LAVAR AS MÃOS ACLAMA A CONSCIÊNCIA APÓS TOMADA DE DECISÃO

Estudo publicado na edição desta semana da “Science” lança novas luzes sobre o gesto de Pôncio Pilatos, aquele governante romano que entregou Jesus à crucificação e depois lavou as mãos, como quem dizia: ‘Quer saber? Não tenho nada a ver com isso.' Além de utilidades mais imediatas (como por exemplo evitar o contágio pelo vírus da nova gripe), dar um bom trato nas mãos com água e sabão ajuda a tocar a vida depois da tomada de decisões.

O expediente aliviaria o que tecnicamente é chamado de “dissonância cognitiva”, o sentimento de desconforto criado pela manutenção na mente, ao mesmo tempo, de duas ideias opostas. Mais precisamente, da “dissonância pós-decisional”, a tendência de valorizar as alternativas escolhidas, ainda que forçando a barra, e fazer pouco caso das rejeitadas.

Spike W. S. Lee (nada a ver com o cineasta) e Norbert Schwarz, da Universidade de Michigan, conduziram dois experimentos. No primeiro, estudantes universitários classificaram dez CDs como parte de uma suposta pesquisa de consumo. Só depois ficaram sabendo que podiam ficar com o CD em 5º ou 6º na lista elaborada por eles mesmos.

Quem foi limpinho, e lavou as mãos após fazer sua escolha, praticamente confirmou o ranking mesmo depois da surpresinha. Em outras palavras, ranqueou tanto os escolhidos quanto os rejeitados quase do mesmo jeito que originalmente, o que revela segurança e paz de espírito, digamos assim.

Mas quem não quis dar uma de Pilatos acabou demonstrando um íntimo incômodo com suas escolhas: reclassificou os CDs que pôde embolsar, considerando-os melhores que aqueles que não deixaram adicionar à coleção particular – um sintoma de racionalização.

O segundo teste foi com geleia de fruta. Os resultados foram similares.

Moral da história
Assim como os rituais com água eram reputados como capazes de purificar comportamentos imorais, lavar as mãos também pode expurgar vestígios incômodos de decisões passadas, reduzindo a necessidade de justificá-las, escrevem Lee e Schwarz.

Saiba o leitor que desconfia que uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo deu agora de publicar bobagem: edição de uns três anos atrás já havia publicado estudo sobre lavar as mãos, mas com foco nas implicações morais das decisões (Zhong e Liljenquist, “Science”, 8 de setembro de 2006).


CIGARRO GERA EFEITO PSICOLÓGICO MAIS INTENSO NAS MULHERES

Um estudo realizado pelo Grupo de Apoio ao Tabagista (GAT) do Hospital do Câncer A. C. Camargo, em São Paulo , destaca que, psicologicamente, o tabaco gera nas mulheres efeitos mais intensos quando comparado aos homens, causando dificuldades adicionais para o abandono do vício. Uma das hipóteses é que isso ocorra porque as mulheres são mais sujeitas aos sintomas de depressão e ansiedade. Segundo os pesquisadores, cerca de 90% das fumantes iniciam seu hábito na adolescência, a partir dos 13 anos de idade, devido a fatores como pressão social e imitação do grupo.

O levantamento feito com 6 mil pacientes em tratamento concluiu ainda que, em cerca de 50% dos casos, entre homens e mulheres, a dependência do cigarro é exclusivamente psicológica. Apenas 20% dos pacientes apresentaram dependência grave de nicotina e 30% são dependentes leves ou moderados da substância. Entre os males causados pelo cigarro à saúde da mulher está o aumento dos riscos de câncer de pulmão, uma vez que o tabaco é responsável por 98% dos casos, de acordo com o trabalho, além do aumento de outros tipos de cânceres como o de boca, esôfago, laringe, faringe e garganta.

Os autores da pesquisa destacam que muitas mulheres associam parar de fumar com ganho de peso. "O ganho é relativamente pequeno (cerca de 4 quilos), sendo evitável em caso de tratamento com auxílio de especialista. O maior problema é que elas não apenas temem engordar ao cessarem o vício, como também a maioria começa a fumar por ouvir dizer que esse hábito emagrece", destaca a psiquiatra e coordenadora do GAT, Célia Lídia da Costa.

Além de sinais estéticos e sociais como o envelhecimento precoce por alterações microvasculares da pele, outras consequências são o aumento da taxa de infertilidade, alterações menstruais e doenças cardiovasculares. Os riscos são ampliados quando o tabaco está associado ao uso de métodos anticoncepcionais, podendo causar problemas na gravidez e interferir diretamente na saúde e no peso do bebê, pois o tabaco diminui a chegada de nutrientes pela placenta. Mantido pela Fundação Antônio Prudente, o Hospital do Câncer A. C. Camargo realiza de forma integrada a prevenção, o diagnóstico e o tratamento ambulatorial e cirúrgico dos mais de 800 tipos de câncer conhecidos.


ATIVIDADE FÍSICA MODERADA E O CÂNCER EM HOMENS

Pesquisa publicada no British Journal of Cancer, em 27 de maio de 2008, mostra que para homens que realizam pelo menos uma hora diária de atividades físicas moderadas, a incidência de câncer tende a decrescer 2% e a mortalidade por esta doença diminui significativamente em cerca de 12%. Estudo de coorte que monitorou a atividade física de 40.708 homens, com idade entre 45-79 anos, acompanhados de 1998 a 2004, observou uma associação importante entre o nível de atividade física diária e o número de mortes por câncer.

Comparando homens que raramente caminham ou andam de bicicleta com aqueles que fazem essas atividades durante pelo menos 30 minutos ao dia, há uma queda de 34% na mortalidade e um aumento de 33% na sobrevida por câncer nos que praticam atividades físicas regulares. Para aqueles que se exercitam por 60 minutos ao dia, a incidência de câncer foi 16% menor. Os resultados sugerem que uma vida ativa, caminhadas ou ciclismo estão associados à redução da incidência do câncer e da mortalidade por câncer , assim como a uma maior sobrevida ao câncer.


ATIVIDADE FÍSICA E A MENOPAUSA

Pesquisa publicada na revista norte americana "Medicine & Science in Sports & Exercise" mostra que as mulheres que praticam atividades físicas relatam menos estresse e ansiedade na menopausa. Essa foi a conclusão a que chegaram os pesquisadores, após oito anos de acompanhamento de mais de 400 mulheres.

As participantes relatavam suas atividades e os cientistas calculavam seu gasto energético semanal.  O objetivo era definir o efeito das atividades físicas sobre certos sintomas típicos do período que se segue ao fim das menstruações. Ansiedade, depressão e ondas de calor tiveram sua freqüência anotada e comparada às tabelas de atividade física das participantes.

O grupo de mulheres foi dividido em três subgrupos de acordo com a quantidade de quilocalorias gastas em exercícios por semana. Aquelas mulheres que estavam no grupo das mais ativas apresentaram menos sintomas, quando comparadas às que não praticavam atividades físicas ou as faziam em baixa intensidade. As atividades físicas se mostraram um eficiente tratamento para ansiedade, depressão e estresse associados à menopausa. O interessante foi descobrir que as ondas de calor não foram afetadas pela atividade física em nenhum nível, intensa ou memso mínima.

De qualquer forma essa é mais uma evidência dos benefícios da prática de exercícios regularmente pelas mulheres, em especial por aquelas que estão começando as sentir os efeitos da chegada da menopausa.


ADESIVO É MAIS PERIGOSO QUE PÍLULA

De acordo com a Food and Drug Administration (FDA) -- agência que regula alimentos e medicamentos nos EUA -- o adesivo leva a um sério risco de coágulos, superior ao risco já reconhecido do uso da pílula anticoncepcional. A agência disse que aprovou mudanças para alertar melhor as mulheres e seus médicos sobre o risco. Segundo Janet Woodcock, da FDA, é importante que as mulheres que optam por utilizar contraceptivos conversem com seus médicos sobre os riscos e os benefícios do método.

O alerta veio após as informações divulgadas na semana passada de que, no Canadá, aconteceram duas mortes, um ataque cardíaco e 16 casos de coágulos desde 2004 entre mulheres que utilizavam o adesivo -- que foi aprovado em 2001 pela FDA.


DOENÇA PERIGOSA

Mais de 12 milhões de novos casos de câncer serão diagnosticados até o final de 2007 em todo o mundo e 20.000 pessoas irão morrer por dia, ou seja, 7,6 milhões de pacientes irão morrer em 2007 em decorrência da doença.

As projeções foram feitas pela primeira vez pela American Cancer Society e foram baseadas em taxas de câncer e mortalidade em pesquisas da Globocan 2002 oriundas da International Agency for Reseach on Câncer. De acordo com o estudo Global Câncer Facts and Figures, perto de 5,4 milhões de casos de câncer com 2,9 milhões de mortes ocorrerão nos países industrializados.

Nestes locais a doença incidirá principalmente, na próstata, pulmão de cólon entre os homens e seio, pulmão e cólon entre as mulheres. Perto de 6,7 milhões de casos da doença com 4,7 milhões de mortes serão oriundos dos países em desenvolvimento e a doença atacará principalmente, pulmão, estômago e fígado entre os homens e seios, útero e estômago entre as mulheres.

Segundo o Dr. Ahmedin Jemal, um dos autores do estudo, o câncer está agindo rapidamente nos países em desenvolvimento, bem como as doenças causadas por infecções, assim como a taxa de mortalidade entre as crianças está em declínio as taxas entre as pessoas idosas com câncer está aumentando.

Nas nações em desenvolvimento três vezes mais ocorrências de câncer estão ligados com infecções do que nas nações industrializadas, algo em torno de 26% comparados com os 8% das nações industrializadas. O aumento dos casos de câncer nos países em desenvolvimento se dá principalmente, pelo uso do cigarro, alimentação com carnes gordurosas e falta de exercícios físicos regulares. O estudo também alerta para o que chama de Epidemia do Cigarro que fará muitas mortes nos próximos anos.


TESTOSTERONA ELEVADA

Os altos níveis de testosterona parecem proteger os homens dos ataques cardíacos, derrames e outras doenças, segundo um estudo divulgado por pesquisadores ingleses. Mas os mesmos pesquisadores alertaram que os homens não devem procurar suplementos artificiais com testosterona, uma vez que os estudos feitos durante 10 anos ainda não estão totalmente esclarecidos.

O papel da testosterona na saúde do homem em alguns aspectos ainda é controverso, principalmente, entre o testosterona natural e o suplemento. Mas o estudo do Dr. Kay-Tee Khaw, professor de clínica gereontológica, na Escola de Medicina da Universidade de Cambridge, , encontrou boas evidências de que o testosterona natural traz bons benefícios para o homem. O baixo nível de testosterona parece anunciar um alto risco de doenças cardiovasculares e até o câncer, segundo o Dr. Khaw. O estudo envolveu 11.606 ingleses com idade entre 40 e 79 anos entre os anos de 1993 e 2003 que não tinham nenhum problema cardíaco ou de câncer.

