e colesterol alto”, enfatiza.


COMPLEMENTO ALIMENTAR ESPECIALIZADO NO PÓS - CIRÚRGICO
DE REDUÇÃO DE ESTÔMAGO

A Novartis Medical Nutrition acaba de lançar no mercado brasileiro o primeiro produto indicado para auxiliar na reeducação alimentar dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica (redução de estômago). Optisource ® repõe as proteínas necessárias ao organismo do paciente, que, após a intervenção, tem que reaprender a se alimentar adequadamente.

O Brasil é o segundo país em cirurgias desse tipo. Segundo dados da Sociedade Brasileira de cirurgia Bariátrica (SBCB), o número de operações realizadas no país chega a 20 mil por ano. A cirurgia é indicada para obesos mórbidos, que devem contar com acompanhamento médico, principalmente, após a intervenção, período em que sofrem alterações fisiológicas significativas, devido à falta de ingestão de proteínas essenciais para o bom funcionamento do organismo.

O Optisource ® supre essa carência de proteínas no organismo do paciente, sem comprometer a desejada perda de peso. O complemento alimentar é líquido e possui proteínas de alto valor biológico em sua composição, além de auxiliar na absorção de vitamina B12 pelo suco gástrico, o que é difícil nesse período.

“Ao utilizar o produto, o paciente terá uma cicatrização correta, contará com uma nutrição balanceada, contribuindo para uma perda de peso saudável”, afirma Patrícia Petrucci, gerente de produtos da Novartis Medical Nutrition. Patrícia garante ainda que o paciente não precisa se preocupar com ganho de peso, pois o produto possui apenas 200 calorias por embalagem.

Alguns pacientes, que já utilizam o produto, mostram-se satisfeitos por saberem que existe algo feito exclusivamente para eles. “A praticidade de termos em uma caixinha, um sabor agradável, que não necessita de preparo prévio, e que fornece uma grande quantidade de proteína (que meus pacientes sabem que é o nutriente mais importante para eles), sem dúvida é o que mais atrai. Além disso, eles gostam muito de ler no rótulo que o produto é específico para cirurgia bariátrica e não um suplemento qualquer, adaptado para a situação. Para mim, o Optisource ® é a garantia de fornecer o aporte protéico que o paciente necessita, além de vitamina B12 e outros nutrientes importantes nessa situação”, diz a Dra. Lícia Pereira, Nutricionista do Instituto Fernando Luiz Barroso e do Hospital Geral de Ipanema (RJ).

As cirurgias de redução de estômago, para remover o excesso de peso, crescem na mesma proporção que o número de obesos no país. Nos últimos dois anos, houve um crescimento de 233%, segundo a SBCB. Esse procedimento é considerado o método mais eficaz no tratamento de obesidade mórbida e controle de peso em longo prazo. Mas, para que os resultados de uma intervenção como essa sejam satisfatórios são necessários certos cuidados, principalmente, no processo de reeducação alimentar.

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GOVERNO VAI COMBATER OBESIDADE

A revelação de que o País tem mais adultos gordos do que desnutridos foi, inicialmente, um prato indigesto para o reeleito presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tinha o Fome Zero como programa principal. Mas, passados quase dois anos da constatação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o perfil nutricional do brasileiro, iniciativas do governo federal buscam reduzir o excesso de peso e a obesidade entre a população.

Além de mudanças no cardápio da merenda escolar e na rotulagem de produtos, o Ministério da Saúde vai lançar, em novembro, um guia de bolso para promover a alimentação saudável. Versão resumida de uma publicação técnica lançada há exato um ano, no Dia Mundial da Alimentação, o guia traz, em linguagem acessível, informações fundamentais para tentar transformar o perfil nutricional do brasileiro: a proporção de pessoas com sobrepeso mais do que dobrou em três décadas, totalizando 38,8 milhões de adultos acima do peso, ante 3,8 milhões de desnutridos.

