BANHO DE SOL AUMENTA LIBIDO MASCULINO

Um estudo feito por pesquisadores na Áustria sugeriu que o banho de sol pode aumentar a libido masculina pois a vitamina D produzida eleva a concentração de testosterona no sangue. Boa parte da vitamina D é sintetizada pela pele ao ser exposta à luz do sol e o restante é proveniente dos alimentos. O estudo, divulgado na revista Clinical Endocrinology, incluiu 2.299 homens e constatou que os homens tinham uma concentração menor tanto da vitamina quanto do hormônio durante o inverno e uma concentração mais alta no auge do verão. A testosterona pode ter um impacto sobre a libido e os níveis de energia do homem. Ela também tem funções essenciais tanto em homens quanto em mulheres, mantendo a força muscular e a densidade óssea.

Suplementos

Winfried Marz e seus colegas que participaram do estudo disseram que os cientistas deveriam agora verificar se suplementos de vitamina D têm o mesmo efeito sobre a testosterona.

Ad Brand, do Sunlight Research Forum, na Holanda - uma organização sem fins lucrativos criada para informar o público sobre as descobertas científicas sobre os efeitos do sol sobre a saúde disse: "Os homens que cuidam para que o seu organismo tenha um suprimento de vitamina D suficiente estão fazendo algo bom para os seus níveis de testosterona e sua libido, além de outras coisas."

Mas especialistas em câncer advertem que exposição excessiva ao sol é prejudicial à saúde. Allan Pacey, especialista em andrologia da Universidade de Sheffield, disse: "Nós sabemos que, em termos médicos, nós podemos aumentar a libido e o bem-estar geral dos homens com baixa concentração de testosterona através de uma terapia de reposição hormonal."

"Mas isso é dentro de um conjunto determinado de circunstâncias clínicas em que a produção de testosterona é baixa." "Se um homem saudável nota mudanças significativas durante o ano todo não é tão claro e eu recomendaria aos homens que tenham bom senso se usarem camas de bronzeamento nos meses de inverno por causa dos riscos associados ao uso excessivo."

Jessica Harris, da Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha, também advertiu contra a exposição excessiva ao sol e lembrou: "As pessoas também podem aumentar sua concentração de vitamina D comendo mais alimentos como peixes oleosos, tais como salmão, truta ou cavala."

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CIGARRO E OBESIDADE PREJUDICAM À AUDIÇÃO

Pesquisa publicada no Journal of the Association for Research in Otolaryngology diz que fumo e obesidade prejudicam o fluxo de sangue ao ouvido, contribuindo para causar danos permanentes à audição. O estudo envolveu 4.083 mil homens e mulheres com idades entre 53 e 67 anos em sete países europeus. Todos os participantes passaram por um teste audiométrico e responderam perguntas sobre seu estilo de vida e trabalho.

Erik Fransen, um dos autores da pesquisa, da Universidade da Antuérpia, relata que a habilidade de ouvir sons de alta freqüência é prejudicada em fumantes e obesos, pois essas condições podem ameaçar o fluxo de sangue ao ouvido. O estudo também concluiu que a severidade dos danos causados à audição está diretamente relacionada ao grau de obesidade e à duração do hábito de fumar.

Após um ano de uso regular do cigarro, o problema já pode aparecer. E ao contrário de outras partes do corpo, uma vez que o dano ao aparelho auditivo ocorre, não há perspectiva de recuperação. Com o prejuízo do fluxo de sangue para o ouvido, a quantidade de oxigênio que chega à cóclea é reduzida, podendo levar a um aumento de radicais livres no tecido coclear, causando danos, morte celular e eventualmente perda da audição. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), exposição ao barulho excessivo ainda continua sendo a principal causa evitável de perda de audição no mundo. (13/06/08)

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CÂNCER DE PRÓSTATA MATA 15 MIL AO ANO

Cerca de 15 mil homens morrem todos os anos no Brasil vítimas de câncer de próstata, que, depois do câncer de pulmão, é o que mais mata homens no país. A estimativa é do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que prevê 45 mil novos casos da doença até o final do ano. O presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Ricardo Cavalcanti, acredita que a estimativa de óbitos é subestimada. As mortes devem chegar a 30 mil por ano – avalia.

Preocupados com a saúde do homem, urologistas de todo o Brasil reuniram-se em Brasília, com o Ministério da Saúde para debater assuntos urológicos que merecem fazer parte da Política Nacional de Saúde do Homem, a ser lançada em agosto pelo ministério. O tratamento do câncer de próstata depende do estágio em que se encontra a doença. Se o tumor estiver localizado, cirurgia, radioterapia ou até uma observação vigilante podem resolver. Daí a importância de um diagnóstico precoce. A SBU culpa o preconceito pela pequena procura a exames preventivos.

Assim como o exame de toque, necessário para a detecção do tumor na próstata, a vasectomia é vista com desconfiança entre os homens. Muitos acreditam que terão a sexualidade afetada pela operação. A maioria é desinformada e machista. Os números seriam bem mais positivos se não houvesse problema cultural – acredita Almeida. De acordo com o Ministério da Saúde, foram realizadas, em 2007, 37 mil vasectomias no país. Por ser uma cirurgia laboratorial, não deveria precisar de internação. No entanto, o ministério gastou R$ 5 milhões em 23 mil internações.

Segundo o coordenador da área Técnica de Saúde do Homem, do ministério, Ricardo Cavalcati, a política nacional que será lançada tem como foco homens de 25 a 59 anos – 41,3% da população masculina. É a população produtiva do Brasil. A saúde dela é a saúde econômica do país – diz o sexólogo.