O resultado da pesquisa foi divulgado na revista Circulation. Médicos tem utilizado o uso da terapia de testosterona para tratar homens com baixos níveis do hormônio. O testosterona é um hormônio masculino primário que auxilia a manter uma massa muscular, força, distribuição de gordura, produção de esperma, desejo sexual, massa corporal e potência. As mulheres também tem o testosterona, mas em níveis baixos.

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DORMIR AJUDA A PERDER QUILOS

Um grupo de pesquisadores apresentou uma encruzilhada às novas mamães: se elas quiserem perder os quilos ganhos com a gravidez, devem dormir um pouco mais. Os cientistas descobriram que as mães que dormiam cinco horas ou menos por dia quando seus bebês tinham seis meses eram três vezes mais propensas a manter o excesso de peso após um ano do parto, ao contrário das mães que descansavam mais.

A equipe reconheceu que isso implicaria em um dilema para as novas mães, já que os bebês dormem de forma muito irregular."Desde há muito tempo sabemos que a falta de sono está relacionada com o aumento de peso e a obesidade na população em geral", disse Erica Gunderson, da empresa Kaiser Permanente. "Mas este estudo mostra que dormir bem -- apenas duas horas a mais -- seria tão importante como uma dieta saudável e exercício para que as mães voltem ao peso que tinham antes de ficar grávidas."

A equipe estudou 940 mulheres que participaram de um estudo de saúde pré e pós-natal da Escola de Medicina de Harvard, em Boston. As mulheres que dormiam cinco horas ou menos por noite quando seus bebês tinham seis meses de vida eram mais propensas a manter 5 quilos de sobrepeso um ano depois de dar à luz, revelou o estudo. As mães que dormiam sete horas por noite ou mais perderam mais peso, segundo indicaram os pesquisadores.

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VITAMINA D PODE AJUDAR A REDUZIR MORTALIDADE POR CÂNCER E DIABETES

Tomar complementos de vitamina D poderia reduzir os riscos de mortalidade provocados por doenças como câncer ou diabetes, segundo um estudo que reforça a tese de que os antioxidantes têm um grande potencial medicinal. Os médicos Philippe Autier, da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer em Lyon (França), e Sara Gandini, do Instituto Europeu do Câncer em Milão (Itália), analisaram os resultados de 18 testes clínicos realizados antes de novembro de 2006 com 57.311 pessoas de 50 anos ou mais.

Durante um período médio de acompanhamento de 5,7 anos, as pessoas que tomaram vitamina D apresentariam um risco de mortalidade 7% inferior aos que tomaram um placebo, concluíram os pesquisadores, cujos trabalhos foram publicados pelo "Journal of the American Medical Association". Os resultados corroboram estudos recentes que indicam que deficiências em vitamina D aumentam o risco de morte por câncer, doenças cardiovasculares e diabetes, responsáveis por 60% a 70% das mortes nos países ricos.

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PERFIL DOS MÉDICOS PERNANBUCANOS

O Sindicato dos Médicos de Pernambuco divulgou este mês o resultado da pesquisa “Perfil dos Médicos Pernambucanos 2007”. O relatório final foi produzido pela Datamétrica, que entrevistou, através de telemarketing, 403 médicos das mais diferentes especialidades.

A pesquisa apontou dados importantes relacionados a questões como o perfil sócio demográfico e acadêmico, conduta e procedimentos médicos, situação no mercado de trabalho, avaliação do Simepe, hábitos e costumes, entre outros itens. Segundo o presidente do Simepe, Mário Fernando Lins, um dos pontos de maior destaque foi a melhora da imagem do sindicato entre os médicos, sejam eles associados ou não.

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MENOS INVASIVOS

Medicamentos e mudanças de hábito têm mesmo efeito da angioplastia no tratamento de problemas cardiovasculares, indicam novos estudos. Inserir um balão na artéria entupida, inflá-lo para que ele destrua as placas de gordura e deixar no local um stent -pequena "rede" que impede a artéria de obstruir novamente. Assim funciona, grosso modo, a angioplastia coronária -técnica utilizada em larga escala no tratamento de problemas cardiovasculares e agora no centro de dois dos principais estudos recentes sobre cardiologia.

O primeiro traz uma boa notícia: o número de pessoas que morreram no hospital, após sofrer um ataque cardíaco, caiu pela metade ao longo dos últimos dez anos. Na base dessa mudança, o "Grace" (registro global de eventos coronários agudos, na sigla em inglês) cita o aumento no número de pessoas que se submeteram a procedimentos como a angioplastia -uma medida fundamental durante um infarto, mas opcional em pacientes com quadro estável.

É justamente no segundo caso que a técnica está sendo questionada. Divulgado em março, no congresso do American College of Cardiology, o estudo "Courage" acompanhou por cinco anos 2.287 pessoas com doença arterial coronária crônica. Todas receberam um tratamento clínico otimizado, o que significa medicação intensiva para fatores de risco como hipertensão e diabetes e adoção de hábitos saudáveis. Parte delas também foi submetida à angioplastia. Ao fim de cinco anos, os dois grupos foram comparados. O índice de sobrevivência, assim como o número de pessoas que haviam tido infarto no período, era o mesmo. O resultado levantou uma pergunta: a angioplastia faz diferença?

Uma pesquisa do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo) obteve resultados parecidos. O trabalho mostrou que, após um ano de acompanhamento, o índice de mortalidade entre os pacientes que haviam feito angioplastia ou uma cirurgia era de 5% e 4%, respectivamente. No grupo de tratamento clínico, foi de 2%.

Para o cardiologista Jairo Lins Borges, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, "o 'Courage' representa uma mudança de paradigmas. Nos Estados Unidos, um milhão de angioplastias foram feitas em 2004.

 

A maior parte dos procedimentos foi realizada em pessoas com um quadro estável. Precisamos mesmo fazer angioplastia em tanta gente?". Para Carlos Alberto Pastore, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, a resposta é clara: "Houve exagero, tanto no exterior quanto aqui". Já Alvaro Avezum, coordenador do "Grace" no Brasil, não vê excesso na prática. O estudo, realizado em 14 países, mostrou que 10% das pessoas que foram hospitalizadas devido a infarto, em 2005, já haviam feito angioplastia. Em 2000, o índice era de 6%. "Não vejo excesso nenhum nisso." 

Uma desvantagem do procedimento em pacientes estáveis -que, segundo Borges, representam até 90% dos candidatos à angioplastia coronária- é a possibilidade de reobstrução da artéria em poucos meses. Isso ocorre em 30% dos casos de angioplastia simples e em 10% dos casos em que o procedimento inclui a colocação de um stent. "A adoção do stent farmacológico resolveu isso, já que libera substâncias que impedem a formação de novas placas de gordura. Mas aumentou a chance de trombose", diz Borges. Para evitar a coagulação do sangue, é preciso usar uma medicação cara, que aumenta o risco de sangramentos. "Às vezes, a pessoa está com uma pequena lesão, e a angioplastia desestabiliza isso. Tem gente que coloca três, quatro stents. É muita agressão", diz Pastore.

O empresário José Carlos Nunes da Silva, 61, três infartos, duas angioplastias, colocou quatro stents após seu último infarto, no ano passado. Na primeira vez, aos 45 anos, fez uma angioplastia, sem implante de stents, e saiu logo do hospital. Depois do evento, não se preocupou com o tratamento. "Comia de tudo, às vezes esquecia de tomar o remédio." A falta de cuidados resultou em um segundo infarto, em 1991. Na ocasião, fez apenas cateterismo (introdução de cateter até o coração para exame visual do órgão e desobstrução de artérias e válvulas). 

Recuperado, Silva retomou as atividades e a costumeira falta de cuidados, que durou até a última internação, em 2006. Só saiu do hospital após oito dias e com os quatro stents. "Foi um susto. Agora aprendi, estou me cuidando." Segundo Borges, o paciente deve ser avisado dos riscos ao optar por fazer ou não a angioplastia. "O médico deve expor ao paciente as vantagens e desvantagens de cada tratamento. Imagine uma pessoa que esteja estável e só sinta dor no peito ao subir uma ladeira. Se ela fizer o tratamento clínico otimizado, a chance de sobrevivência é a mesma." 

Mas a angioplastia tem a seu favor três palavras "mágicas": alívio da dor. Pessoas com doenças coronarianas crônicas costumam sentir muita dor no peito, além de cansaço. "O estudo mostrou que a angioplastia não aumenta a sobrevida [em relação ao tratamento clínico]. Mas ela melhora os sintomas, como a dor no peito. Portanto, melhora a qualidade de vida", diz Marcelo Bertolami, presidente do departamento de aterosclerose da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) e diretor clínico do Dante Pazzanese. Para ele, o tratamento clínico e a angioplastia não são excludentes. "A questão é ter bons critérios para selecionar quem irá realmente se beneficiar com a intervenção." Além disso, seguir o tratamento só com medicamentos é considerado inviável por muitos especialistas. 

Eulógio Martinez, diretor do serviço de hemodinâmica e cardiologia intervencionista do Incor, diz ser difícil oferecer o tratamento clínico como alternativa à angioplastia para a população em geral. Isso porque a aderência ao tratamento clínico é baixa e não pode ser tão bem controlada como a acompanhada por um estudo. "Não estamos em condições de oferecer esse tratamento ótimo às pessoas." Para Martinez, a angioplastia é uma excelente opção inclusive para pacientes com o quadro estável. "Se as placas nas artérias estão estabilizadas mas há obstruções significativas, a área de risco é muito ampla e há possibilidade de revascularização, a angioplastia é uma opção consagrada, protetora e que proporciona alívio dos sintomas." Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia do HCor (Hospital do Coração da Associação do Sanatório Sírio), não acha que haja um excesso de angioplastias. "Muito menos no Brasil. Aqui, ainda é pequeno o número de hospitais capacitados a realizar essas intervenções 24 horas por dia".

Mas, quando não há emergência, há médicos que preferem se apoiar em estudos como o feito pelo Incor e o norte-americano "Courage". Para Francisco Fonseca, professor livre-docente de cardiologia da Unifesp (Universidade Estadual de São Paulo), eles dão suporte para a maior utilização de tratamentos clínicos -não invasivos e mais baratos do que a angioplastia. "São estudos sérios, que nos deixam mais confortáveis para tratar clinicamente pacientes com quadro estável. Antes, se o paciente apresentava sintomas e os testes acusavam a doença, a preferência era encaminhar para a angioplastia, pois se imaginava que ela prevenia mais mortes. O grande recado é que não temos mais de correr tanto." "A medicação melhorou muito. Mas não são todos que querem se submeter a esse processo. Pacientes do coração costumam ser extremamente ansiosos, não conseguem fazer um tratamento com calma", reconhece Pastore. A angioplastia, afirma, pode deixar esses pacientes mais seguros. 