Com 16 páginas ilustradas e coloridas, o livreto será distribuído para as secretarias de Saúde e equipes do Programa de Saúde da Família. Também estará na internet. Para frear a escalada da obesidade no País, além do guia e das mudanças na rotulagem de alimentos industrializados - que agora devem informar a presença de gordura trans, por exemplo -, o governo federal decidiu alterar, no início do mês, a resolução que trata dos produtos básicos da merenda escolar. A intenção é estabelecer quais alimentos devem constar da lista, dando prioridade para itens mais nutritivos, crus, frescos e semi-elaborados.

“A promoção da alimentação saudável nas escolas é um ponto fundamental. O sobrepeso e a obesidade na população com mais de 10 anos tem crescido, assim como a hipertensão”, observa Ana, acrescentando que há projetos de hortas escolares e restrições do comércio e da oferta de alimentos que não são considerados saudáveis, como frituras e produtos ricos em açúcar. Embora a Organização Mundial da Saúde recomende a ingestão diária de 400 gramas de frutas, legumes e verduras, no Brasil são consumidos apenas 130 gramas , com pequena variação por classe de renda.

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HC LANÇA MANUAL DE NUTRIÇÃO ENTERAL

O Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp lançou recentemente, no anfiteatro do Hospital, o Manual de Nutrição Enteral Domiciliar . Cerca de 500 pacientes ao ano terão acesso inicial ao material, que aborda a nutrição realizada em casa, prática que vem se tornando cada dia mais comum. Segundo suas idealizadoras, pertencentes à equipe multiprofissional de terapia nutricional (GAN) do HC, manter a pessoa doente em casa é uma tendência atual da assistência à saúde.

O Manual de Nutrição Enteral Domiciliar , que contou com o apoio da empresa Novartis, servirá como ferramenta de trabalho para enfermeiros e nutricionistas que orientam os pacientes atendidos no HC quando prestes a receber a alta hospitalar. A idéia é consultar o material na medida da necessidade. O texto contempla informações essenciais, mostradas em 16 páginas, com 15 perguntas e respostas mais ilustrações. O Manual explica como preparar e administrar a dieta por sonda e enfoca temas como a colocação da sonda nasoenteral, os cuidados com a gastrostomia ou a jejunostomia, o tipo de dieta que deve ser passada na sonda, como passar outros líquidos pela sonda e como administrar medicamentos pela sonda.

"Quando a alimentação via oral (boca) é impossível ou insuficiente para suprir as necessidades do paciente, a nutrição é fornecida mediante o uso de sondas, com dietas contendo os nutrientes essenciais à sua recuperação ou manutenção da saúde", salienta a enfermeira do GAN, Elisabeth Dreyer. "O sucesso desta terapia depende dos cuidados no preparo e administração da dieta. Por isso, a educação do paciente e familiares para estes cuidados é fundamental. Daí o valor do Manual", acrescenta Salete Brito, nutricionista da equipe.

O trabalho foi coordenado por Elisabeth Dreyer e teve a participação das enfermeiras Miriam Rizzolli Santos e Heloísa Morelli, do Serviço de Enfermagem dos Ambulatórios e Procedimentos Especializados; Rosana Huarachi e Eloysa Pivetti, dos Serviços de Enfermagem Médico Cirúrgica I e II; e das nutricionistas Salete Brito, do GAN, e Luciane Giordano, da Divisão de Nutrição e Dietética.

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MUITA CONFUSÃO SOBRE COLESTEROL

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte em todo o mundo. Só no Brasil, matam mais de 300 mil pessoas por ano. E esse número, diz a Organização Mundial da Saúde, deverá aumentar 28% até 2020. Mas uma questão sobre o problema atormenta os especialistas: por que tantas pessoas não conseguem resultados ou abandonam o tratamento simplesmente? Agora, descobriu-se que o desconhecimento dos pacientes é uma das razões do fenômeno, talvez a principal.

Uma pesquisa feita em dez países (entre eles o Brasil) com 1.547 pacientes que apresentam colesterol elevado revelou uma situação espantosa. A suprema maioria das pessoas simplesmente não consegue entender a dimensão do problema e é incapaz de relacionar o excesso dessa gordura no sangue, um mal quase sempre silencioso, a doenças sérias como o infarto no miocárdio e os acidentes vasculares cerebrais.

