GASTO COM TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO CONSOME DE 1% A 20% DO SALÁRIO MÍNIMO

Uma pessoa que sofre de hipertensão no Brasil pode gastar de 1% a quase 20% do salário mínimo em remédios por mês. O problema, que já atinge 24% da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde, é a doença crônica mais comum no país. A hipertensão, ou pressão alta, é um distúrbio em que o aumento da pressão sanguínea nas artérias deixa o paciente mais vulnerável a complicações como derrame cerebral, infarto do miocárdio, aneurismas ou lesão renal. A pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9; o normal é 12 por 8.

Gastos

Segundo levantamento realizado, baseado em dados da Câmara de Regulação de Medicamentos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o custo mensal do tratamento, considerando o uso de apenas um medicamento, pode variar de mínimos R$ 3,98 mensais (0,8% do salário mínimo de R$ 510) a R$ 43,40 (8,5% do salário mínimo base), considerando a cobrança de 17% de ICMS. O doente que precisa tomar dois ou mais medicamentos terá de tirar mais dinheiro do bolso, mas dificilmente pagará mais do que R$ 100 (19,6% do salário mínimo). Segundo o cardiologista Ruy Póvoa, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o número de remédios e de comprimidos tomados pelo paciente hipertenso depende da intensidade de seu problema, que é classificado como leve, moderado ou grave.

Como economizar?

Desta forma, para realizar as contas de um gasto mínimo mensal, às quantidades mínimas necessárias indicada pelos médicos consultados e comparou os preços de mercado com os dos mesmos medicamentos oferecidos no programa Aqui Tem Farmácia Popular, do governo federal, que oferece remédios com até 90% de desconto.

Os remédios mais comuns no tratamento são o maleato de enalapril (um ou dois comprimidos de 5 mg por dia, podendo chegar a 21 mg por dia), atenolol (um comprimido de 25 mg ao dia, podendo chegar a 100 mg), captopril (quatro comprimidos de 12,5 mg por dia, podendo chegar a quatro de 25 mg), hidroclorotiazida (um comprimido de 12,5 mg, podendo chegar a 25 mg) e cloridrato de propranolol (quatro comprimidos de 20 mg por dia, podendo chegar a quatro de 80 mg).

No caso do maleato de enalapril, a base de preço de uma caixa de 30 comprimidos de 10 mg é de R$ 20,12, enquanto pelo programa fica por R$ 1,80.  No caso do atenolol, uma caixa com 28 comprimidos de 50 mg custa em média R $ 14,50, enquanto pelo programa fica R$ 5,88. Para quem for receitado hidroclorotiazida, a caixa disponível com 50 comprimidos de 50 mg custa R$ 44,58, já a caixa com 30 comprimidos de 25 mg do programa sai a R$ 2,64. Já para quem tiver de usar cloridrato de propranolol, a caixa de com 30 comprimidos de 40 mg custa em média R$ 3,98 e pelo programa sai a R$ 1,90.

Para quem tem que tomar o captopril, o preço da caixa com 30 comprimidos de 12,5 mg custa em média R $ 10,85. Na necessidade de tomar ao menos 120 comprimidos ao mês, conforme indicado pelo cardiologista, o custo sobe para R$ 43,40. Pela Farmácia Popular não foram informados os preços do captopril.

Além destes, o programa do governo ainda oferece a R$ 5 o equivalente a 30 comprimidos de metildopa de 250 mg, e a R$ 1,20 comprimidos de 40 mg de furosemida, mais dois medicamentos indicados para o combate à hipertensão. Por ocasião do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, comemorado na último dia 26 de abril, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão da sinvastatina, usada no tratamento do colesterol ruim, a partir de maio. A sinvastatina reduz o nível de colesterol ruim e triglicerídeos, melhorando o fluxo sanguíneo. Isso diminui o risco de hipertensão arterial, de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e de infarto.

Cada caso é um caso

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Gustavo Gusso, apesar de barato, o tratamento deve ser escolhido de acordo com o perfil do paciente, não pelo preço. Em pacientes jovens, por exemplo, tanto a hidroclorotiazida quanto o captopril são mais indicados, ao passo que, para quem tem insuficiência cardíaca, o melhor é o captopril. Já para quem sofre de arritmia, o médico sugere o propranolol. Mas este mesmo medicamento pode causar impotência nos jovens e aumentar a pressão do asmático. Como a pressão alta é difícil de diagnosticar, não é aconselhável a automedicação.

