| LAVAR AS MÃOS ACLAMA A CONSCIÊNCIA APÓS TOMADA DE DECISÃO Estudo publicado na edição desta semana da “Science” lança novas luzes sobre o gesto de Pôncio Pilatos, aquele governante romano que entregou Jesus à crucificação e depois lavou as mãos, como quem dizia: ‘Quer saber? Não tenho nada a ver com isso.' Além de utilidades mais imediatas (como por exemplo evitar o contágio pelo vírus da nova gripe), dar um bom trato nas mãos com água e sabão ajuda a tocar a vida depois da tomada de decisões. O expediente aliviaria o que tecnicamente é chamado de “dissonância cognitiva”, o sentimento de desconforto criado pela manutenção na mente, ao mesmo tempo, de duas ideias opostas. Mais precisamente, da “dissonância pós-decisional”, a tendência de valorizar as alternativas escolhidas, ainda que forçando a barra, e fazer pouco caso das rejeitadas.
CIGARRO GERA EFEITO PSICOLÓGICO MAIS INTENSO NAS MULHERES Um estudo realizado pelo Grupo de Apoio ao Tabagista (GAT) do Hospital do Câncer A. C. Camargo, em São Paulo , destaca que, psicologicamente, o tabaco gera nas mulheres efeitos mais intensos quando comparado aos homens, causando dificuldades adicionais para o abandono do vício. Uma das hipóteses é que isso ocorra porque as mulheres são mais sujeitas aos sintomas de depressão e ansiedade. Segundo os pesquisadores, cerca de 90% das fumantes iniciam seu hábito na adolescência, a partir dos 13 anos de idade, devido a fatores como pressão social e imitação do grupo. O levantamento feito com 6 mil pacientes em tratamento concluiu ainda que, em cerca de 50% dos casos, entre homens e mulheres, a dependência do cigarro é exclusivamente psicológica. Apenas 20% dos pacientes apresentaram dependência grave de nicotina e 30% são dependentes leves ou moderados da substância. Entre os males causados pelo cigarro à saúde da mulher está o aumento dos riscos de câncer de pulmão, uma vez que o tabaco é responsável por 98% dos casos, de acordo com o trabalho, além do aumento de outros tipos de cânceres como o de boca, esôfago, laringe, faringe e garganta. ATIVIDADE FÍSICA MODERADA E O CÂNCER EM HOMENS Pesquisa publicada no British Journal of Cancer, em 27 de maio de 2008, mostra que para homens que realizam pelo menos uma hora diária de atividades físicas moderadas, a incidência de câncer tende a decrescer 2% e a mortalidade por esta doença diminui significativamente em cerca de 12%. Estudo de coorte que monitorou a atividade física de 40.708 homens, com idade entre 45-79 anos, acompanhados de 1998 a 2004, observou uma associação importante entre o nível de atividade física diária e o número de mortes por câncer. Comparando homens que raramente caminham ou andam de bicicleta com aqueles que fazem essas atividades durante pelo menos 30 minutos ao dia, há uma queda de 34% na mortalidade e um aumento de 33% na sobrevida por câncer nos que praticam atividades físicas regulares. Para aqueles que se exercitam por 60 minutos ao dia, a incidência de câncer foi 16% menor. Os resultados sugerem que uma vida ativa, caminhadas ou ciclismo estão associados à redução da incidência do câncer e da mortalidade por câncer , assim como a uma maior sobrevida ao câncer. ATIVIDADE FÍSICA E A MENOPAUSA Pesquisa publicada na revista norte americana "Medicine & Science in Sports & Exercise" mostra que as mulheres que praticam atividades físicas relatam menos estresse e ansiedade na menopausa. Essa foi a conclusão a que chegaram os pesquisadores, após oito anos de acompanhamento de mais de 400 mulheres. As participantes relatavam suas atividades e os cientistas calculavam seu gasto energético semanal. O objetivo era definir o efeito das atividades físicas sobre certos sintomas típicos do período que se segue ao fim das menstruações. Ansiedade, depressão e ondas de calor tiveram sua freqüência anotada e comparada às tabelas de atividade física das participantes. O grupo de mulheres foi dividido em três subgrupos de acordo com a quantidade de quilocalorias gastas em exercícios por semana. Aquelas mulheres que estavam no grupo das mais ativas apresentaram menos sintomas, quando comparadas às que não praticavam atividades físicas ou as faziam em baixa intensidade. As atividades físicas se mostraram um eficiente tratamento para ansiedade, depressão e estresse associados à menopausa. O interessante foi descobrir que as ondas de calor não foram afetadas pela atividade física em nenhum nível, intensa ou memso mínima. De qualquer forma essa é mais uma evidência dos benefícios da prática de exercícios regularmente pelas mulheres, em especial por aquelas que estão começando as sentir os efeitos da chegada da menopausa. ADESIVO É MAIS PERIGOSO QUE PÍLULA De acordo com a Food and Drug Administration (FDA) -- agência que regula alimentos e medicamentos nos EUA -- o adesivo leva a um sério risco de coágulos, superior ao risco já reconhecido do uso da pílula anticoncepcional. A agência disse que aprovou mudanças para alertar melhor as mulheres e seus médicos sobre o risco. Segundo Janet Woodcock, da FDA, é importante que as mulheres que optam por utilizar contraceptivos conversem com seus médicos sobre os riscos e os benefícios do método. O alerta veio após as informações divulgadas na semana passada de que, no Canadá, aconteceram duas mortes, um ataque cardíaco e 16 casos de coágulos desde 2004 entre mulheres que utilizavam o adesivo -- que foi aprovado em 2001 pela FDA. DOENÇA PERIGOSA Mais de 12 milhões de novos casos de câncer serão diagnosticados até o final de 2007 em todo o mundo e 20.000 pessoas irão morrer por dia, ou seja, 7,6 milhões de pacientes irão morrer em 2007 em decorrência da doença. Nas nações em desenvolvimento três vezes mais ocorrências de câncer estão ligados com infecções do que nas nações industrializadas, algo em torno de 26% comparados com os 8% das nações industrializadas. O aumento dos casos de câncer nos países em desenvolvimento se dá principalmente, pelo uso do cigarro, alimentação com carnes gordurosas e falta de exercícios físicos regulares. O estudo também alerta para o que chama de Epidemia do Cigarro que fará muitas mortes nos próximos anos. TESTOSTERONA ELEVADA Os altos níveis de testosterona parecem proteger os homens dos ataques cardíacos, derrames e outras doenças, segundo um estudo divulgado por pesquisadores ingleses. Mas os mesmos pesquisadores alertaram que os homens não devem procurar suplementos artificiais com testosterona, uma vez que os estudos feitos durante 10 anos ainda não estão totalmente esclarecidos. DORMIR AJUDA A PERDER QUILOS Um grupo de pesquisadores apresentou uma encruzilhada às novas mamães: se elas quiserem perder os quilos ganhos com a gravidez, devem dormir um pouco mais. Os cientistas descobriram que as mães que dormiam cinco horas ou menos por dia quando seus bebês tinham seis meses eram três vezes mais propensas a manter o excesso de peso após um ano do parto, ao contrário das mães que descansavam mais. A equipe reconheceu que isso implicaria em um dilema para as novas mães, já que os bebês dormem de forma muito irregular."Desde há muito tempo sabemos que a falta de sono está relacionada com o aumento de peso e a obesidade na população em geral", disse Erica Gunderson, da empresa Kaiser Permanente. "Mas este estudo mostra que dormir bem -- apenas duas horas a mais -- seria tão importante como uma dieta saudável e exercício para que as mães voltem ao peso que tinham antes de ficar grávidas." A equipe estudou 940 mulheres que participaram de um estudo de saúde pré e pós-natal da Escola de Medicina de Harvard, em Boston. As mulheres que dormiam cinco horas ou menos por noite quando seus bebês tinham seis meses de vida eram mais propensas a manter 5 quilos de sobrepeso um ano depois de dar à luz, revelou o estudo. As mães que dormiam sete horas por noite ou mais perderam mais peso, segundo indicaram os pesquisadores. VITAMINA D PODE AJUDAR A REDUZIR MORTALIDADE POR CÂNCER E DIABETES Tomar complementos de vitamina D poderia reduzir os riscos de mortalidade provocados por doenças como câncer ou diabetes, segundo um estudo que reforça a tese de que os antioxidantes têm um grande potencial medicinal. Os médicos Philippe Autier, da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer em Lyon (França), e Sara Gandini, do Instituto Europeu do Câncer em Milão (Itália), analisaram os resultados de 18 testes clínicos realizados antes de novembro de 2006 com 57.311 pessoas de 50 anos ou mais. Durante um período médio de acompanhamento de 5,7 anos, as pessoas que tomaram vitamina D apresentariam um risco de mortalidade 7% inferior aos que tomaram um placebo, concluíram os pesquisadores, cujos trabalhos foram publicados pelo "Journal of the American Medical Association". Os resultados corroboram estudos recentes que indicam que deficiências em vitamina D aumentam o risco de morte por câncer, doenças cardiovasculares e diabetes, responsáveis por 60% a 70% das mortes nos países ricos. PERFIL DOS MÉDICOS PERNANBUCANOS O Sindicato dos Médicos de Pernambuco divulgou este mês o resultado da pesquisa “Perfil dos Médicos Pernambucanos 2007”. O relatório final foi produzido pela Datamétrica, que entrevistou, através de telemarketing, 403 médicos das mais diferentes especialidades.
A pesquisa apontou dados importantes relacionados a questões como o perfil sócio demográfico e acadêmico, conduta e procedimentos médicos, situação no mercado de trabalho, avaliação do Simepe, hábitos e costumes, entre outros itens. Segundo o presidente do Simepe, Mário Fernando Lins, um dos pontos de maior destaque foi a melhora da imagem do sindicato entre os médicos, sejam eles associados ou não.
Medicamentos e mudanças de hábito têm mesmo efeito da angioplastia no tratamento de problemas cardiovasculares, indicam novos estudos. Inserir um balão na artéria entupida, inflá-lo para que ele destrua as placas de gordura e deixar no local um stent -pequena "rede" que impede a artéria de obstruir novamente. Assim funciona, grosso modo, a angioplastia coronária -técnica utilizada em larga escala no tratamento de problemas cardiovasculares e agora no centro de dois dos principais estudos recentes sobre cardiologia.
A maior parte dos procedimentos foi realizada em pessoas com um quadro estável. Precisamos mesmo fazer angioplastia em tanta gente?". Para Carlos Alberto Pastore, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, a resposta é clara: "Houve exagero, tanto no exterior quanto aqui". Já Alvaro Avezum, coordenador do "Grace" no Brasil, não vê excesso na prática. O estudo, realizado em 14 países, mostrou que 10% das pessoas que foram hospitalizadas devido a infarto, em 2005, já haviam feito angioplastia. Em 2000, o índice era de 6%. "Não vejo excesso nenhum nisso."
