POLÊMICA SOBRE A HOMEOPATIA

Um debate sobre a eficiência da homeopatia na Inglaterra cruzou o Atlântico e chamou a atenção de especialistas brasileiros. A polêmica foi causada porque, esta semana, a comissão de Ciência e Tecnologia do Parlamento Britânico emitiu um relatório afirmando que remédios homeopáticos não têm eficácia. O órgão recomenda, inclusive, que o governo britânico pare de oferecer esse tipo de remédio na saúde pública.

A comissão compara a eficiência das pílulas homeopáticas ao placebo — cápsulas sem princípio ativo, receitadas por médicos para criar efeito psicológico em pacientes, ou para comparações de eficiência com outros remédios.

O governo britânico gasta apenas R$ 500 mil de seu orçamento de R$ 300 bilhões para a homeopatia, mas autores do relatório chegaram a defender que os pacientes estão “sendo enganados”. O deputado Phil Willis, presidente da comissão, exagerou: para ele, nenhum estudo jamais comprovou a eficácia da homeopatia.

RECONHECIMENTO DA OMS

A afirmação é contestada por vários especialistas que trabalham com este tipo de tratamento no Brasil. “A homeopatia é uma terapia que está fazendo 214 anos, tem reconhecimento da Organização Mundial de Saúde e de publicações científicas importantes. Se a homeopatia é placebo, está enganando muita gente e estes órgãos há muito tempo”, observa a farmacêutica homeopata Carla Holandino, professora adjunta da Faculdade de Farmácia da UFRJ, coordenadora do Laboratório Multidisciplinar de Ciências Farmacêuticas.

“Os métodos usados para gerar este relatório não são claros, enquanto há muitos estudos que atestam a eficácia da homeopatia, inclusive comparando pacientes que recebem o medicamento com placebo”, lembra Francisco José de Freitas, chefe do Departamento de Homeopatia e Terapêutica Complementar da Unirio.

CIGARRO GERA EFEITO PSICOLÓGICO MAIS INTENSO NAS MULHERES

Um estudo realizado pelo Grupo de Apoio ao Tabagista (GAT) do Hospital do Câncer A. C. Camargo, em São Paulo , destaca que, psicologicamente, o tabaco gera nas mulheres efeitos mais intensos quando comparado aos homens, causando dificuldades adicionais para o abandono do vício. Uma das hipóteses é que isso ocorra porque as mulheres são mais sujeitas aos sintomas de depressão e ansiedade. Segundo os pesquisadores, cerca de 90% das fumantes iniciam seu hábito na adolescência, a partir dos 13 anos de idade, devido a fatores como pressão social e imitação do grupo.

O levantamento feito com 6 mil pacientes em tratamento concluiu ainda que, em cerca de 50% dos casos, entre homens e mulheres, a dependência do cigarro é exclusivamente psicológica. Apenas 20% dos pacientes apresentaram dependência grave de nicotina e 30% são dependentes leves ou moderados da substância. Entre os males causados pelo cigarro à saúde da mulher está o aumento dos riscos de câncer de pulmão, uma vez que o tabaco é responsável por 98% dos casos, de acordo com o trabalho, além do aumento de outros tipos de cânceres como o de boca, esôfago, laringe, faringe e garganta.

Os autores da pesquisa destacam que muitas mulheres associam parar de fumar com ganho de peso. "O ganho é relativamente pequeno (cerca de 4 quilos), sendo evitável em caso de tratamento com auxílio de especialista. O maior problema é que elas não apenas temem engordar ao cessarem o vício, como também a maioria começa a fumar por ouvir dizer que esse hábito emagrece", destaca a psiquiatra e coordenadora do GAT, Célia Lídia da Costa.

