CRESCE INCIDÊNCIA DE CÂNCER DE MAMA EM MULHERES JOVENS
Apesar de ser menos frequente em pacientes com menos de 40 anos de idade, a incidência do câncer de mama em mulheres jovens vem crescendo nos últimos anos. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que o diagnóstico em mulheres dessa faixa etária subiu de 3% para 17% do total de casos nos últimos anos. Esse fato preocupa especialistas da área, já que a mulher jovem, por ter mais tempo de vida pela frente, acaba sofrendo mais com os efeitos colaterais do tratamento da doença.
A doença é a principal causa mundial de morte por câncer da população feminina entre 39 e 58 anos de idade. No Brasil, o número de casos novos de câncer de mama esperados para 2010 será de 49.240, com um risco de 49 casos a cada 100 mil mulheres, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde já existe uma concentração maior de diagnósticos da doença.
De acordo com especialistas, o câncer de mama em mulheres jovens é muito complexo, pois têm um significativo impacto psicológico e abala a autoestima feminina. "A mastectomia, que é a retirada da mama, é um dos tratamentos mais utilizados nos casos de câncer de mama. Em nossa sociedade, a mulher se destaca como um ícone de beleza e vaidade, e a mama feminina simboliza toda a sensualidade e feminilidade. Assim, qualquer alteração na sua imagem acarretará modificações no seu dia a dia", explica o oncologista Fernando Medina da Cunha, diretor científico do Centro de Oncologia Campinas.
Mas, segundo o médico, o momento mais difícil enfrentado pelas mulheres ainda é a quimioterapia, não só pelo sofrimento físico com os efeitos colaterais, mas também pelo impacto psicológico. "É o momento em que a mulher realmente demonstra estar doente, muito mais do que depois da cirurgia. A queda dos cabelos, tão importantes na vaidade feminina, afeta seriamente a autoestima. Além disso, a quimioterapia provoca a diminuição da libido, o ressecamento vaginal e a interrupção da menstruação", explica Medina.
|
 |
O especialista explica que esse tipo de câncer não possui uma causa definida, mas alguns fatores de risco são conhecidos, como histórico familiar (mãe ou irmã com esse tipo de tumor na pré-menopausa), presença de alterações genéticas (modificações nos genes associados à doença), além do ritmo de vida acelerado vivenciado hoje por grande parte das mulheres. "Pacientes jovens fumam com mais fequencia, trabalham mais, estão mais sujeitas ao estresse e utilizam anticoncepcionais por tempo indeterminado. É importante dizer que mudanças de hábitos, como a prática de atividades físicas regularmente, ter uma alimentação saudável e parar de fumar, ajudam a prevenir o câncer".
O oncologista destaca, ainda, que, no caso de pacientes jovens, não é indicada a mamografia sem recomendação médica. "É preciso lembrar que este é um exame que inclui a emissão de radiação ionizante que, quando aplicada de forma excessiva, pode ser nociva à saúde. Por isso, não devemos antecipar a inclusão da mamografia no cotidiano de uma mulher precocemente, caso ela não tenha histórico familiar ou alterações genéticas que justifiquem o exame", ressalta. O mais indicado, por isso, é o autoexame de toque - que deve ser realizado mensalmente, sete dias após o início da menstruação, quando as mamas já não estão mais inchadas - que, segundo o especialista, é responsável pela detecção de 80% dos tumores.
voltar
ESTAR UM POUCO ACIMA DO PESO PODE AJUDAR OS IDOSOS A VIVEREM MAIS
|
Antes de alcançar a terceira idade, o excesso de peso e de gordura corporal tende a aumentar o risco de diversas doenças – principalmente as cardiovasculares – e de morte. Porém um novo estudo da Universidade de York, no Canadá, indica que, entre os idosos, isso pode ter o efeito contrário – a massa de gordura “é tida como sendo uma reserva de energia que ajuda o indivíduo a sobreviver a doenças e condições crônicas”, segundo a pesquisadora Jennifer Kuk.
Avaliando cerca de 4,4 mil homens e 5 mil mulheres, os pesquisadores notaram que peso e níveis de gordura muito baixos estavam associados com maior risco de morte entre pessoas com 65 anos ou mais velhas. Entre os participantes com mais de 75 anos, ter baixo peso aumentaria os riscos de morte em 1,6 vezes para os homens e em três vezes para a mulher, comparado ao peso normal. Segundo os autores, na faixa etária de 18 a 64 anos, o risco de morte aumentaria com a obesidade masculina e em mulheres com sobrepeso ou obesas. Mas, nos grupos mais velhos, estar um pouco acima do peso foi associado a uma menor mortalidade.
Os autores destacam, porém, que, considerando que a obesidade aumenta a incidência de diversas condições crônicas e de morte inclusive entre os idosos, a perda de peso acompanhada por um especialista pode ser benéfica, de forma geral, também para as pessoas mais velhas. Porém, mais estudos são necessários para avaliar a relação entre peso e mortalidade entre idosos. |
voltar
DEMÊNCIA E DEPRESSÃO
Os cônjuges de homens e mulheres com demência pagam um alto preço emocional pela doença dos companheiros, segundo estudo publicado na revista científica “Journal of International Psychogeriatrics”. Os resultados da pesquisa, realizada nos Estados Unidos, sugerem que um quarto dos cônjuges de pessoas com demência apresentam sintomas depressivos.