O trabalho, realizado pelo laboratório AstraZeneca, mostrou que nada menos que 74% dos entrevistados não associaram o ataque cardíaco ao colesterol alto, fato comprovado pela ciência há décadas. Outra informação preocupante é a de que, para 64% dos ouvidos, o diagnóstico não é motivo para preocupação. Para 50% deles, o câncer, essa sim, é a doença mais temida.

O quadro de ignorância entre os pesquisados no Brasil é ainda mais grave. Oito em cada dez deles não sabiam que colesterol elevado pode provocar um infarto, 64% acreditam que outras doenças matam mais que as cardiovasculares, 50% não se lembravam dos seus níveis dessa gordura no sangue e 68% não souberam dizer qual seria o patamar saudável.

Um cenário considerado crítico pelo médicos. "É conseqüência de uma cadeia de informação deficitária. Primeiro, muitos médicos negligenciam o problema. Além disso, o paciente não cobra informações do médico ou prefere não dar atenção às recomendações. E, por fim, o governo não investe em campanhas para esclarecer a população", afirma o cardiologista Raimundo Marques do Nascimento, da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Também foram ouvidos 750 médicos, para analisar se a comunicação com os pacientes ocorre de maneira satisfatória. Nada menos que 99% afirmaram que informam os pacientes sobre as taxas de cada um e os cuidados a serem tomados.

Há algo errado nessa relação. Se o porcentual de médicos que realmente esclarecem seus pacientes for pelo menos próximo do revelado na pesquisa, o problema é de forma de comunicação. Do jeito que está, a situação é clara: um fala, mas com termos que o outro não entende.

Se as pesquisas descortinam um panorama preocupante em relação ao colesterol, a ciência tem boas notícias sobre os cuidados com o coração. Deverá chegar ao Brasil em setembro a terceira geração do stent coronário, uma espécie de "mola" colocada dentro da artéria, no ponto da obstrução, para manter as paredes dos vasos abertas e permitir a passagem do sangue. O novo aparelho, com estrutura mais maleável, foi produzido com uma tecnologia inovadora de revestimento que o deixa mais "escorregadio", facilitando o trabalho dos médicos na hora do implante.

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REINO UNIDO TERÁ 12 MILHÕES DE OBESOS ATÉ 2010

Até o ano de 2010, cerca de um em cada três britânicos terá um sério risco de se tornar obeso. Em um relatório do Departamento de Saúde, o governo do país faz uma previsão da incidência de obesidade. Em quatro anos, diz o estudo, 12 milhões de adultos serão obesos ou estarão muito acima de seu peso.

"Uma em cada cinco crianças ou um milhão de jovens serão obesos, uma doença que pode levar centenas de pessoas a serem afetadas por doenças relacionadas, como problemas de coração e diabetes tipo 2", alerta o documento.

A obesidade também vai representar um custo muito mais alto para o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, que já tem um gasto de 1,8 bilhão de dólares por ano com doenças ligadas à obesidade. Nos últimos três anos a incidência do problema aumentou 38% na Grã-Bretanha.

"Antigamente, os grandes desafios para a saúde eram as doenças infeciosas como febre tifóide e tuberculose", afirmou a secretária de saúde do país, Patrícia Hewitt, no lançamento do relatório.

De acordo com as estimativas, até 2010, 33% dos homens do país serão obesos, o que corresponde a 6,6 milhões de pessoas. O número equivalente de mulheres deverá chegar a 5,9 milhões de indivíduos ou 28% da população do Reino Unido.

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NUTRICIONISTAS DESENVOLVEM DIETA ENTERAL COM PRODUTOS CASEIROS

Leite tipo C, óleo de soja, ovos, açúcar e fubá. Com estes ingredientes, encontrados na maioria dos lares de Campinas, é possível fazer uma dieta enteral (administrada via sonda) rica em nutrientes para pacientes de baixa renda cujo tratamento é domiciliar .