O primeiro lote experimental de vacinas contra a gripe do país estará pronto em outubro. A primeira fábrica do Hemisfério Sul que produzirá este tipo de vacina abre hoje no Instituto Butantan, em São Paulo. A unidade terá capacidade para produzir 40 milhões de doses por ano. A previsão do secretário estadual de Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, é que, em 2008, o Butantan produza o necessário para a campanha nacional de gripe. SAÚDE CRIA COMISSÃO DE INCORPORAÇÃO TECNOLÓGICA NO SUS A análise sobre a inclusão de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) agora está a cargo da Comissão de Incorporação de Tecnologias (Citec). O objetivo da medida é racionalizar e agilizar o fluxo de pedidos ou possibilidade de incorporação de novas tecnologias no SUS e também à Saúde Suplementar (que atende a beneficiários de planos privados de assistência à saúde). As tecnologias referem-se a novos medicamentos e equipamentos na rede pública de saúde.
Entre outras atribuições, ficará a cargo da Citec a análise das tecnologias em uso, revisão e mudanças de protocolos em consonância com as necessidades sociais em saúde e de gestão do SUS e ainda na Saúde Suplementar. As deliberações da Citec são tomadas com base na relevância e no impacto da incorporação da tecnologia à rede SUS bem como na existência de evidências científicas de eficácia, acurácia, efetividade, segurança e de estudos de avaliação econômica da tecnologia proposta em comparação às incorporadas anteriormente. A Citec foi instituída pela Portaria nº 3323, no final do ano passado. Empresas, associações médicas e associações de portadores de patologias específicas podem solicitar incorporação de novas tecnologias, desde que atendam aos pré-requisitos expressos pela Portaria. A documentação técnica solicitando incorporação de novas tecnologias precisa, necessariamente, atender aos requisitos listados no Anexo II da portaria. Entre eles, no caso de medicamentos e produtos para a saúde, os demandantes precisam informar o número do registro, com 13 dígitos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também terão de encaminhar os estudos de avaliação econômica (custo-efetividade ou custo-utilidade ou custo-benefício), quando houver alegação (pelo solicitante) da existência de benefícios terapêuticos e custos adicionais em relação às tecnologias já incorporadas. A documentação será encaminhada à Secretaria Executiva da Citec. As solicitações de incorporação só poderão ser entregues em dois períodos do ano: entre 1º de fevereiro e 31 de março e de 1º de agosto a 30 de setembro. Além de especialistas do Ministério da Saúde (Secretaria de Atenção à Saúde, Ciência e Tecnologia, e Vigilância em Saúde), a Citec é composta por representantes da Anvisa e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). RECOGNITION SMARTCARE REVOLUCIONA O MERCADO DE SAÚDE, COM A AUTOMATIZAÇÃO DO MONITORAMENTO DE PACIENTES A Recognition, empresa líder no fornecimento de Soluções de Imagem no setor financeiro e presente há mais de 14 anos no mercado brasileiro, desenvolveu um sistema de monitoramento online de pacientes, que permite a integração entre o profissional de saúde e seus pacientes. A proposta da Solução SmartCare é atender à realidade das instituições de saúde de forma automatizada, proporcionando evolução no monitoramento de pacientes da instituição. PÉSSIMA SAÚDE PÚBLICA É lugar-comum os burocratas alardearem que o atendimento à saúde dos brasileiros vai de mal a pior porque os recursos públicos são ralos, “apenas” 3,4% do PIB. Para impressionar, soltam logo falsas comparações: a França gasta 7,7% do PIB, a Alemanha, 8,7%, e a Noruega, 8,1%.
MAL DE ALZHEIMER: 100 ANOS SEM CURA Há 100 anos, um médico alemão descobriu uma doença que deve atingir mais de 80 milhões de pessoas em todo o mundo até 2040 sem que haja previsão de cura: o mal de Alzheimer. No último fim de semana, o presidente da Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria (International Association of Gerontology and Geriatrics, em inglês), o brasileiro Renato Maia, oficializou a declaração mundial da doença. O documento é uma conclamação à sociedade civil, governos e pesquisadores a apoiarem de forma efetiva pacientes e familiares. A oficialização ocorreu na cidade de Tübingen (Alemanha), no mesmo auditório onde, há 100 anos, Alois Alzheimer apresentou a existência da doença.