O estudo da Case Western Reserve University avaliou 391 cônjuges cuidadores e 226 não-cuidadores em seu hospital universitário que pesquisa a doença de Alzheimer. Após considerar idade, gênero, educação, renda e raça, os pesquisadores descobriram que 25% dos cuidadores sofriam de depressão, contra apenas 5% dos não cuidadores. Além disso, os companheiros de pessoas com demência apresentavam consideravelmente maior falta de emoções positivas, como felicidade e esperança, e maiores níveis de tristeza, irritação e solidão.
Os resultados também indicam que apenas 23% dos cuidadores relataram não se sentirem sobrecarregados pela responsabilidade de cuidar de seu cônjuge com demência. Enquanto a grande maioria relatou se sentirem moderadamente ou severamente sobrecarregados. (15/08/08)
voltar
ÁLCOOL DIMINUI CAPACIDADE DO CÉREBRO
Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA descobriram que o uso de bebidas alcoólicas inibe a capacidade de detectar ameaças. O estudo explica a associação entre o envolvimento em comportamentos de risco e a ingestão de bebidas alcóolicas.
A pesquisa utilizou o método de ressonância magnética funcional, capaz de mapear a atividade das diversas áreas do cérebro diante de um estímulo determinado. O trabalhou avaliou a resposta cerebral de adultos saudáveis que recebiam uma quantidade de álcool ou de soro fisiológico.
Após isso, era mostrada uma imagem de uma face com expressão de medo. Pesquisas anteriores mostraram que a exposição a essas imagens ativam regiões cerebrais que sinalizam ameaças. A comparação das imagens obtidas dos participantes que ingeriam álcool e dos que receberam somente soro fisiológico demonstrou que, sob o efeito da bebida, o cérebro reagia aos estímulos de ameaça de forma diferente. |
|
As regiões ativadas nas duas situações eram opostas, ou seja, sob o efeito do álcool o julgamento de uma ameaça iminente parecia comprometido. Segundo Marina Wolf, da Universidade R. Franklin, a pesquisa demonstra o que já se conhece: o álcool nos deixa mais confiantes, permitindo atitudes que não tomaríamos completamente sóbrios. Por um lado isso ajuda em situações sociais, mas pode levar a erros de julgamento diante de situações de risco.
Pesquisas como essa mostram que o desenvolvimento de tecnologias de imagem que permitem a avaliação do cérebro em funcionamento ajudam na compreensão dos intrincados mecanismos de raciocínio e decisão.
voltar
ESTUDO CONTESTA BENEFÍCIOS DE SE BEBER MUITA ÁGUA
Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que a constante ingestão de água ao longo do dia, ao contrário do que se pensa, não traz grandes benefícios à saúde. Desde os anos 90, profissionais de saúde em todo o mundo vêm disseminando a idéia de que o consumo de oito copos de água por dia ajuda o organismo a se manter hidratado, eliminar toxinas e a perder peso.
Ainda segundo alguns especialistas, beber água também é bom para curar dor de cabeça e manter a pele tonificada, prevenindo contra rugas. No entanto, o estudo realizado pelos especialistas da Universidade da Pensilvânia desmistifica os supostos poderes do líquido e defende que há poucas evidências de que o alto consumo de água traga benefícios reais à saúde.
Pacientes com alguns tipos de doença também se beneficiam da ingestão do líquido, afirmaram os pesquisadores. Mas não há dados que comprovem tais benefícios em pessoas com a saúde em equilíbrio. Os especialistas disseram que apesar de a água ajudar o corpo a se manter hidratado, não há provas de que a ingestão suplementar de água - quando não se tem sede - previne o organismo contra desidratação.
Ao se debruçar sobre outros trabalhos que abordam a eliminação de toxinas pela água, os médicos americanos concluíram que isso não implica, necessariamente, em benefícios reais para a saúde.
Sobre a cura para a dor de cabeça, os especialistas afirmaram que, apesar de alguns estudos apontarem que a ingestão de água ajuda a minimizar o problema, os resultados não foram estatisticamente significativos. |
|
Os cientistas ainda analisaram a teoria de que, ao beber água, a pessoa se sentiria satisfeita, comeria menos e perderia peso. Eles concluíram que os estudos não apresentaram conclusões consistentes. E, por fim, os pesquisadores também não encontraram benefícios clínicos que provem que o líquido seria um elixir para manter a pele tonificada. "Há simplesmente uma falta de evidência genaralizada", afirmaram os especialistas no Journal of the American Society of Neuphrology.
voltar
CIRURGIAS DE ESTÔMAGO SÃO MAL EMPREGADAS
Enquanto pacientes graves que necessitam da operação permanecem sem tratamento, pessoas com cerca de dez a 15 quilos acima do peso ideal e bom poder aquisitivo buscam o procedimento como solução para melhorar a estética. As cirurgias para redução de estômago indicadas por especialistas como forma eficaz de tratar a obesidade mórbida estão estão sendo mal empregadas no país. Enquanto pacientes graves que necessitam da operação permanecem sem tratamento, pessoas com cerca de dez a 15 quilos acima do peso ideal e bom poder aquisitivo buscam o procedimento como solução para melhorar a estética sem ter de mudar hábitos alimentares e praticar atividades físicas.
A opinião é de Márcio Mancini, supervisor do Ambulatório de Obesidade Mórbida do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), uma das 53 unidades de saúde no país que realizam cirurgias bariátricas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Falta muita informação. O número de cirurgias feitas no Brasil é insuficiente para o número de pessoas que precisam dela. Há cirurgias que não deveriam estar acontecendo e há pacientes que precisariam ser operados e estão confinados em casa, a gente nem os vê na rua. Boa parte dos obesos mórbidos estão dentro de casa e é um problema de saúde que fica meio escondido dos olhos das pessoas”, defende.
