COPA DO MUNO MEXE COM O CORAÇÃO DOS TORCEDORES: PARA O BEM E PARA O MAL
Assistir a jogos importantes, como os da Copa do Mundo, mexe com o coração dos amantes de futebol, como todo torcedor sabe. Vários estudos já mostraram que partidas decisivas podem elevar a ocorrência de ataques cardíacos. Porém, se o time "do coração" vencer, o efeito pode ser exatamente o oposto: a chance de sofrer um problema diminui, como afirma o médico gaúcho Leandro Zimerman, membro do conselho da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). "Os estudos apontam para um caso de morte súbita para cerca de 580 mil espectadores de futebol", diz o médico. Em uma relação direta com o futebol brasileiro, seria mais ou menos o equivalente a uma morte a cada 14 jogos do Campeonato Brasileiro, considerando-se um público médio de 45 mil pessoas. Mas o cardiologista chama a atenção para outro estudo, feito pelo pesquisador francês Frederic Berthier, em 2003, com a análise de eventos cardíacos na fatídica final de 1998, quando a França ganhou do Brasil.
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PREOCUPAÇÃO AO PÉ DIABÉTICO O número de amputações de pés diabéticos diminuiu entre a população de baixa renda de Pernambuco, mas ainda é elevada a taxa de hospitalização causada pelas amputações e complicações do pé diabético. Dificuldades no diagnóstico precoce e no acompanhamento desses pacientes nos Programas de Saúde da Família (PSF), que atuam na atenção básica de saúde, explicam esse quadro. É o que revela estudo desenvolvido pela professora de enfermagem Isabel Cristina Ramos, da Fiocruz Pernambuco. A falta de exame dos pés do diabético e de orientação sobre os cuidados necessários com essa parte do corpo, a falta de controle das taxas metabólicas e o tabagismo são fatores relacionados à ocorrência da amputação. O pé diabético se caracteriza por lesões nos membros inferiores e é a causa mais comum de internação entre os portadores da diabetes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2025 haverá 366 milhões de pessoas com diabetes no planeta, o que representa 7% da população. Desses, de 1,5% a 10% terão feridas nos membros inferiores. Os endocrinologistas recomendam que alguns cuidados sejam adotados pelos diabéticos para evitar feridas. A pesquisa, feita por Isabel no doutorado em saúde pública da Fiocruz Pernambuco, foi dividida em duas etapas. Na primeira foram analisados 4.633 prontuários do ambulatório de clínica vascular do Hospital da Restauração, unidade referência para o atendimento desses casos, no período de três triênios ( 1990 a 1992, 1995 a 1997 e 2003 a 2005). Na segunda, foram entrevistados 137 pacientes internados no mesmo hospital, no período de 2006 a 2007. A análise dos prontuários revelou que 1.267 (27,3%) pacientes tinham internações por pé diabético. Desses, 874 (69%) desses eram amputados. O maior número de internações ocorreu, por ordem, no primeiro (33%), no terceiro (29,1%) e no segundo (22,4%) triênio. A causa mais provável dessa diminuição do primeiro para o segundo triênio foi a implantação do PSF. Já o aumento das internações do segundo para o terceiro triênio pode, possivelmente, ser explicado pela inadequação das condutas de manejo da doença e pelo encaminhamento dos casos graves detectados para o hospital - explica Isabel Cristina. Segundo ela, a última suposição ganha apoio com a prevalência encontrada no terceiro triênio, quando o Ministério da Saúde implantou o Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e a Diabetes Mellitus. As amputações ocorreram em maior número no segundo triênio (73,9%), no terceiro (67%) e no primeiro (66,7%), respectivamente. O crescimento das amputações do primeiro para o segundo triênio deve-se ao aumento de internações referenciadas pelos PSF, como constatado na outra etapa da pesquisa - esclarece. Dentre os amputados, 58,9% eram moradores da Região Metropolitana do Recife, área do estado com maior concentração de equipes de saúde da família e 95,2% foram admitidos no hospital com a glicemia acima de 126 miligramas (mg) por decilitros (dl). De acordo com resultados do estudo, esse é um fator que aumenta em duas vezes o risco de amputação, já que a taxa limite de glicemia em jejum fica entre 70 mg/ml e 99 mg/dl. A prevalência das amputações foi maior no grupo etário de 60 anos ou mais (69,5%) e não houve diferença estatística significante entre homens (55,3%) e mulheres (54,7%). (21/08/08) ACUPUNTURA NOS PACIENTES DE CÂNCER
Depois da pesquisa, o médico implementou o tratamento com acupuntura para pacientes oncológicos no hospital e, com isso, diminuiu a ingestão de remédios, principalmente entre as pessoas que não apresentavam melhora com os medicamentos. "Os pacientes do Centro de Dor são encaminhados para a acupuntura e também os que precisam fazer quimioterapia", explica o médico. "Provavelmente os estímulos ou a pressão nos pontos liberam substâncias neuroquímicas, que tornam não-sensível a zona gatilho do quimioreceptor no cérebro, prevenindo esses efeitos colaterais", afirma. Segundo ele, o que indica a reação à quimioterapia e o sucesso da acupuntura não é o tipo de tumor do paciente, mas sim o tipo de remédio quimioterápico que está sendo usado - alguns provocam mais efeitos colaterais do que outros, além disso, as reações dos pacientes são diferenciadas. (16/06/08) HomeCare Plus |