O fato é que o desenvolvimento da técnica de angioplastia e implante de stents de certa forma "banalizou o evento coronário", diz Pavanello. Comparada à cirurgia do coração, é um refresco. "A internação é de dois dias, não há trauma cirúrgico e a reabilitação é muito mais rápida -após uma semana já é possível voltar ao trabalho", explica. O problema é que a solução rápida, aliada ao desaparecimento de sintomas, como dor e falta de fôlego, faz muita gente abandonar os tratamentos. Foi o que aconteceu com Luiz Markesz, 81, que se submeteu a uma angioplastia há quatro anos. "Durante seis meses, eu senti uma dor muito forte no peito e um peso muito grande ao respirar." A recuperação após a angioplastia, conta, foi rápida: após um dia na Unidade de Terapia Intensiva e quatro ou cinco dias de internação, Markesz voltou à vida normal. "A dor desapareceu totalmente. Comecei a tomar remédios em quantidade e freqüência menores."

Mas não começou a praticar atividades físicas, como o médico recomendou. "Prefiro aproveitar o tempo fazendo o que eu gosto", diz ele, que dedica oito horas do seu dia a fazer esculturas. O perigo, alerta Pastore, é que esse descuido leve a novos problemas de saúde. "Pacientes do coração tendem a ser pessoas muito ansiosas, que vivem nessa correria, fumam, não fazem exercícios. Quando o médico dá uma solução que, teoricamente, resolveu quase tudo de uma hora para a outra, é comum ele não se cuidar tanto. Na verdade, muita coisa depende da mudança de vida. A doença coronariana é intimamente ligada ao estresse." 

Um dos maiores estudos globais para identificar os riscos de ataques cardíacos concluiu que nove tópicos estão relacionados a 90% das ocorrências desses ataques. Chamado "Interheart", o estudo, coordenado pela Universidade McMaster (Canadá) e patrocinado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), entre outros, envolveu quase 30 mil pessoas de 52 países dos cinco continentes. O Brasil foi um dos participantes. Foram pesquisados 15.152 pacientes que sofreram um primeiro infarto agudo do miocárdio e 14.820 pessoas sem sintomas de cardiopatias. De acordo com as conclusões, há pelo menos sete fatores considerados controláveis com mudanças de hábitos de vida e medicamentos. Dos outros dois fatores, um envolve aspectos conjunturais e o outro, uma questão polêmica. 

DÁ PARA CONTROLAR 
1. Proporção anormal de lípides sangüíneos (colesterol, LDL etc.) 
2. Tabagismo 
3. Gordura abdominal 
4. Hipertensão arterial 
5. Diabetes 
6. Sedentarismo 
7. Baixo consumo de verduras, legumes e frutas 
QUESTÃO COMPLEXA
8. Condições socioeconômicas (pobreza, baixo nível de escolaridade etc.) 
PONTO POLÊMICO
9. Consumo moderado de álcool reduz o risco. Apesar de o estudo confirmar a relação entre redução do risco e ingestão de bebidas alcoólicas, esta última é vista com reserva pelos médicos por estar associada a outras doenças (como as hepáticas) 
No Brasil, o estudo "Afirmar", feito em conjunto por USP (Universidade de São Paulo), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia em 51 cidades, confirmou que os tópicos apontados pelo "Interheart" respondem pela maioria dos desfechos cardíacos. Há diferença no impacto maior ou menor de cada tópico. Em nosso país, os três fatores mais importantes são o tabagismo, a gordura abdominal e a taxa glicêmica (nível de açúcar no sangue) acima de 126 mg/dcl .  

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BUTANTAN ABRE FÁBRICA DE VACINA ANTIGRIPE

O primeiro lote experimental de vacinas contra a gripe do país estará pronto em outubro. A primeira fábrica do Hemisfério Sul que produzirá este tipo de vacina abre hoje no Instituto Butantan, em São Paulo. A unidade terá capacidade para produzir 40 milhões de doses por ano. A previsão do secretário estadual de Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, é que, em 2008, o Butantan produza o necessário para a campanha nacional de gripe.

- O país passa a ser autosuficiente na produção de vacina contra gripe. - afirma Barrada. - Com isso, estudase a possibilidade de também vacinar crianças menores de 2 anos contra a gripe. Hoje, o Governo federal compra na Europa as 20 milhões de doses utilizadas para imunizar os idosos com mais de 60 anos e outros grupos de risco. Cada dose custa cerca de R$ 6. Com a produção nacional, prevê Barradas, a economia será de 50%, aproximadamente R$ 100 milhões.

Também será anunciado um projeto para a produção, até 2010, de dez novas vacinas pelo Instituto Butantan. Uma delas é a de leishmaniose, para cachorros. Cães são protegidos contra raiva e o imunizante é feito pelo Butantan. A leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito-palha. O inseto tem contato com o sangue de um cachorro infectado e, depois, pica o ser humano, transmitindo-lhe a doença, que pode ser fatal.

Queremos vacinar contra as duas doenças e assim diminuir os casos de leishmaniose em humanos. Desde 2000, não registramos casos de raiva humana - diz Barradas. - Protegendo os cachorros, as pessoas não terão leishmaniose.

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SAÚDE CRIA COMISSÃO DE INCORPORAÇÃO TECNOLÓGICA NO SUS

A análise sobre a inclusão de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) agora está a cargo da Comissão de Incorporação de Tecnologias (Citec). O objetivo da medida é racionalizar e agilizar o fluxo de pedidos ou possibilidade de incorporação de novas tecnologias no SUS e também à Saúde Suplementar (que atende a beneficiários de planos privados de assistência à saúde). As tecnologias referem-se a novos medicamentos e equipamentos na rede pública de saúde.

Entre outras atribuições, ficará a cargo da Citec a análise das tecnologias em uso, revisão e mudanças de protocolos em consonância com as necessidades sociais em saúde e de gestão do SUS e ainda na Saúde Suplementar. As deliberações da Citec são tomadas com base na relevância e no impacto da incorporação da tecnologia à rede SUS bem como na existência de evidências científicas de eficácia, acurácia, efetividade, segurança e de estudos de avaliação econômica da tecnologia proposta em comparação às incorporadas anteriormente. A Citec foi instituída pela Portaria nº 3323, no final do ano passado.
Empresas, associações médicas e associações de portadores de patologias específicas podem solicitar incorporação de novas tecnologias, desde que atendam aos pré-requisitos expressos pela Portaria.

A documentação técnica solicitando incorporação de novas tecnologias precisa, necessariamente, atender aos requisitos listados no Anexo II da portaria. Entre eles, no caso de medicamentos e produtos para a saúde, os demandantes precisam informar o número do registro, com 13 dígitos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também terão de encaminhar os estudos de avaliação econômica (custo-efetividade ou custo-utilidade ou custo-benefício), quando houver alegação (pelo solicitante) da existência de benefícios terapêuticos e custos adicionais em relação às tecnologias já incorporadas.

A documentação será encaminhada à Secretaria Executiva da Citec. As solicitações de incorporação só poderão ser entregues em dois períodos do ano: entre 1º de fevereiro e 31 de março e de 1º de agosto a 30 de setembro. Além de especialistas do Ministério da Saúde (Secretaria de Atenção à Saúde, Ciência e Tecnologia, e Vigilância em Saúde), a Citec é composta por representantes da Anvisa e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

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RECOGNITION SMARTCARE REVOLUCIONA O MERCADO DE SAÚDE, COM A AUTOMATIZAÇÃO DO MONITORAMENTO DE PACIENTES

A Recognition, empresa líder no fornecimento de Soluções de Imagem no setor financeiro e presente há mais de 14 anos no mercado brasileiro, desenvolveu um sistema de monitoramento online de pacientes, que permite a integração entre o profissional de saúde e seus pacientes. A proposta da Solução SmartCare é atender à realidade das instituições de saúde de forma automatizada, proporcionando evolução no monitoramento de pacientes da instituição.

Além de diminuir custos gerais, reduz o tráfego dos pacientes em monitoramento. Com o uso da internet, que permite uma maior mobilidade, é possível solicitar e monitorar dados com a máxima segurança e confiabilidade, ao longo de todas as etapas do processo. “O SmartCare é uma solução inovadora para o mercado de saúde, pois possibilita o monitoramento real de pacientes em Home Care e todos os processos envolvidos, com reduções de custos significativas para as operadoras de saúde”, afirma Celso Furiani – presidente da Recognition.

O SmartCare foi especialmente desenvolvido pela Recognition após dois anos de intensa pesquisa e estudo do setor, com o apoio de uma das maiores operadoras de saúde, visando atender às necessidades do mercado brasileiro. Com a possibilidade de registrar laudos médicos eletrônicos, prescrições, atendimento, entre outras opções, o SmartCare automatiza e aumenta a rapidez e eficiência de vários procedimentos médicos, podendo ser customizado de acordo com as necessidades exigidas para cada cliente.

Desenvolvido em ambiente WEB (internet e intranet), que possibilita que a solicitação de atendimento e demais ações envolvidas sejam feitas de forma online, através de cadastro único de pacientes (por CPF), o SmartCare é uma ferramenta que promete revolucionar o conceito de Sistema de Monitoramento. A solução permite que as Operadoras de Saúde, Home Cares, Hospitais, Clínicas e Profissionais envolvidos monitorem a situação de cada paciente, em todos os estágios do tratamento.

O monitoramento realizado através do SmartCare possibilita consultar automaticamente os cadastros de pacientes, gerar relatórios e marcar exames, mantendo sempre o histórico do prontuário médico e também as demais atividades inerentes ao processo de acompanhamento de cada paciente. Outras facilidades que o sistema oferece são: a integração com a tabela SIMPRO, com códigos únicos dos medicamentos; a padronização utilizando a base de dados internacional de diagnósticos CID 10; utilização da tabela AMB, de procedimentos médicos e a consulta e cadastros dos médicos pelo CRM. “As empresas que adotarem o SmartCare passarão a trabalhar com processos ainda mais eficientes e uma conseqüente redução de custos”, ressalta Cesar Dias, diretor comercial da Recognition.

A Recognition desenvolve soluções para as mais diversas áreas de negócios, agilizando os serviços com ganho de produtividade e rápido retorno dos investimentos. Produtos e Soluções Recognition estão hoje em gigantes do mercado financeiro como Bradesco, Santander/Banespa, Banco Itaú, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, além de corporações de outros setores, como Siemens, Fidelity, Interprint, Bosch, SENAI, HDI Seguros, entre outros. Mais informações no site www.recognition.com.br.

