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"JUNK FOOD" PODE VICIAR TANTO QUANTO DROGAS
Uma pesquisa publicada esta semana afirma que os mecanismos do corpo que provocam vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos. A pesquisa feita pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que como o vício em drogas, a compulsão por comidas gordurosas - como doces e frituras - é extremamente difícil de ser combatida. O estudo, realizado com camundongos, mostra que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando.
Essas regiões do cérebro vão respondendo cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos. O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma. Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos possui elementos que viciam.
"No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida."
A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente. O cientista relata que quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar.
Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão. O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer - como o provocado por comida, sexo ou drogas.
Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro recebe menos dopamina. |
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PREVENÇÃO DE TROBOEMBOLISMO APÓS CIRURGIA DO JOELHO:
APIXABAN MAIS EFICAZ DO QUE A ENOXAPARINA
Um artigo publicado no The Lancet relata hoje que apixaban é um anticoagulante mais conveniente e eficaz do que a enoxaparina. É melhor na prevenção de tromboembolismo venoso após a cirurgia de substituição do joelho. Além disso, apixaban não aumenta o risco de hemorragia. Esta é uma preocupação fundamental com anticoagulantes, já que isso pode prejudicar a recuperação e predispor a infecções que podem danificar a prótese. Atualmente, a profilaxia existentes, tais como heparinas (como a enoxaparina) ou outras drogas (como fondaparinux) precisam de injeções regulares. Além disso, o uso de warfarin tem várias desvantagens na prática rotineira, métodos mecânicos e são onerosos.
Michael Rud Lassen, do Departamento de Ortopedia do Hospital Horsholm da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e colegas investigados para determinar se apixaban seria melhor do que a enoxaparina em ambos mantendo tromboembolismo e hemorragia ao mínimo. Eles comprometeram-se uma fase de experimentação controlada randomized 3. Os pacientes receberam ou 2,5 mg de apixaban duas vezes por dia ou enoxaparina 40 mg por dia. O desfecho primário era composto de trombose venosa profunda, não embolia pulmonar fatal, e morte por qualquer causa.
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Um total de 147 pacientes (15 por cento dos 976) em apixaban e 243 (24 por cento dos 997) a enoxaparina tiveram um evento resultado primário. Isto mostrou uma diferença estatisticamente significativa. Não havia notável disparidade entre os grupos em que o sangramento durante o tratamento. Os autores explicam: "2 • apixaban 5 mg duas vezes ao dia, com início na manhã após a substituição total do joelho, oferece um enoxaparina conveniente e mais eficaz alternativa administrada por via oral a 40 mg por dia, sem aumento do sangramento."
Dizem que no encerramento: "Estes resultados favoráveis poderia ajudar cirurgiões a resolver seu dilema clínico ao considerar profilaxia anticoagulante para a substituição total do joelho. Sangramento pode atrasar a recuperação e pode predispor a infecções que põem em perigo a prótese. O pequeno, mas ocasionalmente importante aumento de sangramento cirúrgico que é atribuída a enoxaparina pode contribuir para a subutilização da profilaxia eficaz. "
Em uma nota associada, Dr Jawed Fareed, Departamento de Patologia, Loyola University Medical Center, Maywood, IL, E.U.A., e Russell Dr. Hull, University of Calgary, Calgary, Canadá comentário: "estamos potencialmente um passo mais perto da necessidade não atendida de terapia antitrombótica oral, sem necessidade de fiscalização. |
Eles escrevem em concluir: "A droga profilática ideal seria reduzir a freqüência de tromboembolismo venoso pós-operatório sem causar hemorragias e outras complicações em pacientes no pós-operatório. De uma droga ideal ainda não existe. O balanço é bastante simples: um efeito mais forte anticoagulante está associado a menos eventos trombóticos, mas com um custo de aumento da ocorrência de sangramento. "
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ANVISA REGULAMENTA NOVAS REGRAS DE FUNCIONAMENTO DE UTIS
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou, nesta segunda-feira (1º/3), novas normas para o funcionamento das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) brasileiras. A decisão foi regulamentada por meio de uma resolução divulgada na última quinta-feira (25). A resolução RDC nº 7 se aplica a todas as UTIs, sejam públicas, privadas ou filantrópica, civis ou militares.
Os hospitais terão prazo de seis meses para adequação à nova resolução, sendo que para cumprimento de alguns itens relacionados a recursos materiais e humanos o prazo é de três anos. O objetivo é reduzir os riscos aos pacientes, visitantes, profissionais e do meio ambiente e elevar a qualidade do atendimento, com a consequente redução do tempo de tratamento de pacientes graves nesses setores. Assim, mais pacientes poderão usufruir do tratamento especializado oferecido nas unidades.