Segundo a geriatra e coordenadora da residência médica em Geriatria no Estado de Goiás Elisa Franco de Assis Costa, desde a descrição do médico alemão até a década de 60 do século passado, por desconhecimento, Alzheimer era considerado um problema que acometia pessoas antes dos 60 anos. Após essa faixa etária, as perdas de memória e capacidade cognitiva eram consideradas conseqüência da aterosclerose, comumente chamada de caduquice. “Depois de examinarem cadáveres de idosos, descobriu-se que as características dos problemas eram as mesmas e existem tanto na forma pré-senil (antes dos 65) quanto senil”, esclarece. De acordo com a médica, ainda não foi descoberta a causa exata da doença. “Sabe-se que em alguns casos os indivíduos possuem predisposição genética ou hereditária”, pondera. Alguns estudos relacionam o Alzheimer à morte de neurônios que produzem a acetilcolina, neurotransmissor responsável pelas funções cognitivas. Há ainda indicações sobre a formação de uma placa protéica acumulada no cérebro dos portadores, o que auxiliaria na perda do senso crítico e memória. Apesar de incurável, hoje há medicamentos que retardam a evolução da enfermidade, levando a uma melhor qualidade de vida dos pacientes. Os remédios disponíveis, segundo Elisa, ajudam no distúrbio do comportamento que caracteriza a doença. O Alzheimer é o tipo mais comum de demência, termo científico para identificar uma síndrome que leva à perda da capacidade cognitiva. “De cada 100 casos de demência, até 60 são provocados pela enfermidade”, alerta Elisa. Segundo ela, a ciência mostra que preservar atividades intelectuais dos 20 aos 60 anos, bem como ter uma alimentação rica em verduras e fazer exercícios físicos são fatores protetores da doença, mas não garantem total imunidade. Estatísticas apontam que depois dos 65 anos, 5% das pessoas podem vir a ter Alzheimer e, a patir dos 80, a probabilidade cresce para 40%. Hoje, 25 milhões de pessoas em todo o mundo são portadoras de Alzheimer e, com o aumento da expectativa de vida, o risco é real para todos.
A cidade do Rio de Janeiro se tornou referência no Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É a primeira cidade do Brasil que oferece todos os cuidados e a assistência terapêutica na residência dos pacientes que passaram por uma internação hospitalar e ainda necessitam de cuidados especiais. De acordo com informações da Secretaria de Atenção à Saúde, o SAD passou a acontecer porque está formado por equipes multiprofissionais com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas e técnicos de enfermagem. O serviço acolhe, em sua maioria, idosos, portadores de doenças crônico-degenerativas ou traumas ortopédicos, com incapacidade funcional, provisória ou permanente. O secretário de Atenção à Saúde, José Gomes Temporão, explica que o Serviço de Atenção Domiciliar também atende a região vizinha aos hospitais de Bonsucesso (HGB), de Jacarepaguá (Cardoso Fontes) e do Andaraí (HGA), com uma abrangência de 80 bairros das zonas Norte e Oeste. “Até o final deste ano, a área coberta pelos hospitais dos Servidores do Estado (HSE), Centro, e Lagoa (HGL), Zona Sul também poderá contar com esse benefício”, disse José Gomes. Para o secretário, essa nova modalidade de atendimento cria impacto em três aspectos importantes: o assistencial, porque a relação médico-paciente passa a acontecer fora do ambiente hospitalar; a conseqüente humanização do atendimento, com reflexo positivo na recuperação do doente; e a redução de custos a assistência, já que proporciona a redução da permanência do paciente no hospital. O trabalho da equipe de saúde contará com a figura do cuidador, um membro da família com tempo e disponibilidade para cuidar do paciente. Esse trabalho será supervisionado pela equipe de saúde porque o cuidador será treinado por alguém da equipe. Será responsável pela alimentação, medicação, monitoração, e deverá ter capacidade de acionar um serviço pré-hospitalar de urgência (Samu, Corpo de Bombeiros ou qualquer outro serviço na localidade) para situações de crise. A coordenadora do SAD no Rio, Angela Ostritz, disse que um dos maiores ganhos desse serviço é a possibilidade de trabalhar em rede, otimizando e potencializando o fluxo de internação hospitalar, pois o programa permite ainda transferência de pacientes entre essas unidades referenciadas, observando o perfil assistencial de cada uma. "Se levarmos em consideração o total de pacientes acompanhados em suas casas pelo SAD, podemos dizer que liberamos uma quantidade de leitos quase equivalente a um hospital", revelou. No aspecto social, o serviço atua em parceria com as associações de moradores, conselhos distritais e de gestão participativa, alem de contar com o apoio em comunidades assistidas pelo Programa de Saúde da Família.
A sobrecarga de trabalho tem levado a um crescimento exagerado, nos últimos anos, dos índices de obesidade, estresse e outras doenças relacionadas. Os problemas ocorrem, sobretudo, na época em que os adultos estão em sua fase de maior produtividade: dos 20 aos 50 anos, idade em que os profissionais passam a maior parte do seu tempo dentro das empresas. Percebendo este problema, empresas brasileiras de diversos setores têm intensificado seus investimentos em programas de saúde para evitar e reduzir o absenteísmo, entre outros problemas. ÍNDICE DE CÂNCER É PREOCUPANTE No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. Dos 467.440 novos casos de câncer com previsão de serem diagnosticados em 2005, o câncer de mama foi o segundo mais incidente entre a população feminina, sendo responsável por 49.470 novos casos. No Rio Grande do Norte a previsão esse ano é diagnosticar 490 novos casos de câncer de mama.