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PÉSSIMA SAÚDE PÚBLICA

É lugar-comum os burocratas alardearem que o atendimento à saúde dos brasileiros vai de mal a pior porque os recursos públicos são ralos, “apenas” 3,4% do PIB. Para impressionar, soltam logo falsas comparações: a França gasta 7,7% do PIB, a Alemanha, 8,7%, e a Noruega, 8,1%.

Com isso concluem que, enquanto nosso gasto público não atingir patamares mais elevados, o brasileiro estará condenado, entre outros calvários, a padecer nas filas dos ambulatórios, arrastar-se madrugada afora para obter uma consulta médica (se tiver a sorte grande de obter a ficha de chegada) e não encontrar o leito hospitalar ou o medicamento devido pelo Estado.

Sim, devido como um direito do cidadão e dever do Estado, como estatui a Constituição. Na verdade, os recursos públicos financeiros disponibilizados para a saúde no Brasil são mais do que suficientes para um atendimento mais digno ao cidadão brasileiro, como demonstra cabalmente o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU de 2006 (IDH).

Comprova que países emergentes como Chile, Uruguai e México – eis a comparação correta – gastam menos 3%, 2,7% e 2,9%, respectivamente, do PIB, mas obtêm melhores resultados, como mostra a expectativa de vida do estudo, a melhor avaliação da saúde de um país. O brasileiro vive 70,8 anos, ao passo que o chileno chega a 78,1 anos, o uruguaio, 75,6 anos, e o mexicano, 75,3 anos. Por que tamanha discrepância? Porque o brasileiro gasta mais para viver menos? O IDH 2006 escancarou a área da saúde no Brasil à devassa pública.

Evidenciou que, em vez de termos uma gestão pública decente, com rigorosos controles dos gastos, prevalecem os desperdícios e fraudes colossais, ficando a maior parte do dinheiro público a mercê de vampiros, sanguessugas e quejandos. Estima- se que, de cada real que é entregue pelo erário ao Ministério da Saúde, apenas R$ 0,40 chegam ao atendimento à saúde do cidadão.

 
Os R$ 0,60 restantes somem pelos ralos da corrupção. Com esta (des)estrutura administrativa na saúde pública, mais recursos para a saúde só serviriam aos assaltantes dos cofres públicos, pois, ao desviarem esses preciosos recursos, eles matam e aleijam, sem nenhuma piedade, número incalculável de brasileiros. Até quando?  

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MAL DE ALZHEIMER: 100 ANOS SEM CURA

Há 100 anos, um médico alemão descobriu uma doença que deve atingir mais de 80 milhões de pessoas em todo o mundo até 2040 sem que haja previsão de cura: o mal de Alzheimer. No último fim de semana, o presidente da Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria (International Association of Gerontology and Geriatrics, em inglês), o brasileiro Renato Maia, oficializou a declaração mundial da doença. O documento é uma conclamação à sociedade civil, governos e pesquisadores a apoiarem de forma efetiva pacientes e familiares. A oficialização ocorreu na cidade de Tübingen (Alemanha), no mesmo auditório onde, há 100 anos, Alois Alzheimer apresentou a existência da doença.

Segundo a geriatra e coordenadora da residência médica em Geriatria no Estado de Goiás Elisa Franco de Assis Costa, desde a descrição do médico alemão até a década de 60 do século passado, por desconhecimento, Alzheimer era considerado um problema que acometia pessoas antes dos 60 anos. Após essa faixa etária, as perdas de memória e capacidade cognitiva eram consideradas conseqüência da aterosclerose, comumente chamada de caduquice. “Depois de examinarem cadáveres de idosos, descobriu-se que as características dos problemas eram as mesmas e existem tanto na forma pré-senil (antes dos 65) quanto senil”, esclarece.

De acordo com a médica, ainda não foi descoberta a causa exata da doença. “Sabe-se que em alguns casos os indivíduos possuem predisposição genética ou hereditária”, pondera. Alguns estudos relacionam o Alzheimer à morte de neurônios que produzem a acetilcolina, neurotransmissor responsável pelas funções cognitivas. Há ainda indicações sobre a formação de uma placa protéica acumulada no cérebro dos portadores, o que auxiliaria na perda do senso crítico e memória. Apesar de incurável, hoje há medicamentos que retardam a evolução da enfermidade, levando a uma melhor qualidade de vida dos pacientes. Os remédios disponíveis, segundo Elisa, ajudam no distúrbio do comportamento que caracteriza a doença.

O Alzheimer é o tipo mais comum de demência, termo científico para identificar uma síndrome que leva à perda da capacidade cognitiva. “De cada 100 casos de demência, até 60 são provocados pela enfermidade”, alerta Elisa. Segundo ela, a ciência mostra que preservar atividades intelectuais dos 20 aos 60 anos, bem como ter uma alimentação rica em verduras e fazer exercícios físicos são fatores protetores da doença, mas não garantem total imunidade. Estatísticas apontam que depois dos 65 anos, 5% das pessoas podem vir a ter Alzheimer e, a patir dos 80, a probabilidade cresce para 40%. Hoje, 25 milhões de pessoas em todo o mundo são portadoras de Alzheimer e, com o aumento da expectativa de vida, o risco é real para todos.

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RIO DE JANEIRO OFERECE SERVIÇO DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR

A cidade do Rio de Janeiro se tornou referência no Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É a primeira cidade do Brasil que oferece todos os cuidados e a assistência terapêutica na residência dos pacientes que passaram por uma internação hospitalar e ainda necessitam de cuidados especiais.

De acordo com informações da Secretaria de Atenção à Saúde, o SAD passou a acontecer porque está formado por equipes multiprofissionais com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas e técnicos de enfermagem. O serviço acolhe, em sua maioria, idosos, portadores de doenças crônico-degenerativas ou traumas ortopédicos, com incapacidade funcional, provisória ou permanente.

O secretário de Atenção à Saúde, José Gomes Temporão, explica que o Serviço de Atenção Domiciliar também atende a região vizinha aos hospitais de Bonsucesso (HGB), de Jacarepaguá (Cardoso Fontes) e do Andaraí (HGA), com uma abrangência de 80 bairros das zonas Norte e Oeste. “Até o final deste ano, a área coberta pelos hospitais dos Servidores do Estado (HSE), Centro, e Lagoa (HGL), Zona Sul também poderá contar com esse benefício”, disse José Gomes.

Para o secretário, essa nova modalidade de atendimento cria impacto em três aspectos importantes: o assistencial, porque a relação médico-paciente passa a acontecer fora do ambiente hospitalar; a conseqüente humanização do atendimento, com reflexo positivo na recuperação do doente; e a redução de custos a assistência, já que proporciona a redução da permanência do paciente no hospital.

“Atualmente no Rio de Janeiro, 213 pacientes idosos são acompanhados pelo Atenção Domiciliar. A maioria tem idade acima de 60 anos e, por ocasião da vacinação contra a gripe, o serviço atendeu 198 idosos que estavam acamados. Com pouco mais de um mês de funcionamento, as equipes do Hospital do Andaraí realizaram 163 visitas domiciliares, do Hospital de Jacarepaguá, com três meses, 490, e do Hospital Geral de Bonsucesso, que atuam desde abril, 2.077 visitas”, completou José Gomes Temporão.

Este mês, o governo federal lançou para todo o país o serviço de internação domiciliar. A política garante qualidade na atenção a pacientes que precisam de cuidados mais complexos e diários, mas não precisam de hospitalização.

O trabalho da equipe de saúde contará com a figura do cuidador, um membro da família com tempo e disponibilidade para cuidar do paciente. Esse trabalho será supervisionado pela equipe de saúde porque o cuidador será treinado por alguém da equipe. Será responsável pela alimentação, medicação, monitoração, e deverá ter capacidade de acionar um serviço pré-hospitalar de urgência (Samu, Corpo de Bombeiros ou qualquer outro serviço na localidade) para situações de crise.

A coordenadora do SAD no Rio, Angela Ostritz, disse que um dos maiores ganhos desse serviço é a possibilidade de trabalhar em rede, otimizando e potencializando o fluxo de internação hospitalar, pois o programa permite ainda transferência de pacientes entre essas unidades referenciadas, observando o perfil assistencial de cada uma. "Se levarmos em consideração o total de pacientes acompanhados em suas casas pelo SAD, podemos dizer que liberamos uma quantidade de leitos quase equivalente a um hospital", revelou.

No aspecto social, o serviço atua em parceria com as associações de moradores, conselhos distritais e de gestão participativa, alem de contar com o apoio em comunidades assistidas pelo Programa de Saúde da Família.

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PROGRAMA DE PREVENÇÃO REDUZ CUSTOS PRIVADOS

A sobrecarga de trabalho tem levado a um crescimento exagerado, nos últimos anos, dos índices de obesidade, estresse e outras doenças relacionadas. Os problemas ocorrem, sobretudo, na época em que os adultos estão em sua fase de maior produtividade: dos 20 aos 50 anos, idade em que os profissionais passam a maior parte do seu tempo dentro das empresas. Percebendo este problema, empresas brasileiras de diversos setores têm intensificado seus investimentos em programas de saúde para evitar e reduzir o absenteísmo, entre outros problemas.

Além disso, os incentivos à práticas de qualidade de vida motivam os colaboradores, o que ocasiona um aumento de produtividade: em geral, os programas mais básicos têm retorno de R$ 3 para cada R$ 1 investido. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABVQ), Alberto Ogata, no Brasil as iniciativas a respeito deste tipo de programa dentro das empresas são tímidas e o mercado ainda tem uma demanda grande para este setor. 

Este tipo de promoção começou há uma década, através de um movimento de empresas multinacionais. Seguindo essa onda, as companhias brasileiras passaram a estruturar as suas ações. No primeiro momento, esse tipo de iniciativa funciona como um fator de redução de custos. De acordo com o diretor presidente da Base Brasil, empresa responsável por realizar este tipo de programas para corporações, Anderson Murilo, os planos de saúde hoje representam 12% da folha de pagamentos. “Este número só tende a aumentar”, diz. 

Para a diretora da Supporte, Valquíria de Lima, as empresas têm de se conscientizar de que os resultados são obtidos a médio e longo prazos, não imediatamente. “O mercado tem abertura para absorver esta necessidade e a demanda está crescente. Há que diminuir programas curativos e preventivos e aumentar a promoção de saúde”, acredita. 

A realização de atividades físicas, apenas, não atende às necessidades dos colaboradores. “Em um primeiro momento, é necessário avaliar o estilo de vida dos funcionários e mapeá-los. Sedentarismo, obesidade e tabagismo são dos principais itens.”

Este tipo de iniciativa diminui o reajuste dos planos de saúde, que podem ter suas tarifas modificadas diante do aumento de sua utilização, reduz custos de assistência médica e aumenta a produtividade dos empregados. “Ao implementar um projeto deste tipo, a empresa diminui os afastamentos e evita ações trabalhistas”, enumera o executivo da Base.