A nova regra pretende delimitar parâmetros tanto para estrutura, organização e processos de trabalho e monitorar indicadores de saúde que retratem o perfil de assistência da unidade. Serão monitorados a densidade de incidência de Infecção Primária da Corrente Sanguínea Relacionada ao Acesso Vascular Central e os de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica.
Segundo dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), de dezembro de 2009, o Brasil dispõe de 27.026 leitos de UTI.
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Confira os principais pontos da resolução:
- A preservação da identidade e da privacidade do paciente deve ser assegurada por todos os profissionais que atuam na UTI. O paciente que estiver consciente e o seu responsável legal devem ser informados quanto aos procedimentos que serão adotados.
- As equipes de UTI e a CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) são co-responsáveis pelas ações de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde.
- O hospital deve realizar gerenciamento dos riscos inerentes às atividades realizadas na unidade, bem como aos produtos submetidos ao controle e fiscalização sanitária.
- As preparações alcoólicas para higienização das mãos devem estar na entrada da unidade, entre os leitos e em outros locais estratégicos definidos pela CCIH.
- A CCIH deve divulgar os resultados das vigilâncias e o perfil de sensibilidade dos microrganismos à equipe multiprofissional da UTI, visando a avaliação periódica das medidas de prevenção e controle. A equipe da UTI deve proceder ao uso racional de antimicrobianos, estabelecendo normas e rotinas de forma interdisciplinar e em conjunto com CCIH, Farmácia Hospitalar e Laboratório de Microbiologia.
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COCEIRA E ESTRESSE PSICOLÓGICO ESTÃO RELACIONADOS
Pesquisadores japoneses avaliaram a relação entre a freqüência de sintomas de prurido (coceira) ao longo de 1 mês e o estresse psicológico em 2224 participantes com mais de 18 anos e sem distúrbios psiquiátricos, participantes do estudo Japan Health Diary Study. A pesquisa foi publicada na revista Archives of Dermatology de dezembro de 2009.
A idade média dos participantes foi de 44,6 anos, 54,5% eram mulheres e 3,1% se apresentaram com sintomas pruriginosos. A análise mostrou que os pacientes com prurido tinham estresse psicológico significativamente maior do que aqueles sem prurido ( p =0,01). Além disso, foi observada uma tendência linear entre o aumento do estresse e a gravidade dos sintomas, sendo os coeficientes ß para o primeiro, segundo e terceiro tercis 0,81, 1,77 e 4,86, respectivamente.
A conclusão é que a freqüência dos sintomas pruriginosos está associada com o estresse psicológico na população em geral.
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MULHERES APRESENTAM SINTOMAS NÃO TRADICIONAIS DE DERRAME |
As mulheres podem estar mais propensas do que os homens a apresentarem sintomas "não tradicionais" de derrames, como desorientação, confusão mental ou perda de consciência, de acordo com um estudo da Universidade de Michigan (EUA), publicado recentemente na revista científica "Stroke". "Infelizmente, os sintomas de AVC (Acidentes Vascular Cerebral) são mais variados do que os do infarto do coração e bem menos conhecidos pelo público leigo, e isto dificulta a rápida procura por assistência médica. É bom saber que o AVC é a principal causa de morte no Brasil", explica o neurologista Ricardo Teixeira, diretor do Instituto do Cérebro de Brasília (ICB).
Pesquisadores estudaram 470 pessoas que foram tratadas por doenças isquêmicas, AVC isquêmico ou AIT (Ataque Isquêmico Transitório). Não foram analisados pacientes que sofreram AVC hemorrágico. A equipe de pesquisadores solicitou aos pacientes (ou a amigos e parentes, quando o paciente não tinha condições de falar) que revelassem os sintomas apresentados por eles quando sofreram o derrame.
Os mais atípicos foram relatados por 116 mulheres (52%) em comparação com 104 homens (44%). O estudo concluiu que as mulheres tinham 42% mais chances do que os homens de apresentar, pelo menos, um sintoma não tradicional. A alteração do estado mental foi o sintoma mais comum, afetando 23% das mulheres e 15% dos homens.
O novo estudo definiu os sintomas considerados não tradicionais:
- Dor na face ou metade do corpo
- Alteração do estado mental (desorientação, confusão ou perda de consciência)
- Cefaleias - Sintomas neurológicos (náuseas, soluços, fraqueza)
- Dor no peito, palpitações, falta de ar
Os sintomas tradicionais de derrame incluem:
- Dormência ou paralisia em um lado do corpo
- Problemas de fala e compreensão
- Visão dupla ou outros problemas visuais
- Problemas de coordenação
- Vertigens
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O TERNO É RECENTE: “ÁLCOOLRÉXICOS”
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“Eu sou 'álcoolréxica', mas vivo muito bem assim!!! (...) Pra que comer?? Vamos beber e ficar legal!!”. O trecho desse depoimento que uma jovem deixou no Orkut em março de 2007 resume um tipo de comportamento que tem preocupado os médicos. Homens e mulheres, a maioria na faixa entre 18 e 25 anos, estão substituindo as refeições por bebidas alcoólicas. Para a maioria, o objetivo é emagrecer. Os médicos alertam para os riscos de dependência química.