De acordo com o chefe do departamento de mastologia da Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro (Fiocruz), Roberto Vieira que está participando do VII Congresso Luso-Brasileiro de Mastologia - iniciado ontem em Natal e que prossegue até é o dia 23 - o câncer de mama é uma doença silenciosa e o primeiro sintoma só aparece depois de dez anos que a pessoa está com a doença. Segundo o mastologista a doença está atingindo as mulheres cada vez mais cedo. “Antes era detectado em mulheres com faixa etária entre 50 e 60 anos, hoje essa faixa caiu para 40 anos”. Ele diz que existem dois grupos de mulheres: as que já nascem com predisposição ao câncer, que desenvolvem o câncer hereditário, e que não possuem predisposição, mas desenvolvem o câncer esporádico. Ele explica que o desenvolvimento da doença acontece por muitos fatores: a alimentação, o estresse, a qualidade de vida, exposição à radiação, excesso de hormônios, retardo da maternidade, entre outros. “Temos um mundo de hormônios agindo sobre as células da mama da mulher”. O diagnóstico precoce é a única forma de cura do câncer. “O ideal é encontrar o câncer na mama e não no corpo. Mas 80% das mulheres só procuram o tratamento com câncer em estado avançado”, disse o especialista. Os sintomas do câncer de mama são o nódulo ou tumor no seio, pode ser acompanhado ou não de dor. Podem surgir alterações na pele da mama como retrações, abaulamentos ou aspecto de casca de laranja. Podem surgir nódulos também nas axilas. A participação da paciente é muito importante na prevenção e tem relação direta no transcorrer do tratamento, fazendo o auto-exame, não deixando de ir ao médico ginecologista, ao menos, uma vez por ano e fazendo todos os exames solicitados, como ultra-som, mamografia e ressonância magnética. O médico explica que o auto-exame das mamas não é indicado como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. “O auto-exame não substitui o exame físico realizado pelo ginecologista ou mastologista. É importante a mulher se submeter a um exame de rotina com o ginecologista. Qualquer suspeita deve ser verificada e muito bem analisada”, informa o médico. Segundo presidente do congresso, o mastologista Maciel Matias, que atende na Liga norte-rio-grandense contra o câncer, a maior preocupação com a doença é a faixa etária que vem diminuindo. “Temos casos na liga de mulheres com 15 e 18 anos com câncer avançado”, diz o médico. Ele conta que cerca de 88% das mulheres que procuram o tratamento estão com a doença em estado avançado e a chance de cura desaparece. “As mulheres devem realizar o auto-exame a partir dos 20 anos”. ESTIMATIVA DE MAIS DE 13.000 NOVOS CASOS DE CÂNCER BUCAL EM 2006
O Brasil vem acompanhando a curva de crescimento da doença apresentada pelos países desenvolvidos. O número de novos casos previstos está distribuído de forma heterogênea nas unidades da federação e capitais do país. A representação geográfica do risco de câncer evidencia tais diferenças: as maiores taxas se encontram nas regiões Sul e Sudeste e, as menores, nas regiões Nordeste e Norte. BACTÉRIAS ESTÃO MAIS RESISTENTES Um amplo estudo publicado esta semana, na Revista “The Lancet” de pesquisadores do Sistema Europeu de Vigilância de Resistência Anti - Microbiana, na Holanda, mostra a propagação de uma linhagem resistente a antibióticos à base de meticilinada para a bactéria Staphylococcus aureus (MRSA), uma das principais causadoras de infecção hospitalar e que já atingiu um nível de epidemia global, segundo os mesmos. SERVIÇO DE ATENDIMENTO DOMICILIAR REGISTRA SALDO POSITIVO Mesmo com uma equipe reduzida, o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) de Campinas (SP), comemora o resultado dos trabalhos de 2005, quando cadastrou 44 pacientes, realizou 265 avaliações, 178 visitas médicas, 17 avaliações fisioterápicas, 11 altas, 23 consultas ao psicólogo e 80 à nutricionista. O Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) existe há mais de dois anos. A equipe é composta por uma médica, uma fisioterapeuta, assistente social, enfermeira, psicóloga, agente administrativo e motorista. A finalidade do SAD é dar assistência integral a pacientes com doenças crônicas, degenerativas, em estado terminal ou em recuperação lenta. De acordo com a médica do serviço, Patrícia do Vale, o programa preenche todas as necessidades do paciente terminal, incluindo atendimento domiciliar médico e social, entrega de remédios e até distribuição de cestas básicas a pacientes comprovadamente carentes. Após a visita de avaliação, se houver necessidade, o paciente também é encaminhado para outra equipe formada por fisioterapeuta e nutricionista. Dependendo do caso, as equipes ficam disponíveis 24 horas por telefone para esclarecer dúvidas e impedir o agravamento do quadro do paciente.