O investimento em programas de saúde pode começar com R$ 10 por colaborador. Para cargos de chefia, gerência e diretoria, que são ocupados por pessoas que possuem um grau maior de exigência, este valor fica entre R$ 100 e R$ 150 per capita. “O que importa é que a verba alocada gere o maior valor possível”, afirma o gerente de novos negócios do laboratório Fleury, Rogério Rabelo. Ele afirma que, a cada ano, é necessário fazer novos investimentos ou, se eles continuarem os mesmos, a empresa tem sempre de dar continuidade aos programas oferecidos.

A companhia que oferece este tipo de serviço também tem de analisar, de acordo com Rabelo, a aderência aos programas oferecidos. “Num primeiro momento, um determinado programa pode ter um alto impacto, mas se a adesão for caindo, significa que o programa não está tendo sucesso”, diz. 

Na Lilly, indústria farmacêutica, os funcionários têm horários flexíveis e podem escolher o horário de entrada entre 7h e 9h. Conseqüentemente, a saída fica entre 16h30 e 18h30. Os colaboradores também podem trabalhar uma hora a mais por dia, se quiserem, para que possam folgar nas tardes de sexta-feira. As 600 pessoas que lá trabalham têm à disposição serviços como lavanderia, salão de beleza, academia de ginástica, massagista e sala de tevê. Tudo gratuito.

Como resposta a este tipo de incentivo, a diretora de recursos humanos da empresa, Tereza Merino, percebeu que, com a flexibilidade de horário, as faltas reduziram-se. “Há o aspecto motivacional: o profissional sente que a empresa dá boas condições de trabalho. É uma moeda de troca interessante.”

A BB Seguros/Brasilveículos investe anualmente R$ 84 mil no projeto “Escola de Vôlei”, que funciona na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A empresa organiza um campeonato entre os participantes, o que, segundo a gerente de desenvolvimento de pessoas, Sandra Lúcia Leal, confere maior integração e reforça o trabalho em equipe, o que também é exigido pelo voleibol. 

“No campo, não há hierarquia: de diretores a operadores de atendimento, todos são iguais”, reforça. Os investimentos em saúde da corporação, dentro do escritório, são de R$ 60 mil ao ano. Todos os funcionários da empresa fazem ginástica laboral três vezes por semana e, às sextas-feiras, 50 pessoas têm direito a uma sessão de shiatsu. 

O Grupo Pão de Açúcar também realiza atividades de prevenção, investindo na prática de atividades físicas. Para os funcionários que demonstram interesse em praticar o esporte como atletas, a empresa oferece incentivo e acompanhamento técnico. Alguns colaboradores já participaram de maratonas em Nova York e em Orlando, nos EUA, e em Paris, na França.

Em São Paulo e no Rio, os colaboradores também têm um clube de lazer, onde há academias de ginástica. “A prática de esportes ajuda a trabalhar a equipe e desenvolver habilidades”, diz a gerente de relações com o cliente do grupo, Isadora Campos, ao enumerar as características positivas de ações como estas.  

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ÍNDICE DE CÂNCER É PREOCUPANTE

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. Dos 467.440 novos casos de câncer com previsão de serem diagnosticados em 2005, o câncer de mama foi o segundo mais incidente entre a população feminina, sendo responsável por 49.470 novos casos. No Rio Grande do Norte a previsão esse ano é diagnosticar 490 novos casos de câncer de mama.

De acordo com o chefe do departamento de mastologia da Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro (Fiocruz), Roberto Vieira que está participando do VII Congresso Luso-Brasileiro de Mastologia - iniciado ontem em Natal e que prossegue até é o dia 23 - o câncer de mama é uma doença silenciosa e o primeiro sintoma só aparece depois de dez anos que a pessoa está com a doença.

Segundo o mastologista a doença está atingindo as mulheres cada vez mais cedo. “Antes era detectado em mulheres com faixa etária entre 50 e 60 anos, hoje essa faixa caiu para 40 anos”. Ele diz que existem dois grupos de mulheres: as que já nascem com predisposição ao câncer, que desenvolvem o câncer hereditário, e que não possuem predisposição, mas desenvolvem o câncer esporádico.

Ele explica que o desenvolvimento da doença acontece por muitos fatores: a alimentação, o estresse, a qualidade de vida, exposição à radiação, excesso de hormônios, retardo da maternidade, entre outros. “Temos um mundo de hormônios agindo sobre as células da mama da mulher”.

O diagnóstico precoce é a única forma de cura do câncer. “O ideal é encontrar o câncer na mama e não no corpo. Mas 80% das mulheres só procuram o tratamento com câncer em estado avançado”, disse o especialista. Os sintomas do câncer de mama são o nódulo ou tumor no seio, pode ser acompanhado ou não de dor. Podem surgir alterações na pele da mama como retrações, abaulamentos ou aspecto de casca de laranja. Podem surgir nódulos também nas axilas.

A participação da paciente é muito importante na prevenção e tem relação direta no transcorrer do tratamento, fazendo o auto-exame, não deixando de ir ao médico ginecologista, ao menos, uma vez por ano e fazendo todos os exames solicitados, como ultra-som, mamografia e ressonância magnética.

O médico explica que o auto-exame das mamas não é indicado como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. “O auto-exame não substitui o exame físico realizado pelo ginecologista ou mastologista. É importante a mulher se submeter a um exame de rotina com o ginecologista. Qualquer suspeita deve ser verificada e muito bem analisada”, informa o médico.

Segundo presidente do congresso, o mastologista Maciel Matias, que atende na Liga norte-rio-grandense contra o câncer, a maior preocupação com a doença é a faixa etária que vem diminuindo. “Temos casos na liga de mulheres com 15 e 18 anos com câncer avançado”, diz o médico.

Ele conta que cerca de 88% das mulheres que procuram o tratamento estão com a doença em estado avançado e a chance de cura desaparece. “As mulheres devem realizar o auto-exame a partir dos 20 anos”.

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ESTIMATIVA DE MAIS DE 13.000 NOVOS CASOS DE CÂNCER BUCAL EM 2006

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) do Ministério da Saúde apresentou semana passada a Estimativa de Incidência por Câncer no Brasil para 2006. Segundo o INCA, deverão ocorrer mais de 472 mil casos novos, 234 mil entre os homens e 238 mil entre as mulheres. A estimativa para casos de câncer bucal é de 13.470, sendo 10.060 em homens e 3.410 em mulheres.

Os tumores mais incidentes na população brasileira serão os de pele não melanoma (116 mil), mama feminina (49 mil), próstata (47 mil), pulmão (27 mil) e cólon e reto (25 mil). À exceção do câncer de pele não melanoma, os cinco tipos de tumores que mais acometerão os homens brasileiros estarão localizados na próstata (47 mil), no pulmão (18 mil), no estômago (15 mil) e no cólon e reto (11 mil). Para o sexo feminino, estima-se a ocorrência de 49 mil casos novos de câncer de mama, 19 mil de colo do útero, 14 mil de cólon e reto e nove mil de pulmão.

Em 2006, a região Sudeste será a única região brasileira que não terá o câncer do colo do útero em segundo lugar de incidência. A neoplasia será superada pelo câncer de cólon e reto. Apesar da diferença ser pequena, é um indício do nível de progresso da região, a mais urbanizada do Brasil. "Em uma sociedade mais desenvolvida, geralmente há mais acesso à informação. O câncer do colo do útero tem altos índices de cura quando detectado oportunamente", explica Gulnar Mendonça, coordenadora da Coordenação de Prevenção e Vigilância do INCA (Conprev).

Já o câncer de estômago será superado por outros tipos de câncer na maioria das regiões brasileiras. O comportamento está relacionado às mudanças socioeconômicas. O aumento do número de domicílios com geladeira, por exemplo, evita o consumo de alimentos com alto teor de nitratos ou conservados no sal.

Pela primeira vez, os tumores infantis, que representam um percentual de 0,5 a 3% do total de casos novos, figuram na seção de "Síntese de Resultados e Comentários". Enquanto o câncer nos adultos está, em geral, relacionado aos fatores de risco, estilos de vida, alimentação, ocupação e agentes carcinógenos específicos, as causas associadas ao câncer infantil ainda são desconhecidas. Geralmente, os tumores mais freqüentes na infância crescem rapidamente e são mais invasivos. Por outro lado, respondem melhor ao tratamento e apresentam boas chances de cura.

A Estimativa de Incidência por Câncer é baseada nos dados de incidência coletados nos 19 Registros de Câncer de Base Populacional - RCBP, localizados principalmente nas capitais. "O cálculo serve de base para o planejamento e organização das ações de prevenção e controle, em todos os níveis da atenção oncológica", ressalta Gulnar Mendonça, coordenadora de Prevenção e Vigilância (Conprev) do INCA.

Apesar da importância, as estimativas não devem ser comparadas entre si. "As informações são diferentes de um ano para o outro seja pela melhoria da qualidade, incorporação ou aumento da série histórica de RCBP ou mudanças na metodologia", alerta Marceli Santos, técnica da Divisão de Informação da Conprev.

Muitos fatores contribuem para o aumento de casos de câncer em um país. Um deles, o envelhecimento da população, é um fenômeno decorrente do desenvolvimento socioeconômico e da medicina, que impede mortes prematuras por doenças evitáveis. Entretanto, não existe sociedade sem câncer, mas cada uma delas terá os tipos de câncer característicos do seu estágio de evolução.

 

O Brasil vem acompanhando a curva de crescimento da doença apresentada pelos países desenvolvidos. O número de novos casos previstos está distribuído de forma heterogênea nas unidades da federação e capitais do país. A representação geográfica do risco de câncer evidencia tais diferenças: as maiores taxas se encontram nas regiões Sul e Sudeste e, as menores, nas regiões Nordeste e Norte.

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BACTÉRIAS ESTÃO MAIS RESISTENTES

Um amplo estudo publicado esta semana, na Revista “The Lancet” de pesquisadores do Sistema Europeu de Vigilância de Resistência Anti - Microbiana, na Holanda, mostra a propagação de uma linhagem resistente a antibióticos à base de meticilinada para a bactéria Staphylococcus aureus (MRSA), uma das principais causadoras de infecção hospitalar e que já atingiu um nível de epidemia global, segundo os mesmos.

Estimam-se que até 53 milhões de pessoas estejam infectadas pela versão resistente, dos 2 bilhões de portadores do microorganismo em todo o mundo. A MRSA é resistente a uma série de antibióticos usados há anos, mas ainda pode ser ainda combatida com algumas drogas mais recentes.

A bactéria é encontrada nas narinas de algumas pessoas sem causar nenhuma doença. Assim, muitos indivíduos sem sintomas, carregam a bactéria e podem disseminá-la. No entanto, às vezes podem desencadear infecções graves no sangue e até no coração.