O termo é recente e, em inglês, pode ser traduzido para drunkorexia. “Dez latas de cerveja valem por um bifinho. Certeza”, diz outra jovem na mesma página da comunidade do Orkut sobre o tema. Uma terceira amiga responde: “e depois de dez latas de cerveja eu sempre quero um bifinho. (...) Vamos parar com essa mamata de ficar comendo. Vamos voltar a beber!”.
O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), disse que a preferência das pessoas que têm esse vício é pelos destilados. “Se a pessoa bebe cerveja, fica com a barriga estufada. O álcool [nos destilados] suprime o apetite e, tomado em grande quantidade, dá uma sensação de saciedade e certo enjoo da comida”, explicou.
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Barriga 'estufada' e incômodo
Formada em administração de empresas, a paulistana Camila (nome fictício), de 36 anos, acredita estar curada do problema. Ela conta que deixava de comer à noite quando saía com os amigos para beber mais e aproveitar “a balada”. Constrangida, não quer se identificar. “Eu substituía o jantar pelo álcool e não tomava cerveja, mas saquê porque é mais levinho, tem menos calorias”, relata.
Camila passou a suprimir os pratos noturnos depois que começou a se sentir incomodada. “Eu comia, ficava estufada e ia para a balada beber cerveja. Então, ficava mais estufada ainda”. De acordo com ela, jantar e sair em seguida causava um desconforto. “A roupa aperta e você se sente mais gorda. Incomoda”. Hoje, sete meses após ter procurado a ajuda de um psiquiatra, Camila considera ter superado o problema. Por orientação médica, parou de comer alimentos mais pesados, como arroz e carne, e colocou no prato saladas e sanduíches feitos com peito de peru e queijo branco. “Foi uma reeducação”.
Camila conta que foi a um psiquiatra a pedido dos amigos, que acharam que ela estava virando alcoólatra. Um dos momentos dos quais não gosta de lembrar foi quando chegou tão bêbada em casa que vomitou na porta do elevador do prédio. As câmeras do circuito interno captaram a cena. “É meio constrangedor”.
Riscos
Acostumado a lidar com dependentes químicos, o psiquiatra Dartiu Xavier não vê os "álcoolréxicos" como “normais”. “É um absurdo. Existem hoje medicações seguras para inibir o apetite. Não justifica usar o álcool, que é tóxico”. De acordo com ele, as pessoas nesse perfil, geralmente, "têm preocupação com o peso".
Também psiquiatra do Proad, Marcelo Niel calculou que, em um ano e meio, atendeu dez pacientes com esse perfil. A maioria era de mulheres. “Por causa da preocupação em não engordar, elas acabam bebendo e evitando a alimentação. É um fenômeno que vejo com frequência. Elas evitam comer para beber mais e escolhem bebidas de menor teor alcoólico”, disse Niel, que não vê o distúrbio como doença e sim um “erro de comportamento”. |
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Para ele, está ligado aos transtornos alimentares e pode trazer complicações futuras. “O problema é a perda de controle. Se você não se alimenta e só bebe pode virar um alcoólatra e isso traz prejuízos mentais. A pessoa não se alimenta, não se hidrata”, acrescentou o psiquiatra.
Como se fosse água
Ficar quatro dias bebendo sem parar e sem comer é como uma rotina para Mariana (nome fictício), de 19 anos. “Quero emagrecer. Em alguns horários do dia, quando sinto fome, troco a refeição por uma bebida. Geralmente, é vodca”, contou a menina, que mora em Balneário Camboriú (SC). “Bebo como se fosse água”. Medindo 1,65 m e pesando 58 kg, Mariana diz que perde a noção do quanto bebe. Calcula que seja meia garrafa de vodca em um dia. “Quando vejo que vou ficar mal, como alguma coisa. Quando eu comia, engordava com facilidade. Aí resolvi beber”. Questionada se não ficava enjoada ou de ressaca com tanto álcool, respondeu: “acho que meu organismo se acostumou”.
Competição de bebida
Na turma de amigos de Mariana, ela não é a única que tem o perfil dos álcoolréxicos. “Quando a gente está junto, fica competindo para ver quem bebe mais. Só que eu me controlo para não ficar muito mal”, contou ela. João (nome fictício), de 21 anos, também trocava o arroz e o feijão por algumas doses na mesa de bar ou em casa. “Você se olha no espelho e se vê gordo. Aí passa dois dias bebendo”, justificou ele. O rapaz jura que “parou de fazer isso” há quase dois meses. “Já estou tomando consciência. Vi que não me fazia bem. Como ficava muito tempo sem comer, comia tudo o que via pela frente”.
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