Segundo o médico, a cirurgia é válida e útil para os casos de obesidade mórbida, no qual a chance de sucesso na perda e manutenção do peso ao longo dos anos com outros tratamentos é muito reduzida e os riscos de permanecer com a obesidade são maiores do que os da operação. De acordo com ele, o sucesso das cirurgias para os obesos mórbidos é de 90% com manutenção do peso por 16 anos, enquanto os tratamentos convencionais tem fracassado em 98% dos casos.
Mancini diz que, para situações de sobrepeso e ou obesidades mais leves (graus 1 e 2), no entanto, a cirurgia é contra-indicada pois não justifica as complicações envolvidas. De acordo com ele, as pessoas que se submetem à operação precisam ficar em acompanhamento médico pelo resto da vida e ingerir complementos nutricionais prescritos pois correm risco constante de desenvolver anemia e fragilidade óssea, além de outros problemas de saúde.
No ano passado, aproximadamente 25 mil cirurgias para redução de estômago foram realizadas no país, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, cerca de 2,7 mil foram feitas pelo SUS. A operação tem custo de aproximadamente R$ 20 mil. Na rede pública e nos procedimentos particulares cobertos por planos de saúde as cirurgias são feitas seguindo uma resolução publicada em 2005 pelo Conselho Federal de Medicina que estabelece normas seguras para o uso da operação. O tratamento cirúrgico é indicado para pessoas maiores de 18 anos (e em casos especiais a partir dos 16) com obesidade considerada grave (de grau 3), que é definida pela presença de Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 Kg/m2.
Segundo Mancini, neste grau a obesidade recebe o nome “mórbida” pelo grande número de doenças associadas a ela, como pressão alta, diabetes, colesterol alto, apnéia do sono e dores nas articulações. No caso do SUS, é exigido ainda que o paciente com IMC acima de 40 já tenha tentado antes o tratamento convencional (dieta, psicoterapia, atividade física, etc), durante pelo menos dois anos, sob orientação direta ou indireta de equipe de hospital credenciado/habilitado. A condição não é exigida caso os pacientes sejam portadores de doenças relacionadas a obesidade que representem risco de vida.
O procedimento também é oferecido a pessoas com IMC entre 35 e 39,9 Kg/m2 desde que portadores de doenças crônicas desencadeadas ou agravadas pelo excesso de peso. Para sair do IMC considerado adequado para a saúde (entre 18,5 e 24,9) e chegar a obesidade mórbida o paciente passa pelo estado de sobrepeso ( 25,0 a 29,9), obesidade grau 1 ( 30,0 a 34,9) e obesidade grau 2 ( 35,0 a 39,9).
Essa trajetória pode ocorrer desde a infância, ou em outra fases da vida dependo da predisposição genética, mas sobretudo dos hábitos de vida do indivíduo que acabam determinando o aparecimento ou não da obesidade . Por isso, a prevenção e tratamento da doença são centrados na alimentação saudável e no consumo de calorias por meio de uma rotina que inclua atividades físicas.
O radialista Frederico Souza, 24 anos, morador de Brasília, conviveu com a obesidade desde criança. Ele decidiu pela cirurgia bariátrica em 2007 depois de ter sido mal sucedido em uma dieta à base de medicamentos. Desde a operação, em outubro do ano passado, Frederico perdeu 47 dos 140 quilos que pesava e está satisfeito com os resultados da cirurgia.
“Só me arrependo de não ter feito antes. O pós-operatório foi normal e houve uma mudança maravilhosa na minha vida. Tenho disposição para trabalhar, sair, ir à academia. Quando vou ao shopping consigo comprar roupas, o que antes não acontecia”, conta. Segundo Frederico Souza, o excesso de peso gerava limitações na vida diária, mas não chegou gerar danos à saúde.
A história do mecânico aposentado Valter de Macedo Junior, 48 anos, morador de Praia Grande, no litoral paulista, foi diferente. Pesando 220 quilos e sofrendo de problemas vasculares, hipertensão e diabetes, ele vendeu o carro da família em 2001 para pagar uma cirurgia bariátrica na rede privada, já que pelo SUS a espera pela operação era de quatro anos na época. Ele conta que emagreceu 40 quilos para fazer a cirurgia e outros 50 no primeiro ano depois da operação, mas como não teve recursos financeiros para continuar custeando o acompanhamento médico voltou a engordar.
Hoje Valter está com 214 quilos, aposentado pela previdência porque não pôde mais trabalhar, tem uma úlcera na perna por causa dos problemas vasculares e quase não sai de casa por causa das limitações geradas pela doença e da discriminação da sociedade.“Se tiver de andar um pouco não tem condições, se tiver de subir uma escada já fico ofegante. Se eu faço sinal para um táxi ele não quer parar. Eu moro numa cidade de praia e não vou até lá porque sou discriminado. A gente tem limitações e não é tratado como uma pessoa que tem uma doença”, diz.
voltar
ALCOÓLATRAS SÃO MAIS IMPULSIVOS
Um estudo realizado por pesquisadores americanos comparou a atividade cerebral de viciados em álcool e pessoas sem histórico do vício e sugere que os alcólatras podem ser naturalmente mais impulsivos do que outras pessoas. Os pesquisadores, da Universidade de North Carolina at Chapel Hill, observaram a atividade cerebral de 19 voluntários - nove alcoólatras em abstinência e 10 não viciados - por meio de um exame de ressonância magnética funcional.
