IMPOTÊNCIA É FORTE INDICADOR DE ATAQUES CARDÍACOS

Um estudo alemão revelou que impotência sexual é um forte sinal em pacientes de alto risco de que estes podem estar perto de sofrer um ataque cardíaco. A pesquisa da Universidade do Sarre, na Alemanha, concluiu que entre os homens portadores de doenças cardíacas, aqueles que também apresentam quadros de impotência sexual têm o dobro de chance de sofrerem um ataque cardíaco. Segundo o estudo, a probabilidade dos portadores de disfunção erétil sofrerem um derrame cerebral é 10% maior do que a dos demais pacientes cardíacos, enquanto que a possibilidade de precisarem ser hospitalizados por insuficiência cardíaca é 20% superior.

Os cientistas alemães acompanharam 1519 homens de 13 países diferentes que já possuíam alguma doença cardíaca. Os participantes foram perguntados sobre uma possível disfunção erétil no início da pesquisa, depois de dois anos e após cinco anos.

O grupo concluiu que a disfunção erétil é "um potente indicador" de mortes relacionadas a problemas cardíacos, como "infarto do miocárdio, derrame cerebral, e insuficiência cardíaca". Para os autores do estudo, homens que estão tratando problemas de disfunção erétil deveriam fazer exames para saber se sofrem ou tem propensão a problemas cardíacos.

"Esses homens estão sendo tratados por disfunção erétil, mas não pela doença cardiovascular fundamental. Um grupo inteiro de homens está sendo posto em risco", disse Michael Böhm, um dos autores do estudo. A pesquisa explica que a impotência sexual está ligada ao fluxo inadequado de sangue nas artérias penianas.

Portanto, para muitos homens, a dificuldade constante de se atingir uma ereção pode ser um sinal prévio de que suas artérias estão tornando-se mais estreitas. Com base nisso, os autores da pesquisa defendem que os médicos deveriam indagar seus pacientes com mais de 40 anos sobre sua vida sexual, pois esses homens dificilmente tomam a iniciativa de relatar esse tipo de problema.

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AVC PODE ACOMETER CRIANÇAS

Apesar de ser um problema que acomete, na maior parte dos casos, pessoas adultas, as crianças também correr risco de ter um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Quem faz o alerta é a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo ao informar que em 2008 foram registrados 266 casos, com 28 mortes no Estado e, 177, em 2009, entre crianças até 14 anos de idade.

O AVC ocorre quando há uma interrupção do fluxo sanguíneo para determinada área do cérebro, provocando um infarto ou hemorragia. Em 90% dos casos algum membro do corpo para de funcionar. Os sintomas mais frequentes são: diminuição da força muscular, que pode ser localizada ou generalizada, perda da consciência, defeito no campo visual, dificuldade na fala, dor de cabeça, convulsão, entre outros.

- Não existe prevenção para o AVC na população infantil. Algumas crianças fazem parte de grupo de risco para o AVC, como portadores de anemia falciforme, cardiopatias congênita, hipercolesterolêmia e diabetes. Os fatores de risco da doença na infância são diferentes dos casos em adultos (hipertensão arterial, obesidade, infarto), afirma o neuro-pediatra do Hospital Infantil Darcy Vargas, Paulo Breinis.

Existem dois tipos de AVC, o isquêmico e o hemorrágico. O isquêmico é mais comum, em que há uma interrupção da passagem do fluxo sanguíneo para uma determinada área do cérebro. E o hemorrágico, geralmente o mais grave, quando acontece o derrame cerebral, no qual, além da obstrução, existe vazamento de sangue.

As sequelas podem ser reversíveis, como num AVC isquêmico pequeno ou podem deixar sequelas neurológicas importantes. O tratamento é baseado na reabilitação multidisciplinar com fisioterapia, psicologia e outros tratamentos.

- Após o primeiro episodio, é realizada uma extensa investigação laboratorial e neurorradiológica para determinar a causa. O grande objetivo é que, se soubermos a causa, temos como evitar a repetição do evento AVC. A investigação sobre as causa do Acidente Vascular Cerebral na infância é fundamental. Mesmo assim, apesar de todo aparato médico científico tecnológico, ficamos sem saber o que realmente ocorreu em cerca de 30% dos casos, completa o neuro-pediatra.