A descoberta é de uma equipe de nutricionistas do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti (HMMG) e do SAD ( Serviço de Atendimento Domiciliar ( SAD ) do Distrito de Saúde Sul da Prefeitura Municipal de Campinas), que pesquisou com quais ingredientes caseiros uma família de baixa renda poderia desenvolver uma dieta rica em nutrientes. O resultado desta pesquisa, intitulado “Terapia Nutricional Enteral Domiciliar : Desenvolvendo uma fórmula artesanal para a população de baixa renda do município de Campinas”.

A fórmula é resultado de um pedido feito pelo SAD à equipe de nutricionistas da Coordenadoria de Nutrição e Dietética do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, para que desenvolvesse uma dieta para administração por via enteral que fosse financeiramente acessível à população carente e ao mesmo tempo atendesse às necessidades nutricionais dos pacientes. A solicitação do SAD foi feita diante da dificuldade das famílias em adquirir matéria-prima para a formulação artesanal das dietas.

O SAD realiza atendimento domiciliar à pacientes dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes são, em sua maioria, carentes, dependentes de cuidados de média e alta complexidade e submetidos a terapia nutricional enteral.

O estudo começou com um levantamento dos alimentos mais encontrados nos domicílios - o leite tipo C, óleo de soja, ovos, açúcar e fubá -, com potenciais características para fornecer macronutrientes em uma formulação. Em seguida, as nutricionistas elaboraram o cálculo dietético de uma dieta artesanal de 1000Kcal com 59,5% de carboidratos, 14,7% de proteínas e 25,8% de lipídios. Estes valores, ao serem comparados com as Referências Dietéticas de Ingestão para macronutrientes, se mostraram adequados.

Na segunda etapa, foi realizada a manipulação piloto desta composição para adequação do modo de preparo, homogeneidade e viscosidade da solução para administração através de sonda nasoenteral. Como resultado, as nutricionistas obtiveram uma dieta líquida e homogênea de 1000 Kcal com volume final de 1250 ml.

Na terceira etapa foram calculadas as dietas de 1500 Kcal, com 58,2% de carboidratos, 14,9% de proteínas e 26,9% de lipídios que rendeu 1500 ml e a de 2000 Kcal, com 53% de carboidratos, 14,6% de proteínas e 32,4% de lipídios que rendeu 2000 ml. Na quarta e última etapa foi realizado o cálculo do custo de cada fórmula, sendo R$ 1,39 para 1000 Kcal, R$ 2,34 para 1500 Kcal e R$ 3,01 para 2000 Kcal.

 

“A proposta mostra-se válida uma vez que os objetivos foram alcançados, entretanto, maiores estudos quanto à evolução nutricional de pacientes em uso desta fórmula devem ser desenvolvidos no futuro”, aponta o relatório final elaborado pelas nutricionistas Maria Camila A. Prada, Coordenadora de Nutrição e Dietética do Hospital Municipal Dr. "Mário Gatti"; Daniela Cristina Arengui, Nutricionista da Clinica Médica/MI do HMMG; Márcia L. de Sá Carneiro, nutricionista membro da Equipe Multidisciplinar do Serviço de Atendimento Domiciliar SAD /Sul, Leste e Norte da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura Municipal de Campinas; Ana Carolina Ometto, nutricionista da Clínica de Cirurgia Geral e Especialidades Cirúrgicas do HMMG e Patrícia de Oliveira Souza, Nutricionista da Pediatria e da UTI pediátrica do HMMG.

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PRODUTOS TERÃO NOVA TABELA NUTRICIONAL

Entrou em vigor neste mês a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que obriga todos os fabricantes de alimentos industrializados a informar no rótulo de seus produtos a quantidade de gordura trans contida neles. De todos os tipos de gordura, a trans é a mais nociva à saúde. Seu consumo está associado a uma série de doenças, como infarto, derrame e diabetes tipo 2, entre outras. Essa obrigatoriedade é uma das novidades nos rótulos dos produtos alimentícios vendidos no Brasil a partir de agora. Além das informações sobre a gordura trans, a nova tabela nutricional é mais completa do que a anterior.