Durante o exame, os cientistas pediram aos voluntários para decidirem se preferiam receber uma quantia menor de dinheiro imediatamente ou esperar para receber um valor maior dentro de um mês.
Os resultados apontam que o grupo dos alcoólatras escolheu receber a quantia menor imediatamente, com três vezes mais freqüência do que os não viciados, o que sugere um comportamento impulsivo.
Enquanto as decisões eram tomadas, a ressonância revelou uma atividade menor nas regiões do cérebro associadas ao ato de tomar decisões, como a região orbital do córtex frontal.
Para Charlotte Boettiger, que liderou o estudo, a descoberta pode apontar para uma "diferença cognitiva" nos viciados e abrir caminho para novos tratamentos para o alcoolismo. "Talvez o cérebro dos viciados não processe as conseqüências de suas decisões a longo prazo", diz a pesquisadora.
Genética Além da atividade cerebral, o estudo publicado na revista científica Journal of Neuroscience descobriu ainda que a ação de um tipo do gene COMT, responsável pela neurotransmissão da dopamina para o cérebro, pode estar relacionada com as decisões impulsivas.
O tipo de gene descoberto pelos cientistas provoca uma redução no nível de dopamina no cérebro. Segundo os cientistas, aumentar o nível de dopamina pode ser um tratamento eficaz para o alcoolismo. Pacientes de outras doenças, como o mal de Parkinson e o mal de Alzheimer, também apresentam nível baixo de dopamina, e são tratados com medicamentos que impulsionam os níveis da substância no cérebro. Para Boettiger, o estudo é um passo importante para o desenvolvimento de novos tratamentos. "Ainda temos muito para aprender", afirmou. "Mas as informações oferecem um passo à frente para identificar as categorias dos alcoólatras, o que pode ajudar a fazer tratamentos sob medida e ainda oferecer intervenção para pacientes em riscos de desenvolver o vício."
voltar
EQUIPAMENTOS NUCLEARES PARA COMBATER O CÂNCER
Os centros médicos estão se apressando para transformar os aceleradores de partículas nucleares, anteriormente utilizados apenas para pesquisas exóticas de física, em suas mais recentes armas contra o câncer.
As máquinas aceleram prótons quase à velocidade da luz e os disparam contra os tumores. Os cientistas afirmam que os feixes de prótons são mais precisos do que os raios-x atualmente utilizados pela radioterapia, o que significa menos efeitos colaterais e, possivelmente, uma porcentagem de cura mais elevada.
Mas um acelerador de 222 toneladas e o espaço para abrigá-lo podem custar mais de US$ 100 milhões. Isto torna um centro de prótons, nas palavras de um fornecedor de equipamentos, "o mais caro e complexo dispositivo médico do mundo".
voltar
VIAGEM AÉREA MAIS LARGA
Todas as companhias aéreas deveriam ser forçadas a aumentar o espaço entre as cadeiras por, pelo menos 5 cm, segundo anunciaram hoje (dezembro/07) as autoridades britânicas. The House of Lords and Science and Technology Committee informou que o espaço entre as poltronas dos vôos comerciais devem ser aumentadas no mínimo dos atuais 66 cm para pelo menos 71,6 cm.
Caso isto não seja observado o passageiros poderá ter problemas e não ser atendido com a devida emergência. O comitê no seu report Air Travel and Health: an Update, informou que a agência reguladora da Inglaterra (Civil Aviation Authority – CAA), já recomendou que as modificações sejam feitas. A revisão do report feito anteriormente em 2000, também alerta para o cansaço dos pilotos nas rotas de tarifas de baixo preço, o que poderia trazer falhas na segurança para os passageiros destes vôos. Maiores informações sobre problemas de saúde aéreo no site www.airhealth.org
voltar
NICOTINA PODE RETARDAR PROGRESSO DA ARTRITE REUMATÓIDE
Uma nova pesquisa mostra que o cigarro pode retardar a destruição das articulações, provavelmente devido às propriedades antiinflamatórias da nicotina.
O fumo é um fator de risco conhecido para artrite reumatóide, uma doença inflamatória crônica, que causa a destruição progressiva das articulações. Mas de acordo com um novo estudo americano, ele pode estar mais associado ao desenvolvimento da artrite do que à progressão ao longo do tempo.
No entanto, o responsável pela pesquisa, Dr. Axel Finch, alerta que os prejuízos cardiovasculares do fumo são maiores do que os potenciais benefícios antiinflamatórios da nicotina.
voltar
PNEUMONIA: PRINCIPAL CAUSA DE INTERNAÇÃO EM IDOSOS |
Idosos têm 20% mais chances de contrair a doença. Tratamento precoce ajuda na recuperação mais rápida do paciente e diminui o tempo de internação. Com a passagem do Dia Nacional do Idoso (27 de setembro) e o Dia Mundial da Terceira Idade (1º de outubro), médicos alertam para os cuidados com a saúde desta população, especialmente com a saúde dos pulmões. Dos 24.756 óbitos por pneumonia registrados no último levantamento do SUS (2005), 70% eram pacientes com mais de 65 anos. Dados do DATASUS mostram que a pneumonia é a principal causa de internação hospitalar no Brasil, totalizando 900 mil casos por ano. No entanto, segundo estudo clínico internacional com pacientes de mais de 65 anos que foram hospitalizados com pneumonia adquirida fora do ambiente hospitalar, o tratamento precoce diminui o tempo de internação em 3 a 5 dias e proporciona a recuperação mais rápida do paciente.