O estudo publicado na revista revela que os novos tipos de MRSA que estão surgindo, combinam a resistência ao antibiótico com uma maior virulência e facilidade de transmissão. Assim, eles temem que as bactérias tomem conta de hospitais onde os pacientes são especialmente mais vulneráveis.

Os especialistas dizem que fazer uma pesquisa entre os pacientes de alto risco e divulgar medidas de higiene e educação, seriam métodos de redução as taxas de transmissão como, um simples ato de lavar as mãos. Os antibióticos só devem ser usados para combater bactérias, não vírus. Durante muitos anos a bactéria esteve restrita a hospitais, mas começou a se espalhar nos anos 90.

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SERVIÇO DE ATENDIMENTO DOMICILIAR REGISTRA SALDO POSITIVO

Mesmo com uma equipe reduzida, o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) de Campinas (SP), comemora o resultado dos trabalhos de 2005, quando cadastrou 44 pacientes, realizou 265 avaliações, 178 visitas médicas, 17 avaliações fisioterápicas, 11 altas, 23 consultas ao psicólogo e 80 à nutricionista.

O Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) existe há mais de dois anos. A equipe é composta por uma médica, uma fisioterapeuta, assistente social, enfermeira, psicóloga, agente administrativo e motorista. A finalidade do SAD é dar assistência integral a pacientes com doenças crônicas, degenerativas, em estado terminal ou em recuperação lenta.

De acordo com a médica do serviço, Patrícia do Vale, o programa preenche todas as necessidades do paciente terminal, incluindo atendimento domiciliar médico e social, entrega de remédios e até distribuição de cestas básicas a pacientes comprovadamente carentes.

Após a visita de avaliação, se houver necessidade, o paciente também é encaminhado para outra equipe formada por fisioterapeuta e nutricionista. Dependendo do caso, as equipes ficam disponíveis 24 horas por telefone para esclarecer dúvidas e impedir o agravamento do quadro do paciente.

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ENXAQUECA TEM NOVO DIAGNÓSTICO

Tudo o que você pensa que sabe sobre as dores da enxaqueca - exceto que são um dos piores tormentos não fatais da humanidade - pode estar errado. É o que os pesquisadores estão sustentando em estudos recentes. Aumentam as evidências de que quase todas as dores de cabeça supostamente provocadas por sinusite na verdade são enxaquecas.

Pesquisas também mostram que apenas metade das pessoas com ataques de enxaqueca "clássica" está se beneficiando do que a medicina moderna hoje oferece. Se incluirmos também todas aquelas que teriam dores de cabeça por causa de sinusite, o número de pessoas sofrendo com enxaqueca e que não estão sendo medicadas adequadamente pode dobrar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui a enxaqueca na lista das doenças mais incapacitantes. Cerca de 28 milhões de americanos são atacados por fortes enxaquecas que os deixam temporariamente incapacitados para qualquer atividade. O custo para os empregadores chega a US$ 13 bilhões ao ano em temos de produtividade perdida e mais US$ 1 bilhão gasto com assistência médica.

A enxaqueca é mais do que uma dor de cabeça. É uma dor lancinante que normalmente atinge um único lado da cabeça e freqüentemente é acompanhada por náuseas, vômitos e uma extrema sensibilidade à luz e a ruídos. Os sintomas abrangem nariz entupido, visão embaçada, diarréia, contrações abdominais, uma sensação anormal de calor ou frio, ansiedade, depressão, irritabilidade e incapacidade de concentração.

Aproximadamente 4% das crianças antes da puberdade têm enxaqueca. Passado esse período, a incidência sobe para 6% entre os homens e 18% entre as mulheres, e cai gradativamente depois dos 40 anos. A taxa mais alta de incidência entre as mulheres está ligada às flutuações nos níveis de estrogênio no sangue. A diminuição do estrogênio pouco antes da menstruação provoca as enxaquecas menstruais, que podem ser piores e durar mais tempo que outras formas da doença.

Durante muito tempo se pensou que as enxaquecas eram dores de cabeça vasculares primárias, resultantes da compressão e expansão dos vasos sanguíneos na cabeça, mas hoje se sabe que elas decorrem de mudanças neurais no cérebro e da liberação de peptídeos neuroinflamatórios que, por sua vez, contraem os vasos sanguíneos. A dor de cabeça começa com freqüência antes que esses vasos se dilatem. Os peptídeos inflamatórios deixam sensíveis as fibras nervosas que acabam respondendo a estímulos inócuos, como as pulsações do vaso sanguíneo, causando a enxaqueca.

Em geral, as pessoas que apresentam esses sintomas correm um risco dobrado de doenças cardiovasculares, segundo estudos publicados recentemente no Journal of the American Medical Association. De acordo com estudo realizado por Eric Eross, de Scottsdale, Arizona, de 100 pessoas com dores de cabeça autodiagnosticadas como sinusite, 90 na verdade sofriam de enxaqueca. Em média, elas foram atendidas por mais de quatro médicos até conseguirem o diagnóstico correto e o alívio para suas dores. Muitas pessoas tentam resolver o problema se automedicando, o que pode provocar enxaquecas ainda mais freqüentes pelo uso excessivo de remédios.

Outras podem ter consultado um médico que não conseguiu resolver o problema e acabaram concluindo que suas dores de cabeça não têm cura. Mesmo se um especialista não conseguiu ajudá-lo nos últimos anos, saiba que hoje existem inúmeras novas terapias e um conhecimento muito melhor da natureza das enxaquecas.

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CRESCE EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS MÉDICOS

As exportações brasileiras de equipamentos médico-hospitalares registraram nova alta no primeiro trimestre deste ano, impulsionadas por programas de incentivo às vendas externas do setor. No período, foram US$ 29,98 milhões, ante os US$ 23,1 milhões de igual intervalo de 2005, conforme a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo).

As exportações crescem em ritmo acelerado nos últimos anos, principalmente, em função da parceria da Abimo com a Apex-Brasil, firmada em 2000, que propiciou a participação das empresas em feiras internacionais. Entre 2001 e 2005, as vendas externas cresceram 112%. Em 2005, somaram US$ 398,43 milhões, 25,3% maiores ante as do ano anterior. A indústria brasileira de equipamentos médicos e odontológicos deverá fechar este ano com crescimento de 10% sobre a receita de R$ 5,98 bilhões de 2005.

A taxa, entretanto, será menor neste ano (em 2005 cresceu 16,2%), segundo a Abimo, devido à defasagem cambial. "Depois que as indústrias conquistam clientes lá fora, precisam trabalhar para mantê-los e não conseguem aumentar os preços para compensar a rentabilidade perdida com o câmbio", disse o diretor executivo da Abimo, Hely Audrey Maestrello.

Com a elevação das exportações, aumentaram também os investimentos em certificações dos produtos, exigidas em vários mercados. Conforme a Abimo, somente em 2004 as empresas investiram R$ 11,5 milhões para obter certificações de seus produtos. Em 2005, o aporte foi de R$ 5,7 milhões. Somado com modernização e tecnologia, o investimento em 2005 foi de R$ 154 milhões e, para 2006, estão projetados R$ 197 milhões.

O diretor comercial da KaVo do Brasil, de Joinville (SC), Rogério Almeida, disse que a empresa quintuplicou as exportações nos últimos quatro anos. Desde 2005, trabalha para transformar a China em seu maior mercado no exterior. Há quase três anos tem escritório no país, inicialmente montado para atender os clientes classe A com os produtos da KaVo da Alemanha. A empresa percebeu, no entanto, que as grandes demandas na China se encontravam nos mercados B, C e D e que havia um descompasso com a oferta de produtos considerados premium. E

m abril de 2005, a KaVo do Brasil iniciou contatos com os chineses e registrou produtos para atuar naquele país, além de treinar técnicos e vendedores. "Quase um ano depois, firmamos contrato de 12 meses com um distribuidor local e começamos os primeiros embarques de instrumentos, cadeiras e equipamentos dentários. São 200 conjuntos (consultório completo) e 3,5 mil instrumentos/mês", informou o diretor.

A Kavo iniciou as vendas para a China no final de julho com US$ 700 mil/mês e estima um potencial de US$ 1,5 milhão a US$ 2 milhões/mês a partir de 2007. "Em setembro ocorre o Congresso mundial de Odontologia na China. Estaremos lá com estande próprio para fazer novos contratos. Este evento abre as portas do mercado asiático para a Kavo do Brasil. Receberemos clientes da Indonésia, Cingapura e Taiwan. Segundo Almeida, o mercado asiático representa 5% das vendas externas. "Estimamos que alcance 12% a 15% em 2007."

O diretor conta que os chineses são bastante exigentes, detalhistas e desconfiados. "Veio uma comitiva de compradores a Joinville, em dezembro e depois nossos engenheiros foram duas vezes para a China. Primeiro para discutir o projeto e, depois de embarcada a amostra, para avaliar os produtos junto com os engenheiros deles.

Quando o primeiro embarque chegar lá, tenho que mandar novamente os engenheiros para juntos aprovarem a primeira linha de produtos." O principal mercado da Kavo é a América Latina, que absorve 53% das exportações, com destaque para o México, responsável por 23%. A Kavo quer exportar US$ 13 milhões em 2006 para a América Latina. No total serão US$ 27 milhões comercializados no exterior, 16% a mais que em 2005, alta que se deve a ganhos no mercado chinês, asiático e nos principais mercados na América Latina.

Para este ano, a previsão da Kavo do Brasil é crescer 20% no faturamento bruto, que em 2005 foi de US$ 35 milhões. Rogério Almeida disse que o mercado interno está pouco aquecido. No segundo trimestre, houve redução incentivada por muitos feriados entre abril e maio, o que fez com que a população destinasse dinheiro para curtir férias e não para cuidar dos dentes. "Depois tivemos o efeito da Copa do Mundo, em junho, quando o consumidor preferiu comprar TV de plasma ou ficar em casa assistindo uma partida de futebol", afirmou. Mas, segundo ele, a Kavo começou a sentir uma melhora em julho e agosto. "No segundo semestre, o consumidor não tem mais despesas com material escolar, IPVA, IPTU, e começa a vislumbrar a chegada do décimo terceiro e pensar mais em si mesmo, em melhorar o sorriso."

A Olsen Odontomédica, instalada em Palhoça (SC), trilhou o caminho contrário. Entrou no concorrido mercado europeu e registrou aumento de exportações de 38%, em dólar, no primeiro semestre deste ano. A meta da empresa, segundo o diretor comercial, Márcio Evangelista, é ultrapassar os 40% de crescimento na receita bruta em 2006, e atingir R$ 35 milhões. "Nas exportações, devemos ultrapassar a marca de 100 países", disse Evangelista. Hoje são 90.