Além de sinais estéticos e sociais como o envelhecimento precoce por alterações microvasculares da pele, outras consequências são o aumento da taxa de infertilidade, alterações menstruais e doenças cardiovasculares. Os riscos são ampliados quando o tabaco está associado ao uso de métodos anticoncepcionais, podendo causar problemas na gravidez e interferir diretamente na saúde e no peso do bebê, pois o tabaco diminui a chegada de nutrientes pela placenta. Mantido pela Fundação Antônio Prudente, o Hospital do Câncer A. C. Camargo realiza de forma integrada a prevenção, o diagnóstico e o tratamento ambulatorial e cirúrgico dos mais de 800 tipos de câncer conhecidos.


ATIVIDADE FÍSICA MODERADA E O CÂNCER EM HOMENS

Pesquisa publicada no British Journal of Cancer, em 27 de maio de 2008, mostra que para homens que realizam pelo menos uma hora diária de atividades físicas moderadas, a incidência de câncer tende a decrescer 2% e a mortalidade por esta doença diminui significativamente em cerca de 12%. Estudo de coorte que monitorou a atividade física de 40.708 homens, com idade entre 45-79 anos, acompanhados de 1998 a 2004, observou uma associação importante entre o nível de atividade física diária e o número de mortes por câncer.

Comparando homens que raramente caminham ou andam de bicicleta com aqueles que fazem essas atividades durante pelo menos 30 minutos ao dia, há uma queda de 34% na mortalidade e um aumento de 33% na sobrevida por câncer nos que praticam atividades físicas regulares. Para aqueles que se exercitam por 60 minutos ao dia, a incidência de câncer foi 16% menor. Os resultados sugerem que uma vida ativa, caminhadas ou ciclismo estão associados à redução da incidência do câncer e da mortalidade por câncer , assim como a uma maior sobrevida ao câncer.


ATIVIDADE FÍSICA E A MENOPAUSA

Pesquisa publicada na revista norte americana "Medicine & Science in Sports & Exercise" mostra que as mulheres que praticam atividades físicas relatam menos estresse e ansiedade na menopausa. Essa foi a conclusão a que chegaram os pesquisadores, após oito anos de acompanhamento de mais de 400 mulheres.

As participantes relatavam suas atividades e os cientistas calculavam seu gasto energético semanal.  O objetivo era definir o efeito das atividades físicas sobre certos sintomas típicos do período que se segue ao fim das menstruações. Ansiedade, depressão e ondas de calor tiveram sua freqüência anotada e comparada às tabelas de atividade física das participantes.

O grupo de mulheres foi dividido em três subgrupos de acordo com a quantidade de quilocalorias gastas em exercícios por semana. Aquelas mulheres que estavam no grupo das mais ativas apresentaram menos sintomas, quando comparadas às que não praticavam atividades físicas ou as faziam em baixa intensidade. As atividades físicas se mostraram um eficiente tratamento para ansiedade, depressão e estresse associados à menopausa. O interessante foi descobrir que as ondas de calor não foram afetadas pela atividade física em nenhum nível, intensa ou memso mínima.

De qualquer forma essa é mais uma evidência dos benefícios da prática de exercícios regularmente pelas mulheres, em especial por aquelas que estão começando as sentir os efeitos da chegada da menopausa.


ADESIVO É MAIS PERIGOSO QUE PÍLULA

De acordo com a Food and Drug Administration (FDA) -- agência que regula alimentos e medicamentos nos EUA -- o adesivo leva a um sério risco de coágulos, superior ao risco já reconhecido do uso da pílula anticoncepcional. A agência disse que aprovou mudanças para alertar melhor as mulheres e seus médicos sobre o risco. Segundo Janet Woodcock, da FDA, é importante que as mulheres que optam por utilizar contraceptivos conversem com seus médicos sobre os riscos e os benefícios do método.

O alerta veio após as informações divulgadas na semana passada de que, no Canadá, aconteceram duas mortes, um ataque cardíaco e 16 casos de coágulos desde 2004 entre mulheres que utilizavam o adesivo -- que foi aprovado em 2001 pela FDA.