O estudo clínico comparativo CAPRIE (sigla em inglês para Recuperação da Pneumonia Adquirida na Comunidade em Idosos) avaliou a eficácia e a segurança do antibiótico AVALOX® (cloridrato de moxifloxacino), da Bayer Schering Pharma (divisão da Bayer HealthCare), em comparação com o levofloxacino, no tratamento de pacientes com mais de 65 anos de idade internados com pneumonia adquirida fora do ambiente hospitalar. No início do tratamento, os pacientes receberam o medicamento AVALOX® na apresentação endovenosa e, após a alta hospitalar, na apresentação oral 1 vez ao dia. Em outro grupo de pacientes foi administrado o medicamento levofloxacino endovenoso e oral. O estudo comprovou a mesma eficácia do cloridrato de moxifloxacino nas duas posologias e demonstrou que 97,9% dos pacientes recuperaram-se com maior rapidez do que os pacientes tratados com o outro medicamento.
Para o Dr. Alex Macedo, mestre em Pneumologia pela Unifesp, professor de Pneumologia da Unimes (Universidade Metropolitana de Santos) e da Unilus (Centro Universitário Lusíada), o estudo clínico mostra que a agilidade entre o aparecimento dos sintomas da doença e o início o tratamento é primordial para a recuperação do paciente idoso. "A ação rápida do antibiótico garante ao paciente menos tempo de hospitalização e, consequentemente, recuperação mais rápida e taxa de cura superior", comenta. O especialista lembra que quanto menor for o número de vezes da administração do medicamento oral ao dia, maior será a adesão ao tratamento. O estudo CAPRIE foi publicado na revista médica Clinical Infectology Diseases e envolveu 401 pacientes com mais de 65 anos de idade, sendo 61% com mais de 75 anos.
A pneumonia é uma infecção dos pulmões causada por vírus ou bactérias adquiridas no ar e os principais sintomas são dores no corpo, febre alta e tosse com secreção amarelada. Em 80% dos casos, as pneumonias são classificadas como não graves e podem ser tratadas em casa. "Mas as pneumonias graves, comuns em doentes com mais de 60 anos, respondem por 20% dos casos e estão relacionadas com outros fatores como idade, alteração da pressão arterial e da freqüência cardíaca", informa o pneumologista. Nesses casos, a doença precisa ser tratada inicialmente com medicamento intravenoso e requer a internação do paciente.
Dados do Ministério da Saúde revelam que o maior número de internações e óbitos por pneumonias no Brasil ocorre nas idades extremas, isto é, nas crianças e nos idosos acima de 60 anos. "Os idosos possuem 20 vezes mais chance de contrair a pneumonia do que os jovens. Isso ocorre devido ao sistema imunológico debilitado e a presença de outras doenças comuns na terceira idade como diabetes, problemas cardíacos, no rim e outras", explica Macedo. O médico informa que a incidência da pneumonia e da mortalidade aumentam em 5% nos grupos de pacientes idosos.
Os idosos precisam receber cuidados especiais para prevenir a pneumonia e para se recuperar da doença. Com a idade, a capacidade de absorção dos nutrientes diminui e o sistema imunológico enfraquece. "A suplementação alimentar é essencial, assim como a ingestão de líquidos e as consultas periódicas ao médico", orienta Macedo. "Nos casos em que o paciente possui outras doenças, estas devem ser controladas, pois a pneumonia agrava os problemas pré-existentes", destaca.
O médico pneumologista Alberto Cukier, do Serviço de Pneumologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor-HCFMUSP), lembra que a incidência da pneumonia cresce no outono e no inverno. "A gripe aumenta a suscetibilidade do paciente idoso à infecção pulmonar", informa Cukier. Por isso, recomenda-se a vacinação anual contra a gripe. "Além de reduzir a incidência da própria gripe, a vacina reduz os índices de pneumonias", pondera. Nos casos das pessoas com maior predisposição à pneumonia, o médico pode indicar a vacina contra o pneumococo, que é a principal bactéria causadora da doença.
voltar
A ADOÇÃO DO PAY FOR PERFORMANCE NAS MÃOS DO PACIENTE |
Pela primeira vez o usuário é chamado a “depor” para direcionar a composição da remuneração a ser paga ao “fornecedor do serviço médico”. Regina Herzlinger, da Harvard Business School, num recente estudo observou que um paciente norte americano típico normalmente espera em média uma semana para conseguir uma consulta, e depois espera mais de uma hora no consultório médico para ser atendido. Herzlinger salienta que “qualquer rede de lavanderias que operasse dessa maneira iria à falência”.
Certamente que no Brasil esses números estão longe de chegar perto da média. Se a consulta for pública, o referencial de espera passa a ser “meses” e o serviço de atendimento nunca ocorre antes de duas horas, quando ocorre. Na rede privada o problema não é diferente. A primeira pergunta que a atendente lhe faz, antes mesmo de você revelar seu nome ao telefone é: “qual é o plano de Saúde?”. Dependendo da resposta, o “mês” volta a ser o referencial de tempo para o agendamento da consulta. Quanto à espera nos consultórios e ambulatórios, chegamos à beira do padrão “cortina de ferro”, isto é, não existe qualquer possibilidade de você ser atendido no horário, com as honrosas exceções de sempre.