O câncer de pênis corresponde a apenas 2% dos casos de câncer que atingem o homem. Está relacionado a baixas condições sócio-econômicas e má higiene. A disfunção erétil é outro problema grave. Cerca de 45% dos homens sofrem de uma disfunção leve ou moderada. Queremos incentivar os homens a se prevenirem de problemas de saúde. Segundo o IBGE, em todas as faixas etárias os homens são os que mais morrem – afirma Cavalcanti.

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PERIGO NOS PLÁSTICOS DAS MAMADEIRAS

O Programa Nacional de Toxicologia, órgão do governo dos Estados Unidos, identificou possíveis riscos à saúde no uso do bisfenol-A, substância comumente utilizada para fabricar mamadeiras e outros objetos que incluem plástico em sua composição. De acordo com a agência, testes com animais mostram um possível elo entre a molécula e o aparecimento de tumores benignos, começo precoce da puberdade entre mulheres e alterações comportamentais.

O sistema de classificação de risco da agência americana adota cinco níveis. Por enquanto, o bisfenol-A foi classificado como digno de "alguma preocupação", abaixo de "preocupação séria" e "preocupação", informa a rede britânica BBC. Mais estudos são necessários para esclarecer os efeitos exatos da substância, alega o órgão. O Conselho Americano de Química, representante dos fabricantes de plásticos, ressaltou o fato de não haver preocupações sérias envolvendo o bisfenol-A.

De acordo com a BBC, a substância é onipresente no mercado, sendo identificada na urina de 93% dos americanos com mais de seis anos de idade. As conclusões do Programa Nacional de Toxicologia serão levadas em conta pelas agências governamentais americanas com poder para proibir ou sancionar o uso do bisfenol-A.

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BRASILEIRO ESQUECE DA SAÚDE AO COMPRAR ALIMENTO

Preço e sabor ainda são prioridade dos consumidores na hora de ir ao supermercado. Apesar disso, 80% das pessoas dizem estar preocupadas em ter alimentação saudável. Uma pesquisa do Instituto Ipsos mostra que o brasileiro se preocupa em ter uma alimentação saudável. Mas, na hora das compras, acaba levando outros fatores em conta, como o sabor e preço do produto.

Uma pesquisa nacional feita com mais de 1.000 entrevistados mostra que o sabor, a marca, o preço e a praticidade contam mais do que a preocupação com a saúde na hora da compra. Segundo o Instituto Ipsos, 61% dos brasileiros vêem o sabor como o principal fator na escolha de um alimento. Depois vêm marca (54%), preço (54%), praticidade (46%) e o fato de o alimento ser saudável (35%).

 

Mesmo assim, 80% dos entrevistados acham que tem um estilo de vida saudável. Segundo a pesquisa, as referências sobre alimentos saudáveis são confusas e o consumidor não consegue definir um padcute;de Suplementar.

Cerca de 800 pessoas entre representantes de governo, profissionais da área de saúde, de operadoras de planos, pesquisadores e professores universitários debateram assuntos relacionados aos sistemas público e privado de saúde e os desafios enfrentados pelo setor de planos de assistência à saúde.

Na parte da manhã, a primeira mesa redonda do dia debateu o tema Regulação em Saúde e foi coordenada pelo representante da Organização Pan-Americana de Saúde no Brasil, Julio Manuel Suarez. A professora da faculdade de Medicina da Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, Célia Beatriz Iriart, falou sobre suas pesquisas nas linhas de políticas de saúde no contexto da globalização e os tratados de livre comércio e do acesso aos serviços de saúde para a população latina. "Em comparação com o Brasil, o sistema norte-americano é muito fragmentado e sua noção de serviço público é completamente diferente do conceito do SUS, que é mais solidário", observou a professora.

Em seguida, Fernando Alvarez del Rio, apresentou a recente experiência do México: "Na década de 90, teve início uma grande oferta de seguros com uma gama variada de serviços, mas a regulamentação não estava bem estruturada e várias empresas foram à falência. Apenas em 2000, houve uma importante mudança na legislação e agora temos entre nossas metas fortalecer a administração corporativa das seguradoras, a melhoraria da disseminação de informação e a qualificação dos prestadores de serviços de saúde".

O Superintendente de Saúde do Chile, Manuel Inostroza Palma, contou que houve conquistas importantes quanto à rede assistencial no país: "Em um ano, o número de prestadores de serviços teve um aumento de 119%", disse ele, que também mencionou como desafios a serem alcançados a maior oferta de produtos pra mulheres em idade fértil e para maiores de 60 anos, além da melhoria dos sistemas de informação para obtenção de maior transparência e para redução de custos.

Ao encerrar o debate, Suarez observou um importante ponto em comum: "Apesar de Chile e México terem modelos de regulação diferentes do modelo brasileiro, os três países têm os mesmos desafios e a mesma preocupação com a questão da atenção à saúde". À tarde, o seminário internacional continuou com a realização de mesas redondas sobre os temas Regulação e seus impactos nos modelos de atenção à saúde e Estímulo e eficiência do mercado.

O coordenador da primeira foi o Diretor do Instituto de Medicina Social da UERJ, Ruben de Araújo Mattos, que teve a seu lado a Secretária Executiva da ANS, Alzira de Oliveira Jorge, o professor de pós-graduação em clínica médica na UFRJ, Emerson Merhy e o Diretor Executivo da Comissão de Revisão de Custos de Serviços Médicos do estado de Maryland, nos Estados Unidos, Robert Murray.

O mercado de saúde suplementar foi o último tema a ser debatido. A mesa, coordenada pelo Diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, Alfredo Cardoso, contou com a participação da gerente da área de saúde da empresa de consultoria em finanças e gestão de riscos e Towers Perrin, Lais Perazo