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ESTUDO NOS EUA LIGA VÍRUS COMUM A HIPERTENSÃO

Um novo estudo sugere que uma infecção viral que afeta mais de 60% dos adultos em todo o mundo pode ser uma das causas de pressão arterial alta. Em experiências com ratos de laboratório, os pesquisadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess, nos Estados Unidos, descobriram que o vírus citomegalovírus ou CMV também causa o endurecimento das artérias - o que pode levar a doenças coronárias e paradas cardíacas.

Os cientistas disseram que a descoberta pode abrir caminho para novos tratamentos para pressão alta, inclusive com a possibilidade de uma vacina. A pressão alta - ou hipertensão - é conhecida como 'a morte silenciosa' porque não apresenta sintomas óbvios e até 30% das pessoas com o problema nem sabem que são afetadas por ele. Na maioria dos casos, as causas da hipertensão são desconhecidas. Mas o estudo sugere que um vírus comum pode ser uma causa desse mal.

O vírus CMV causa a mononucleose (uma síndrome caracterizada por mal-estar, dor-de-cabeça, febre, dor-de-garganta, aumento de gânglios), também conhecida como "doença do beijo", porque pode ser transmitido pela saliva. Por volta dos 40 anos de idade, a maioria dos adultos nos Estados Unidos já estariam infectados com o vírus.

Isso pode ser uma ameaça à vida das pessoas com sistema imunológico debilitado. Durante as experiências com ratos envolvendo diferentes dietas, os pesquisadores notaram que o vírus intensificou a ação de uma enzima diretamente ligada à elevação da pressão sanguínea.

"Isto dá uma forte sugestão de que a infecção com CMV e uma dieta rica em colesterol podem estar trabalhando juntos para causar arteriosclerose", disse Clyde Crumpacker, co-autor da pesquisa. Até o momento, a hipertensão vem sendo tratada com remédios e mudanças no estilo de vida e na dieta do indivíduo. Mas esta pesquisa sugere que alguns casos de pressão alta poderiam ser tratados com medicamentos antivirais ou uma vacina contra o citomegalovírus.

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AUTOR AMERICANO RELACIONA BAGUNÇA EM CASA A EXCESSO DE PESO

Uma despensa bagunçada e seus quilinhos extras podem estar relacionados. É o que defende o organizador profissional Peter Walsh, autor de "Engordei ou minha roupa encolheu?". Segundo ele, uma despensa bem arrumada e uma cozinha funcional podem fazer maravilhas pela sua aparência. No livro, ele afirma que a casa é o reflexo do que se é e a cozinha da forma como se alimenta. Walsh descobriu a relação entre bagunça e excesso de peso após organizar a baderna de inúmeras casas no programa Chega de Bagunça, exibido no Brasil pelo Discovery Home & Health.

"Ao ajudar as pessoas a arrumar suas casas, percebi que o problema não era só a tralha. Depois que elas passavam a ter foco nas vidas que queriam, e no que precisavam para isso, elas começavam a transformar não só as casas, mas todas as áreas da vida, como locais de trabalho, carreiras, relacionamentos e atitudes em relação ao corpo", diz. Segundo o autor, quando se começa a pensar na qualidade de vida que se quer, passa-se a fazer escolhas melhores. "A casa, especialmente a cozinha, deve ser um lugar que nutre a família. Ao arrumar a casa e ao organizar a cozinha, a despensa, as compras e os planos alimentares, se faz escolhas mais claras para uma saúde melhor."

Assim, Walsh apresenta um plano de emagrecimento cujo foco é a alimentação consciente. Nada de delivery, fast food, rodízios ou comida congelada. A chave para a perda de peso é comer comida fresca e saudável, em casa, com a família, sem ceder às tentações e trocando horas em frente à TV por exercícios físicos, que podem ser feitos até em casa. Esse processo exige uma organização que engloba a casa e também os afazeres diários.