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ABUSO DE MEDICAÇÃO PARA TDAH É PROBLEMA CRESCENTE ENTRE OS ADOLESCENTE

Pesquisadores do Children's Hospital Medical Center, University of Cincinnati, Cincinnati, Ohio, Estados Unidos, avaliaram todos os casos envolvendo pessoas entre 13 e 19 anos em que houve abuso ou mau uso intencional de substâncias prescritas para o tratamento do transtorno de hiperatividade e déficit de atenção (TDAH), relacionados no sistema de banco de dados nacional de envenenamentos entre 1998 e 2005.

Os investigadores analisaram dados do Sistema Nacional de Envenenamentos da American Association of Poison Control, com informações acerca do abuso ou desvio intencional de medicamento, e que a substância era um medicamento usado para o tratamento de TDAH. Os resultados foram publicados na revista Pediatrics.

Foi observado que as chamadas relacionadas com adolescentes vítimas de abuso por drogas prescritas para tratamento de TDAH aumentaram em 76%, que foi maior do que o aumento de chamadas para abuso em geral e de abuso por adolescentes. O índice anual de exposição de adolescentes não foi alterado. Ao longo de 8 anos a prescrição de anfetaminas para adolescentes e pré-adolescentes aumentou 133%, de metilfenidato aumentou 52%, e aumentou 80% para os dois juntos.

A exposição ao metilfenidato diminuiu de 78% para 30%, ao mesmo tempo em que a prescrição deste medicamento para TDAH foi reduzida de 66% para 56%.

A conclusão do estudo foi que este aumento acentuado de chamadas sugere um problema crescente em relação ao abuso de medicação para TDAH por adolescentes. A gravidade dos casos aumentou ao longo do tempo, e os dados de venda de drogas para TDAH refletem a disponibilidade dos medicamentos, principalmente envolvendo as anfetaminas.

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CRESCE NÚMERO DE CASOS DE CÂNCER DE MAMA EM MULHERES JOVENS

Dados atualizados da Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp) - que reúne estatísticas de 63 hospitais especializados do Estado de São Paulo - mostram que da parcela de 602 casos de câncer de mama registrados em 2008 (números notificados entre janeiro e julho), 35% foram em mulheres antes dos 50 anos. Em 2007, esta faixa etária correspondeu a 34,7% do total. Em 2007, 33,9%. Em proporções bem maiores, porém, cresceram os hábitos femininos de desafiar a saúde com o uso de cigarro, álcool, estresse e sedentarismo, todos fatores de risco para o câncer de mama.

No Centro Estadual de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), a alta de pacientes mulheres em tratamento para o alcoolismo subiu 80% entre 2006 e 2007. Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os estudos mostram que as meninas menores de 13 anos fumam mais do que os meninos de mesma idade. Já o programa de vigilância de fatores de risco do Ministério da Saúde atestou que as mulheres são mais sedentárias do que os homens. A diferença chega a 10 pontos porcentuais.

O uso indiscriminado do anticoncepcional é outro fator que preocupa os especialistas, já que prática é comum entre adolescentes e ilustra a chamada banalização do contraceptivo citada por Mourão Netto, chefe da oncologia do Hospital A.C. Camargo. "As pessoas esquecem que os contraceptivos são medicamentos que precisam de orientação e acompanhamento médico, que podem causar reações adversas e não podem ser tomados sem supervisão", alerta o especialista.

Ainda que as pílulas sejam apontadas como um dos métodos para evitar gravidez indesejada, outra lembrança feita pelos médicos é que o anticoncepcional não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis (DST), como aids. Para ilustrar o cenário de infecção, uma pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas com garotas que engravidaram antes da maioridade mostrou que 70% delas estavam contaminadas pelo vírus HPV, também transmitido pelo sexo sem proteção, e que pode evoluir para o câncer de colo de útero, um dos mais fatais do sexo feminino segundo os números oficiais do Instituto Nacional do Câncer (Inca).


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