Tudo o que você pensa que sabe sobre as dores da enxaqueca - exceto que são um dos piores tormentos não fatais da humanidade - pode estar errado. É o que os pesquisadores estão sustentando em estudos recentes. Aumentam as evidências de que quase todas as dores de cabeça supostamente provocadas por sinusite na verdade são enxaquecas. CRESCE EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS MÉDICOS As exportações brasileiras de equipamentos médico-hospitalares registraram nova alta no primeiro trimestre deste ano, impulsionadas por programas de incentivo às vendas externas do setor. No período, foram US$ 29,98 milhões, ante os US$ 23,1 milhões de igual intervalo de 2005, conforme a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo). A Olsen Odontomédica, instalada em Palhoça (SC), trilhou o caminho contrário. Entrou no concorrido mercado europeu e registrou aumento de exportações de 38%, em dólar, no primeiro semestre deste ano. A meta da empresa, segundo o diretor comercial, Márcio Evangelista, é ultrapassar os 40% de crescimento na receita bruta em 2006, e atingir R$ 35 milhões. "Nas exportações, devemos ultrapassar a marca de 100 países", disse Evangelista. Hoje são 90. Em 2005, a empresa obteve a certificação CE e lançou na Europa e no Leste europeu duas linhas de produtos para os nichos AA, a Logic (consultório completo) e a Medic (linha médica). Segundo o diretor, os produtos têm design arrojado e preço competitivo. "A Olsen ocupou espaço de outras empresas e está crescendo também na América Latina, onde atende as faixas de mercado média e econômica." Evangelista afirmou que a Olsen conseguiu aumentar, em média, 30% o preço dos produtos, agregando valor. "Também construímos um histórico de atendimento de qualidade e de pós-vendas eficaz. Somos referência em serviços em vários países", disse. Cerca de 50 novos profissionais qualificados, como engenheiros para trabalhar na área de desenvolvimento, foram contratados para atender as linhas de produtos sofisticados. Outro foco da empresa é no mercado indiano, que segundo Evangelista, tem 1 bilhão de habitantes e metade dos dentistas que há no Brasil (209 mil). "A Índia vem fazendo investimentos pesados na área, a começar pela formação universitária de profissionais." De olho neste potencial, a Olsen está participando de seis processos de licitação para compras de equipamentos odontológicos que serão utilizados nos Cursos de Odontologia de 6 das 20 novas universidades que estão em processo de construção na Índia. Para aquecer as vendas, a empresa também fechou parceria com marcas conhecidas como Portobello Shop, Marisol, Mormaii, NSK, do Japão, e Bosch. "Fabricar equipamentos odontológicos é um mercado muito específico. Estamos 'abrindo o leque', criando novas formas de relacionamento com o mercado para associar nossos produtos a marcas consagradas que, a princípio, nada têm com a odontologia", disse. Parcerias Com a Mormaii, fez o lançamento da série especial de equipamentos "Olsen by Mormaii". A inovação é cercada de detalhes - um jaleco e a cuba têm design exclusivo. Na associação entre Portobello Shop, arquitetos da cerâmica e técnicos da Olsen interagem para oferecer soluções acabadas aos profissionais de odontologia e medicina que estão montando consultórios e clínicas, a partir da utilização dos equipamentos e produtos das duas marcas. Com a Marisol, a Olsen desenvolveu uma cadeira infantil para crianças até 12 anos e especial para odontopediatras, com acabamentos temáticos dos personagens infantis Lilica Ripilica e Tigor. "A cadeirinha mexe com o psico da molecada, cadeira só pra elas, modelagem especial, desenhos infantis, faz elas perderem o medo", disse Evangelista. DIETA TAMBÉM PODE AFETAR A SAÚDE MENTAL Mudanças em hábitos alimentares nos últimos 50 anos podem estar na raiz do aumento dos casos de doenças mentais em todo o mundo, indicam os resultados de um estudo patrocinado pela Fundação de Saúde Mental da Grã-Bretanha, e no qual colaborou o movimento de ativistas Sustain, da Inglaterra. REDE IPÊ E PROJETO GIGA VIABILIZAM PROJETO DE ENSINO À DISTÂNCIA EM RADIOLOGIA PEDIÁTRICA A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) viabiliza o projeto de ensino a distância implementado pela disciplina de Radiologia em parceria com o Laboratório de Informática Médica (L@mpada) e a disciplina de Telemedicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), conectando esses serviços aos de Radiologia das Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG) e de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Materno-Infantil de Pernambuco (Imip). A conexão entre as instituições é feita através da rede Ipê da RNP e da rede do Projeto Giga. O projeto desenvolvido pelas quatro instituições será apresentado no 22º Congresso Internacional de Educação a Distância, que vai ocorrer no Rio de Janeiro, de 3 a 6 de setembro de 2006. O Projeto de Ensino a Distância, já no segundo ano de atividades, se constitui em um circuito de aulas a distância com temas em Radiologia Pediátrica que contribui para a formação de cerca de 40 residentes da área. A escassez de profissionais com especialização em Radiologia e dedicados à atenção à criança e ao adolescente foi o motivo do projeto. Este, iniciado em março de 2005, utilizou ao longo daquele ano a metodologia de discussão de casos clínicos, com a troca de experiências, incluindo médicos e professores e estimulando as hipóteses de diagnóstico entre os residentes. As telesessões acontecem mensalmente, na primeira segunda-feira do mês, das 12h às13h30. O Projeto Giga desenvolve tecnologia de redes e de serviços de telecomunicações voltada para IP/WDM, diretamente sobre rede óptica, em banda larga. A rede desenvolvida com essa tecnologia oferece a seu usuário uma taxa de acesso 400 vezes maior que a capacidade dos serviços de banda larga normalmente oferecidos na Internet comercial. O Projeto Giga dispõe de uma rede de 735 km de fibra óptica e capacidade de 2,5 Gbps, podendo chegar até 10 Gbps, ligando as cidades de Campinas, São Paulo, São José dos Campos, Cachoeira Paulista, Rio de Janeiro, Niterói e Petrópolis. O projeto é uma parceria da RNP e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), com financiamento da Finep e recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) do Ministério das Comunicações. BRASIL FARÁ O MAIOR ESTUDO SOBRE HIPERTENSÃO E DIABETES