Para o autor, é possível, sim, mudar o comportamento e livrar-se dos maus hábitos em pouco tempo. O primeiro passo, recomenda Walsh, é descrever como é a vida que se quer ter - englobando casa, trabalho, relacionamentos e corpo. "Depois de ter as respostas em mente, é hora de acabar com a bagunça. O que fica e o que vai embora é determinado pela resposta à seguinte pergunta: "este item me leva para mais perto ou mais longe da vida que eu quero?" Ter em mente a vida que se quer muda a vida que se vive."

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MUSCULAÇÃO E MULHERES

A musculação oferece vários benefícios às mulheres, como por exemplo queimar gorduras, tonificar os músculos e combater a osteoporose. Apesar dos vários benefícios, algumas mulheres ainda têm vergonha de fazer musculação, com medo de ficarem exageradamente musculadas e com aspecto de homem, por isso fazem apenas trabalho cardiovascular. Isso é completamente errado, e a musculação feita correctamente é dos exercícios que mais vantagens pode trazer à saúde geral das mulheres.

Os músculos que são desenvolvidos com o treino de pesos só acentua o seu aspecto feminino, porque as mulheres não ganham músculos como os homens, devido à sua constituição genética. Apenas com suplementos anabólicos e esteróides, a mulher pode ficar com aspecto masculino. Talvez a idéia mais errada é a de que as mulheres irão desenvolver músculos enormes através da musculação. Isto não é verdade, pois a mulher, em geral, não produz quantidades significativas de testosterona a ponto de aumentar consideravelmente a massa muscular.

Se quando você pensa em musculação logo vem em sua mente aquelas halterofilistas, flexionando músculos enormes na televisão, pesquisas apontam que um ou mais dos fatores abaixo podem desempenhar algum papel nestes casos: estas mulheres podem apresentar uma menor relação entre estrógeno e testosterona, podem ter níveis de testosterona acima do normal, ter uma predisposição genética para o desenvolvimento de músculos (somente 6,8% da população se encaixa nesta categoria) e além disso, tenha em mente que estas mulheres não ficam assim por acidente.

Elas treinam duro. Para algumas, é um trabalho de período integral. Três sessões por semana não deixarão você como uma delas. O único ponto de desequilíbrio entre os dois sexos nessa prática, se refere às diferenças hormonais entre homens e mulheres, que seriam a quantidade reduzida de tetosterona nas mulheres o que impede o alto grau de desenvolvimento dos músculos, já que a força muscular da mulher é menor que a do homem. E atenção: grávidas só devem fazer musculação se liberadas pelos médicos e seguindo um programa de exercícios bem específicos.

O treinamento para mulheres não é muito diferente do trabalho com pesos feito com os homens , a não ser quanto à intensidade e volume de treinamento. O que muda é a individualidade biológica, pois a força aplicada pelos homens é maior devido à quantidade de fibras musculares que o corpo masculino possui. Os homens possuem em média maior massa corporal magra e menor peso gorduroso. São maiores, mais pesados e privilegiados pela própria estrutura óssea. (29/07/08)

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MELANOMAS NO COURO CABELUDO E NO PESCOÇO SÃO MAIS LETAIS

Pessoas com melanoma no couro cabeludo ou no pescoço morrem em uma proporção duas vezes maior do que aquelas com melanoma em outras partes do corpo, segundo pesquisadores da University of North Carolina, em Chapel Hill. Os melanomas de braços, pernas, rosto e orelha têm os melhores prognósticos.

Foram analisadas 51.704 pessoas diagnosticadas com melanoma nos Estados Unidos entre 1992 e 2003. Os resultados mostraram uma taxa de sobrevivência de 83%, em cinco anos, para as pessoas com melanoma no couro cabeludo e no pescoço, comparada a uma taxa de 92% para as pessoas com melanoma em outros locais do organismo. Em dez anos, o índice de sobrevivência foi de 76% para os melanomas de couro cabeludo e 89% para outros melanomas.

Os participantes do estudo apresentaram 43% de melanoma nos braços e pernas, 34% no tronco, 12% na face e na orelha, 6% no couro cabeludo e 4% em locais inespecíficos. Os 6% com melanoma no couro cabeludo explicam 10% das mortes por melanoma. Este tipo mais letal ocorre mais freqüentemente em homens (74% homens versus 54% mulheres), com idade próxima a 59 anos, enquanto os outros tipos ocorrem um pouco mais cedo – aos 55 anos. São também um pouco menores, com maior tendência a ulceração e a espalhar metástases para linfonodos.