O que isso tem a ver com a forma de remuneração médica? Tudo. Vamos à novela: as Operadoras de Saúde contratam os prestadores de serviços médico-hospitalares e os remuneram de acordo com os serviços executados, normalmente lastreados em tabelas de honorários e procedimentos clínicos. É o famigerado fee-for-service. O prestador tem autonomia para decidir os procedimentos necessários para o tratamento e a remuneração ocorre conforme os serviços efetuados. Conclusão: o modelo estimula o aumento das despesas assistenciais, não privilegia o bom atendimento tampouco a cura ou a prevenção à doença. Baixo risco para o prestador, alto risco para o Sistema e nenhum controle de qualidade por parte do paciente.
Em 2002, o consórcio IHA - Integrated Health Association, sem fins lucrativos, composto por representantes de várias empresas de planos de saúde americanos, lançou um projeto centrado em um sistema de remuneração baseado na bonificação em função do alcance de metas por parte da rede prestadora. Trata-se do iluminado P4P, ou Pay for Perfomance. O sistema baseia-se em pagamentos de bônus por cumprimento de metas estabelecidas a partir de critérios padronizados. Em 2003, houve distribuição de bonificação da ordem de 37 milhões de dólares e em 2004 de aproximadamente 54 milhões de dólares. Atualmente já operam com o P4P mais de 220 prestadoras de serviço, com cerca de 45 mil médicos, sendo a grande maioria da Califórnia e do Texas, onde o modelo foi inicialmente proposto .
Em agosto de 2006, um decreto do presidente George W. Bush, intitulado “Promoting Quality and Efficient Health Care in Federal Government Administered or Sponsored Health Care Programs”, autoriza a adoção do P4P nos programas de saúde governamentais. Isto é, aquilo que nasceu para ser uma opção espontânea e não obrigatória, corre para ser um modelo irreversível e quiçá daqui a alguns anos, compulsório em muitos países. Informações do governo dos EUA (abril/2007) mostram que 85% dos Estados americanos estarão remunerando por desempenho em até cinco anos (Medicaid).
O mais importante é que o modelo P4P vem sendo incentivado pelos próprios usuários finais, que enxergam nele um formato mais apropriado para cobrar resultados quanto à forma de atendimento, a eficiência do tratamento, a preocupação com a prevenção, e, principalmente, quanto ao posicionamento do médico na sua relação com o cliente-paciente.
De acordo com a American Academy of Family Physicians, os programas de P4P já afetam mais de 30 milhões de pessoas nos EUA. No Reino Unido, a NHS (National Health Service) iniciou o projeto em 2004 (Quality and Outcomes Framework - QOF) e provê aos médicos de família um contrato de remuneração centrado em 146 indicadores de qualidade, cobrindo 10 grupos de doenças.
Pesquisa realizada pela empresa Thompson Medstat (vendas de 70 bilhões de dólares em 2005) e apresentada na conferência Connection 2006, em Phoenix, mostrou que dos 154 gerentes e executivos de hospitais, planos de Saúde, seguradoras e agências do Governo entrevistados, 42% disseram que suas organizações estão atualmente envolvidas em projetos de P4P. Outros 45% revelaram que esperavam entrar em projetos P4P ainda em 2006. A conclusão é que 85% dos pesquisados mostrou que o P4P é, ou poderia ser, a grande saída para sua Organização, sendo que desses, 41% descreveu o modelo como muito ou extremamente valioso para sua empresa e para o mercado em geral.
O projeto de P4P do Estado da Califórnia (The Califórnia Pay for Performance Program) é um dos maiores e mais bem-sucedidos exemplos de como o modelo pode ser um grande divisor de águas para todos os Sistemas de Saúde. No início contou, como sempre, com uma forte resistência dos setores conservadores encastelados nos Planos de Saúde e, principalmente, nas Organizações Prestadoras de Serviços. Desnecessário salientar a brutal pressão contrária da comunidade médica logo na apresentação do projeto. Passados mais de cinco anos, ainda há muito que o fazer e muitas arestas a serem aparadas. Mas com o tempo as entidades financiadoras e prestadoras, notadamente os médicos, começam a perceber os primeiros resultados positivos.
Tom Williams, diretor executivo da Integrated Healthcare Association (IHA), organização que gerencia o projeto, revela que “existe uma constante avaliação do programa por parte dos membros da cadeia de assistência, e passado esse período de implementação os resultados e as opiniões são favoráveis e encorajadoras”.
O formato de remuneração no projeto da Califórnia está centrado na aferição de desempenho em 3 verticais distintas, com seus respectivos pesos: clínica (50%), experiência do paciente (30%) e tecnologia de informação (20%). No quesito “experiência do paciente”, a IHA leva em consideração 5 itens para avaliação da performance: (1) comunicação com o médico, (2) avaliação global da assistência, (3) atendimento especializado , (4) acesso rápido ao atendimento e (5) organização e estrutura do atendimento.
Como se vê a elaboração desses indicadores depende diretamente das informações coletadas junto aos pacientes. Pela primeira vez o usuário é chamado a “depor” para direcionar a composição da remuneração a ser paga ao “fornecedor do serviço médico”. É aqui que começa uma brutal transformação dentro dos Sistemas de Saúde, públicos e privados. Ainda que ela comece tímida e suave, não existe possibilidade de reversão: médicos e demais membros da cadeia de assistência terão de se dobrar ao mercado consumidor. Uma dura jornada à frente, onde a comunidade médica, na primeira leitura, é e será contrária. Mas para a “tribo” que consome os serviços, os usuários dos Sistemas de Saúde, a notícia não poderia ser melhor.