Em 2005, a empresa obteve a certificação CE e lançou na Europa e no Leste europeu duas linhas de produtos para os nichos AA, a Logic (consultório completo) e a Medic (linha médica). Segundo o diretor, os produtos têm design arrojado e preço competitivo. "A Olsen ocupou espaço de outras empresas e está crescendo também na América Latina, onde atende as faixas de mercado média e econômica." Evangelista afirmou que a Olsen conseguiu aumentar, em média, 30% o preço dos produtos, agregando valor. "Também construímos um histórico de atendimento de qualidade e de pós-vendas eficaz. Somos referência em serviços em vários países", disse.

Cerca de 50 novos profissionais qualificados, como engenheiros para trabalhar na área de desenvolvimento, foram contratados para atender as linhas de produtos sofisticados. Outro foco da empresa é no mercado indiano, que segundo Evangelista, tem 1 bilhão de habitantes e metade dos dentistas que há no Brasil (209 mil). "A Índia vem fazendo investimentos pesados na área, a começar pela formação universitária de profissionais." De olho neste potencial, a Olsen está participando de seis processos de licitação para compras de equipamentos odontológicos que serão utilizados nos Cursos de Odontologia de 6 das 20 novas universidades que estão em processo de construção na Índia.

Para aquecer as vendas, a empresa também fechou parceria com marcas conhecidas como Portobello Shop, Marisol, Mormaii, NSK, do Japão, e Bosch. "Fabricar equipamentos odontológicos é um mercado muito específico. Estamos 'abrindo o leque', criando novas formas de relacionamento com o mercado para associar nossos produtos a marcas consagradas que, a princípio, nada têm com a odontologia", disse. Parcerias Com a Mormaii, fez o lançamento da série especial de equipamentos "Olsen by Mormaii".

A inovação é cercada de detalhes - um jaleco e a cuba têm design exclusivo. Na associação entre Portobello Shop, arquitetos da cerâmica e técnicos da Olsen interagem para oferecer soluções acabadas aos profissionais de odontologia e medicina que estão montando consultórios e clínicas, a partir da utilização dos equipamentos e produtos das duas marcas. Com a Marisol, a Olsen desenvolveu uma cadeira infantil para crianças até 12 anos e especial para odontopediatras, com acabamentos temáticos dos personagens infantis Lilica Ripilica e Tigor. "A cadeirinha mexe com o psico da molecada, cadeira só pra elas, modelagem especial, desenhos infantis, faz elas perderem o medo", disse Evangelista.

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DIETA TAMBÉM PODE AFETAR A SAÚDE MENTAL

Mudanças em hábitos alimentares nos últimos 50 anos podem estar na raiz do aumento dos casos de doenças mentais em todo o mundo, indicam os resultados de um estudo patrocinado pela Fundação de Saúde Mental da Grã-Bretanha, e no qual colaborou o movimento de ativistas Sustain, da Inglaterra.

Pesquisadores envolvidos no trabalho chegaram à conclusão de que a forma com que os alimentos passaram a ser produzidos teria alterado o equilíbrio dos nutrientes mais importantes e necessários ao organismo, na dieta alimentar. O estudo indica que mudanças na dieta estariam relacionadas à depressão e a problemas de memória. Nutricionistas, no entanto, alertam que o estudo não é conclusivo e precisa ser aprofundado.

Andrew McCulloch, diretor-executivo da Fundação de Saúde Mental, ressalta que as pessoas estão agora mais conscientes dos efeitos da dieta na saúde física, mas mal começaram a entender como os alimentos e seus nutrientes funcionam em relação ao cérebro, como um órgão. Ele diz que o tratamento de doenças mentais a partir de mudanças na alimentação está mostrando melhores resultados em alguns casos do que drogas ou terapia.

Intitulado "Mudança de Dieta, Mudança nas Mentes" ("Changind Diets, Changing Minds"), o estudo parte do princípio de que o delicado equilíbrio de minerais, vitaminas e gorduras essenciais foi alterado nas últimas cinco décadas. A proliferação de fazendas de produção em larga escala e a introdução de pesticidas mudou também a composição da gordura dos animais. Como exemplo, o relatório cita o caso das galinhas, que hoje alcançam o peso de abate na metade do tempo em que engordavam há 30 anos, e nas quais a gordura aumentou de 2% para 22%.

A alteração da dieta também teria sido responsável pelo desequilíbrio de ômega 3 e ômega 6 - ácidos graxos essenciais - nas galinhas. Os ácidos graxos são considerados fundamentais para que o cérebro funcione bem. Em contraste, gorduras saturadas, cujo consumo vem sendo ampliado pela ingestão de comida pronta congelada, fazem os processos cerebrais mais lentos.

O estudo conclui que os britânicos estão comendo 34% menos legumes e dois terços da quantidade de peixe que eles consumiam há 50 anos. Estas mudanças podem estar ligadas à depressão, esquizofrenia, transtorno do déficit de atenção e Hiperatividade e mal de Alzheimer.

Mas Rebecca Foster, nutricionista e cientista da Fundação Britânica de Nutrição, recebeu os resultados do estudo com ceticimso. "As provas que associam saúde mental e nutrição estão ainda começando a aparecer. A associação é difícil de pesquisar e subjetiva em muitos casos." Ela evita tirar conclusões em cima do estudo e afirma que ainda não é possível associar doenças mentais e alimentação. Mesmo assim, ressalta que os nutrientes recomendados no estudo são os mesmos necessários para uma boa saúde e devem recomendados por todos os profissionais da área de saúde.

Depressão - Ligada ao baixo consumo de peixe - rico em ômega 3, essencial para o bom funcionamento do cérebro

Esquizofrenia - Evidências epidemiológicas demonstram que esquizofrênicos apresentam baixos níveis de ácidos poli-insaturados, mas não está claro que mudanças na dieta seriam necessárias

Síndrome do Déficit de Atenção - Pesquisa mostra que crianças com a desordem apresentam baixos níveis de ferro e de ácidos graxos.

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REDE IPÊ E PROJETO GIGA VIABILIZAM PROJETO
DE ENSINO À DISTÂNCIA EM RADIOLOGIA PEDIÁTRICA

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) viabiliza o projeto de ensino a distância implementado pela disciplina de Radiologia em parceria com o Laboratório de Informática Médica (L@mpada) e a disciplina de Telemedicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), conectando esses serviços aos de Radiologia das Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG) e de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Materno-Infantil de Pernambuco (Imip). A conexão entre as instituições é feita através da rede Ipê da RNP e da rede do Projeto Giga. O projeto desenvolvido pelas quatro instituições será apresentado no 22º Congresso Internacional de Educação a Distância, que vai ocorrer no Rio de Janeiro, de 3 a 6 de setembro de 2006.

O Projeto de Ensino a Distância, já no segundo ano de atividades, se constitui em um circuito de aulas a distância com temas em Radiologia Pediátrica que contribui para a formação de cerca de 40 residentes da área. A escassez de profissionais com especialização em Radiologia e dedicados à atenção à criança e ao adolescente foi o motivo do projeto. Este, iniciado em março de 2005, utilizou ao longo daquele ano a metodologia de discussão de casos clínicos, com a troca de experiências, incluindo médicos e professores e estimulando as hipóteses de diagnóstico entre os residentes. As telesessões acontecem mensalmente, na primeira segunda-feira do mês, das 12h às13h30.

O Projeto Giga desenvolve tecnologia de redes e de serviços de telecomunicações voltada para IP/WDM, diretamente sobre rede óptica, em banda larga. A rede desenvolvida com essa tecnologia oferece a seu usuário uma taxa de acesso 400 vezes maior que a capacidade dos serviços de banda larga normalmente oferecidos na Internet comercial. O Projeto Giga dispõe de uma rede de 735 km de fibra óptica e capacidade de 2,5 Gbps, podendo chegar até 10 Gbps, ligando as cidades de Campinas, São Paulo, São José dos Campos, Cachoeira Paulista, Rio de Janeiro, Niterói e Petrópolis. O projeto é uma parceria da RNP e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), com financiamento da Finep e recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) do Ministério das Comunicações.

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BRASIL FARÁ O MAIOR ESTUDO
SOBRE HIPERTENSÃO E DIABETES DA AMÉRICA LATINA

Um consórcio formado por sete instituições de ensino superior foi selecionado - por meio de chamada pública - para o desenvolvimento da maior pesquisa da América Latina sobre as reais causas da hipertensão e diabetes no Brasil.

As universidades federais de São Paulo (USP), de Minas Gerais (UFMG), da Bahia (UFBA), do Espírito Santo (Ufes) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), além da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começam, no começo do ano, o Estudo Multicêntrico Longitudinal em Doenças Cardiovasculares e Diabetes Mellitus (EMLDCD), também conhecido como Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa/Brasil).

O objetivo é fazer um retrato da população brasileira com base no monitoramento de 15 mil pessoas pesquisadas - que serão recrutadas a partir de janeiro e acompanhadas durante 20 ou 30 anos. A cada ano, os pacientes serão convocados para um novo exame de saúde.

O governo federal - por meio dos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) - vai investir R$ 22,6 milhões na pesquisa. A verba será suficiente para financiar o estudo até 2008. Metade desses recursos vem do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e a outra parte do Fundo Setorial CT-Saúde.

Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Moisés Goldbaum, "a proposta é conhecer a saúde dos adultos brasileiros e identificar como diferentes fatores na vida dessas pessoas agem na predisposição da hipertensão e do diabetes". Até hoje, pesquisadores brasileiros estudavam a hipertensão e o diabetes de forma isolada.

Com o estudo multicêntrico será possível, por exemplo, comprovar se um dos fatores que levam ao agravamento das doenças é o fato de os pacientes demorarem a chegar ao diagnóstico correto e, muitas vezes, não darem continuidade ao tratamento.

Para a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde, Suzanne Serruya, "esse será o primeiro grande estudo a checar as 'verdades' colocadas até o momento sobre diabetes e hipertensão". A partir dos resultados encontrados, o governo terá mais elementos para melhorar as políticas públicas, formular ações mais direcionadas - considerando as realidades regionais - e executar medidas de prevenção.

De acordo com a diretora do Decit, além do acompanhamento dos hábitos alimentares e do estilo de vida, serão feitos nos pacientes recrutados para o EMLDCD exames laboratoriais periódicos, medição da cintura (região abdominal) e verificação do índice de massa corporal. Doenças que acometem a saúde mental e da mulher também serão consideradas.

No Brasil, o percentual de prevalência da hipertensão chega a 35% da população com idade igual ou superior a 40 anos - cerca de 12 milhões de pessoas. No caso do diabetes mellitus, esse índice é de 11%, o que representa quase 4 milhões de brasileiros na referida faixa etária.

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ASSISTÊNCIA DOMICILIAR MESMO DEPOIS DA ALTA

Fonte: Secretaria da Saúde do Estado (Sesa)

Cerca de 130 pacientes se encontram em internação hospitalar acompanhadas pelas unidades da Secretaria da Saúde. O Governo do Estado aguarda verba federal específica para este tipo de atendimento e pretende custear os gastos com energia elétrica dos pacientes de baixa renda.