DOENÇA PERIGOSA

Mais de 12 milhões de novos casos de câncer serão diagnosticados até o final de 2007 em todo o mundo e 20.000 pessoas irão morrer por dia, ou seja, 7,6 milhões de pacientes irão morrer em 2007 em decorrência da doença.

As projeções foram feitas pela primeira vez pela American Cancer Society e foram baseadas em taxas de câncer e mortalidade em pesquisas da Globocan 2002 oriundas da International Agency for Reseach on Câncer. De acordo com o estudo Global Câncer Facts and Figures, perto de 5,4 milhões de casos de câncer com 2,9 milhões de mortes ocorrerão nos países industrializados.

Nestes locais a doença incidirá principalmente, na próstata, pulmão de cólon entre os homens e seio, pulmão e cólon entre as mulheres. Perto de 6,7 milhões de casos da doença com 4,7 milhões de mortes serão oriundos dos países em desenvolvimento e a doença atacará principalmente, pulmão, estômago e fígado entre os homens e seios, útero e estômago entre as mulheres.

Segundo o Dr. Ahmedin Jemal, um dos autores do estudo, o câncer está agindo rapidamente nos países em desenvolvimento, bem como as doenças causadas por infecções, assim como a taxa de mortalidade entre as crianças está em declínio as taxas entre as pessoas idosas com câncer está aumentando.

Nas nações em desenvolvimento três vezes mais ocorrências de câncer estão ligados com infecções do que nas nações industrializadas, algo em torno de 26% comparados htm">voltar


ASSISTÊNCIA DOMICILIAR MESMO DEPOIS DA ALTA

Fonte: Secretaria da Saúde do Estado (Sesa)

Cerca de 130 pacientes se encontram em internação hospitalar acompanhadas pelas unidades da Secretaria da Saúde. O Governo do Estado aguarda verba federal específica para este tipo de atendimento e pretende custear os gastos com energia elétrica dos pacientes de baixa renda.

Para pacientes que passam por internação hospitalar, recebem alta, mas ainda precisam de cuidados, há serviços de assistência domiciliar prestados por sete unidades de saúde do Estado em Fortaleza, voltadas para diferentes públicos. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) anuncia três novidades para a área, um projeto em que o Governo pretende custear a energia elétrica de pacientes, a destinação de verba federal específica para internação domiciliar e um programa para recém-nascidos.

De acordo com o secretário da Saúde do Estado, Jurandi Frutuoso, há em torno de 130 pacientes sob atenção domiciliar nos programas da Sesa, sendo a maior demanda do Hospital do Coração e do Pulmão de Messejana. O secretário explica que a maioria dos casos se caracteriza como "intermediário entre a internação e a alta completa". "Reduz o tempo de internação e amplia a capacidade de atendimento (nos hospitais)", analisa. Segundo ele, o projeto foi concebido para dar humanização na assistência, apostando nos benefícios do convívio familiar.

Como os hospitais da Capital só acompanham pacientes que residem aqui, para manter uma internação domiciliar em outro município é preciso encaminhar para o acompanhamento de equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), segundo o secretário. Ele anunciou também que não há verba específica para assistência domiciliar, mas os estados aguardam uma portaria do Ministério da Saúde que prevê a criação de equipes específicas para o serviço em cidades com população acima de 100 mil habitantes.

Para garantir a possibilidade de famílias de baixa renda manterem uma pessoa em recuperação em casa, Frutuoso afirma que o Governo do Estado está finalizando um projeto para custear os gastos com energia elétrica dos pacientes que precisam de suporte respiratório em casa, já que os aparelhos são elétricos. O projeto será enviado ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop). O secretário afirma que o investimento será em torno de R$ 20 milhões mensais.

Outra novidade na área é o Programa de Internação Domiciliar Neo (PID Neo), do Hospital Geral César Cals (HGCC). De acordo com a coordenadora médica do programa, Celina Gomes Moura, ele será voltado para internação em casa de recém-nascidos cujos partos tenham sido feitos no César Cals e que precisem de cuidados específicos em casa, como crianças de baixo peso ou acometidas por doenças. A previs