A bem da verdade falta um pouco mais de “atrevimento” aos financiadores da Saúde Suplementar para perceberem que seu grande aliado na implementação de soluções tipo P4P é o seu cliente. Falta sentar com ele e convidá-lo a participar desse movimento, que afinal o tem como grande beneficiário. É a opinião do usuário que indica à indústria automobilística o que ela deve produzir, que mostra à indústria farmacêutica no que ela deve se concentrar ou que provê uma massa de informações à indústria financeira informando quais devem ser os melhores meios de pagamento (não foi ela que inventou o cheque pré-datado, mas o consumidor). É o consumidor que está destruindo a indústria fonográfica quando opta pela Internet para ter acesso às músicas. É o mesmo consumidor que tira o sono da gigante Microsoft quando “adota” um “google da vida”, ou quando mostra aos médicos que ele tem cada vez mais acesso às informações clínicas (web driver) e está cada vez mais preparado para conversar com eles.
Os Sistemas de Saúde mundo afora estão aprendendo a duras penas que uma das melhores estratégias é resgatar a participação e a comunicação com seus usuários, colocando-os na trincheira da luta contra o eterno “apagão da saúde”. Ele, quando bem treinado, é um poderoso soldado na guerra contra a escalada dos custos, contra a mediocridade assistencial ou contra a omissão do Estado. É necessário deixar de tratá-lo como um espectador, que só é lembrado quando qualquer Órgão gestor anuncia os “anuais” reajustes de preço. Se os Sistemas não trouxerem o consumidor para a luta serão massacrados pelo seu Poder, que só para citar um exemplo, quebrou mais de 27 grandes redes de varejo no país nas últimas décadas (Mappin, G. Aronson, Sears, etc.).
O modelo fee-for-service é um cadáver insepulto. Vai ficar pelo caminho da história focado em grupos de procedimentos específicos, altamente complexos e vocacionados a uma remuneração de taxímetro. Nunca deixará de existir, mas sua forma é reducionista, sectária e totalmente na contramão do que o consumidor do século XXI precisa (ou impõe).
Pagar por desempenho não é nenhuma panacéia e os desafios para que isso ocorra abundam. Mas, como diz a jornalista Mary Grayson, editora da Hospitals & Health Networks Magazine, “o P4P oferece um maior potencial para equilibrar as forças e equalizar a autonomia das partes (prestador e paciente), e isso é crítico para a prática de medicina responsável, assim como é crítico para os pacientes sentirem pelo que e para que estão pagando seu seguro saúde”. Completa Grayson: ...”ninguém sabe com certeza se a qualidade poderá conviver com a redução de custos. Muitos apostam nisso. Mas pelo menos com a qualidade no banco do motorista, nós teremos uma definição melhor do que estamos vendendo e comprando. E isso é mais do que uma tendência, é uma montanha delas!”.
Se o mote para a implementação dos modelos de remuneração por desempenho é o custeio, ótimo. Vamos triturar os números, trazer transparência ao sistema e utilizá-los para reduzir a espiral crescente dos preços da assistência médica. Mas não se iludam, é na ponta da melhoria da qualidade do atendimento que mora a sobrevivência de qualquer “p4p”. É o usuário que vai se entusiasmar com um modelo que lhe consulta para remunerar a quem ele consulta. A verdadeira indução do processo está nas mãos do paciente. Se os Sistemas quiserem florescer o P4P deve germinar o usuário final, ele é o seu grande aliado.
Quando a lavanderia atrasa a entrega das roupas, trocamos de fornecedor. Quando o médico atrasa a consulta, esperamos o fornecedor. Afinal, dirão os óbvios, Saúde e Roupa têm lá a sua enorme distância. Absolutamente correto. Mas com a cadeia de prestação de serviços clínicos sendo remunerada pelo desempenho, a distância será cada vez menor.
voltar
CÉLULAS - TRONCO REPARAM DANO EM RETINAS, VEIAS E CORAÇÃO |
A Advanced Cell Technology anunciou ter descoberto um método promissor para transformar células-tronco embrionárias em precursoras de veias e planeja testar a técnica em humanos. Conseguimos encontrar um método para gerar bilhões dos chamados hemangioblastos, a célula nos embriões que dá origem a todo sistema imunológico e circulatório - garante Robert Lanza, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento científico da empresa americana.
Os pesquisadores as testaram em olhos, artérias e corações doentes de ratos e obtiveram um "potencial reparador inacreditável". Células-tronco embrionárias são a unidade-mestre do corpo que geram todos os outros tipos de tecido e órgãos. Seu uso é controverso pois sua retirada exige a destruição do blastocisto, um dos primeiros estágios do desenvolvimento do embrião, à qual muitos se opõem.
Outro problema é que muitas das linhagens de células-tronco correntes precisam ser mantidas em culturas com sangue animal, o que pode levar a sua contaminação por vírus. No artigo publicado na revista Nature, Lanza descreve como multiplicar as células-tronco sem esse tipo de cultura. Outros pesquisadores precisaram replicar a experiência para que os resultados sejam aceitos. Lanza explicou que ao serem injetadas na corrente sangüínea, as células-tronco embrionárias migraram para o tecido vascularizado danificado, reparando-o em 24 a 48 horas.