Para pacientes que passam por internação hospitalar, recebem alta, mas ainda precisam de cuidados, há serviços de assistência domiciliar prestados por sete unidades de saúde do Estado em Fortaleza, voltadas para diferentes públicos. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) anuncia três novidades para a área, um projeto em que o Governo pretende custear a energia elétrica de pacientes, a destinação de verba federal específica para internação domiciliar e um programa para recém-nascidos.

De acordo com o secretário da Saúde do Estado, Jurandi Frutuoso, há em torno de 130 pacientes sob atenção domiciliar nos programas da Sesa, sendo a maior demanda do Hospital do Coração e do Pulmão de Messejana. O secretário explica que a maioria dos casos se caracteriza como "intermediário entre a internação e a alta completa". "Reduz o tempo de internação e amplia a capacidade de atendimento (nos hospitais)", analisa. Segundo ele, o projeto foi concebido para dar humanização na assistência, apostando nos benefícios do convívio familiar.

Como os hospitais da Capital só acompanham pacientes que residem aqui, para manter uma internação domiciliar em outro município é preciso encaminhar para o acompanhamento de equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), segundo o secretário. Ele anunciou também que não há verba específica para assistência domiciliar, mas os estados aguardam uma portaria do Ministério da Saúde que prevê a criação de equipes específicas para o serviço em cidades com população acima de 100 mil habitantes.

Para garantir a possibilidade de famílias de baixa renda manterem uma pessoa em recuperação em casa, Frutuoso afirma que o Governo do Estado está finalizando um projeto para custear os gastos com energia elétrica dos pacientes que precisam de suporte respiratório em casa, já que os aparelhos são elétricos. O projeto será enviado ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop). O secretário afirma que o investimento será em torno de R$ 20 milhões mensais.

Outra novidade na área é o Programa de Internação Domiciliar Neo (PID Neo), do Hospital Geral César Cals (HGCC). De acordo com a coordenadora médica do programa, Celina Gomes Moura, ele será voltado para internação em casa de recém-nascidos cujos partos tenham sido feitos no César Cals e que precisem de cuidados específicos em casa, como crianças de baixo peso ou acometidas por doenças. A previsão de implantação, segundo ela, é no próximo mês.

Nestes casos, de acordo com Celina, o neonatologista tem de ver o bebê todos os dias, principalmente os de baixo peso. A capacidade inicial, conforme ela, é de acompanhar 10 recém-nascidos em suas casas. "A 'desospitalização' precoce pode evitar infecções. E não tem nada melhor do que a mãe ir para casa com seu filho", avalia.


Onde é oferecida internação domiciliar pelo SUS

Hospital Infantil Albert Sabin (Hias)
Hospital Geral César Cals (HGCC)
Hospital do Coração e do Pulmão de Messejana
Hospital Geral de Fortaleza (HGF)
Hospital Geral Doutor Waldemar Alcântara
Hospital São José
Centro de Dermatologia Dona Libânia

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PROGRAMA DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR DE GUARUJÁ(SP)
ATENDE CERCA DE 2 MIL PACIENTES

O Programa de Internação Domiciliar (PID) da Prefeitura de Guarujá completou, na última quarta-feira (4), sete anos de funcionamento com um saldo positivo de suas atividades, demonstrando a importância e o carinho com que os profissionais envolvidos na iniciativa dão aos quase 2.000 pacientes acompanhados pela equipe, durante este período. O PID atende em todos os bairros de Guarujá e conta com vários profissionais que, segundo a assistente social e chefe do programa, Sônia Maria Lopes Neves, dão qualidade de vida para as pessoas atendidas.

Segundo relatório apresentado com o balanço das atividades, entre 1999 e 2005, foram realizadas pela equipe 140.931 inalações; 53.909 visitas diárias de auxiliares de enfermagem, além de 45.915 procedimentos de controle de sinais vitais - pressão, pulso e temperatura. Também foram feitos 29.202 curativos em pacientes, 6.850 visitas médicas domiciliares, 4.217 visitas domiciliares de assistente social e 3.051 controles de glicemia. As enfermeiras também realizam a coleta de material para exame laboratorial. Até agora, foram 1.111 coletas. O PID também garantiu tratamento odontológico para 359 pacientes.

Outra forma de verificar o resultado dos trabalhos do programa está no número de altas até o momento: 479. ''Atendemos muitos pacientes com seqüelas de derrame. Em geral, as pessoas assistidas pelo PID são maiores de 70 anos, mas também atendemos jovens'', disse Sônia, lembrando que, atualmente, a equipe do PID está atendendo 180 pacientes.

Equipe - O PID é composto por dois médicos, um dentista, uma enfermeira, além de uma assistente social, uma nutricionista, três auxiliares de enfermagem e duas escriturarias. A chefe do PID lembra que o paciente é encaminhado por um médico da rede pública de Saúde, que pede uma avaliação da equipe do programa. O médico do programa verifica se, realmente, o paciente precisa receber atendimento em casa.

Balanço das atividades entre 1999 e 2005
Total de pacientes acompanhados 1.946
Aplicação de inalação 140.931
Visita diária auxiliar de enfermagem 53.909
Visita médica domiciliar 6.850
Controle de sinais vitais(pressão, pulso,etc) 45.915
Curativos por paciente 29.202
Visita da assistente social domiciliar 4.217
Controle de glicemia 3.051
Coleta de material para exame 1.111
Tratamento odontológico 359
Número de altas 479

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ESTUDO INDICA DESENVOLVIMENTO
DE 14 CURSOS DA ÁREA DE SAÚDE

Os ministros da Saúde, Saraiva Felipe, e da Educação, Fernando Haddad, divulgaram esta semana, em Brasília, um estudo que mapeou a trajetória dos 14 cursos da área da Saúde entre 1991 e 2004. A iniciativa, inédita no País, vai subsidiar a formulação de uma política nacional de formação de profissionais do setor. Os cursos analisados foram os de biomedicina, ciências biológicas; educação física; enfermagem; farmácia, fisioterapia; fonoaudiologia; medicina; medicina veterinária; nutrição; odontologia; psicologia; serviço social e orientação; e terapia ocupacional.

A análise mostra, por exemplo, que a evasão no curso de medicina é menor entre estudantes de baixa renda em relação aos de classes sociais com melhor situação financeira. Dos 50,1% da população com renda de até três salários mínimos, só 8,8% ingressam no curso. Em compensação, 10% desses estudantes são concluintes. Este é o único caso, nas 14 áreas da saúde, em que o número de estudantes concluintes de baixa renda supera o de ingressantes. O curso de medicina também é o único em que as instituições públicas superam as instituições privadas em número de matriculados.

De 1991 a 2004, o curso de saúde que apresentou maior crescimento de matrículas foi fisioterapia, de 11.379 para 95.749 (aumento de 741,5%). Em seguida, está enfermagem, que passou de 22.237 matrículas para 120.851 (variação de 443,5%). Medicina apresentou o menor aumento. Em 1991, eram 46.881 matriculados; em 2004, 64.965 (aumento de 38,6%).

O estudo aponta que a demanda pelos cursos de saúde continua elevada, especialmente no setor público, com relação de 16,2 candidatos por vaga, contra 1,9 no setor privado. Medicina é o curso mais concorrido, com 39,3 candidatos por vaga nas instituições públicas de educação superior e 11,9 nas particulares. É também o curso com maior taxa de ocupação - 95% das vagas nas universidades públicas e 85% nas privadas

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R$ 2,25 BILHÕES EM 2006 PARA A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

Segundo uma pesquisa recente realizada pela Febrafarma (Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica), com 53 empresas que detêm participação de quase 80% no segmento, a indústria investirá este ano R$2,25 bilhões. Serão 43% (R$ 978,967 milhões) para campanhas de marketing e 13% para desenvolvimento e pesquisa.

Outros R$ 716,390 milhões (31,82% do total) irão para a modernização e ampliação de fábricas, onde parte dos investimentos no Brasil se concentram na modernização das instalações como diferencial competitivo. Ainda R$ 181,540 milhões vão para o desenvolvimento de novos produtos, enquanto R$ 302,449 milhões devem ter como destino as áreas de pesquisa e desenvolvimento.

O restante, R$ 71,962 milhões, vai para outras áreas, como recursos humanos e novos negócios. As companhias norte-americanas destinam, em média, 4% do faturamento em desenvolvimento científico, porcentagem que chega a até 20% nas maiores do setor. A indústria brasileira, que não tem a cultura de destinar grande volume de verba para esta área, aposta em um investimento de pouco mais de 1% do faturamento de 2005, de R$ 22,23 bilhões em 2006

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LIVRE ESCOLHA A CLIENTE DE PLANO DE SAÚDE

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6510/06, do deputado Ricarte de Freitas (PTB-MT), que confere ao cliente de plano de saúde liberdade para escolher o profissional, o hospital ou a clínica de sua preferência, mesmo que esses não sejam conveniados. De acordo com o texto, a opção será possível por meio de um sistema de compensação de carteiras. Ou seja, quando os profissionais ou serviços de saúde não tiverem em sua carteira o plano daquele paciente, as despesas pelo atendimento serão compensadas com outro plano a que estejam credenciados.

O projeto estabelece que, na adoção desse sistema, seja feito um rodízio entre os planos de saúde disponíveis para atendimento. Segundo o texto, o consumidor terá um pequeno acréscimo (1%) nas despesas realizadas, com o objetivo de cobrir os custos da compensação financeira a ser processada entre os planos. O consumidor também estará sujeito às restrições e normas estabelecidas por esse plano e ao pagamento das despesas relativas à diferença dos valores e serviços contratados em seu plano de origem.

Os procedimentos para viabilizar essa compensação serão estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). De acordo com a ANS, responsável pela regulação e fiscalização do setor, o mercado brasileiro de planos de saúde é o segundo maior do mundo e envolve cerca de 40 milhões de usuários.

Ricarte de Freitas afirma que a livre escolha do médico é um direito do consumidor, que vai assegurar ao paciente ser atendido por alguém de sua confiança e favorecer a sua cura. "Para alcançar resultados favoráveis com esta medida, é necessário que os profissionais médicos, clínicas e hospitais tenham, no mínimo, um plano de saúde, para que possam promover o atendimento requerido pelo consumidor", declara.

O deputado destaca que, na maioria das vezes, o consumidor perde um tempo significativo na busca dos locais onde seu plano de saúde é aceito. "Nas situações emergenciais, o consumidor nem sequer tem condições de consultar as relações de médicos e hospitais credenciados ao seu plano", diz.

A proposta foi anexada ao PL 4076/01, do deputado Henrique Fontana (PT-RS), que inclui os procedimentos preventivos entre os serviços a serem oferecidos pelos planos e seguros privados de assistência à saúde. Os projetos, sujeitos à votação em Plenário, tramitam nas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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