O melanoma pode causar metátases mesmo quando em tamanhos muito pequenos. Os melanomas de couro cabeludo e pescoço podem ter seu diagnóstico atrasado pois ficam recobertos pelos cabelos, dificultando sua visualização. Eles são mais agressivos que os demais, causando mais metástases para o cérebro do que os melanomas de braços, pernas ou tronco.

Estes resultados implicam em um maior cuidado com o diagnóstico. Médicos devem examinar atentamente o couro cabeludo e o pescoço de seus pacientes durante as consultas de rotina, segundo recomendações dos pesquisadores divulgadas no jornal Archives of Dermatology.

O melanoma lidera as causas de morte por câncer de pele, embora seja menos comum do que as outras formas de câncer de pele. O primeiro sinal de um melanoma são mudanças no tamanho, forma ou aparência de uma pinta na pele. Está relacionado à exposição solar em excesso, principalmente quando criança.

 

Pessoas de pele clara e com história familiar de melanoma têm maior tendência ao seu desenvolvimento. As estimativas da American Cancer Society são de que 8.400 pessoas morrerão de melanoma nos Estados Unidos este ano e cerca de 62.000 novos casos serão diagnosticados.

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CAPACETE É ESPERANÇA PARA MAL DE ALZHEIMER

Cientistas britânicos estão testando um novo capacete, que emite raios infra-vermelhos e que poderia em tese ser usado para reverter os efeitos do mal de Alzheimer, segundo estudo publicado esta semana na revista científica Science Direct. O capacete foi desenvolvido pelo médico Gordon Dougal, diretor de um instituto de pesquisas médicas na região de Durham, na Inglaterra.

Ele usou os raios infra-vermelhos pela primeira vez em humanos para a criação de um aparelho para o tratamento de herpes e percebeu que a exposição aos raios estimula a produção de novas células. Dougal testou o uso dos raios em pacientes com demência na sua cidade e percebeu uma melhora nos sintomas da doença em 8 de cada nove doentes.

Ratos Para ter uma base científica mais elaborada para a observação, o médico entrou em contato com uma equipe de cientistas da Universidade de Sunderland, na Inglaterra. Os cientistas fizeram testes de laboratório usando raios infra-vermelhos em camundongos que sofriam de problemas de memória. O estudo analisou a resposta de camundongos novos (4 meses) e mais velhos (12 meses).

Os roedores mais velhos apresentavam déficit de memória em comparação aos mais jovens. No entanto, ao serem expostos a quantias seguras de raios infra-vermelhos, os camundongos mais velhos tiveram a perda de memória revertida. Os pesquisadores sugerem que a exposição freqüente a níveis seguros de raios infra-vermelhos pode ajudar no aprendizado e ativar a função cognitiva do cérebro, já que estimula a produção de células, inclusive de neurônios.

Os primeiros testes do capacete em pacientes de mal de Alzheimer serão realizados a partir de junho em 100 doentes no Reino Unido. Segundo Dougal, para surtir efeito, os pacientes de demência deveriam usar o capacete por dez minutos todos os dias e os resultados apareceriam nas primeiras quatro semanas.

De acordo com os pesquisadores, o estudo pode representar um avanço no tratamento da demência pois reverte os sintomas, ao invés de apenas amenizá-los, como em outros tratamentos. "Atualmente os sintomas da demência podem apenas ser reduzidos - o novo processo não apenas vai parar os sintomas, mas parcialmente revertê-los", disse Dougal. Para a Alzheimer Society, que trabalha com a pesquisa e ajuda a famílias e pacientes de Alzheimer, a técnica tem potencial. "Um tratamento que reverte os efeitos da demência ao invés de apenas reduzir temporariamente os sintomas pode mudar a vida de milhares de pessoas que vivem nesta condição devastadora", disse um porta-voz da organização. "Esperamos ansiosos pelo próximo passo da pesquisa para avaliar se a exposição aos raios pode melhorar a cognição em humanos. Somente assim podermos investigar se os raios infra-vermelhos podem beneficiar pacientes de demência", concluiu.

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