A antiga limitava-se a fornecer a quantidade de calorias, carboidratos, proteínas, fibras, gorduras totais e saturadas contida em cada porção do produto. Agora, deverá trazer também a apresentação, em medidas caseiras, do equivalente a uma porção do produto. Não basta mais informar que uma porção de pipoca de microondas, por exemplo, contém 25 gramas . É preciso especificar que essa quantidade representa uma colher e meia de sopa de pipoca. A ingestão diária de calorias considerada como padrão pelo governo também mudou: baixou de 2.500 para 2.000 calorias. "O objetivo dessas modificações é municiar o consumidor com informações a respeito de uma dieta saudável, sobretudo no que se refere ao consumo de gordura trans", diz a nutricionista Antonia Aquino, gerente de produtos especiais da Anvisa.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a ingestão de gorduras trans não deve ultrapassar 1% do total de calorias diárias. Numa dieta de 2.000 calorias, isso equivale a 2,2 gramas de trans por dia. Mas o consumo dela costuma ser muito maior. Um simples pacote de batata frita de lanchonete contém o triplo do limite diário de trans. Usada em larga escala a partir da década de 80, a gordura trans foi criada para aumentar o prazo de validade dos alimentos e deixá-los mais crocantes ou cremosos. Nos anos 90, no entanto, descobriu-se que ela aumenta as taxas do colesterol ruim, diminui as do colesterol bom e facilita o depósito de tecido adiposo no abdômen.

Recentemente, várias empresas resolveram retirar a trans de seus produtos. Hoje, já é possível encontrar margarinas, sorvetes e até salgadinhos de pacote sem esse veneno. "Mas a ausência de gordura trans não significa necessariamente que o produto seja saudável", diz a nutricionista Ana Maria Lottenberg, de São Paulo. "Esses mesmos alimentos podem conter gordura saturada e calorias em excesso, o que também é péssimo para a saúde."

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PESQUISA REVELA QUE MAIORIA DOS IDOSOS
TEM CARÊNCIA DE VITAMINA D

Um estudo feito pela Disciplina de Geriatria da Universidade Federal de São Paulo verificou a influência da radiação solar na produção de vitamina D em idosos. De acordo com os resultados, aproximadamente 95% do grupo que participou do estudo têm alguma carência de vitamina D, importante para a absorção de cálcio e fósforo no intestino, além de reduzir a perda óssea e o risco de fraturas em pessoas com osteoporose.

A vitamina D pode ser encontrada em alimentos como a gema de ovo, fígado, ostras e alguns peixes oleosos, não muito comuns na dieta dos brasileiros. Outra fonte da vitamina é a exposição à luz solar. Uma das observações foi que a maior parte do grupo passa pouco tempo fora de casa, o que favorece o confinamento, a menor exposição ao sol e, conseqüentemente, menor síntese cutânea de vitamina D. 

- Diferentemente do que se imaginava, a população idosa brasileira sofre mais com insuficiência e deficiência de vitamina D do que em países que contam com menos radiação solar. Isso em muito se deve ao fato da pouca exposição à radiação solar da qual dispõem pessoas residentes em grandes centros urbanos, como São Paulo, e pelo fato de não contarmos com um programa de enriquecimento alimentar para esta vitamina, como existe em vários paises do hemisfério norte - disse uma das responsáveis pela pesquisa Marise Lazaretti Castro, professora da UNIFESP e diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Participaram do estudo 250 pessoas com 65 anos ou mais, residentes em São Paulo. Foram avaliados 77 homens e 173 mulheres. Deste total, 15,4% têm deficiência de vitamina D, 41,9% têm insuficiência da vitamina.
- A vitamina D tem papel vital na saúde dos ossos, pois sem ela o corpo não absorve cálcio, que é essencial para o desenvolvimento normal e manutenção de ossos fortes e saudáveis - disse.
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CAFÉ SEM CAFEÍNA REDUZ RISCO DE DIABETES

Beber café descafeinado está associado a um risco menor de desenvolver diabetes, segundo uma pesquina da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Um grande estudo reunindo 28 mil mulheres descobriu que beber mais de seis xícaras de café descafeinado ao dia estava associado a um risco 33% menor de desenvolver diabetes comparado com não beber café de jeito nenhum.