- Por exemplo, ao injetarmos essas células em ratos com problemas na retina devido ao diabetes ou outras doenças, elas foram para os olhos, incorporaram e consertaram toda a rede vascular. As células são realmente espertas, e de um modo maravilhoso, sabem que não devem fazer nada em olhos saudáveis - completa.
Por terem matado os ratos para verificar o progresso celular, os pesquisadores desconhecem os efeitos de longo prazo da terapia. As células também demonstraram uma capacidade significativa de regeneração em roedores que tiveram ataques cardíacos, entupimentos e feridas isquêmicas, reduzindo a mortalidade depois de um grande enfarte em 50%.
- Caso o mesmo aconteça em humanos, podemos ser capazes de prevenir que pacientes tenham pernas e outros membros amputados pela simples injeção de células - explica Lanza. William Caldwell, presidente-executivo da Advanced Cell Technology, revelou que sua empresa já pediu autorização a Food and Drug Administration, que fiscaliza remédios e alimentos nos EUA, para começar os testes em humanos no fim do ano que vem.
- Temos estudos que mostram que essas células podem acelerar a cura de feridas, reparar danos nos pulmões e até gerar grandes quantidades de glóbulos vermelhos para transfusão - adianta Lanza.
voltar
ANS INDICA MELHOR OPÇÃO PARA MIGRAR
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recomendou que todos os consumidores migrem para planos de saúde criados depois de 1998, quando a agência reguladora foi criada, para evitar problemas como o do paulista Anselmo Vessoni cliente da Itaú Seguros. Portador de câncer de pulmão, ele era cliente de um plano anterior à regulamentação, que se recusou a cobrir sessões de quimioterapia. Os planos antigos, ao contrário dos novos, que são regidos pelas normas da ANS, não são obrigados a pagar o tratamento de todas as doenças nem a autorizar a execução do rol de procedimentos médicos mais freqüentes.
¨A gente observa que os planos novos são capazes de cumprir todas as demandas. Esses problemas sempre acontecem com os planos antigos e precisam ser solucionados na Justiça, que costuma ser favorável ao consumidor¨, analisou o gerente-geral de Estrutura e Operações de Produtos da ANS, Everardo Braga. Em relação aos planos novos, a operadora pode criar mecanismos de regulação para autorizar casos de alta complexidade, como a exigência de laudos médicos. Mesmo no caso de uma negativa, é necessário que o médico do paciente e o da operadora entrem num acordo. ¨Ouvir uma segunda opinião é altamente recomendável, sobretudo em procedimentos de alta complexidade¨, ponderou Braga. Mas quem determina o tratamento é o médico do paciente, não pode haver limite de custos para a cobertura¨, disse ele. Segundo Braga, as negativas administrativas só podem ser feitas quando o consumidor está no período de carência prevista em lei ou em situação de inadimplência.
Apesar de as normas da ANS abrangerem a cobertura de quase todas as doenças e procedimentos mais freqüentes, ainda há situações em que a lei não obriga a operadora a custear o tratamento, como no caso de transplantes que não sejam de rins ou córneas . ¨Mesmo assim já há operadoras com contratos que englobam esses casos¨, afirmou. Mas Braga, no entanto, não concorda que clientes de planos hospitalares tenham direito a tratamento ambulatorial, nem vice-versa. ¨A ANS determina um rol de procedimentos para cada tipo de cobertura, hospitalar ou ambulatorial. Não pode também o cliente comprar um deles e ter acesso a tudo, encarecendo os gastos da operadora¨, disse Braga.
voltar
CUSTOS COM SAÚDE NÃO ACOMPANHAM INFLANÇÃO
|
O cenário brasileiro aponta para um crescimento preocupante dos custos com saúde, num patamar acima dos principais indicadores econômico-financeiros. A inflação geral do País acumulou alta de 150% em 11 anos, contra 350% da inflação médica no mesmo período, segundo dados da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp).
Esta tendência não é prerrogativa do Brasil. “Nos Estados Unidos, por exemplo, a inflação geral acumulada em 10 anos é de 27%, enquanto a inflação médica superou os 100%”, afirmou a diretora de recursos Médicos e Hospitalares da Unimed Fortaleza, Riane Azevedo. Estudo da Anahp aponta que hoje o Brasil investe cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em saúde. O cenário do setor mostra um excesso de oferta de serviços médicos, envelhecimento da população e, conflitos constantes de interesses entre os prestadores de serviços e operadoras.
Diante dessa realidade, Riane Azevedo admite que o modelo atual é ineficiente e vai se esgotar. De um lado, os planos de saúde deparam-se com a necessidade de controlar os custos para manter o cliente e atender às normas da ANS. Na outra ponta, os prestadores de serviço têm necessidade de aumentar a receita.
A diretora de recursos Médicos e Hospitalares da Unimed admite que hoje o cliente está mais exigente, quer qualidade no atendimento e mais serviços à sua disposição. Para atender a nova demanda, “as operadoras precisam investir em tecnologia e qualidade dos serviços como diferencial de mercado”, frisou.
Para atender às regras da ANS, ela diz que é preciso reformular o modelo atual de saúde suplementar brasileira a partir de 2007. “Precisamos construir novas alianças, compartilhando o interesse do cliente, dos prestadores de serviço e das operadoras”, defende Riane. Entre as propostas que a Unimed Fortaleza deve colocar em prática, incluem a reavaliação dos internamentos de longa permanência — os valores de taxas e diárias serão com base na avaliação individual dos hospitais — e a implementação de uma nova gestão para insumos hospitalares.