DA AMÉRICA LATINA Um consórcio formado por sete instituições de ensino superior foi selecionado - por meio de chamada pública - para o desenvolvimento da maior pesquisa da América Latina sobre as reais causas da hipertensão e diabetes no Brasil. As universidades federais de São Paulo (USP), de Minas Gerais (UFMG), da Bahia (UFBA), do Espírito Santo (Ufes) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), além da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começam, no começo do ano, o Estudo Multicêntrico Longitudinal em Doenças Cardiovasculares e Diabetes Mellitus (EMLDCD), também conhecido como Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa/Brasil). O objetivo é fazer um retrato da população brasileira com base no monitoramento de 15 mil pessoas pesquisadas - que serão recrutadas a partir de janeiro e acompanhadas durante 20 ou 30 anos. A cada ano, os pacientes serão convocados para um novo exame de saúde. O governo federal - por meio dos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) - vai investir R$ 22,6 milhões na pesquisa. A verba será suficiente para financiar o estudo até 2008. Metade desses recursos vem do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e a outra parte do Fundo Setorial CT-Saúde. Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Moisés Goldbaum, "a proposta é conhecer a saúde dos adultos brasileiros e identificar como diferentes fatores na vida dessas pessoas agem na predisposição da hipertensão e do diabetes". Até hoje, pesquisadores brasileiros estudavam a hipertensão e o diabetes de forma isolada. Com o estudo multicêntrico será possível, por exemplo, comprovar se um dos fatores que levam ao agravamento das doenças é o fato de os pacientes demorarem a chegar ao diagnóstico correto e, muitas vezes, não darem continuidade ao tratamento. Para a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde, Suzanne Serruya, "esse será o primeiro grande estudo a checar as 'verdades' colocadas até o momento sobre diabetes e hipertensão". A partir dos resultados encontrados, o governo terá mais elementos para melhorar as políticas públicas, formular ações mais direcionadas - considerando as realidades regionais - e executar medidas de prevenção. De acordo com a diretora do Decit, além do acompanhamento dos hábitos alimentares e do estilo de vida, serão feitos nos pacientes recrutados para o EMLDCD exames laboratoriais periódicos, medição da cintura (região abdominal) e verificação do índice de massa corporal. Doenças que acometem a saúde mental e da mulher também serão consideradas. No Brasil, o percentual de prevalência da hipertensão chega a 35% da população com idade igual ou superior a 40 anos - cerca de 12 milhões de pessoas. No caso do diabetes mellitus, esse índice é de 11%, o que representa quase 4 milhões de brasileiros na referida faixa etária. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR MESMO DEPOIS DA ALTA Fonte: Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) Cerca de 130 pacientes se encontram em internação hospitalar acompanhadas pelas unidades da Secretaria da Saúde. O Governo do Estado aguarda verba federal específica para este tipo de atendimento e pretende custear os gastos com energia elétrica dos pacientes de baixa renda. Para pacientes que passam por internação hospitalar, recebem alta, mas ainda precisam de cuidados, há serviços de assistência domiciliar prestados por sete unidades de saúde do Estado em Fortaleza, voltadas para diferentes públicos. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) anuncia três novidades para a área, um projeto em que o Governo pretende custear a energia elétrica de pacientes, a destinação de verba federal específica para internação domiciliar e um programa para recém-nascidos. De acordo com o secretário da Saúde do Estado, Jurandi Frutuoso, há em torno de 130 pacientes sob atenção domiciliar nos programas da Sesa, sendo a maior demanda do Hospital do Coração e do Pulmão de Messejana. O secretário explica que a maioria dos casos se caracteriza como "intermediário entre a internação e a alta completa". "Reduz o tempo de internação e amplia a capacidade de atendimento (nos hospitais)", analisa. Segundo ele, o projeto foi concebido para dar humanização na assistência, apostando nos benefícios do convívio familiar. Como os hospitais da Capital só acompanham pacientes que residem aqui, para manter uma internação domiciliar em outro município é preciso encaminhar para o acompanhamento de equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), segundo o secretário. Ele anunciou também que não há verba específica para assistência domiciliar, mas os estados aguardam uma portaria do Ministério da Saúde que prevê a criação de equipes específicas para o serviço em cidades com população acima de 100 mil habitantes. Para garantir a possibilidade de famílias de baixa renda manterem uma pessoa em recuperação em casa, Frutuoso afirma que o Governo do Estado está finalizando um projeto para custear os gastos com energia elétrica dos pacientes que precisam de suporte respiratório em casa, já que os aparelhos são elétricos. O projeto será enviado ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop). O secretário afirma que o investimento será em torno de R$ 20 milhões mensais. Outra novidade na área é o Programa de Internação Domiciliar Neo (PID Neo), do Hospital Geral César Cals (HGCC). De acordo com a coordenadora médica do programa, Celina Gomes Moura, ele será voltado para internação em casa de recém-nascidos cujos partos tenham sido feitos no César Cals e que precisem de cuidados específicos em casa, como crianças de baixo peso ou acometidas por doenças. A previsão de implantação, segundo ela, é no próximo mês. PROGRAMA DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR DE GUARUJÁ(SP) ATENDE CERCA DE 2 MIL PACIENTES O Programa de Internação Domiciliar (PID) da Prefeitura de Guarujá completou, na última quarta-feira (4), sete anos de funcionamento com um saldo positivo de suas atividades, demonstrando a importância e o carinho com que os profissionais envolvidos na iniciativa dão aos quase 2.000 pacientes acompanhados pela equipe, durante este período. O PID atende em todos os bairros de Guarujá e conta com vários profissionais que, segundo a assistente social e chefe do programa, Sônia Maria Lopes Neves, dão qualidade de vida para as pessoas atendidas.