As mulheres que bebiam café com cafeína tinham uma redução no risco de desenvolver diabetes muito menor. O estudo que levou 11 anos sugere, ao contrário do que outras pesquisas indicavam, que o consumo de cafeína não reduz o risco de diabetes.

As mulheres analisadas estavam no período pós-menopausa e participaram do projeto entre 1986 e 1997. No início do estudo, nenhuma das mulheres tinha diabetes ou doenças cardiovasculares. A conexão entre beber café descafeinado e a redução no risco de diabetes foi encontrada em mulheres com pesos e idades diferentes.

Outros ingredientes

Os pesquisadores procuraram entender se havia algum outro ingrediente no café descafeinado que pudesse estar contribuindo para isso. Minerais encontrados no café como magnésio e ácido fítico podem ajudar a controlar o nível de açúcar no sangue, mas os pesquisadores não puderam estabelecer uma ligação com o material que eles tinham. O café também contém uma série de fitoquímicos que aparentemente tem uma alta atividade antioxidante que, segundo pesquisadores, poderia proteger células que produzem insulina contra danos, prevenindo ou adiando o desenvolvimento de diabetes.

"Outros estudos sugeriam que a cafeína pudesse ser o ingrediente responsável pela proteção, mas agora o nosso estudo contradiz esses resultados", disse o líder do grupo, Dr Mark Pereira.

"Aparentemente, existe grande potencial no café para ajudar a reduzir o risco de diabetes. Identificar o ingrediente que proporciona isso deve, com certeza, ser objetivo de pesquisas futuras", afirmou Pereira.

O representante da Diabetes UK, Roopinder Brar, concorda que mais estudos são necessários para determinar qual o ingrediente no café descafeinado pode ajudar a reduzir o risco de diabetes.

"Beber mais de seis xícaras de café ao dia pode ter outros efeitos menos benéficos, levando, por exemplo, à desidratação", afirmou Brar.

"Se as pessoas realmente querer reduzir o risco de ter diabetes, então elas precisam fazer exercícios regularmente e manter uma dieta saudável. Essa é a receita mais segura até agora", completou.

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NOVA YORK EM ALERTA

A Grande Maçã está ameaçada. E o perigo, neste caso, não se refere a terroristas. Ele vem na forma de doces, sanduíches gordurosos e pizzas. O inimigo é a diabete, doença caracterizada pela dificuldade de o organismo metabolizar o açúcar proveniente dos alimentos. O alarme soou porque Nova York está no meio de uma epidemia, como frisou o secretário de Saúde, Thomas Frieden. Hoje, cerca de 800 mil adultos são diabéticos, o que equivale a um portador em cada oito nova-iorquinos.

Outro fato que assusta é o ritmo de surgimento de casos, praticamente o dobro da média americana. É impressionante também que a diabete esteja avançando na cidade, quando males como o câncer estão estabilizados. "Nova York tem muitos pobres, negros e latinos, grupos mais propensos a desenvolver a doença", analisa Marcos Tambascia, presidente da Sociedade Brasileira de Diabete. Na metrópole vivem 3,2 milhões de indivíduos obesos ou com sobrepeso. A obesidade é fator de risco para diabete tipo 2, associada aos maus hábitos alimentares (a do tipo 1 é congênita).

Diante disso, Nova York lançou um plano de longo prazo para monitorar pacientes e prevenir as conseqüências do mau controle, como infarto e cegueira. É a primeira cidade americana a ter um programa do gênero, que entra em operação neste mês. Entre as ações, a mais polêmica é exigir dos laboratórios médicos da cidade o envio para a secretaria de testes que diagnosticam a diabete.

Há quem condene a medida por invadir a privacidade dos cidadãos. O objetivo é encontrar mais portadores e fazer com que sigam as recomendações. Eles receberão ligações e cartas. Discussões à parte, o plano tem méritos. Sem falar do óbvio - salvar vidas -, ele pode aliviar os custos da doença. Estima-se que os EUA gastem US$ 132 bilhões com esse mal por ano.

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DOENÇAS CRÔNICAS MAPEADAS