ESTUDO INDICA DESENVOLVIMENTO Os ministros da Saúde, Saraiva Felipe, e da Educação, Fernando Haddad, divulgaram esta semana, em Brasília, um estudo que mapeou a trajetória dos 14 cursos da área da Saúde entre 1991 e 2004. A iniciativa, inédita no País, vai subsidiar a formulação de uma política nacional de formação de profissionais do setor. Os cursos analisados foram os de biomedicina, ciências biológicas; educação física; enfermagem; farmácia, fisioterapia; fonoaudiologia; medicina; medicina veterinária; nutrição; odontologia; psicologia; serviço social e orientação; e terapia ocupacional. A análise mostra, por exemplo, que a evasão no curso de medicina é menor entre estudantes de baixa renda em relação aos de classes sociais com melhor situação financeira. Dos 50,1% da população com renda de até três salários mínimos, só 8,8% ingressam no curso. Em compensação, 10% desses estudantes são concluintes. Este é o único caso, nas 14 áreas da saúde, em que o número de estudantes concluintes de baixa renda supera o de ingressantes. O curso de medicina também é o único em que as instituições públicas superam as instituições privadas em número de matriculados. De 1991 a 2004, o curso de saúde que apresentou maior crescimento de matrículas foi fisioterapia, de 11.379 para 95.749 (aumento de 741,5%). Em seguida, está enfermagem, que passou de 22.237 matrículas para 120.851 (variação de 443,5%). Medicina apresentou o menor aumento. Em 1991, eram 46.881 matriculados; em 2004, 64.965 (aumento de 38,6%). O estudo aponta que a demanda pelos cursos de saúde continua elevada, especialmente no setor público, com relação de 16,2 candidatos por vaga, contra 1,9 no setor privado. Medicina é o curso mais concorrido, com 39,3 candidatos por vaga nas instituições públicas de educação superior e 11,9 nas particulares. É também o curso com maior taxa de ocupação - 95% das vagas nas universidades públicas e 85% nas privadas R$ 2,25 BILHÕES EM 2006 PARA A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA Segundo uma pesquisa recente realizada pela Febrafarma (Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica), com 53 empresas que detêm participação de quase 80% no segmento, a indústria investirá este ano R$2,25 bilhões. Serão 43% (R$ 978,967 milhões) para campanhas de marketing e 13% para desenvolvimento e pesquisa. Outros R$ 716,390 milhões (31,82% do total) irão para a modernização e ampliação de fábricas, onde parte dos investimentos no Brasil se concentram na modernização das instalações como diferencial competitivo. Ainda R$ 181,540 milhões vão para o desenvolvimento de novos produtos, enquanto R$ 302,449 milhões devem ter como destino as áreas de pesquisa e desenvolvimento. O restante, R$ 71,962 milhões, vai para outras áreas, como recursos humanos e novos negócios. As companhias norte-americanas destinam, em média, 4% do faturamento em desenvolvimento científico, porcentagem que chega a até 20% nas maiores do setor. A indústria brasileira, que não tem a cultura de destinar grande volume de verba para esta área, aposta em um investimento de pouco mais de 1% do faturamento de 2005, de R$ 22,23 bilhões em 2006 LIVRE ESCOLHA A CLIENTE DE PLANO DE SAÚDE A Câmara analisa o Projeto de Lei 6510/06, do deputado Ricarte de Freitas (PTB-MT), que confere ao cliente de plano de saúde liberdade para escolher o profissional, o hospital ou a clínica de sua preferência, mesmo que esses não sejam conveniados. De acordo com o texto, a opção será possível por meio de um sistema de compensação de carteiras. Ou seja, quando os profissionais ou serviços de saúde não tiverem em sua carteira o plano daquele paciente, as despesas pelo atendimento serão compensadas com outro plano a que estejam credenciados. O projeto estabelece que, na adoção desse sistema, seja feito um rodízio entre os planos de saúde disponíveis para atendimento. Segundo o texto, o consumidor terá um pequeno acréscimo (1%) nas despesas realizadas, com o objetivo de cobrir os custos da compensação financeira a ser processada entre os planos. O consumidor também estará sujeito às restrições e normas estabelecidas por esse plano e ao pagamento das despesas relativas à diferença dos valores e serviços contratados em seu plano de origem. Os procedimentos para viabilizar essa compensação serão estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). De acordo com a ANS, responsável pela regulação e fiscalização do setor, o mercado brasileiro de planos de saúde é o segundo maior do mundo e envolve cerca de 40 milhões de usuários. Ricarte de Freitas afirma que a livre escolha do médico é um direito do consumidor, que vai assegurar ao paciente ser atendido por alguém de sua confiança e favorecer a sua cura. "Para alcançar resultados favoráveis com esta medida, é necessário que os profissionais médicos, clínicas e hospitais tenham, no mínimo, um plano de saúde, para que possam promover o atendimento requerido pelo consumidor", declara. O deputado destaca que, na maioria das vezes, o consumidor perde um tempo significativo na busca dos locais onde seu plano de saúde é aceito. "Nas situações emergenciais, o consumidor nem sequer tem condições de consultar as relações de médicos e hospitais credenciados ao seu plano", diz. A proposta foi anexada ao PL 4076/01, do deputado Henrique Fontana (PT-RS), que inclui os procedimentos preventivos entre os serviços a serem oferecidos pelos planos e seguros privados de assistência à saúde. Os projetos, sujeitos à votação em Plenário, tramitam nas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. HomeCare Plus |
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